my clippings guarapari correria
Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 15 | Posição 217-217 | Adicionado na data quarta-feira, 3 de julho de 2019, 20:51:03
one cannot say what story or idea will trigger the deep psychological processes associated with slow reading.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 16 | Posição 239-240 | Adicionado na data quarta-feira, 3 de julho de 2019, 21:30:15
While digital technology lends itself to discovering and remixing ideas in novel ways, slow reading of books is still essential for nurturing literacy and the capacity for extended linear thought.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 17 | Posição 256-260 | Adicionado na data quarta-feira, 3 de julho de 2019, 22:37:29
For a while, programming displaced my previous entertainment of reading. I had been a regular reader of many kinds of books, including those for the other geek staple, the role-playing game called Dungeons and Dragons. The game involves rolling multi-sided dice to resolve probabilities and the consultation of statistical tables. It was not long till we realized the potential of programming to facilitate the games. We programmed more. We gamed more. The more involved we became, the more books we read too. Writing programs encouraged some of us to try our hand at writing stories. It was a wild and wonderful mix of digital and print technologies.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 174 | Posição 2660-2660 | Adicionado na data quarta-feira, 3 de julho de 2019, 23:02:55
cabrocha.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 178 | Posição 2720-2727 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 07:03:18
Ela amparou a cabeça do irmão. Ele estava cansado e impaciente. Guma não chegava. Ela agora temia pelo irmão e pelo marido. Rodolfo viera por um motivo que ela não conhecia e ele não quisera contar. Viera sem dúvida pedir dinheiro, havia de estar a nenhum, recém-saído da cadeia. Ele se estendeu na esteira no chão. 0 cabelo bem penteado, alisado a brilhantina barata. Descansou no colo de Lívia. Ela passou a mão na sua cabeça, cabeça cansada de aventuras, de roubos arriscados, e cantou uma cantiga de ninar. Assim como ninaria seu filho, ninava agora seu irmão. Era um ladrão. Passava contos do vigário, vendia terras que não existiam, era sócio de casas vagabundas de jogo, andava nos piores lugares, encostava mesmo o punhal nos peitos dos homens para tomar as carteiras. Andara pelas prisões, tinha um talho em baixo do lábio, a mão cortada da navalha. Mas agora dormia como uma criança, era sem culpas como o filho que Lívia trazia no ventre. Era uma criança que ela ninava, um recém-nascido que dormia.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 180 | Posição 2745-2749 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 11:28:04
Desceu novamente a rua. Ia assoviando, mas nem pensava na música. Pensava que viera ali propor a Guma um dos seus negócios. Uma coisa que podia dar dinheiro fácil para os dois. Podia dar cadeia também. Mordeu o bigode bem aparado, assoviou mais forte. Lívia era igual a uma santa. Com ele, Rodolfo ia ter um sobrinho. Sorriu imaginando a cara da criança como seria, chorando na hora de nascer. Chutou uma pedra no caminho, perdera um bom negócio. Mas esqueceu logo aquilo, esqueceu mesmo que deixara de fazer um bom negócio só para não meter Guma numa empresa arriscada, por causa de sua irmã e de seu sobrinho. Agora seguia as águas de uma cabrocha que descia a rua também.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 180 | Posição 2750-2751 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 11:32:01
Quando eles entravam, o velho Francisco saía, não gostava dos olhos com que eles espiavam a pobreza da casa.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 181 | Posição 2766-2766 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 11:40:08
a cor cinza do céu não ficou azul com a chegada da noite.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 181 | Posição 2775-2775 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 14:11:49
0 vento apaga tudo, tudo destrói: as lanternas, as canções.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 92 | Posição 1407-1411 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 20:23:55
If you change the focus, the emphasis—if from self the focus goes to consciousness, now you are not worried whether people reject you or accept you. What their opinion is, that doesn’t matter. Now you want to be aware in every situation. Whether they reject or they accept, whether they love or hate, whether they call you a saint or a sinner, that doesn’t matter. What they say, what their opinion is—that is their business and their problem to decide for themselves. You are simply trying to be aware in every situation.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Sua nota na página 93 | Posição 1415 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 20:30:54
Gancho com Tolle Lege, o ultimo pargrafo
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 93 | Posição 1404-1415 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 20:30:54
Self-consciousness is disease because you are continuously conscious of the self—“How are people feeling about me? How are they judging me? What is their opinion: Whether they like me or not, they accept me or reject me, they love me or not.” Always the “me,” the “I,” the ego remains the center. This is a disease. Ego is the greatest disease there is. If you change the focus, the emphasis—if from self the focus goes to consciousness, now you are not worried whether people reject you or accept you. What their opinion is, that doesn’t matter. Now you want to be aware in every situation. Whether they reject or they accept, whether they love or hate, whether they call you a saint or a sinner, that doesn’t matter. What they say, what their opinion is—that is their business and their problem to decide for themselves. You are simply trying to be aware in every situation. Somebody comes, bows down to you, he believes you are a saint: You don’t bother about what he says, what he believes. You simply remain alert, you remain aware so that he cannot drag you into unawareness, that’s all. Somebody comes and insults you and throws an old shoe at you: You don’t bother about what he is doing. You simply try to be alert, so that you remain untouched—he cannot drag you anywhere. In appreciation or condemnation, in failure or success, you remain the same. Through your awareness you attain to a tranquility, which cannot be disturbed in either way. You become free of people’s opinions.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 93 | Posição 1419-1424 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 20:54:49
Now, I would like to say a very paradoxical thing to you—it appears paradoxical, and is a simple truth: People who are self-conscious—emphasis on the self—have no self. That’s why they are so self-conscious, afraid—anybody can take their self away. They don’t have their self. They are not masters. Their self is borrowed, borrowed from you. Somebody smiles, their self is given support. Somebody insults, a prop has been taken away; their structure shakes. Somebody is angry, they are afraid. If everybody gets angry, where will they be, who will they be? Their identity is broken. If everybody smiles and says, “You are great,” they are great.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 95 | Posição 1443-1444 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 21:19:32
People who are inferior always try to prove their superiority by their possessions.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 96 | Posição 1463-1464 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 21:29:33
people who don’t have their selfs go on supporting other selfs, because that is the only way they can get others’ support for their own selfs.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Sua nota na página 96 | Posição 1464 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 21:30:28
camila sol - codependência
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 96 | Posição 1463-1464 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 21:30:28
people who don’t have their selfs go on supporting other selfs, because that is the only way they can get others’ support for their own selfs.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 98 | Posição 1495-1499 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 22:07:44
Second thing: I have always been insisting on celebration as part of your meditations. In this world of consciousness, nothing is so helpful as celebration. Celebration is like watering a plant. Worry is just the opposite of celebration; it is just like cutting the roots. Feel happy! Dance with your silence. This moment it is there—enough. Why ask for more? Tomorrow will take care of itself. This moment is too much; why not live it, celebrate it, share it, enjoy it? Let it become a song, a dance, a poetry; let it be creative. Let your silence be creative; do something with it.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 99 | Posição 1499-1506 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 22:08:49
Millions of things are possible because nothing is more creative than silence. No need to become a very great painter, world famous, a Picasso. No need to become a Henry Moore. No need to become a great poet. Those ambitions of being great are of the mind, not of the silence. In your own way, howsoever small, paint. In your own way, howsoever small, make a haiku. In your own way, howsoever small, sing a song, dance a little, celebrate, and you will find the next moment brings more silence. Once you know that the more you celebrate, the more is given to you, the more you share—the more you become capable of receiving it. Each moment it goes on growing, growing. And the next moment is always born out of this moment, so why worry about it? If this moment is silent, how can the next moment be chaos? From where will it come? It is going to be born out of this moment. If I am happy this moment, how in the next moment can I be unhappy?
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 99 | Posição 1509-1513 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 22:12:37
Remember this, and this is really something strange: When you are sad you never think that it may be imaginary. Never have I come across a man who is sad and who says to me that maybe it is just imaginary. Sadness is perfectly real. But happiness?—immediately something goes wrong and you start thinking, “Maybe it is imaginary.” Whenever you are tense, you never think it is imaginary. If you can think that your tension and anguish is imaginary, it will disappear. And if you think your silence and happiness is imaginary, it will disappear.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Sua nota na página 45 | Posição 688 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:22:46
erico
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 45 | Posição 687-688 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:22:46
Estava vestida com um gosto sutil: jaqueta de lince, blusa de seda natural com flores muito tênues, calças de linho cru, e uns sapatos rasos da cor das buganvílias.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 48 | Posição 722-724 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:33:42
Perdi a respiração. Na poltrona vizinha, junto da janela, a bela estava tomando posse de seu espaço com o domínio dos viajantes experientes. "Se alguma vez eu escrever isto, ninguém vai acreditar", pensei. E tentei de leve em minha meia língua um cumprimento indeciso que ela não percebeu.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 49 | Posição 738-739 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:42:12
Fiz um jantar solitário, dizendo-me em silêncio tudo que teria dito a ela, se estivesse acordada.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 49 | Posição 743-744 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:44:03
Então contemplei-a palmo a palmo durante várias horas, e o único sinal de vida que pude perceber foram as sombras dos sonhos que passavam por sua fronte como as nuvens na água.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 49 | Posição 748-749 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:47:30
O clima de sua respiração era o mesmo da voz, e sua pele exalava um hálito tênue que só podia ser o próprio cheiro de sua beleza.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Sua nota na página 49 | Posição 750 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:52:11
pesquisa
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 49 | Posição 749-750 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:52:11
Eu achava incrível: na primavera anterior havia lido um bonito romance de Yasumari Kawabata
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 188 | Posição 2869-2874 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 17:27:30
E de tanto fazer aqueles roteiros desconhecidos e perigosos, Toufick, o árabe, já era quase um verdadeiro mestre de saveiro. Pelo menos já ouvia embevecido as canções, que pela noite adentro, o soldado Jeremias cantava no forte velho. E numa noite de cerração cantou na sua língua uma canção do mar que ouvira de patrícios seus, marinheiros, no porto em que embarcara. Era uma melodia estranha na cerração da noite. Mas as canções de marítimos, por mais diversas que sejam a sua língua e a sua música, falam sempre em amor e em morte no mar. Por isso todos os marítimos as compreendem, mesmo quando são cantadas por um árabe das montanhas que as ouviu num porto sujo da Ásia.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 189 | Posição 2875-2887 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 18:45:41
Agora o filho começava a andar, brincava com barcos que o velho Francisco fazia. Abandonados num canto, sem um olhar do garoto sequer, um trem de ferro que Rodolfo trouxera, o ursinho barato que Lívia comprara, o palhaço que era presente dos tios de Lívia. 0 barco feito de um pedaço de mastro que o velho dera, valia por tudo. Na bacia onde Lívia lavava roupa ele navegava sob os olhares encantados do garoto e do ancião. Ia sem leme, ia sem guia, por isso nunca alcançava um porto, ou ficava parado no meio da água, ou andava sem destino. 0 menino falava na sua língua que lembrava a de Toufick, o árabe: — Vovó, fá petá. O velho Francisco sabia que ele queria que a tempestade desencadeasse sobre a bacia. Como Iemanjá, que fazia o vento cair sobre o mar, o velho Francisco inchava as bochechas e desencadeava o nordeste sobre a bacia. 0 pobre barco rodava sobre si mesmo, andava ao léu do vento rapidamente, o garoto batia palmas com as mãozinhas sujas. 0 velho Francisco inchava mais as bochechas, fazia o vento mais forte. Assoviava imitando aquela canção de morte do nordeste. As águas da bacia, calmas como as de um lago, se agitavam, ondas varriam o barca, que terminava por se encher de água e afundar lentamente. O garoto batia palmas, o velho Francisco via sempre com tristeza o barco ir ao fundo. Apesar de ser uma miniatura, feita pelas suas próprias mãos, era de qualquer maneira um saveiro que afundava. As ondas da bacia serenavam. Ficava tudo como se fosse um lago. 0 saveiro no fundo virado de um lado. 0 garoto metia a mão na bacia e trazia o barco. 0 brinquedo recomeçava e assim criança e velho passavam a tarde, debruçados sobre uma miniatura do mar, sobre um saveiro em miniatura, sobre o verdadeiro
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 189 | Posição 2875-2887 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 18:45:54
Agora o filho começava a andar, brincava com barcos que o velho Francisco fazia. Abandonados num canto, sem um olhar do garoto sequer, um trem de ferro que Rodolfo trouxera, o ursinho barato que Lívia comprara, o palhaço que era presente dos tios de Lívia. 0 barco feito de um pedaço de mastro que o velho dera, valia por tudo. Na bacia onde Lívia lavava roupa ele navegava sob os olhares encantados do garoto e do ancião. Ia sem leme, ia sem guia, por isso nunca alcançava um porto, ou ficava parado no meio da água, ou andava sem destino. 0 menino falava na sua língua que lembrava a de Toufick, o árabe: — Vovó, fá petá. O velho Francisco sabia que ele queria que a tempestade desencadeasse sobre a bacia. Como Iemanjá, que fazia o vento cair sobre o mar, o velho Francisco inchava as bochechas e desencadeava o nordeste sobre a bacia. 0 pobre barco rodava sobre si mesmo, andava ao léu do vento rapidamente, o garoto batia palmas com as mãozinhas sujas. 0 velho Francisco inchava mais as bochechas, fazia o vento mais forte. Assoviava imitando aquela canção de morte do nordeste. As águas da bacia, calmas como as de um lago, se agitavam, ondas varriam o barca, que terminava por se encher de água e afundar lentamente. O garoto batia palmas, o velho Francisco via sempre com tristeza o barco ir ao fundo. Apesar de ser uma miniatura, feita pelas suas próprias mãos, era de qualquer maneira um saveiro que afundava. As ondas da bacia serenavam. Ficava tudo como se fosse um lago. 0 saveiro no fundo virado de um lado. 0 garoto metia a mão na bacia e trazia o barco. 0 brinquedo recomeçava e assim criança e velho passavam a tarde, debruçados sobre uma miniatura do mar, sobre um saveiro em miniatura, sobre o verdadeiro destino dos homens do mar e dos barcos.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 195 | Posição 2983-2985 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 20:16:46
— Vender o Paquete? A modinha do cego dominava inteiramente o samba. Esse era mais alto, mais forte, porém eles só ouviam o que o cego cantava: Tenha dó de quem perdeu a luz dos olhos.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 202 | Posição 3083-3084 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 20:36:58
Não gaste sua finura comigo, seu Toufick. Todo mundo no cais 'tá farto de saber. E agora o senhor quer fazer negócio comigo ?
