Quarta-feira
Fica a temer minha ausência futura; também eu o faço. Não deixo de pensar que quando for, vou acabar deixando tudo o que montei pra trás. Já fiz isso uma vez, afinal; já tive outros amigos de verdade, já tive outros "meus quartos", já tive outras amoras, já tive outros amores. Agora não tenho mais nada deles de modo concreto; e talvez nem tanto abstrato. Postergando meu afago por um atual amor em parágrafos seguintes, posso afirmar que não vou propriamente embora para a tal. Posso afirmar que, mesmo eu não tendo nada disso de novo no futuro, mesmo não sendo o que sou, mesmo não sorrindo como faço do lado de quem me tanto alegra; mesmo assim, posso afirmar que vai valer à pena.
Peço desculpas por não escrever com clareza, mas minha mente não está em condições de apaziguar quaisquer das minhas pertubações. Vejo só que preciso pensar, mais e mais. Coloco-me onde, por muito, retive-me. Crio a coragem para assumir um sentimento de compaixão que longos meses de uma juventude petulante me ensinaram a esconder. E lá volto eu com as complicações semânticas, desculpe-me... Para cada desentendimento, para sempre suplico o seu perdão, seja quem for.
Não me alegro com o medo do futuro. Não me sustento na esperança de que vai melhorar, porque não vai; não tão rápido. Talvez não piore; porém, vai mudar. Isso vai.Vai perder uns elementos, ganhar outros, suprir os espaços e pendurar as memórias. Mas de que adianta complicar tudo? Sabe que não percebo? Demora dar-me conta que o futuro não tem a necessária concordância com meus planos. É como quando a gente pensa em fazer algum compromisso ao longo do dia, e no descansar damo-nos conta que não há mais dia, o que agora reside é o pesar do descompromisso interno, o medo de não conseguir concretizar as ações; o medo de ser um merda.
Talvez não seja um merda, posso me acalmar. Mas maluco? Por que não? Inconformado e descartado, parte de um todo que já se mantém tão em pé e independente como nunca. Eu, lutando pelos próprios sonhos e ideais, pela primeira vez, tendo nada senão o desprezo do seio da criação. Como é que não me sentiria maluco? Desamparado pelas condições e mortificado pelo sepultamento das minhas crenças por parte de quem, um dia, me ensinou a crer. E, mesmo com tudo isso, posso afirmar que vai valer à pena. As emoções que dormiram por, repito, longos meses estão de volta. Não quero superestimar as causas da elevação dos meus sentimentos, em respeito às minhas antigas histórias. Mas vale, e como vale, enaltecer o que este momento é, e está sendo, para mim.
Não mais bate o medo de acordar com tudo igual; o medo da rotina, o medo do existir, o compromisso de ter o que temer, as obrigações de ter obrigações; não sinto mais medo de pôr os pés na rua e falar, sem titubear, que vou ver quem tanto quero.
Parece que o tempo passa mais rápido quando se trata de mim. Há pouco tive tanto o que refletir sobre o que sentia. Tudo isso, como antígenos obliterados em vacinas, só me doutrinando a amar direito. Passou; pouco me importei. Dei-me conta de beijos e inovações amorosas, Conheci o mundo de um jeito mais divertido. Vi onde a luz não tocava e onde o zíper se abria. Ignorei o meu passado (meu emocional passado surrado) e mergulhei no sorrir. Mantive meus deveres, como um rei que sabe governar; Diverti-me e rulei. Pensei e trabalhei. E, no presente, estava colhendo os frutos do meu esforço e desfrutando das gargalhadas da minha alegria.
E, depois, quem diria, fiquei ainda mais feliz. Troquei tantos risos por asas que preferiram envolverem-me a voarem; com suaves penugens brancas e desenfreadas; quase com um quê de cultas e organizadas, as marcas de pele e luzes estavam, tão rápido, refletindo nos meus lençóis, direto aos meus olhos. Descartei, ferozmente, a necessidade de ver qualquer sorriso que não fosse um que apareceu por um acaso em uma ordinária quarta-feira.
