Piloto básico
Todos os dias eu acordo, vou para o curso em que estudo, na esperança de passar para uma faculdade, como o resto dos estudantes que conheço, e sigo uma rotina padrão. Não é nada divertido a ponto de me alegrar com os elementos dessa rotina. É estranho. Estranho, porque eu preciso de um futuro, como me ensinam, mas não curto tanto essa ideia atual. Deixe eu resumir: sou Nuno, um mero estudante, e encontro desgosto em viver como vivo. Uma crise adolescente? Talvez. Não ligo.
Por favor, não se magoe com minha melancolia. Não sou depressivo nem triste. Não me vejo feliz também. Eu apenas sinto. Vivo num ato de dificuldade de expressar quaisquer sentimentos em palavras. Para os leigos, esse ato é a alexitimia. Sob pressões sentimentais, não consigo me expressar sem antes ficar gago, tremendo, vermelho e com os olhos em lágrimas.
Por que isso tudo? Eu, na minha ignorância, não posso dar a resposta definitiva. O que posso, e vou fazer, é trabalhar com suposições. Sempre fui um garoto extrovertido, até os meus quinze anos. Daí, adentrei no fantástico mundo urbano; mudei-me para Niterói, de um pequeno município no norte do estado. A causa de minha mudança foi, justamente, a possibilidade acentuada de ingressar nas universidades. Perceba que minha cidade natal não me ofereceria tantos recursos pedagógicos e, desse modo, minha mãe decidiu que minha mudança seria o melhor para mim. As consequências ainda não se manifestaram inteiramente, até porque não saí desse período. Contudo, é do agora que hei de discursar.
A justificativa de minhas pertubações começam agora. Saudosismo e nostalgia podem se enquadrar, uma vez que vivo aqui há dois anos e alguns meses sem todos vestígios de minha terra. Porém, isso não é uma razão, apenas um fator determinante. A solidão me incomoda, mas eu rebato com amigos, estudo, ou sexo. Este é incrementado, visto que, além de alexitímico, tenho satiríase em um certo nível decisivo. Quem estiver na dúvida sobre essa condição, só dá uma olhada no filme "Ninfomaníaca". Eu tenho aquilo, do meu próprio jeito.
Primeiramente, peço que não se assuste com minhas debilitações psicológicas. Foi e é sempre complicado lidar com elas, mas depois de 2 anos sob forte influência as minhas carências e inseguranças, eu aprendi a viver, não superado, mas em coexistência com elas. Hoje, pelo menos, é assim. Mas quando começou, foi bizarro. Foram paixões típicas juvenis, desapontamentos comuns e tristezas que se vê em qualquer cidade grande. O único problema é que eu não sou de cidade grande. Só isso. Ver todas essas pessoas completarem esse estilo de vida, que até há pouco tempo não existia pra mim, me deixou maluco. Eu cheguei como um garoto estúpido que só estava feliz por causa do incrível advento da internet de 10 mb - onde nasci isso era mito até uns anos - e, depois de algum tempo sobre influências estrondosas dessa gente, eu posso até dizer que eu me apaixonei. Eu, Nuno, que na minha instabilidade e insegurança, no meu regozijo insaciável, na minha sede por carinho, eu me apaixonei. Você entende a gravidade? Não. Eu sei disso, porque eu não entendo.
Pobre de mim, não vivenciei minha primeira paixão, só o meu primeiro amor platônico. Duas palavras: grande merda. Negações, repúdios e friendzones. Acho que se não aprendesse a assentir, já não estaria escrevendo aqui, mas no inferno.
Sempre falei sozinho, a monologia é um dos escrúpulos que puxei de minha mãe. Quando comecei a morar aqui, não me deparava com ninguém para conversar. Ás vezes corria na praia, para não me magoar na solidão. Novamente: grande merda. Eu só via a galera no pique com outras galeras e ficava me sentindo pior por não ter a minha galera - não se engane, tenho meus amigos, mas enquanto todos eles se identificam em suas ações, eu sou o elemento que não se enquadra; me surpreende que eles tem, ou aparentam ter, algum afeto por mim - Depois de infinitas corridas e de acentuar minhas conversas com algum personagem de minha escolha em minha mente, porque é nisso que minha monologia consiste, foquei nos estudos.