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 204 | Posição 3118-3120 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 20:42:11
Venderá mesmo o Paquete Voador? Depois de tantos sacrifícios para adquirí-lo, é uma pena vendê-lo para ser sócio de um pequeno armazém. Deixar o mar, os saveiros, o seu porto. Isso é coisa que dói a um marinheiro principalmente quando a noite está assim bonita, cheia de estrelas e com uma lua tão bela.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 216 | Posição 3301-3304 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 21:44:23
Mas assim mesmo teriam saudades, teriam imensas saudades, como se têm saudades de um ente amado. Porque ninguém pode nascer ou morar no mar sem o amar como amante ou amigo. Pode-se amar o oceano com amargura. Pode esse amor ser medo ou ódio. Mas é um amor que não se pode trair, que nunca se abandona. Porque o mar é amigo, é doce amigo. E talvez seja o próprio mar a terra de Aiocá, que é a pátria dos marítimos.
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 3 | Posição 41-41 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 23:21:46
Du
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 222 | Posição 3392-3399 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 12:25:38
Lívia olha as águas. Tem os olhos secos de lágrimas. Chorou muito na primeira hora, logo que soube. Mas as suas lágrimas secaram, ela não pensa em nada, não vê nada, nada ouve. É como se estivessem falando muito longe dela, num assunto de muito pouco interesse. Olha a vela que passeia entre as ondas. Está como tonta, mal recorda o que aconteceu. Quer é ver Guma pela última vez, ver o seu corpo, olhar para os seus olhos, beijar os seus lábios. Não importa que a estas horas ele já esteja inchado, já esteja desconforme, os siris dentro do corpo comendo a sua carne. Não importa: é seu marido, é seu homem. E, de súbito, lhe volta a consciência de tudo o que aconteceu. Nunca mais amarão no madeirame do Paquete Voador. Não o verá mais pitando o cachimbo, conversando com sua voz pausada. Apenas ficará a sua história entre as muitas que o velho Francisco sabe. Nada restará dele. Nem seu filho, porque este irá para outro destino, subirá para a cidade alta, esquecerá o cais, os saveiros, o mar oceano que o pai tanto amou. Nada restará de Guma. Somente uma história que o velho Francisco legará aos homens do cais quando for com Janaína.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 226 | Posição 3442-3453 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 12:42:10
Pela quarta vez Toufick, o árabe, passa pela casa de Lívia. Rosa Palmeirão atende: — Ela já chegou, seu Toufick. O árabe entra para a sala. Ali convidara Guma para o negócio de contrabando. Ali o convidara para a morte. Lívia aparece. Toufick se levanta, não sabe o que diz. Ela fica esperando. — Era um homem direito. Fica calado. Ela tem os olhos perdidos, parece não ver nada, não ouvir nada. Ele continua: — Me salvou a vida, salvou a de Antônio também. Nem sei... Sente que ainda é mais difícil porque aquela não é a sua língua. — A senhora precisa de alguma coisa? — De nada. — Está aqui que seu Murad mandou. Diz que em qualquer tempo que a senhora precise dele tem um amigo às ordens. Bota o dinheiro em cima da mesa. Segura o chapéu com as mãos, não tem coragem de recomendar que ela não conte nada a ninguém sobre o negócio de contrabando. Vai recuando aos poucos para a porta. — Boa noite. Sai correndo para a rua, tropeça num homem que vem, tem um nó na garganta, uma vontade doida de chorar.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 226 | Posição 3462-3464 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 12:46:32
Quantas noites iguais a estas ela — Lívia tem a cabeça baixa e se recorda — não passou ao lado de Guma, a cabeca dele descansando no seu colo, a luz do cachimbo que ele pitava se confundindo com as luzes das mil estrelas?
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 227 | Posição 3467-3468 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 12:47:43
Noites de tempestade, noites feitas para a morte, para eles eram noites de amor. Noites em que os gemidos atravessavam o mar oceano, eram gritos de desafio.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 228 | Posição 3485-3490 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 12:56:18
— Como vai ser agora, Lívia? Ela o fita sem entender. Ela não se convenceu totalmente de que tudo mudou. — Você vai ficar com seus tios, não é? Olhe aqui, mestre Manuel e Maneca 'tão dispostos a arrendar seu saveiro, a comprar mesmo, se você vender a prazo. É o melhor que você faz. Ela vira a cabeça, olha o Paquete Voador. Um dos melhores e mais velozes saveiros do cais. Poucos como ele. Com que orgulho Guma dizia isso! Ele amava seu saveiro, ele o comprara para o filho, morrera para poder conservá-lo. Agora ela ia vendê-lo, ia dar a outro homem tudo que restava de Guma no mar. Era como se entregasse seu corpo, como se se deixasse possuir por outro.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 231 | Posição 3536-3538 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 13:11:46
Na água plúmbea e pesada do mar morto de óleo corre como uma assombração a luz de uma vela à procura de um afogado. E o mar que morreu, é o mar que está morto, que virou óleo, ficou parado, sem uma onda. Mar morto que não reflete as estrelas nas suas águas pesadas.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 233 | Posição 3544-3558 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 13:20:23
Estrela D. Dulce olha da escola. A noite ainda luta com a madrugada. Os saveiros saem. 0 filho de Lívia está em casa com os tios. Rosa Palmeirão botou a navalha na saia, o punhal no peito novamente. Parece um homem em cima do Paquete Voador. Mas Lívia é bem mulher, frágil mulher. O Viajante sem Porto rompe as águas primeiro. Maria Clara canta uma canção do cais. Fala em amor e saudade. Mestre Manuel vai abrindo a caminho, olha para trás para ver como Lívia se arranja. Rosa Palmeirão vai no leme. Lívia suspendeu as velas com as suas mãos de mulher. Seus cabelos voam, ela vai de pé. Alcança o Viajante sem Porto, mestre Manuel deixa que ela passe na frente, ele irá comboiando o Paquete Voador. Aves marinhas volteiam em torno do saveiro, passam perto da cabeça de Lívia. Ela vai ereta e pensa que na outra viagem trará seu filho, o destino dele é o mar. A voz de Maria Clara fica suspensa de súbito. Porque, na madrugada que rompe, um preto canta dominando o mar misterioso: Salve, estrela matutina. Estrela matutina. No cais o velho Francisco balança a cabeça. Uma vez, quando fez o que nenhum mestre de saveiro faria, ele viu Iemanjá, a dona do mar. E não é ela quem vai agora de pé no Paquete Voador? Não é ela? Ela é, sim. É Iemanjá quem vai ali. E o velho Francisco grita para os outros no cais: — Vejam! Vejam! É Janaína. Olharam e viram. D. Dulce olhou também da janela da escola. Viu uma mulher forte que lutava. A luta era seu milagre. Começava a se realizar. No cais os marítimos viam Iemanjá, a dos cinco nomes. 0 velho Francisco gritava, era a segunda vez que ele a via. Assim contam na beira do cais. Rio de Janeiro, junho de 1936. FIM
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 3 | Posição 44-44 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 23:16:10
s’y
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu marcador de página na página 18 | Posição 272 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 08:07:52
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 19 | Posição 281-281 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 08:15:02
People do not want digital books instead of print books; they want them both.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 17 | Posição 257-259 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:10:10
Even animals have more self-control than men. It is only the so-called man who has degraded himself much by indulgence. At the heat of sexual excitement, he repeats the same ignoble act again and again. He has not a bit of self-control. He is an absolute slave to passion. He is a puppet in the hands of passion.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 18 | Posição 263-265 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:17:04
As a king is no king without a treasury, subjects and an army, as a flower is no flower without fragrance, as a river is no river without water, so also, a man is no man without Brahmacharya.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Sua nota na página 18 | Posição 267 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:21:42
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 18 | Posição 265-267 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:21:42
Ahara, Nidra, Bhaya and Maithuna—food, sleep, fear and copulation—are common to both animals and men. That which differentiates a man from an animal is Dharma, Viveka and Vichara Sakti. Jnana and Vichara can be secured only by the preservation of Veerya. If a man has not got these qualifications, he should really be reckoned as a veritable animal only.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 18 | Posição 267-270 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:27:02
If lust, which is the source of all enjoyments in this world, ceases, then all worldly bondage, which has its substratum in the mind, will cease. Even the most virulent poison is no poison when compared to lust. The former defiles one body only, whereas the latter adulterates many bodies in successive births. You are a slave of passions and desires, emotions and attractions.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 19 | Posição 283-284 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:37:47
Sensuality is inconsistent with wisdom and holiness.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 19 | Posição 284-284 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:38:31
The great business of life is to avoid impurity.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu marcador de página na página 20 | Posição 299 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:52:22
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 21 | Posição 306-308 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:55:41
Leniency to internal lower tendencies will land you in the region of suffering. Excuse will be of no use in this respect. You must be sincere in your quest for the sublime life of spirituality. Half-heartedness will leave you in your old state of misery.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 21 | Posição 321-321 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 12:05:06
Example is better than precept.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu marcador de página na página 21 | Posição 314 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 13:41:42
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 23 | Posição 344-350 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 12:35:38
Just as petrol or steam moves the engine, the instincts and impulses move this body. The instincts are the prime movers of all human activities. They give a push to the body and move the Indriyas to action. The instincts create habits. The instinctive impulses supply the driving power by which all mental activities are kept up. These impulses are mental forces. They operate through the mind and the intellect. They mould the life of a man. The mystery of life lies in them. The attraction towards women in men is born of Rajas. That unknown attraction and happiness in their company is the seed of the sex impulse. This attraction, which is like a bubble in the beginning, later on assumes the form of a formidable, uncontrollable wave of strong passion or sexual appetite. Beware. Generate the spiritual wave of devotion through Japa, Satsanga, meditation and Vichara and kill this attraction in the bud.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 23 | Posição 344-353 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 12:36:41
Just as petrol or steam moves the engine, the instincts and impulses move this body. The instincts are the prime movers of all human activities. They give a push to the body and move the Indriyas to action. The instincts create habits. The instinctive impulses supply the driving power by which all mental activities are kept up. These impulses are mental forces. They operate through the mind and the intellect. They mould the life of a man. The mystery of life lies in them. The attraction towards women in men is born of Rajas. That unknown attraction and happiness in their company is the seed of the sex impulse. This attraction, which is like a bubble in the beginning, later on assumes the form of a formidable, uncontrollable wave of strong passion or sexual appetite. Beware. Generate the spiritual wave of devotion through Japa, Satsanga, meditation and Vichara and kill this attraction in the bud. You must understand the psychological working of the sex impulse. When there are itches on the body, mere scratching of them is a pleasure. The sex impulse is only a nervous itching. The satisfaction of this impulse begets a delusive pleasure, but it has a disastrous effect on the spiritual well-being of the person.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 24 | Posição 364-366 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 12:57:23
Cupid reigns supreme everywhere. He penetrates the hearts of all. He knows how to tickle their nerves. Within the twinkling of an eye he destroys reason, discrimination and understanding by simply inflaming the passion of young men.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 25 | Posição 373-376 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 16:54:26
the Vritti again causes a Samskara. Enjoyment thickens the Vasanas. Through memory and imagination, a revival of the sexual desire comes in. Remembrance of the image of a woman unsettles the mind. When a tiger has once tasted human blood, it always runs to kill human beings. It becomes a man-eater. Even so, when the mind has once tasted sexual pleasures, it always runs after women.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 25 | Posição 379-380 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 17:01:21
you are very vigilant, you can drive off the bad imagination in the very beginning itself and avert the impending danger.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 25 | Posição 380-381 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 17:01:51
Even if you allow the thief imagination to enter the first gate, keep a careful watch at the second gate when the sexual irritation manifests.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 26 | Posição 382-384 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 17:02:51
Divert the mind. Chant ‘Om’ or any other Mantra with concentration. Pray, meditate. If you still find it difficult to control the mind, immediately seek Satsanga and do not remain alone. When the strong impulse manifests suddenly and is transmitted to the organ, you forget everything and become blind. You become a prey to lust.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 26 | Posição 376-385 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 17:03:04
From the bed of Samskaras and Vasanas in the mind emanates Kalpana or imagination through Smriti or memory. Then comes attachment. Along with imagination, emotion and impulse manifest. Emotion and impulse exist side by side. Then comes sexual irritation—craving and burning in the mind and throughout the body. The irritation and burning in the mind percolate into the physical body, just as the water inside a pot percolates into the surface of the pot. If you are very vigilant, you can drive off the bad imagination in the very beginning itself and avert the impending danger. Even if you allow the thief imagination to enter the first gate, keep a careful watch at the second gate when the sexual irritation manifests. You can stop the burning now. You can stop also, easily, the strong sexual impulse from being transmitted to the Indriya itself. Draw the sex energy up towards the brain through Uddiyana and Kumbhaka. Divert the mind. Chant ‘Om’ or any other Mantra with concentration. Pray, meditate. If you still find it difficult to control the mind, immediately seek Satsanga and do not remain alone. When the strong impulse manifests suddenly and is transmitted to the organ, you forget everything and become blind. You become a prey to lust. Later on you repent.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 27 | Posição 395-406 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 20:45:09
