Bertrand Russel falando sobre o casal pós-moderno
"A preferência por esse tipo de arquitetura está relacionada ao status da mulher. Apesar do feminismo e do direito de voto, a posição das esposas, sobretudo na classe trabalhadora, não mudou muito em relação ao que era antes. A esposa ainda* depende dos rendimentos do marido e não recebe nenhum salário, por mais árduo que seja seu trabalho. Sendo profissionalmente uma pessoa de prendas domésticas, ela gosta de ter sua casa para cuidar. A aspiração às oportunidades de iniciativa pessoal, comum à maioria dos seres humanos, não tem para ela outra válvula de escape a não ser o lar. O marido, por sua vez, gosta de sentir que sua esposa trabalha pra ele e dele depende economicamente. Mais ainda, o grau de satisfação que sua esposa e sua casa proporcionam ao seu instinto de propriedade não poderia ser alcançado com nenhum outro tipo de arquitetura. Devido à possessividade conjuga, marido e mulher sacrificam com prazer o desejo eventual de uma vida social mais intensa para que o outro não tenha ocasiões de encontrar membros potencialmente perigosos do sexo oposto. Portanto, mesmo que a vida do casal seja tolhida, e a vida da mulher desnecessariamente trabalhosa, nenhum deles aspira a uma organização diferente da sua existência social."
publicado originalmente em 1935, inglaterra
O Elogio ao Ócio
publicado originalmente em 1935, inglaterra
O Elogio ao Ócio
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