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Mostrando postagens de setembro, 2014

Quarta-feira

          Fica a temer minha ausência futura; também eu o faço. Não deixo de pensar que quando for, vou acabar deixando tudo o que montei pra trás. Já fiz isso uma vez, afinal; já tive outros amigos de verdade, já tive outros "meus quartos", já tive outras amoras, já tive outros amores. Agora não tenho mais nada deles de modo concreto; e talvez nem tanto abstrato. Postergando meu afago por um atual amor em parágrafos seguintes, posso afirmar que não vou propriamente embora para a tal. Posso afirmar que, mesmo eu não tendo nada disso de novo no futuro, mesmo não sendo o que sou, mesmo não sorrindo como faço do lado de quem me tanto alegra; mesmo assim, posso afirmar que vai valer à pena.           Peço desculpas por não escrever com clareza, mas minha mente não está em condições de apaziguar quaisquer das minhas pertubações. Vejo só que preciso pensar, mais e mais. Coloco-me onde, por muito, retive-me. Crio a coragem para assumir um sen...

Ao extenuar o abrupto

          Quem é que vai mostrar para mim o que é viver? Tentar tirar esta dúvida dos conhecimentos alheios que impregna o que eu entendo como experiência. Alguém terá o carinho de passar por entre meus desentendimentos e, com tamanha afeição, ligar os pontos até que eu entenda, de fato, o que fazer?            Não. Ninguém. Pelo menos não com tamanha calma; não sendo tão fleumático. Ninguém vai querer, ninguém vai poder; da curva que circunda os meus problemas, só impero eu. Não sozinho, visto que consigo ver os escrúpulos dos que me rodeiam; não ansioso, porque prefiro manter os olhos aos meus próprios desprazeres.            Queria eu agora, suplicamente, poder (querer) mostrar para alguém o que é viver.            Queria eu agora me despedir do egoísmo.            Queria, devagarinho, aprender a me importar.