An aspirant complains: "As I continue meditation, layer after layer of impurities keep rising from the subconscious mind. Sometimes they are so strong and formidable that I am bewildered as to how to check them. I am not perfectly established in truth and in Brahmacharya. The old habits of lust and of speaking lies are still lurking in me. Lust is troubling me vigorously. The very idea of women agitates my mind. My mind is so sensitive that I am not able to hear or think of them. As soon as the thought comes in the mind, my Sadhana gets disturbed, and also, the peace of the whole day is spoiled. I advise my mind, coax it, frighten it, but it is of no avail. My mind revolts. I do not know how to control this passion. Irritability, egoism, anger, greed, hatred and attachment are still lurking in me. Lust is my chief enemy and it is a very strong one too. I request you to be kind enough to advise me as to how to destroy it". When the impurities emerge from the subconscious mind and come to the surface of the conscious mind with formidable force, do not try to resist them. Repeat your Ishta Mantra. Do not think of your defects or evil qualities much. It is enough if you introspect and find out your defects. Do not try to attack the evil qualities. Then they will show their long faces. Develop positive virtues. Do not worry yourself often: "I have got so many defects and weaknesses". Cultivate Sattvic virtues. Through meditation, and by the development of positive qualities, through the Pratipaksha Bhavana method, all the negative qualities will die by themselves. This is the right method.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 30 | Posição 447-455 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 21:25:34
Safeguard yourself against the error of foolishly imagining that you have succeeded in getting rid of lust by the mere fact of having lived a single life for a number of years or experiencing a little feeling of serenity or purity. You must not labour under the delusion that you have eradicated lust completely by adjusting the diet a bit, by practising Pranayama and by doing a little Japa, and that you have nothing more to do. Temptation or Mara may overcome you at any moment. Eternal vigilance and rigorous Sadhana are very essential. You cannot attain perfect Brahmacharya by limited effort. Just as a machine-gun is necessary to kill a powerful enemy, so also, constant, vigorous, powerful Sadhana is necessary to annihilate this powerful enemy, lust. You must not be puffed up with pride for your little achievement in celibacy. If you are put to test, you will hopelessly fail. You must be ever conscious of your shortcomings and you must constantly strive to get rid of them. The highest effort is necessary. Then only you will have sanguine success in this direction.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 9 | Posição 124 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 12:56:53
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 9 | Posição 133-136 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 13:02:05
Uma feia nódoa violácea e escura, grande como uma mão aberta, que lhe cobria o seio esquerdo em cima e embaixo, com tufos de pêlos. — Oh! o senhor está com o seu filho! — exclamara, surpreendida, buscando pôr no lugar a gola do quimono com um gesto vacilante. Sentia-se mais confusa ainda, parecia, por aparentar que escondia o peito com precipitação.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 11 | Posição 167-167 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 13:15:02
Eu me pergunto mesmo se esse defeito não iria ao ponto de valorizar suas outras qualidades, como um estrado sob uma mesa.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 14 | Posição 200-204 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 13:29:57
"Deve ter uma pele doce e fina a jovem que Chikako quer que eu conheça" — cismava vagamente, por contraste. Seu pensamento depois voltava ao pai e se indagava se não teria às vezes acariciado com os dedos as manchas, divertindo-se em mordiscá-las talvez. . . Tais eram as quimeras que afagava seguindo o passeio sob a cobertura das árvores perto do templo, sempre escutando o canto dos pássaros.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 18 | Posição 266-269 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 17:11:24
Teria sido demasiado cômico que a mãe de Kikuji, na época, se moesse de ciúme por uma pessoa tão pouco feminina. No entanto é certo que terminara por descobrir que seu marido conhecia muito bem — e já se vê por que — as manchas que Chikako tinha no peito; aí, porém, tudo já estava terminado há muito, e Chikako, com o ar de indiferença daquelas que tudo esqueceram, se mantinha sem qualquer emoção ao lado da esposa que podia ter sido sua rival.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 19 | Posição 281-281 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 17:15:24
Era de crer-se que seu ciúme, enterrado há anos e anos, súbito refloria na ocasião.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 19 | Posição 286 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 19:57:50
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 21 | Posição 318-319 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 20:24:10
Com um gesto leve, puxou discretamente a manga da filha sentada ao seu lado, como para convidá-la a saudar por sua vez o jovem. A moça, confusa e enrubescida, inclinou-se diante dele.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 23 | Posição 348-350 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 20:57:33
Mas em matéria de sensibilidade e delicadeza, não havia motivos para crer que a Sra. Ota fosse bem desprovida? O passado dessas mulheres de idade madura lhe surgia como um nó de víboras, enquanto a jovem para ele preparava, pura e clara, o chá. Kikuji saboreou ainda mais intensamente sua beleza.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 24 | Posição 358-364 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 21:01:27
— Ante esse suave renovo de feto, a gente tem mesmo o sentimento de estar nos montes — explicou Chikako. — É uma taça que combina à perfeição com os primeiros dias da primavera, e sei que seu pai a usava com freqüência. A estação já vai um pouco adiantada agora, mas não há de ser menos agradável ao Sr. Mitani servir-se dessa taça em recordação. — Oh! tratando-se de objeto tão precioso — replicou, — não é tão importante que meu pai o tenha tido em mãos. Se se pensa que esta taça data da época Momoyama, quando o grande Rikyu ainda vivia, e que tem passado de geração em geração, há perto de quatro séculos, pelas mãos sábias de tantos mestres de chá, o lugar ocupado por meu pai nessa filiação se torna pouco significativo. Kikuji teria querido com essas palavras apartar de si o recente sentido da taça, mas contra a vontade recaiu nele.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 24 | Posição 367-368 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 21:28:31
Ainda mais que todas ou quase todas as pessoas presentes, a Sra. Ota e a filha, Chikako, a Srta. Inamura, outras moças ainda, teriam levado a velha taça aos lábios, tocando-a com as mãos, afagando sua delicada matéria.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 27 | Posição 399-402 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:39:03
— Cuidado com ela. Não se deixe levar pelas atitudes doces e os ares de inocência dessa mulher. Tem sempre esse aspecto de quem leva tudo com o coração, mas no fundo nunca se sabe o que está pensando. É uma criatura estranha! — Nem por isso ela deixa de vir regularmente às suas reuniões, não é verdade? — retorquiu Kikuji com uma ponta de ironia.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 27 | Posição 410-411 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:40:56
Quando se viu só, diante das azaléias em botão que atapetavam o pé do outeiro, respirou fundo.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 27 | Posição 407 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:42:03
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 28 | Posição 415-415 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:49:01
A folhagem nova fremia com a brisa refrescante da noite;
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 28 | Posição 426-427 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:53:07
Meu pai há de ter sido sem dúvida para ela motivo de muitas penas — disse, subentendendo: como você, para o menino que eu fui.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 29 | Posição 437-439 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:58:56
O trágico duma guerra que chegava ao catastrófico fim bem que poderia, com efeito, nela apagar mais ou menos a lembrança do pai que perdera, para se prender mais que nunca à presença viva da mãe, seu único bem, e compreender até que ponto o amor do pai de Kikuji constituía para a mãe o único recurso.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 30 | Posição 441-447 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:01:03
— Pois bem, foi um presente do seu pai. Não ignora que ele se acostumara a voltar para casa ao primeiro sinal de alarme, mesmo quando se achava conosco. Fumiko fazia então questão absoluta de acompanhá-lo, dizendo que não se podia saber que perigos ele teria de enfrentar no caminho. E uma vez que foi embora assim, não voltou. "Pelo menos que tenha podido chegar até a casa dele, eu me dizia; lá encontrará abrigo!" Mas me perguntava se não tinham os dois morrido no caminho. No outro dia, pela manhã, ela voltou. Contou-me que acompanhara seu pai até a porta de casa, tinham podido chegar até lá. Mas, na volta, teve de recorrer a um abrigo de emergência, já não sei mais de que espécie, e aí passar a noite. Foi depois desse incidente que seu pai, quando chegou em nossa casa, lhe deu o anel. "Agradecendo por ontem de noite, Fumi-chan!" — lhe disse. Que se sentisse envergonhada diante de você com esse anel, creio poder entender.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 30 | Posição 447-448 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:01:25
Ao ouvi-la, Kikuji experimentava dissabor.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 30 | Posição 451-453 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:06:47
Sim, foi esse amor o que ela viera confessar. Mas a quem? A quem se abria assim em confidencia? Kikuji se deu conta de que ela não fazia aparentemente diferença entre o filho e o pai. A ternura que por ele tão naturalmente extravasava correspondia para ela a abrir o coração diante do pai.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 30 | Posição 455-456 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:08:48
se não tomasse cuidado, chegaria, a despeito de si mesmo, a ouvir com os sentimentos do pai a essa mulher que tanto o amara. Não se encaminhava já na quimera duma longa intimidade com ela?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 30 | Posição 458-458 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:10:29
Ainda há instantes, não se sentira ele mesmo tentado a fazer sofrer essa presa fácil, torturando-a como quisesse?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 31 | Posição 471-472 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:18:03
Tinha a impressão de saber pela primeira vez o que era uma mulher, desde então conhecendo o que era ser um homem. Kikuji se surpreendia com essa revelação e com o despertar completo da sua virilidade.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 31 | Posição 472-474 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:19:00
Nunca antes suspeitara que existisse, nas mulheres, uma receptividade tão flexível e tão profunda, capaz de orientá-lo, seguindo-o. Esta passividade voluptuosamente ativa e cálida que o mergulha num mar de perfumes.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 31 | Posição 475-476 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:19:42
a essa altura se espantava de se ver, ao contrário, imerso nas delícias duma languidez gostosa e apaziguadora.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 32 | Posição 469-480 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:22:34
A volúpia que acabava de provar era a de um prazer que só a experiência de sua parceira seria capaz de lhe dar; e no entanto o rapaz, em nenhum momento, se sentira coibido pela timidez de sua inexperiência. Tinha a impressão de saber pela primeira vez o que era uma mulher, desde então conhecendo o que era ser um homem. Kikuji se surpreendia com essa revelação e com o despertar completo da sua virilidade. Nunca antes suspeitara que existisse, nas mulheres, uma receptividade tão flexível e tão profunda, capaz de orientá-lo, seguindo-o. Esta passividade voluptuosamente ativa e cálida que o mergulha num mar de perfumes. Ele, que apenas experimentava um pouco de dissabor, satisfeito o desejo, cada vez que aproveitara as liberdades que sua vida de solteiro oferecia, a essa altura se espantava de se ver, ao contrário, imerso nas delícias duma languidez gostosa e apaziguadora. Sabia que, de qualquer outra parceira, se teria friamente afastado e a enxotado, enquanto aqui, pela primeira vez, seu corpo adorava sentir o calor doce do outro corpo apertado contra si, prolongando o amplexo indefinidamente. Não, nunca conhecera numa mulher estas ondas acariciantes dum sentimento sem fim. Seus sentidos, ébrios, aí descansavam com delícia, enquanto interiormente saboreava o triunfo do conquistador, do triunfador que se faz lavar os pés por seus escravos. Mas, ao mesmo tempo, se sentia também como uma criança que cisma e se refugia no quente dos braços de sua mãe.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 32 | Posição 484-486 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 10:58:12
Obedecia a um impulso estranho e turvo, não sabendo bem de onde lhe vinha esse inesperado desejo, essa impaciência ávida de trair a si mesmo e ferir a outrem. Ou quem sabe era apenas um modo de disfarçar, por pudor juvenil, a curiosidade que tinha daquele corpo feminino?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 34 | Posição 518-519 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 11:06:36
Ele não entedia bem por quê.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 35 | Posição 526-526 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 11:09:04
Kikuji admitiria de bom grado que devesse se escandalizar daquela aventura, se pudesse por ela sentir o mínimo remorso.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 35 | Posição 529-534 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 11:52:59
Sequer se lembrava muito bem como haviam chegado a tal ponto, aquela mulher e ele. O mais naturalmente possível, sem dúvida, pela simples força das coisas. . . Mas se tivesse de crer no que ela dizia agora, ela se arrependia amargamente de o ter seduzido. Seria certo? De modo algum. Kikuji não tinha dúvidas: não só ela não tivera a intenção como, em nenhum momento, tivera a consciência de o estar fazendo. Quanto a ele, sabia bem não ter tido nem o sentimento e nem mesmo a suspeita de ter-se deixado arrastar. Haviam simplesmente seguido suas inclinações,, um e outro, sem encarar o aspecto moral da questão, sem pensar nisso. Nem um dos dois vira no caso qualquer obstáculo e ambos não resistiram. A moral, em suma, não tinha nada a ver com o assunto.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 36 | Posição 537-538 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 11:54:38
