Guerra
Escrevo banhado à lágrimas. Lágrimas que não são só minhas. Lágrimas que carregam o pesar dos meus amores. Lágrimas que, uma vez, foram os meus maiores sorrisos. Escrevo sem saber como. Com meus dedos tremendo. Meus olhos embaçados e meu coração queimando. Escrevo porque me desespero. Não há calma nem sossego nestas palavras. Medo, horror e... despedida. Lágrimas de fósforos que se acendem ao tocar minhas bochechas. Bochechas vermelhas pelo calor. Calor que me derrete e me destrói. E, em meio a todos os piques de 'adeus' que eu, em breve, darei, despejo prévias lágrimas pelo único que torna meus soluços mais úmidos que o mar. Titubeando como se não fosse mais possível. O melhor amigo que se pode pensar. Substância que se evidencia na simples companhia. Não vou saber te dizer isso quando te ver, meu amigo de dois anos e meio. Meu melhor amigo de dois anos e meio. Você, parte do que compõe os meus, poucos, sorris...