Como eu posso?
Como eu posso simplificar que não entendo? Não entendo, mas bem sei. Tento só conseguir sorrir e conseguir tocar um pedaço de alegria que vem devagarinho, de vez em quando. Quase nunca vem, porém sempre vai. Uma mecha de cabelos - nem lisos, nem crespos; nem secos, nem oleosos - um tanto coloridos e soltos por entre minhas mãos desaprendidas, fracas, suaves e, mesmo assim, cansadas.
Como eu posso mostrar que não vou entender agora? Funciona como um padrão de pedagogia: não se passa uma questão de mestrado ao mero juvenil do primário. Igualmente, não se espera de quem nada conhece, de tudo saber. Melhor dizendo, sei bem o que quero, sei como o quero e como o farei. Sei que não vou precisar de empurrões ou motivações como antes, sei que vai ser um alívio e que vou desfrutar de cada pedaço do futuro.
Como eu posso provar que não estou sendo ignorante? Minha mente, tida como supérflua, visando à superestima de estados emocionais que eu, certamente, passarei décadas - se pudesse, eras - tentando entender; essa minha mente, que se sujeita a olhares de invasões de curiosidades, típicos julgamentos e nada que fuja do padrão. É esse o bisbilhotar; é o, suposto, entender, que acredita que sabe como penso, como ajo, como sou, como serei. Minha insatisfação não se dá pela falta de fé nas coisas que escolho. Pouco me importa caso dê rios de desamparos e malevolências por meio de gritos e descontroles. Mas, que fique claro, não é porque não ligo para questões de grosseria, que abrirei mão dos carinhos que me sujeitarem. Abraço e beijo, com o amor de uma criança, aquele que, seja quem for, der a mim um pequeno e singelo sorriso de afeição.
Como eu posso mostrar que já sou mais?!
Como posso mostrar que já cresci?!
Como posso eu - que, mesmo sendo tão só, permanece tão feliz, tão em paz - deixar claro que já aprendi a optar por quem esquecer?!
Acredito que não quero dizer isso em palavras. Não agora. Só me resta, então, apelar para o infinito abuso do silêncio.
Como eu posso mostrar que não vou entender agora? Funciona como um padrão de pedagogia: não se passa uma questão de mestrado ao mero juvenil do primário. Igualmente, não se espera de quem nada conhece, de tudo saber. Melhor dizendo, sei bem o que quero, sei como o quero e como o farei. Sei que não vou precisar de empurrões ou motivações como antes, sei que vai ser um alívio e que vou desfrutar de cada pedaço do futuro.
Como eu posso provar que não estou sendo ignorante? Minha mente, tida como supérflua, visando à superestima de estados emocionais que eu, certamente, passarei décadas - se pudesse, eras - tentando entender; essa minha mente, que se sujeita a olhares de invasões de curiosidades, típicos julgamentos e nada que fuja do padrão. É esse o bisbilhotar; é o, suposto, entender, que acredita que sabe como penso, como ajo, como sou, como serei. Minha insatisfação não se dá pela falta de fé nas coisas que escolho. Pouco me importa caso dê rios de desamparos e malevolências por meio de gritos e descontroles. Mas, que fique claro, não é porque não ligo para questões de grosseria, que abrirei mão dos carinhos que me sujeitarem. Abraço e beijo, com o amor de uma criança, aquele que, seja quem for, der a mim um pequeno e singelo sorriso de afeição.
Como eu posso mostrar que já sou mais?!
Como posso mostrar que já cresci?!
Como posso eu - que, mesmo sendo tão só, permanece tão feliz, tão em paz - deixar claro que já aprendi a optar por quem esquecer?!
Acredito que não quero dizer isso em palavras. Não agora. Só me resta, então, apelar para o infinito abuso do silêncio.
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