falava sem fim, sem que pudesse aflorá-la a menor apreensão quanto ao interesse que naquilo tudo pudesse ter o seu interlocutor.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 36 | Posição 540-541 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:18:34
Ao ponto inclusive de chegar a pensar na felicidade que seu pai deveria ter conhecido.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 36 | Posição 539-540 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:29:04
mas foi-se deixando ganhar pouco a pouco pelo calor e a doçura daquela natureza afetuosa e terna, pela deliciosa intimidade que ela criava entre os dois.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 36 | Posição 542-543 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:29:56
Mas do momento em que tinha deixado escapar assim a ocasião que se ofereceu de repeli-la e afastar-se dela, que lhe restava além de se deixar levar, cada vez mais, pelos preciosos enternecimentos do seu coração?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 37 | Posição 553-554 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:32:03
Mas mergulhando seu olhar naqueles olhos tão abertos, Kikuji pôde ler ainda neles a deliciosa languidez da mulher.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 37 | Posição 557-557 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:33:36
Surpreendia-se a si mesmo com o que estava dizendo.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 37 | Posição 558-560 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:35:20
Com os lábios arregaçados, escarnecendo, Kikuji se acercou ainda mais. E se agarrou nela, subitamente pacificado por sua doce languidez, embalado por suaves ondulações voluptuosas e como ainda tépidas do que sucedera há pouco.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 40 | Posição 598-599 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:47:20
Não é um perdão, mas a homenagem do meu reconhecimento e profundo respeito o que devo à sua mãe — precisou Kikuji com firmeza.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 40 | Posição 607-607 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:49:08
e Kikuji viu-se esbrasear até sua nuca longa e branca.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 43 | Posição 653 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 14:48:42
?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 43 | Posição 653-653 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 14:48:42
Às vezes ficava tempos, mas sem nunca acender o fogo;
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 45 | Posição 686-688 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 15:08:45
Achara no tom de Chikako, no seu modo de cinicamente utilizá-lo, de provocar com consciência o seu riso amargo, de passar adiante de qualquer reação sua, uma espécie de ameaça. Mas tudo isso não se apoiava, olhando a fundo, sobre suas próprias fraquezas?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 46 | Posição 698 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 15:14:36
mari desenhar
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 46 | Posição 697-698 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 15:14:36
Pela janela do vagão repleto, entre Yurakucho e a estação central de Tóquio, uma avenida margina-da por grandes árvores atraiu seu olhar.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 46 | Posição 702-706 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 15:20:41
Estranhamente, em todo o comprimento, a avenida que se oferecia ao olhar estava deserta na hora, riscando como um traço de silêncio e imobilidade, um traço nu de luz até as valas do palácio imperial, ao fundo, onde ia terminar. Que contraste entre a corrida do trem repleto e a paz soberana desta vasta aléia, perpendicular à ferrovia, que semelhava ir afundar sozinha no silêncio maravilhoso, àquela hora singularmente vasta do crepúsculo, para ir dar, como num conto, na própria paisagem do poente!
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 47 | Posição 716-716 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 15:26:00
Kikuji se interrogou se seu hálito o traía ou se se notava no quente de sua face que havia bebido.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 51 | Posição 775 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 17:40:28
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 42 | Posição 643 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 18:10:55
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 54 | Posição 815-819 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 22:15:06
A moça o olhou, perplexa: — Mas por quê? Se a Srta. Kurimoto não estivesse aí, ninguém nos teria apresentado um ao outro. Era tão simples quanto real. Sem Kurimoto não teriam nunca se encontrado. E foi para Kikuji como uma chicotada deslumbrante. Não acabava ela implicitamente de revelar que o projeto de matrimônio tinha o seu consentimento? Era a sua convicção. O ar perplexo e o olhar interrogativo da moça se esclareceram para ele.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 55 | Posição 841-842 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:36:35
A moça nem se preocupava com o fato de Chikako ser a origem do encontro de ambos; mas ele não podia suportar que ela tivesse representado a alcoviteira entre os dois.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 56 | Posição 846 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:44:07
estrategia da guerra de babado
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 56 | Posição 844-846 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:44:07
Se tinha horror de Chikako, sabia quão pouco sincero era ao atiçar seu ódio com o pretexto de ser ela que lhe impunha o casamento com a Srta. Inamura. Nesse papel, em suma, ela se achava muito bem no seu lugar e favorecia uma comodidade indiscutível.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 56 | Posição 847-848 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:45:44
e ficou aterrado ao medir de repente a amplidão da sua covardia, de que não tivera consciência até o momento.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 56 | Posição 850-851 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:48:43
— creio então que temos, eu e você, concepções bem diferentes do destino. Eis tudo o que soubera dizer e se dava perfeitamente conta de que isso ecoava como uma má desculpa, uma desastrada e vã justificação.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 56 | Posição 854-855 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:57:40
Fora, a chuva caía pesada sobre as folhagens vergadas das árvores. E eis que naquele atrito contínuo, distinguiu o barulho de gotas tamborilando num guarda-chuva que se aproximava.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 57 | Posição 866-867 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:05:15
Com os olhos nos de Kikuji, apoiando nele com força o olhar, era como se apenas isso a retivesse de desfalecer.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 57 | Posição 870-871 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:07:22
Sem o extraordinário e terno calor que dela emanava, Kikuji nunca teria suportado a vista daquele rosto emaciado.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 57 | Posição 871-872 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:07:40
atroz
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 57 | Posição 871-872 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:08:59
Sentia o coração partido pelo atroz sofrimento cujo espetáculo ela lhe ofertava.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 57 | Posição 870-873 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:09:28
Sua voz, todo o seu ser não eram senão amor. Sem o extraordinário e terno calor que dela emanava, Kikuji nunca teria suportado a vista daquele rosto emaciado. Sentia o coração partido pelo atroz sofrimento cujo espetáculo ela lhe ofertava. Mas ainda que soubesse que sua causa era ele próprio, extraía uma espécie de consolo no banho de ternura infinita que ela lhe dava.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 58 | Posição 881-885 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:12:02
Sofre tanto por minha causa que chego a desconhecê-la. Diz-me coisas terríveis. "Por que sou filha única? Por que não tiveste outros filhos? Com o Sr. Mitani tu podias ter tido, não?..." Coisas assim! A Sra. Ota, ao falar, se recompunha um pouco. Kikuji adivinhava, através de suas palavras, que insuportável mágoa sua filha sentira ao ver a mãe sofrer por causa dele. Teve uma pontada no coração ao saber que a moça chegara ao extremo de desejar que a mãe tivesse tido um filho do pai dele.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 59 | Posição 893 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:15:19
Mandado
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 59 | Posição 891-893 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:15:19
— Ah, eu entendo o que ela sente; e no entanto eis-me de novo aqui, apesar de tudo! Por que faço isso?.. . É horrível. Horrível. — Mas que coisa. A não ser gratidão, que outro sentimento posso ter por você?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 59 | Posição 905 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:21:00
atenta, mandado
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 59 | Posição 904-905 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:21:00
Fui tão sem jeito, ai!, sou tão incapaz.. . Tive uma espécie de síncope e acho que dei um grito.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 127854-127859 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:22:18
síncope s. f. 1. [Medicina] Suspensão súbita e momentânea da ação do coração ou interrupção da respiração, das sensações e dos movimentos voluntários. 2. [Por extensão] Desmaio, desvanecimento, fanico. 3. [Gramática] Supressão de letra ou letras no meio de uma palavra. 4. [Música] Ligação da última nota de um compasso com a primeira do seguinte para fazer das duas como uma só nota. • Sinônimo geral: SÍNCOPA ‣ Etimologia: grego súgkopê, -ês, fragmentação em pequenas partes
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 61 | Posição 922-922 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:28:17
Ao erguer-se, vacilou um pouco mas se aprumou, dominando-se.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 10853-10856 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:28:55
aprumar v. tr. 1. Pôr a prumo, endireitar. 2. [Figurado] Tornar senhor de si. • v. pron. 3. Endireitar-se, empertigar-se. 4. Vestir-se com aprumo. aprumo s. m. 1. Ato de aprumar. 2. Posição vertical. 3. [Figurado] Correção, altivez.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 61 | Posição 925-926 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:30:10
Ante o fogo, querendo tirar a tampa da chaleira, a Sra. Ota não pôde impedir a mão de tremer e houve um leve estalido do ferro atritado. Ao se inclinar para a frente, com o bule d'água na mão, suas lágrimas caíram com pequeno ruído no exterior do caldeirão.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 61 | Posição 929 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:31:20
interessante
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 61 | Posição 927-929 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:31:20
— Também isso foi o seu pai que comprou de mim — disse. — Sim? Não sabia. Não sentira qualquer embaraço ouvindo dizer que o objeto vinha das coleções de seu marido, tal a forma natural e simples com que ela o informara.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 61 | Posição 933 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:33:41
Lindo; Mandado
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 61 | Posição 930-933 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:33:41
Ele se colocou ao lado do caldeirão para tomar o chá. Num acesso de fraqueza, ela caiu sobre seus joelhos. Kikuji lhe passou o braço nos ombros e sentiu sua respiração se precipitar. E foi como uma criança que agarrasse nos braços, tão leve, tão abandonada.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 62 | Posição 938-939 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 13:30:23
A voz dum outro mundo, como se encontrasse dificuldade em voltar a este.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 62 | Posição 940-942 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 13:31:55
Sem resistência, docilmente, se tinha deixado levar, também ele, para aquele outro mundo. Não encontrava expressão melhor que essa para o universo singular que anulava toda a distinção entre seu pai e ele. Um mundo, outro, de que precisava primeiro retirar-se para vir a sofrer a tortura de sua angústia.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 62 | Posição 946 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 13:33:41
doideraaa
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 62 | Posição 942-946 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 13:33:42
Inquiria-se ainda se era a primeira ou a última do mundo, esta mulher que lhe parecia não ser uma pessoa real, este ser em que se apagara o indivíduo atual para deixá-lo apenas em presença da mulher. Era ela em si mesma o feminino original, ou sua última encarnação na terra? Pois em seu universo, no mundo extratemporal em que se refugiava, era evidente que não fazia nenhuma diferença entre seu falecido marido, seu pai e ele mesmo.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 65 | Posição 987-987 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 13:48:16
rútilo.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 67 | Posição 1017 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 17:44:04
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 68 | Posição 1028-1028 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 17:48:10
Kikuji se prosternou e ofereceu incenso ante o altar da morta.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 68 | Posição 1033-1036 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 17:55:45
nada achava de surpreendente em se sentir, como se sentia, deliciosamente envolvido por seu doce e perfumado calor, que no entanto nele não evocava nenhuma imagem de seu corpo. Essa presença, ao mesmo tempo sensível e imaterial, mais musical que plástica, acolhia-o com naturalidade e a considerava perfeitamente de acordo com a natureza da mulher que ela fora.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 68 | Posição 1038-1039 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 17:59:43
Interrogava-se, maravilhado, como uma morta podia assim perpetuar pelo sonho a embriagante calidez de seus abraços.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 68 | Posição 1041-1042 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 18:01:33
quando ela veio encontrá-lo no pavilhão de chá, ela bradara. "Oh, como sou culpada!" Mas ao dizer isso, fremia mais ao apelo ou à lembrança dos prazeres carnais que de receio ou desespero.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 72 | Posição 1102-1104 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 03:34:35
Mas não conseguimos senão murchar e enodoar sua morte, buscando responsabilizar e censurar a nós mesmos. Acredito que quando os vivos alimentam sentimentos dessa natureza só acrescem o fardo dos mortos.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 73 | Posição 1108-1110 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 03:35:25
Aliviar o fardo dos mortos. . . sim, entendia isso. Torturar-se em nome deles era como insultá-los, um agravo que a gente lhes faz sem pensar. Os mortos não pregam moral aos vivos; apenas desses exigem que apliquem as categorias morais que foram suas.
