Saudade
Que vontade de segurar numa mão que balance perdidamente ao meu lado; vontade de ter, pelo menos, um olhar amigo e amoroso que minha mente sempre enganou-me ao dizer que já o tinha; vontade do beijo que nunca senti, mas já, tantas vezes, imaginei em lábios alheios. Vontade de conseguir um sorriso tosco e mal planejado, obtendo, assim, uma felicidade tamanha que meu melhor e mais quente sorriso não saberia se expressar sem ajuda da chuva que brota de cada olho meu. Tão novo e tão sonhador, pensam; talvez assim seja. Como é bom viver nisso, pensando e contemplando cada pedaço de inexistência, sem quaisquer escrúpulos ou desconfortos. Contemplar é trabalhar; pensar é agir - já foi dito na França pós-revolução.
E, ainda imerso nos meus gozos constantes de momentos que já haviam de sucumbir, aqui vou eu; em meio às mais preenchidas lagoas de olhares e curiosidades, aqui vou eu. Nada que fosse inesperado com relação às ondas de sentimentos do agora, até porque pode-se deduzir - e é verdade - que já me rendi às grandes capacidades de consentimento racional. Mas nada hei de fazer sobre isso. Não vejo como uma falha.
Tentando desfazer os nós que completam meu ser, minha confusão assume um papel semelhante à do leitor de agora. O leitor que em alguma hora do dia experimenta o que eu experimentei destas 23:49 de 01/07/2014 para trás. Acha que não, mas sim. Se nada entende, então tudo sabe. Se entende um pouco, então muito já compreende da própria vida. Se tudo entende, então é Deus. Espero que minha confusão não obstrua minha ideia de saudade.
Minha saudade de amar.
E, ainda imerso nos meus gozos constantes de momentos que já haviam de sucumbir, aqui vou eu; em meio às mais preenchidas lagoas de olhares e curiosidades, aqui vou eu. Nada que fosse inesperado com relação às ondas de sentimentos do agora, até porque pode-se deduzir - e é verdade - que já me rendi às grandes capacidades de consentimento racional. Mas nada hei de fazer sobre isso. Não vejo como uma falha.
Tentando desfazer os nós que completam meu ser, minha confusão assume um papel semelhante à do leitor de agora. O leitor que em alguma hora do dia experimenta o que eu experimentei destas 23:49 de 01/07/2014 para trás. Acha que não, mas sim. Se nada entende, então tudo sabe. Se entende um pouco, então muito já compreende da própria vida. Se tudo entende, então é Deus. Espero que minha confusão não obstrua minha ideia de saudade.
Minha saudade de amar.
obrigada por colocar meus sentimentos em palavras.
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