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Mostrando postagens de agosto, 2015

Inconclusões

Uma cadelinha se empenhou em manter viva seu único filhote. Ela comia até grama na esperança de que seu corpo tivesse alguma umidade pra amamentar o recém nascido. Na esperança de encontrar comida ou água, dia após dia, ela procurava fontes, nascentes ou roedores para ele. Vida de rua não é fácil, e a cadelinha bem sabe disso. Ela ficou magra e ele começou a crescer. Passou do tamanho de um dedo ao tamanho de uma mão. Agora seus olhos já ficavam abertos e ele não precisava ficar deitado parado o tempo todo. Nessa hora a mãe achou mais fácil tentar procurar comida. Aí ela ficou feliz resolver andar por caminhos que não conhecia; a comida estava acabando onde ela já manjava. Viu um chão diferente daqueles do mato: todo preto, com umas faixas estranhas e coloridas de uma ponta a outra. Tudo vazio, nem um pingo de existência; só os matinhos que ela nunca deixou de comer de quando em quando depois que teve seu filho. Decidiu andar até o fim daquele chão - "vai que leva a algum lugar...

Resposta

João e Maria se deram doces e comeram. Maria teve aids. João teve diarreia. Culparam os doces. E assim se justifica metade dos problemas do mundo.

Junino

          Festa junina.           Pinta cara, roupa caipira, chapeuzinho, vestidinho, pintinha e barbinha;           e dança.           É tipo, uma festa junina como qualquer outra, mas têm aquelas diferençazinhas:           - É em agosto;           - É uma festa na antiga escola da pequena;           O lance de agosto nem pesa, porque, né, foda-se.           Mas por ser na escola dela, o senso de compromisso deu uma pesadinha sim. Primeiro fiquei com medo de ter que dançar, depois de ela não se sentir confortável, coisa do tipo, tipo de coisa.           Só que nem rolou ...