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 47-47 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:36:53
pouvait faire
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 47-48 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:39:20
produisirent
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 48-48 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:41:33
furent,
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 48-48 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:41:47
comprîmes
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La Peste (Albert Camus)
- Sua nota na página 4 | Posição 47 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:59:29
fonetica
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 47-47 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:59:29
sans peine
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 74 | Posição 1123-1124 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:39:59
Difícil, porém, pensar que pusesse nisso astúcia ou ironia. Devia antes atribuí-lo ao seu cândido sentimentalismo de mocinha. Ele mesmo, em verdade, não era insensível a essa emoção.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 75 | Posição 1135-1138 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:48:11
Condena em minha mãe sua morte? Eu também, quando morreu, em meu desespero fui tomada de cólera, pensando de saída que a morte nada consertava. Tudo o que ela fez não se entende e só se pode interpretar mal, e a morte de algum modo veio selar essa incompreensão, fixando-a para sempre. Morrer é recusar definitivamente toda a compreensão por parte dos outros. Ninguém pode mais entender os atos dum morto; ninguém nunca mais pode se pôr em posição de desculpá-los.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 75 | Posição 1140-1142 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:52:17
No momento, inclusive, se dizia haver uma grande diferença entre a mulher que ele sabia ser a mãe de Fumiko e a que essa se esforçava por compreender. Nunca, tinha a convicção, nunca Fumiko poderia captar o lado essencialmente feminino de sua mãe.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 75 | Posição 1145 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:54:55
cego
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 75 | Posição 1142-1145 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:54:56
Para ele, dar ou receber o perdão eram o mesmo em seu sonho, nos sonhos amorosos em que reencontrava a presença calorosa desse corpo de mulher e não cessava de vibrar com as ondas voluptuosas e ternas de que era o dispensador. Uma embriaguez de carinho de que usufruía o encanto até na harmonia composta pelo par das taças de chá, a preta e a vermelha.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 76 | Posição 1146-1152 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:58:34
Mas como era estranho que a carne nascida daquela carne lhe permanecesse tão diversa e ignorante, ainda mais por ter sido transmitida à filha, sutil e delicadamente, a própria forma do corpo materno! Ainda à porta, na entrada, não tinha sido conquistado pela sensação apaziguante, doce e terna, que lhe vinha da moça? E intuiu que essa emoção era devida antes de tudo à semelhança dos dois rostos, à expressão que reconhecera no rosto redondo de Fumiko e que lhe lembrou instantaneamente os traços da mãe. A Sra. Ota pecara ao reencontrar em Kikuji a imagem do pai dele. Mas que agora encontrasse na filha a imagem dela!... Em que círculo infernal se achariam encerrados? De que maldição eram todos vítimas? No entanto Kikuji se sentia atraído com naturalidade pela moça e nada nele surgia como óbice a essa atração.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 76 | Posição 1154-1154 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:04:23
Que faria para colocá-la em defesa contra ele?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 77 | Posição 1178-1178 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:20:30
aluírem
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 77 | Posição 1178-1178 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:20:36
Kikuji viu seus ombros aluírem no instante em que as lágrimas lhe vieram aos olhos.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 82 | Posição 1251-1251 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:39:26
uma doçura viscosa. .
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 82 | Posição 1251-1256 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:42:03
uma doçura viscosa. . . — Pare, por favor! É odioso escutar maledicências sobre os mortos! — Sem dúvida, o que não impede que essa morta tenha se atravessado nos seus planos de casamento. Essa mulher já tinha dado bastante preocupação ao seu pai. A preocupação fora antes Chikako que a causara! — pensou no íntimo. Como a aventura dela com o seu pai não foi mais que uma brincadeira efêmera, a Sra. Ota em realidade não lhe tinha tirado nada. Chikako não tinha de fato nenhuma razão válida para detestá-la. Mas que ciúme feroz não devia ter tido da mulher que soube reter seu pai até ele morrer!
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 83 | Posição 1260-1261 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:43:50
Tal como era, devia estar persuadida de que ia poder encontrar seu pai num outro mundo, tenho certeza. .
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 83 | Posição 1267-1272 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 18:35:44
KIKUJI ESTAVA de cama há alguns dias; mas, voltando do banheiro, esta manhã, ao ver sua velha empregada dispor um delicado volúvel matinal¹ num vasinho de parede, lhe anunciou que pretendia se levantar naquele dia. 1 Uma flor que se abre ao surgir do sol e se fecha em uma hora. Símbolo de beleza e de efêmero.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 85 | Posição 1294-1296 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 18:43:56
Mas aquela frágil planta selvagem, quase delicada demais para servir a um arranjo, quanto tempo ia durar? No fundo o inquietava essa extrema fragilidade na graça do desabrochar.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 86 | Posição 1307-1312 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 18:50:18
Logo depois, quando ele voltou ao quarto, a parasita tinha sido tirada do tokonoma, junto com o vaso de laça vermelha. Seria para lhe evitar a vista duma flor moribunda que a doméstica tomara essa precaução? Kikuji, a quem tinha divertido a idéia dela das gavinhas, teve agora de reconhecer que sua fidelidade não perdera o diapasão das maneiras refinadas com. que seu pai marcara a vida doméstica. Assim, vazio, bem no meio do tokonoma, o mizusachi de chino tinha um ar abandonado.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 87 | Posição 1318-1322 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 18:56:49
Na rua, por exemplo, seu olhar era atraído, contra a vontade, pelo vulto de mulheres vistas de costas e que poderiam ter a idade da Sra. Ota. Ao se aperceber, censurava-se violentamente como de uma falta. E olhando mais de perto, verificava sempre que a semelhança desses vultos com o da Sra. Ota inexistia, fora talvez certo volume de ancas. E de novo um frêmito de desejo se apossava dele e o arrastava, fizesse o que fizesse, a uma embriaguez voluptuosa, que em seguida o precipitava, como por um brusco despertar, no pânico da falta cometida ou do crime que tinha a impressão de estar à beira de cometer.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 87 | Posição 1318-1327 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 18:59:18
Na rua, por exemplo, seu olhar era atraído, contra a vontade, pelo vulto de mulheres vistas de costas e que poderiam ter a idade da Sra. Ota. Ao se aperceber, censurava-se violentamente como de uma falta. E olhando mais de perto, verificava sempre que a semelhança desses vultos com o da Sra. Ota inexistia, fora talvez certo volume de ancas. E de novo um frêmito de desejo se apossava dele e o arrastava, fizesse o que fizesse, a uma embriaguez voluptuosa, que em seguida o precipitava, como por um brusco despertar, no pânico da falta cometida ou do crime que tinha a impressão de estar à beira de cometer. Quem anda fazendo esse terrível jogo comigo? — se dizia. Que monstro me torna assim culpado? Sacudia-se desse modo, mas em vão procurava exorcizar o demônio ou expulsar as imagens que lhe habitavam o espírito. Às suas perguntas, às suas exclamações, nada ecoava, a não ser a nostalgia da amada e seu desejo de rever a amante morta. E essas imagens se tornavam cada vez mais vividas e opressoras, fazendo-o temer pela própria saúde, se não conseguisse escapar dessas visões que lhe faziam tão sensível e inquietante a presença, no entanto irreal, do corpo feminino desaparecido. Seria o arrependimento que nele provocava e reavivava essas sensualidades mórbidas?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 90 | Posição 1365-1367 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:22:44
O telefonema, que terminara com a promessa de um encontro com a moça, o deixou admirado. Mas o que o admirava ainda mais era o efeito enigmático que nele produzira, como se ouvir a voz da filha tivesse o poder de anular-lhe no íntimo o gosto amargo do pecado que o ligava à mãe, apartando as idéias de pavor que tinha de sua morte.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 91 | Posição 1391-1391 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:28:36
— Você me atemoriza — Kikuji fez ironia.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 111455-111456 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:32:23
prestidigitador |ô| s. m. Escamoteador cujas habilidades consistem principalmente na rapidez dos movimentos dos dedos.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 92 | Posição 1402-1406 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:34:27
Quanto a mim, com o seu pai, pude desenvolver minha inteligência e adquirir um certo conhecimento da vida, um modo justo de ver as coisas. — Tem certeza? — Você não saberia proceder melhor que aceitando os conselhos da experiência e da minha justa noção das coisas. Esse modo de ver é sadio. Impressionado pelo tom de cordialidade objetiva, Kikuji não estava longe de crer que havia algo de certo no que ela dizia.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 94 | Posição 1428-1429 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:42:00
Sem chegar a dizer que ainda busco a sua estima, não vim menos aqui, hoje, para endossar essa responsabilidade.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 94 | Posição 1438-1439 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:55:33
A menos que seja um sonhador impenitente!