Era... É uma nova história. E, para evitar o medo de acabar... Já iria acabar de qualquer jeito; não é como se eu fosse imortal.
Mas, mesmo assim, só posso garantir uma coisa:
Peço desculpas por não escrever com clareza, mas minha mente não está em condições de apaziguar quaisquer das minhas pertubações. Vejo só que preciso pensar, mais e mais. Coloco-me onde, por muito, retive-me. Crio a coragem para assumir um sentimento de compaixão que longos meses de uma juventude petulante me ensinaram a esconder. E lá volto eu com as complicações semânticas, desculpe-me... Para cada desentendimento, para sempre suplico o seu perdão, seja quem for.
Não me alegro com o medo do futuro. Não me sustento na esperança de que vai melhorar, porque não vai; não tão rápido. Talvez não piore; porém, vai mudar. Isso vai.Vai perder uns elementos, ganhar outros, suprir os espaços e pendurar as memórias. Mas de que adianta complicar tudo? Sabe que não percebo? Demora dar-me conta que o futuro não tem a necessária concordância com meus planos. É como quando a gente pensa em fazer algum compromisso ao longo do dia, e no descansar damo-nos conta que não há mais dia, o que agora reside é o pesar do descompromisso interno, o medo de não conseguir concretizar as ações; o medo de ser um merda.
Talvez não seja um merda, posso me acalmar. Mas maluco? Por que não? Inconformado e descartado, parte de um todo que já se mantém tão em pé e independente como nunca. Eu, lutando pelos próprios sonhos e ideais, pela primeira vez, tendo nada senão o desprezo do seio da criação. Como é que não me sentiria maluco? Desamparado pelas condições e mortificado pelo sepultamento das minhas crenças por parte de quem, um dia, me ensinou a crer. E, mesmo com tudo isso, posso afirmar que vai valer à pena. As emoções que dormiram por, repito, longos meses estão de volta. Não quero superestimar as causas da elevação dos meus sentimentos, em respeito às minhas antigas histórias. Mas vale, e como vale, enaltecer o que este momento é, e está sendo, para mim.
Não mais bate o medo de acordar com tudo igual; o medo da rotina, o medo do existir, o compromisso de ter o que temer, as obrigações de ter obrigações; não sinto mais medo de pôr os pés na rua e falar, sem titubear, que vou ver quem tanto quero.
Parece que o tempo passa mais rápido quando se trata de mim. Há pouco tive tanto o que refletir sobre o que sentia. Tudo isso, como antígenos obliterados em vacinas, só me doutrinando a amar direito. Passou; pouco me importei. Dei-me conta de beijos e inovações amorosas, Conheci o mundo de um jeito mais divertido. Vi onde a luz não tocava e onde o zíper se abria. Ignorei o meu passado (meu emocional passado surrado) e mergulhei no sorrir. Mantive meus deveres, como um rei que sabe governar; Diverti-me e rulei. Pensei e trabalhei. E, no presente, estava colhendo os frutos do meu esforço e desfrutando das gargalhadas da minha alegria.
E, depois, quem diria, fiquei ainda mais feliz. Troquei tantos risos por asas que preferiram envolverem-me a voarem; com suaves penugens brancas e desenfreadas; quase com um quê de cultas e organizadas, as marcas de pele e luzes estavam, tão rápido, refletindo nos meus lençóis, direto aos meus olhos. Descartei, ferozmente, a necessidade de ver qualquer sorriso que não fosse um que apareceu por um acaso em uma ordinária quarta-feira.
Era... É uma nova história. E, para evitar o medo de acabar... Já iria acabar de qualquer jeito; não é como se eu fosse imortal.
Mas, mesmo assim, só posso garantir uma coisa:
Vai valer à pena.
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