Fui assaltado. Depois de um dia de, suposto, trabalho, descansei pela minha tarde seca e ainda mais esgotante que o começo daquela manhã. Nesta, onde o céu parecia amarelo, como uma folha suja de café. Nesta, mesmo, eu levantei; ou, a princípio, tentei levantar. O despertador tocou mais forte que o normal nos meus sonhos e, assim, estremeci. Tamanha sensação de agonia; grande era a dor em minha cabeça e o brandar dos estalos em minha coluna. Mas consenti. Era, enfim, final dos meus períodos de esforço e, portanto, haveria eu de me desgastar com apenas uma manhã? Certamente não! Assim sendo, tratei de me aprontar. Pouparei qualquer leitor dos detalhes da manhã como um inteiro, pelo senso de rotina que foi cada minuto, nada digno de estar aqui, neste contexto. Voltemos. Cheguei à minha casa, e pus-me a arrumar as malas: preparava-me para uma via...