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 95 | Posição 1437-1443 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:56:24
— Mas foi bem assim, abra os olhos! Apesar de tudo, não vai pretender que a Sra. Ota nunca afagou a idéia de dá-lo à sua filha. A menos que seja um sonhador impenitente! Mesmo supondo que ela não o tenha querido conscientemente, era no entanto o desejo maior que acalentava. Quanto a ela, nunca, nem um só instante, deixou de pensar no seu pai, de dia ou de noite, dormindo ou em vigília. Uma possessa, uma louca, mas cândida e gentil, se faz questão. E forçosamente a sua filha entrava nesse sonho, nesse delírio, tanto que chegou no fim ao sacrifício da vida. Quando se vêem as coisas objetivamente, de fora, ela surge como um ser amaldiçoado, uma mulher marcada por uma temível fatalidade. Um brinquedo, um instrumento do diabo que estendeu sua rede, inclusive, sob os pés de você.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 95 | Posição 1446-1449 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:00:10
Jamais lhe viera ao espírito que a Sra. Ota teria almejado uni-lo à filha, e mesmo agora não acreditava. Mero veneno que o ciúme fazia Chikako despejar, era isso, nada mais: invenções mal-intencionadas, elucubrações malévolas, tão repulsivas quanto as nódoas que lhe cobriam o peito! Contudo, aquelas frases insanas caíram como um raio dentro dele e o susto o conquistou.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 85471-85477 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:01:11
lucubração s. f. 1. Trabalho intelectual (em horas que, após um trabalho manual, se deviam dedicar ao repouso). 2. [Por extensão] Estudo aturado. 3. Meditação. • Sinônimo geral: ELUCUBRAÇÃO ‣ Etimologia: latim lucubratio, -onis, vigília lucubrar v. intr. 1. Trabalhar à luz, de noite. • v. tr. e intr. 2. Passar as noites estudando. 3. [Por extensão] Dedicar-se a longos trabalhos intelectuais. = MATURAR, MEDITAR, PENSAR, PONDERAR 4. Fazer conjeturas ou especulações sobre algo. = CONJECTURAR, ESPECULAR • Sinônimo geral: ELUCUBRAR ‣ Etimologia: latim lucubro, -are, trabalhar à noite
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 98 | Posição 1501-1502 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:18:44
Ouviu-se ainda, vinda do jardim, sua voz: — Tome cuidado, hem! Aqui na sombra, as folhas das árvores ainda estão todas molhadas.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 100 | Posição 1528-1528 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:28:13
— Numa taça preta, com efeito, não se gozam as nuanças douradas do chá — aprovou Kikuji.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 101 | Posição 1537-1541 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:33:54
Essa fugidia e sutil mistura de tons marrons e vermelhos, existia até na fina rede de quebrinhas que o tempo fizera na pintura, por pouco que se atentasse. Cor fanada do batom como uma pétala murcha de rosa, luzindo como o sangue ressecado — dizia-se Kikuji numa emoção estranha que lhe fazia bater o coração. Ao mesmo tempo que uma espécie de repugnância malsã, que ia até a náusea, dele se apoderava, era atraído irresistivelmente como por uma tentação. Sentiu a cabeça vazia, perto da vertigem.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 102 | Posição 1548-1550 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:37:29
Como Fumiko teve a idéia de vir mostrar, a ele, esse chino que o batom de sua mãe marcara? Por ingenuidade? Por falta de tato? Não chegava a saber. Mas não podia defender-se da dócil flexibilidade que percebia nela, algo de profundamente aceitante que o embebia no íntimo.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 103 | Posição 1577-1578 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:41:44
Minha primeira intenção era não vir vê-lo senão depois de ter conseguido uma situação. Acho um pouco aflitivo nos re-vermos quando estou ainda nesse abandono, sem trabalho, sem casa. . .
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 104 | Posição 1594-1594 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 02:55:20
adstritas
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 104 | Posição 1593-1594 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 02:55:27
Mas, considerando bem, não era sempre rara a sorte de todas as peças adstritas à arte do chá?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 104 | Posição 1593-1594 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 02:55:41
Raro destino o desse objeto! Mas, considerando bem, não era sempre rara a sorte de todas as peças adstritas à arte do chá?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 105 | Posição 1607-1608 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 09:29:41
Ela era de corpo fino e desenvolvido, mas os braços e os ombros nem por isso deixavam de possuir uma comovente doçura na curva cheia de suas linhas.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 108 | Posição 1641-1642 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 09:42:18
Fumiko não mostrara reação, tinha o ar um pouco ausente. Seria por não contrariar a professora que a instruía na arte do chá, ou procurava deliberadamente não ouvir?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 108 | Posição 1643-1645 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 09:42:59
O ódio de Chikako pela Sra. Ota, o desprezo que ostentava em relação à filha, aquela provocação ofensiva mal dissimulada em cada palavra sua, nada conseguia turbar a serena indiferença de Fumiko.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 108 | Posição 1645-1647 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 09:44:36
O luto a teria imergido num tal abismo de tristeza, que nada podia mais atingi-la? Achava-se envolta em sua dor, ao ponto de que todos os sopros perniciosos não fossem para ela mais que brisas inocentes agitando só a superfície, em vão?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 110 | Posição 1672-1678 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 09:50:36
Fumiko sacudiu ainda negativamente a cabeça e se ergueu, com um gesto de ambas as mãos para ajeitar as pregas do vestido. Julgando que ela ia tropeçar, Kikuji estendeu os braços para auxiliá-la. Um rubor súbito tomou as faces da moça. Seu pudor, já ferido quando Chikako falou sobre o relógio, lhe desenhara como que um botão de rosa vermelha sob os olhos; agora, era uma flor desabrochada. Levando com cautela a bilha de chino nos braços, Fumiko passou para o mizuya, de onde se escutou coaxar a voz de Chikako: — Bah, você está sempre acompanhada pela memória de sua mãe!
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 113 | Posição 1717-1718 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 19:55:39
O escuro da galeria permitiu a Kikuji deixar que o rosto exprimisse sua surpresa e desventura, pois Chikako não o notaria.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 113 | Posição 1727-1729 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:08:06
— Mas não vejo a relação. Pode-se achar uma moça encantadora sem, por isso, querer casar com ela. Assim falava e no entanto tivera uma pontada no coração ao saber do enlace da Srta. Inamura, aquela gentil Yukiko de que buscava agora evocar a imagem com uma avidez semelhante a uma sede intensa.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 113 | Posição 1731-1732 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:23:07
E reencontrava agora toda a primeira emoção ao lembrar a linha do seu quimono de amplas mangas, com aquela cabeleira sob a luz da janela, suavizada pela sombra das árvores próximas.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 153 | Posição 2342-2343 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:34:19
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 154 | Posição 2354-2356 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:45:42
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas - Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -, E quem sabe se realizáveis, Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 155 | Posição 2364 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:52:56
o teu sol, a tua chuva, o teu vento Carol
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 155 | Posição 2363-2364 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:52:56
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo, E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 4161-4162 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 21:03:07
quando as janelas deitam sobre o telhado. = ÁGUA-FURTADA, MANSARDA, DESVÃO, SOBRECÂMARA, SÓTÃO
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 156 | Posição 2383-2385 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 21:19:06
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira, E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso); Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 156 | Posição 2388-2391 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 21:21:42
Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido. Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado. Deitei fora a máscara e dormi no vestiário Como um cão tolerado pela gerência Por ser inofensivo E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 157 | Posição 2399-2403 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 21:39:46
qualquer coisa como gente Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas, Sempre uma coisa defronte da outra, Sempre uma coisa tão inútil como a outra, Sempre o impossível tão estúpido como o real, Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície, Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra. Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 115 | Posição 1750-1750 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:22:42
Mas o escuro condicionava a clareza de sua imagem das manchas que o horrorizavam.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 116 | Posição 1767 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:29:32
mandado o texto. mas bonitas as palavras
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 116 | Posição 1766-1767 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:29:32
a sua mulher trataria de o poupar destes prosaísmos sinistros. Não deixaria suspensos ante seus olhos coisas tão melancolicamente atrasadas.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 117 | Posição 1784-1791 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:42:42
— Mete-se em coisas que não lhe concernem — declarou ele. Mas podia fazer cara feia a cada nova observação de Chikako, não se deixava menos conquistar por sua tagarelice. Toda vez que a encontrava, era a mesma coisa. Ela se fazia acerba e picante, mas era para captar sua atenção e melhor poder adivinhá-lo e sondar seus sentimentos secretos. Kikuji não o ignorava e, se fingia entrar no jogo dela, cuidava de manter as suas defesas. Mas Chikako era incurável: tomava a atitude de não se aperceber de nada, ao passo que via sempre tudo e sabia perfeitamente do que se tratava. Nunca deixava, aliás, ainda que de passagem, de mostrar isso bem claro. Ela possuía, ademais, um viés de caráter tão constantemente irônico, que nunca o surpreendia inteiramente o que ela pudesse dizer. Já mais ou menos o esperava, tanto mais que ela fuxicava sempre entre as coisas que o podiam mais perturbar e repugnar.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 117 | Posição 1790 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:47:48
intenso parentesis com A Convidada , a elizabeth, quando se vê amarrada nas teias de sua personagem
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 117 | Posição 1794-1794 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:49:18
No entanto estava ali, ávida por espionar as dobras mais sombrias do seu coração.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 120 | Posição 1839-1840 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:14:16
. . Da última vez que falamos no telefone, eu escutava o ruído da chuva pelo fio.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 122 | Posição 1856 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:23:30
mesma ta concordando com o que?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 122 | Posição 1856-1856 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:23:30
Pronunciou as últimas palavras como se fizesse a pergunta a si mesma.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 122 | Posição 1865-1866 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:24:56
Na plataforma da estação, procurou-a com os olhos entre a massa. Em vão.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 124 | Posição 1888 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:45:30
e se n tivesse hifen
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 124 | Posição 1888-1888 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:45:30
Fumiko, também, parecia ter-se arrumado.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 124 | Posição 1888 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:45:53
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 127 | Posição 1938-1946 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 10:13:08
Ia abrir o envelope, mas Fumiko interveio: — Não, não! Por favor, não a leia! — Por quê? — Não quero! Me devolva... Ao dizer isso, sem se levantar, se inclinou para ele para pegar a carta. — Devolva-a, suplico-lhe! Num gesto ágil, Kikuji escondeu a carta nas costas. Ela se curvou mais, buscando pegá-la com a mão direita, apoiando involuntariamente a esquerda no joelho de Kikuji. Esse lhe tirou a carta do alcance e a moça, com a mão estendida, quase caiu sobre ele, perdendo o equilíbrio ao se lançar para a direita. Seu rosto raspou o busto de Kikuji, tanto se inclinara. E teria inteiramente caído sobre ele sem o apoio da mão esquerda no joelho dele, que lhe permitiu, num ágil movimento, se jogar para trás. E no entanto Kikuji mal sentira aquela mão, sem mais peso que uma carícia. Como podia ter-se reerguido assim, apenas o aflorando, quando todo o peso de seu corpo vacilava?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 128 | Posição 1957-1958 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 10:57:59
em seguida a que conseguiu se pôr direita. Sem dúvida, era a violência dessas emoções, naquele calor, que tinha criado essas súbitas pérolas de transpiração no corpo da moça.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 128 | Posição 1938-1958 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 10:58:18
Ia abrir o envelope, mas Fumiko interveio: — Não, não! Por favor, não a leia! — Por quê? — Não quero! Me devolva... Ao dizer isso, sem se levantar, se inclinou para ele para pegar a carta. — Devolva-a, suplico-lhe! Num gesto ágil, Kikuji escondeu a carta nas costas. Ela se curvou mais, buscando pegá-la com a mão direita, apoiando involuntariamente a esquerda no joelho de Kikuji. Esse lhe tirou a carta do alcance e a moça, com a mão estendida, quase caiu sobre ele, perdendo o equilíbrio ao se lançar para a direita. Seu rosto raspou o busto de Kikuji, tanto se inclinara. E teria inteiramente caído sobre ele sem o apoio da mão esquerda no joelho dele, que lhe permitiu, num ágil movimento, se jogar para trás. E no entanto Kikuji mal sentira aquela mão, sem mais peso que uma carícia. Como podia ter-se reerguido assim, apenas o aflorando, quando todo o peso de seu corpo vacilava? Ele, que esperava receber em si todo esse peso, ficou assombrado com tanta leveza e por pouco não deu um grito. Bruscamente, sentiu-se invadido pelo perturbador sentimento da feminilidade, pela emoção daquela presença de mulher em que reencontrava, a despeito de si mesmo, a personalidade e todos os encantos da Sra. Ota. Fumiko se erguera no momento em que a esperava nos braços. Como pôde fazer? De onde tirara a força para evitar a queda quando já ia caindo? Por que movimento de incrível agilidade tinha conseguido lhe escapar? Havia aí algo de magia, um dom de feitiço cuja origem devia se prender ao mais secreto do instinto feminino. Porque a jovem parecia ter-se evaporado, na hora mesma em que julgava ir tê-la nos braços, e dela só recebera um sopro, aquele eflúvio cálido retido apenas pela respiração dele. Mas o transtornara a emanação que se exalou do corpo da moça. Ela trabalhara ao longo de todo aquele dia de verão. E respirando-a, como o fizera, Kikuji se sentiu de repente mergulhado no perfume inebriante da Sra. Ota. Reviveu o seu abraço. — A carta, eu lhe peço, me devolva! — insistiu Fumiko. Kikuji cedeu. Ela pegou a carta e se virou um pouco para rasgá-la em pedacinhos. O olhar de Kikuji surpreendeu, em sua nuca e nos braços, finas gotas de suor. Quando ela quase caiu sobre ele, seu rosto tinha empalidecido bruscamente para se avermelhar em seguida a que conseguiu se pôr direita. Sem dúvida, era a violência dessas emoções, naquele calor, que tinha criado essas súbitas pérolas de transpiração no corpo da moça.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 129 | Posição 1964-1965 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:04:25
— Estou envergonhada — disse, com certo embaraço, sem perceber que ele estava talvez ainda mais confuso que ela.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 131 | Posição 1998-2000 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:19:48
E nesse universo que ele mesmo compusera, transposto para a graça e para o encanto da amante, nessa sutil mudança de atmosfera de que só ele tinha a chave, sim, foi nesse clima secretamente harmonioso que mergulhou na contemplação deliciosa da beleza da bem-amada, da beleza da Sra. Ota...
