Anotações texto do Nunes: HIMYM

Sumarizando tudo isso, a série apresenta um conjunto de esteriótipos de diferentes tipos de pessoas: um romântico frustrado, um casal apaixonado, um “playboy" rico e uma mulher independente. Estes esteriótipos, como escreve Wolf (2003), servem para antecipar e realizar as experiências da realidade social que o sujeito cumpre. (p.31)
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WOLF, Mauro. Teorias das comunicações de massa. São Paulo: Martins Fontes,
2003

Gabler (1999) acrescenta que sentimos-nos quase que forçados a admitir que a transformação da vida em um entretenimento é uma adaptação perversamente engenhosa da turbulência e do tumultuo da existência moderna. E para dar certo, as plateias precisam de algum elemento de identificação para que o espetáculo as envolva de fato, como conflitos e opiniões. (p.32)
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GABLER, Neal. Vida, o filme: Como o entretenimento conquistou a realidade. São
Paulo: Companhia das Letras, 1999

“Chegado o momento, o amor e a morte atacarão - mas não se tem a mínima ideia de quando isso acontecerá. Quando acontecer, vai pegar você desprevenido. Em nossas preocupações diárias, o amor
e a morte aparecerão “ab nihilo” - a partir do nada. Evidentemente, todos nós tendemos a nos esforçar muito para extrair alguma experiência desse fato; tentamos estabelecer seus antecedentes, [...]
construir uma linhagem que “faça sentido” - e na maioria das vezes obtemos sucesso.” (BAUMAN, 2004, p.17-18)
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BAUMAN, Zygmunt. Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos. 1. ed.
Rio de Janeiro: Zahar Editor Ltda, 2004


Se dois homens desejam o amor da mesma mulher, claro está que um desejo é excludente de outro, que um alcançará esse amor e o outro não [...] É o conflito de personagem contra personagem, o mais comum. (PALLOTTINI, 1989, p.81)
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PALLOTTINI, Renata. Dramaturgia: Construção do personagem. São Paulo:
Ática, 1989

O personagem reconhece uma mudança na identidade em sua declaração no episódio“Splitsville”:
Barney - Eu amo tudo nela. E não sou um cara que diz isso sempre. Sou um que fingiu amar a vida toda. Eu sempre achei que amor era algo que idiotas achavam que sentiam, mas esta mulher é dona do meu coração e não posso mudar isso nem que eu queira. E houve vezes em que eu quis. Tem sido devastador,deprimente, e às vezes até doloroso. Mas não posso deixar de amá-la, assim como não posso deixar de respirar. Estou perdidamente e irrefreavelmente apaixonado porela. Mais do que ela sabe.
(NUNES 2016, p.44 - acho que nem vou colocar assim na hora mas só pra saber)

O amor moderno tem, entre suas características centrais, o poder de singularizar, ou seja, de fazer o indivíduo se sentir especial. O sujeito enamorado vive algo único, que nunca ninguém sentiu igual; ora se este traço é recorrente nas experiências da paixão, então ao menos isso todos os apaixonados têm em comum: a convicção de que ninguém sentiu algo parecido antes. (REZENDE, 2010, p.58)
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REZENDE, Cláudia Barcellos. ; COELHO, Maria Cláudia. Antropologia das
emoções. Rio de Janeiro: FGV, 2010

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