Cama dos Erotes
Fiquemos desprotegidos. A nudez salienta nossas intenções. Toquemos um ao outro em silêncio; admirados e perplexos; mudos com olhos beirando às águas. Somos aquilo e sempre seremos. Somos a figura da reciprocidade, do prazer, do amor e da paixão. Não deixemos que o medo nos abale, o carinho vem quando o aquele se põe. Vem o carinho e o toque.
Quero começar, só eu: sem atrito, sem o mal; só o pesar escorregado da minha mão. Sentir o ponto de encontro das pernas e os pontos de separo do tórax. Que tom eles têm... São descritíveis, mas não ouso falar denotativamente. São uma amostra dos sonhos mais confortantes, mais gostosos. São os encontros dos beijos e das vozes, dos sorrisos e dos apertos. São as nossas noites e nossas manhãs em corpos que, tão juntos, se misturam fazendo, da cama, areia. Nossas mentes se entrelaçam, juntas como os dentes do sorriso que me encanta. Encanto. O sorriso. Sinônimos para mim. Deste se depreende esperança. Daquele se depreende paz. E nos dois encontra-se a razão do toque. Sabe dela quem ama. Senão está fazendo errado.
Mordo os topos e aperto nos redores. Queima. Como queima. Crianças adoram brincar com fogo. Agora me arranha, me machuca, me queima mais, me dá suspiro, me dá fulgor, me zoa, me ama. Do jeito que o amor limpa a alma, o mesmo se faz com a língua no corpo; de beijos nos ombros até mordidas nas coxas, tudo vale, mas lava este corpo que, juntinho assim, é o nosso. Faz tudo devagar primeiro, rápido depois, e, antes de continuar me tocando e me lendo, silencia-te, me dá sua atenção e deixa-me te dar prazer, pois convém que, com este texto, te enlaço nesta cama, e agora permita-se sentir o que lhe proponho.
Deixa o calor entrar, com calma, sempre com calma, seguido da fúria dos meus dedos. Entra e fica, fica e sai, sai e respira, respira e entra. Sempre assim. Na hora certa, uma mão na outra, nos dois corações que, repito, tão juntos, misturam-se os vasos sanguíneos e as artérias já não sabem para onde levar o plasma: Ficamos pálidos de prazer! Não por muito! O sangue se acha, a batida continua, ela não pode parar, acompanhada dos gritos, nossos dois gritos, e do rangir da madeira embaixo. Somos desprovidos de atrito, no entanto até o ar ao nosso lado coça estes corpos, enrosca-se na gente e faz a erudição do vocabulário virar a sujeira dos meus pés. Uma sujeira tão apaixonada que se entende dela um 'eu te amo' quase que evidente para nós, mas que, para ouvidos normais, só se entenderia preces a um Deus que não aprovaria nada daquilo, provavelmente.
Mas não se deixe cessar, é normal o cansaço. Porém, do que vai adiantar se os músculos, motores do corpo, impedirem o regozijo da alma? Músculos não podem ter esse poder. Ninguém pode ter esse poder. Nós temos o poder de continuar, então Grite, cantemos um ao outro, sejamos os dedos em pares, sejamos os beijos que vazam aos queixos, sejamos a confusão e o orgasmo, sejamos nada de compreensível e tudo de almejado.
Sejamos o sexo, o amor e a glória.
Mas, por favor, que sejamos, principalmente, apaixonados.
Quero começar, só eu: sem atrito, sem o mal; só o pesar escorregado da minha mão. Sentir o ponto de encontro das pernas e os pontos de separo do tórax. Que tom eles têm... São descritíveis, mas não ouso falar denotativamente. São uma amostra dos sonhos mais confortantes, mais gostosos. São os encontros dos beijos e das vozes, dos sorrisos e dos apertos. São as nossas noites e nossas manhãs em corpos que, tão juntos, se misturam fazendo, da cama, areia. Nossas mentes se entrelaçam, juntas como os dentes do sorriso que me encanta. Encanto. O sorriso. Sinônimos para mim. Deste se depreende esperança. Daquele se depreende paz. E nos dois encontra-se a razão do toque. Sabe dela quem ama. Senão está fazendo errado.
Mordo os topos e aperto nos redores. Queima. Como queima. Crianças adoram brincar com fogo. Agora me arranha, me machuca, me queima mais, me dá suspiro, me dá fulgor, me zoa, me ama. Do jeito que o amor limpa a alma, o mesmo se faz com a língua no corpo; de beijos nos ombros até mordidas nas coxas, tudo vale, mas lava este corpo que, juntinho assim, é o nosso. Faz tudo devagar primeiro, rápido depois, e, antes de continuar me tocando e me lendo, silencia-te, me dá sua atenção e deixa-me te dar prazer, pois convém que, com este texto, te enlaço nesta cama, e agora permita-se sentir o que lhe proponho.
Deixa o calor entrar, com calma, sempre com calma, seguido da fúria dos meus dedos. Entra e fica, fica e sai, sai e respira, respira e entra. Sempre assim. Na hora certa, uma mão na outra, nos dois corações que, repito, tão juntos, misturam-se os vasos sanguíneos e as artérias já não sabem para onde levar o plasma: Ficamos pálidos de prazer! Não por muito! O sangue se acha, a batida continua, ela não pode parar, acompanhada dos gritos, nossos dois gritos, e do rangir da madeira embaixo. Somos desprovidos de atrito, no entanto até o ar ao nosso lado coça estes corpos, enrosca-se na gente e faz a erudição do vocabulário virar a sujeira dos meus pés. Uma sujeira tão apaixonada que se entende dela um 'eu te amo' quase que evidente para nós, mas que, para ouvidos normais, só se entenderia preces a um Deus que não aprovaria nada daquilo, provavelmente.
Mas não se deixe cessar, é normal o cansaço. Porém, do que vai adiantar se os músculos, motores do corpo, impedirem o regozijo da alma? Músculos não podem ter esse poder. Ninguém pode ter esse poder. Nós temos o poder de continuar, então Grite, cantemos um ao outro, sejamos os dedos em pares, sejamos os beijos que vazam aos queixos, sejamos a confusão e o orgasmo, sejamos nada de compreensível e tudo de almejado.
Sejamos o sexo, o amor e a glória.
Mas, por favor, que sejamos, principalmente, apaixonados.
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