Inconclusões
Uma cadelinha se empenhou em manter viva seu único filhote. Ela comia até grama na esperança de que seu corpo tivesse alguma umidade pra amamentar o recém nascido. Na esperança de encontrar comida ou água, dia após dia, ela procurava fontes, nascentes ou roedores para ele. Vida de rua não é fácil, e a cadelinha bem sabe disso. Ela ficou magra e ele começou a crescer. Passou do tamanho de um dedo ao tamanho de uma mão. Agora seus olhos já ficavam abertos e ele não precisava ficar deitado parado o tempo todo. Nessa hora a mãe achou mais fácil tentar procurar comida. Aí ela ficou feliz resolver andar por caminhos que não conhecia; a comida estava acabando onde ela já manjava. Viu um chão diferente daqueles do mato: todo preto, com umas faixas estranhas e coloridas de uma ponta a outra. Tudo vazio, nem um pingo de existência; só os matinhos que ela nunca deixou de comer de quando em quando depois que teve seu filho. Decidiu andar até o fim daquele chão - "vai que leva a algum lugar...