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 132 | Posição 2010-2016 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:27:13
Podia compreender o sentimento da filha, desejando não ligar à memória da mãe mais do que altas e puras perfeições artísticas. A esse íntimo desejo de sua alma obedecera, de modo espontâneo, quando o presenteara com o mizusachi de chino; aquela obra-prima, cuja matéria misteriosamente febril irradiava um calor vivo a despeito da frieza do objeto, fazia aliás mais do que recordar nele a Sra. Ota: evocava-a em seu coração com uma eficácia soberana. E oferecia ao seu olhar, graças à própria insuperável perfeição, o efeito todo-poderoso duma autoridade magistral que o transportava a um mundo de alta pureza estética, onde não havia lugar para nada sombrio, nada das angústias obstinadas do pecado.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 3325-3326 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:43:40
afilar v. tr. 1. Adelgaçar, tornar afiado. 2. Açular, instigar (um cachorro) para que file. 3. O mesmo que aferir.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 2438-2440 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:44:14
adelgaçar v. tr. 1. Tornar menos grosso. 2. Tornar fino. 3. Apertar. • v. intr. 4. Tornar-se delgado, diminuir de espessura; emagrecer.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 2245-2246 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:44:47
açular v. tr. 1. Incitar (o cachorro) a morder. 2. [Figurado] Excitar. • Confrontar: assolar.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 136 | Posição 2058-2071 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:58:55
Puseram as duas taças lado a lado e seus olhares se cruzaram, mutuamente se penetrando, mas logo se desviaram para as peças. Agitado e um pouco tímido, Kikuji tratou de dizer: — Vendo uma junto da outra, não resta dúvida de aqui termos uma taça masculina e uma feminina. Fumiko, ainda incapaz de articular uma frase, contentou-se em aprovar com a cabeça. Kikuji se sentiu estranhamente perturbado pela súbita ressonância que suas próprias palavras tiveram nele. A taça de karatsu, sem o mínimo desenho ornamental, era dum azul esverdeado firme, pelo qual corria esparsamente o calor dum vermelho forte, quase indistinto e no entanto dominante. A base, ligeiramente alargada, dava-lhe um aspecto de perfeito equilíbrio e de força. — Seu pai devia ter predileção por esta taça, já que a levava até nas viagens. Acho que combinava perfeitamente com ele. Havia risco em se exprimir assim, mas ela não parecia se dar conta. Kikuji, ao contrário, não ousou ir ao ponto de afirmar, por analogia, que a taça de chino combinava pelo menos tão bem com a mãe de Fumiko. E no entanto as duas taças, lado a lado, pareciam ser as almas do pai dele e da mãe dela. Existentes há três ou quatro séculos, as peças apartavam o espírito de toda idéia mórbida e desviavam o coração de qualquer imaginação menos pura. A poderosa vitalidade que exprimiam produzia um efeito direto, sensível, que despertava mesmo uma certa emoção sensual.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 136 | Posição 2058-2078 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:08:45
Puseram as duas taças lado a lado e seus olhares se cruzaram, mutuamente se penetrando, mas logo se desviaram para as peças. Agitado e um pouco tímido, Kikuji tratou de dizer: — Vendo uma junto da outra, não resta dúvida de aqui termos uma taça masculina e uma feminina. Fumiko, ainda incapaz de articular uma frase, contentou-se em aprovar com a cabeça. Kikuji se sentiu estranhamente perturbado pela súbita ressonância que suas próprias palavras tiveram nele. A taça de karatsu, sem o mínimo desenho ornamental, era dum azul esverdeado firme, pelo qual corria esparsamente o calor dum vermelho forte, quase indistinto e no entanto dominante. A base, ligeiramente alargada, dava-lhe um aspecto de perfeito equilíbrio e de força. — Seu pai devia ter predileção por esta taça, já que a levava até nas viagens. Acho que combinava perfeitamente com ele. Havia risco em se exprimir assim, mas ela não parecia se dar conta. Kikuji, ao contrário, não ousou ir ao ponto de afirmar, por analogia, que a taça de chino combinava pelo menos tão bem com a mãe de Fumiko. E no entanto as duas taças, lado a lado, pareciam ser as almas do pai dele e da mãe dela. Existentes há três ou quatro séculos, as peças apartavam o espírito de toda idéia mórbida e desviavam o coração de qualquer imaginação menos pura. A poderosa vitalidade que exprimiam produzia um efeito direto, sensível, que despertava mesmo uma certa emoção sensual. Kikuji, não apenas tinha a sensação de ter diante de si a alma de seu pai e a da Sra. Ota, parecia-lhe que ambas tinham revestido a figura mais perfeita que se poderia sonhar para elas. A presença tangível dos dois objetos se impunha a ele com tal autoridade que a presença de Fumiko, a defrontá-lo atrás das duas taças, se justificava como a coisa mais natural e menos culpada do mundo. Outrora, na primeira comemoração fúnebre depois da morte da Sra. Ota, tinha dito à moça que o fato de se encontrarem era talvez mais que repreensível. Mas a sensação de culpa, o receio ou terror de seu pecado se tinham completamente evolado, decerto pelo exorcismo do barro sutil e da superfície pura das taças de karatsu e de chino. — Admirável! —
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 136 | Posição 2058-2080 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:08:59
Puseram as duas taças lado a lado e seus olhares se cruzaram, mutuamente se penetrando, mas logo se desviaram para as peças. Agitado e um pouco tímido, Kikuji tratou de dizer: — Vendo uma junto da outra, não resta dúvida de aqui termos uma taça masculina e uma feminina. Fumiko, ainda incapaz de articular uma frase, contentou-se em aprovar com a cabeça. Kikuji se sentiu estranhamente perturbado pela súbita ressonância que suas próprias palavras tiveram nele. A taça de karatsu, sem o mínimo desenho ornamental, era dum azul esverdeado firme, pelo qual corria esparsamente o calor dum vermelho forte, quase indistinto e no entanto dominante. A base, ligeiramente alargada, dava-lhe um aspecto de perfeito equilíbrio e de força. — Seu pai devia ter predileção por esta taça, já que a levava até nas viagens. Acho que combinava perfeitamente com ele. Havia risco em se exprimir assim, mas ela não parecia se dar conta. Kikuji, ao contrário, não ousou ir ao ponto de afirmar, por analogia, que a taça de chino combinava pelo menos tão bem com a mãe de Fumiko. E no entanto as duas taças, lado a lado, pareciam ser as almas do pai dele e da mãe dela. Existentes há três ou quatro séculos, as peças apartavam o espírito de toda idéia mórbida e desviavam o coração de qualquer imaginação menos pura. A poderosa vitalidade que exprimiam produzia um efeito direto, sensível, que despertava mesmo uma certa emoção sensual. Kikuji, não apenas tinha a sensação de ter diante de si a alma de seu pai e a da Sra. Ota, parecia-lhe que ambas tinham revestido a figura mais perfeita que se poderia sonhar para elas. A presença tangível dos dois objetos se impunha a ele com tal autoridade que a presença de Fumiko, a defrontá-lo atrás das duas taças, se justificava como a coisa mais natural e menos culpada do mundo. Outrora, na primeira comemoração fúnebre depois da morte da Sra. Ota, tinha dito à moça que o fato de se encontrarem era talvez mais que repreensível. Mas a sensação de culpa, o receio ou terror de seu pecado se tinham completamente evolado, decerto pelo exorcismo do barro sutil e da superfície pura das taças de karatsu e de chino. — Admirável! — murmurou, como se falasse apenas por si mesmo. — No fundo, meu pai não era homem que se apaixonasse pela arte de modo desinteressado, seguindo apenas a direção de seus gostos estéticos; e eu me pergunto se não buscava reconforto e abrigo contra o pecado e a tortura do remorso ao se rodear de peças deste gênero, mágicas de perfeição e de pureza.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 136 | Posição 2082-2083 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:12:21
O período vivido por meu pai não passa de um mínimo e desimportante incidente na longa e impressionante existência dessas obras. . .