Como estou nesse período de estudos, e não posso concluir o futuro, decidi momentalizar essa história e esse pensamento perturbado no blog. Termino, aqui, o meu 'piloto'.
Por favor, não se magoe com minha melancolia. Não sou depressivo nem triste. Não me vejo feliz também. Eu apenas sinto. Vivo num ato de dificuldade de expressar quaisquer sentimentos em palavras. Para os leigos, esse ato é a alexitimia. Sob pressões sentimentais, não consigo me expressar sem antes ficar gago, tremendo, vermelho e com os olhos em lágrimas.
Por que isso tudo? Eu, na minha ignorância, não posso dar a resposta definitiva. O que posso, e vou fazer, é trabalhar com suposições. Sempre fui um garoto extrovertido, até os meus quinze anos. Daí, adentrei no fantástico mundo urbano; mudei-me para Niterói, de um pequeno município no norte do estado. A causa de minha mudança foi, justamente, a possibilidade acentuada de ingressar nas universidades. Perceba que minha cidade natal não me ofereceria tantos recursos pedagógicos e, desse modo, minha mãe decidiu que minha mudança seria o melhor para mim. As consequências ainda não se manifestaram inteiramente, até porque não saí desse período. Contudo, é do agora que hei de discursar.
A justificativa de minhas pertubações começam agora. Saudosismo e nostalgia podem se enquadrar, uma vez que vivo aqui há dois anos e alguns meses sem todos vestígios de minha terra. Porém, isso não é uma razão, apenas um fator determinante. A solidão me incomoda, mas eu rebato com amigos, estudo, ou sexo. Este é incrementado, visto que, além de alexitímico, tenho satiríase em um certo nível decisivo. Quem estiver na dúvida sobre essa condição, só dá uma olhada no filme "Ninfomaníaca". Eu tenho aquilo, do meu próprio jeito.
Primeiramente, peço que não se assuste com minhas debilitações psicológicas. Foi e é sempre complicado lidar com elas, mas depois de 2 anos sob forte influência as minhas carências e inseguranças, eu aprendi a viver, não superado, mas em coexistência com elas. Hoje, pelo menos, é assim. Mas quando começou, foi bizarro. Foram paixões típicas juvenis, desapontamentos comuns e tristezas que se vê em qualquer cidade grande. O único problema é que eu não sou de cidade grande. Só isso. Ver todas essas pessoas completarem esse estilo de vida, que até há pouco tempo não existia pra mim, me deixou maluco. Eu cheguei como um garoto estúpido que só estava feliz por causa do incrível advento da internet de 10 mb - onde nasci isso era mito até uns anos - e, depois de algum tempo sobre influências estrondosas dessa gente, eu posso até dizer que eu me apaixonei. Eu, Nuno, que na minha instabilidade e insegurança, no meu regozijo insaciável, na minha sede por carinho, eu me apaixonei. Você entende a gravidade? Não. Eu sei disso, porque eu não entendo.
Pobre de mim, não vivenciei minha primeira paixão, só o meu primeiro amor platônico. Duas palavras: grande merda. Negações, repúdios e friendzones. Acho que se não aprendesse a assentir, já não estaria escrevendo aqui, mas no inferno.
Sempre falei sozinho, a monologia é um dos escrúpulos que puxei de minha mãe. Quando comecei a morar aqui, não me deparava com ninguém para conversar. Ás vezes corria na praia, para não me magoar na solidão. Novamente: grande merda. Eu só via a galera no pique com outras galeras e ficava me sentindo pior por não ter a minha galera - não se engane, tenho meus amigos, mas enquanto todos eles se identificam em suas ações, eu sou o elemento que não se enquadra; me surpreende que eles tem, ou aparentam ter, algum afeto por mim - Depois de infinitas corridas e de acentuar minhas conversas com algum personagem de minha escolha em minha mente, porque é nisso que minha monologia consiste, foquei nos estudos.
Como estou nesse período de estudos, e não posso concluir o futuro, decidi momentalizar essa história e esse pensamento perturbado no blog. Termino, aqui, o meu 'piloto'.
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