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 137 | Posição 2086-2087 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:13:06
— Fez bem. Quando a gente se apega demais aos mortos, se expõe a terminar acreditando que a gente mesmo não existe mais.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 139 | Posição 2126-2126 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:50:25
Ficou longamente a contemplar, de pé, a estrela da manhã, cismando como alguém que deixou passar anos sem revê-la.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 140 | Posição 2136-2137 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:52:48
Repetia-os sem parar e o eco deles repercutia em seu coração, repleto de tristeza e acabrurihante como a queixa inconsolável do pudor ferido.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 140 | Posição 2146-2147 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:56:02
Deixá-los assim no jardim o confrangia, e havia ainda um risco que não queria correr:
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 140 | Posição 2146 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:56:22
nice
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A peste (Albert Camus)
- Sua nota na página 4 | Posição 52 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 10:17:13
mis a même
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A peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 52-52 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 10:17:13
posto em condições
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 5 | Posição 53-70 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 12:59:18
Fear is as nonsubstantial as your shadow, but it is. The shadow also exists—nonsubstantial, negative, but not nonexistential—and sometimes the shadow can have a great impact on you. In a jungle when the night is approaching you can be frightened of your own shadow. In a lonely place, on a lonely path, you can start running because of your own shadow. Your running will be real, your escaping will be real, but the cause will be nonsubstantial. You can run away from a rope thinking that it is a snake; if you come back and you look closely and you observe, you will laugh at the whole stupidity of it. But people are afraid to come to places where fear exists. People are more afraid of fear than of anything else, because the very existence of fear shakes your foundations. The shaking of the foundations is very real, remember. The fear is like a dream, a nightmare, but after a nightmare when you are awake the aftereffects still persist, the hangover persists. Your breathing has changed, you are perspiring, your body is still trembling, you are hot. Now you know that it was just a nightmare, a dream, nonsubstantial, but even this knowing will take time to penetrate to the very core of your being. Meanwhile the effect of the nonsubstantial dream will continue. Fear is a nightmare. What is fear made of? Fear is made of ignorance of one’s own self. There is only one fear; it manifests in many ways, a thousand and one can be the manifestations, but basically fear is one, and that is that “Deep inside, I may not be.” And in a way it is true that you are not. Godliness is, you are not. The host is not, the guest is. And because you are suspicious—and your suspicion is valid—you don’t look in. You go on pretending that you are; you know that if you look in, you are not! This is a deep, tacit understanding. It is not intellectual, it is existential; it is in your very guts, the feeling that “I may not be. It is better not to look in. Go on looking out.” At least it keeps you fooled, it keeps the illusion intact that “I am.” But because this feeling of “I amness” is false, it creates fear. You know that anything can destroy it, any deep encounter can shatter it. It can be shattered by love, it can be shattered by a serious disease, it can be shattered by seeing someone die. It can be shattered in many ways, it is very fragile. You are managing it somehow by not looking in.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Sua nota na página 7 | Posição 95 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 13:08:12
brabo a ideia
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 7 | Posição 94-95 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 13:08:12
In that isness, the ego disappears, and with the ego the shadow of the ego disappears. That shadow is fear.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 8 | Posição 107-110 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 13:14:05
Fear is the shadow of “I.” And because the “I” is always alert somewhere deep down it will have to disappear in death.… The basic fear is of death; all other fears only reflect the basic one. And the beauty is that death is as nonexistential as ego. So between these two nonexistentials, the ego and death, the bridge is fear.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 8 | Posição 116-121 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 13:18:27
Go in, look in … and if it is empty, so what? Then that’s our nature, then that’s what we are. Why should one be worried about emptiness? Emptiness is as beautiful as the sky. Your inner being is nothing but the inner sky. The sky is empty, but it is the empty sky that holds all, the whole existence, the sun, the moon, the stars, the earth, the planets. It is the empty sky that gives space to all that is. It is the empty sky that is the background of all that exists. Things come and go and the sky remains the same. In exactly the same way, you have an inner sky; it is also empty. Clouds come and go, planets are born and disappear, stars arise and die, and the inner sky remains the same, untouched, untarnished, unscarred. We call that inner sky the witness, the watcher—and that is the whole goal of meditation.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 9 | Posição 122-126 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 13:20:01
Go in, enjoy the inner sky. Remember, whatsoever you can see, you are not it. You can see thoughts, then you are not thoughts; you can see your feelings, then you are not your feelings; you can see your dreams, desires, memories, imaginations, projections, then you are not those things. Go on eliminating all that you can see. Then one day the tremendous moment arrives, the most significant moment of one’s life, when there is nothing left to be rejected. All the seen has disappeared and only the seer is there. That seer is the empty sky. To know it is to be fearless, and to know it is to be full of love. To know it is to be god, is to be immortal.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 11 | Posição 151-155 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 15:57:08
To us, those are nine months, but to the child it is eternity. He knows nothing of the calendar, he knows nothing of minutes, hours, days, months. He has lived an eternity in absolute safety and security, without any responsibility, and then suddenly he is thrown into a world unknown, where he is dependent for everything on others. It is natural that he will feel afraid. Everybody is bigger and more powerful, and he cannot live without the help of others. He knows he is dependent; he has lost his independence, his freedom.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 11 | Posição 155-159 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 15:58:07
A child is weak, vulnerable, insecure. Automatically he starts creating an armor, a protection for himself in different ways. For example, he has to sleep alone. It is dark and he is afraid, but he has his teddy bear and he convinces himself that he is not alone—his friend is with him. You will see children dragging their teddy bears at airports, at railway stations. Do you think it is just a toy? To you it is, but to the child it is a friend—and a friend when nobody else is there to help him—in the darkness of the night, alone in the bed, still the teddy bear is with him.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 18 | Posição 264-267 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 19:30:35
The only way the fear can be dropped is, rather than putting your energy into being special, put your whole energy into being yourself. Just find yourself, because in trying to be special you are running further and further away from yourself. That you are clearly aware of it is good: the further away you go from yourself, the further away you are from knowing the truth that you are an immortal, that there is no death.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 9 | Posição 133-133 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 21:22:44
Não poder eu coexistir para o lado de lá com estar-vos vendo do lado de cá.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 9 | Posição 138 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 21:25:09
?
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 9 | Posição 138-138 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 21:25:09
Quem deu frondoso a arvoredos, e me deixou por verdecer?
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 11 | Posição 163-163 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 21:33:21
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 11 | Posição 168-168 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 21:35:07
O que é que os taipais do mundo escondem nas montras de Deus?
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 3 | Posição 36-36 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 09:42:51
com a dificuldade de um petróleo rasgando a terra
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 4 | Posição 51-59 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:07:59
Lembrou-se de escrever a Ulisses contando o que se passara, mas nada se passara dizível em palavras escritas ou faladas, era bom aquele sistema que Ulisses inventara: o que não soubesse ou não pudesse dizer, escreveria e lhe daria o papel mudamente – mas dessa vez não havia sequer o que contar. Agora lúcida e calma, Lóri lembrou-se de que lera que os movimentos histéricos de um animal preso tinham como intenção libertar, por meio de um desses movimentos, a coisa ignorada que o estava prendendo – a ignorância do movimento único, exato e libertador era o que tornava um animal histérico: ele apelava para o descontrole – durante o sábio descontrole de Lóri ela tivera para si mesma agora as vantagens libertadoras vindas de sua vida mais primitiva e animal: apelara histericamente para tantos sentimentos contraditórios e violentos que o sentimento libertador terminara desprendendo-a da rede, na sua ignorância animal ela não sabia sequer como, estava cansada do esforço de animal libertado.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 6 | Posição 85-86 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:19:28
com Ulisses ela se comportava como uma virgem que não era mais, embora tivesse certeza de que também isso ele adivinhava, aquele sábio estranho que no entanto
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 6 | Posição 85-86 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:19:46
com Ulisses ela se comportava como uma virgem que não era mais, embora tivesse certeza de que também isso ele adivinhava, aquele sábio estranho que no entanto não parecia adivinhar que ela queria amor.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 7 | Posição 94 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:31:09
gatilho do mandado.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 7 | Posição 93-94 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:31:09
– mais uma vez o lembrete agiu nela e com seus olhos ainda escuros agora pelo pensamento perturbado, decidiu que veria Ulisses pelo menos mais esta vez.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 7 | Posição 97-99 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:32:32
Era como se Ulisses tivesse uma resposta para tudo isso e resolvesse não dá-la – e agora a angústia vinha porque de novo descobria que precisava de Ulisses, o que a desesperava – queria poder continuar a vê-lo, mas sem precisar tão violentamente dele.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 8 | Posição 118-121 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:47:21
Pareceu-lhe que Ulisses, se ela tivesse coragem de contar-lhe o que sentia, e jamais o faria, se lhe contasse ele responderia mais ou menos assim e bem calmo: a condição não se cura mas o medo da condição é curável. Ele diria isso ou qualquer outra coisa – irritou-a porque cada vez que lhe ocorria um pensamento mais agudo ou mais sensato como este, ela supusesse que Ulisses era quem o teria,
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 9 | Posição 134-137 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 11:20:12
Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 10 | Posição 141-141 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 11:24:05
A humanidade lhe era como morte eterna que no entanto não tivesse o alívio de enfim morrer.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 10 | Posição 151-153 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 11:33:00
Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a Eternidade de trilhões de anos das estrelas e da Terra, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 11 | Posição 165 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 11:39:49
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 11 | Posição 163-165 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 11:39:49
Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 11 | Posição 168-169 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:22:55
Lóri, disse Ulisses, e de repente pareceu grave embora falasse tranquilo,
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 13 | Posição 185-185 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:30:43
que um dia ela talvez pudesse mencionar sem se vangloriar
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 13 | Posição 190-190 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:33:16
Tu, ó Deus, que eu amo como quem cai no nada.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 14 | Posição 202 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:36:31
O Mandado
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 14 | Posição 194-202 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:36:31
Só que ela não queria ir de mãos vazias. E assim como se lhe levasse uma flor, ela escreveu num papel algumas palavras que lhe dessem prazer: “Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustroso que apesar de inteiramente selvagem – pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela – apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. Seu focinho é úmido e fresco. Eu beijo o seu focinho. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo selvagem e suave. Aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome. Ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai. Se ele fareja e sente que um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e vai. Aviso também que não se deve temer o seu relinchar: a gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera, a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez.”
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 14 | Posição 209 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:42:28
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 14 | Posição 208-209 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:42:28
No dia seguinte tentou pacientemente de novo o crepúsculo. Estava à espera. Com os sentidos aguçados pelo mundo que a cercava como se entrasse nas terras desconhecidas de Vênus. Nada aconteceu.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 16 | Posição 241-244 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 16:30:10
Então o que chamava de morte a atraía tanto que só poderia chamar de valoroso o modo como, por solidariedade e pena dos outros, ainda estava presa ao que chamava de vida. Seria profundamente amoral não esperar pela morte como os outros todos esperam por esta hora final. Teria sido esperteza dela avançar no tempo, e imperdoável ser mais sabida que os outros. Por isso, apesar da curiosidade intensa que tinha pela morte, Lóri esperava.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 18 | Posição 260-262 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 16:37:32
E não se pode falar do silêncio como se fala da neve: sentiu o silêncio dessas noites? Quem ouviu não diz. Há uma maçonaria do silêncio que consiste em não falar dele e de adorá-lo sem palavras.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 18 | Posição 272-273 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 17:06:30
Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 18 | Posição 265-268 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:32:01
Mas este primeiro silêncio, Ulisses, ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas. Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da Terra e da Lua. Então ele, o silêncio, aparece. E o coração bate ao reconhecê-lo: pois ele é o de dentro da gente.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 19 | Posição 287-290 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:39:15
Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo – de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia – ei-lo. E dessa vez ele é fantasma.”
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 19 | Posição 287-289 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:39:42
Depois nunca mais se esquece, Ulisses. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo – de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Os ouvidos se
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 19 | Posição 287-289 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:39:51
Depois nunca mais se esquece, Ulisses. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo – de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia – ei-lo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 19 | Posição 289 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:40:37
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 19 | Posição 289-290 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:40:37
E dessa vez ele é fantasma.”
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 20 | Posição 304-304 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 20:48:05
In his recent book, Print is Dead, Gomez (2008)
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 22 | Posição 326-326 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:00:27
Sometimes we must slow down and read at a reflective pace and print facilitates that.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 22 | Posição 326-329 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:01:08
Sometimes we must slow down and read at a reflective pace and print facilitates that. Print and slowness have a close relationship. Print is fixed; the ideas will not change during a reading. A book is linear and long, encouraging the reader to recreate the author's original sequence of thought. Print persists because it is a superior technology for integrating information of any length, complexity or richness; it is better suited to slow reading.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 23 | Posição 337-339 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:04:38
A similar pattern of declining literary reading is described in The Nation’s Report Card 2003 (Donahue, Daane & Jin, 2005). In this case, literary reading is defined as that which “involves the reader in exploring themes, events, characters, settings, plots, actions, and the language of literary works”
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 23 | Posição 352-352 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:10:24
There
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 24 | Posição 359-359 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:37:26
zenith
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Sua nota na página 24 | Posição 366 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:41:41
leitores sustentam
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 24 | Posição 364-366 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:41:41
As Postman warns, reading books is important for developing rational thinking, character of mind and political astute-ness. From this view, what is good in modern politics is sustained by the citizenry with the patience for serious reading.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 25 | Posição 371-371 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:43:49
(191). Birkerts recommends “deep reading: the slow and meditative possession of a book” (146).
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 26 | Posição 384-385 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:51:59
Digital technology is typically used to make life more efficient, but to some extent reading will be at odds with efficiency.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 26 | Posição 390-392 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:55:31
Like cooking a good meal or nurturing a relationship, and unlike fast food or too much television, reading is one of those cardinal pleasures that require effort upfront but leaves the reader feeling more energized afterward.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 26 | Posição 397-397 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:56:36
Slow reading represents bal-ance.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 18 | Posição 263-269 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 01:10:52
All things are born from the Three positives; The magic stone was quick with the essence of sun and moon. An egg was turned into a monkey to complete the Great Way; He was lent a name so that the elixir would be complete. Looking inside he perceives nothing because it has no form, Outside he uses his intelligence to create visible things. Men have always been like this: Those who are called kings and sages do just as they wish.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 19 | Posição 281-288 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 01:42:41
“Although I'm happy now,” the Monkey King replied, “I'm worried about the future. That's what's getting me down.” The other monkeys laughed and said, “Your Majesty is being greedy. We have parties every day; we live in a mountain paradise, in an ancient cave in a divine continent. We are spared the rule of unicorns, the domination of phoenixes, and the restraints of human kings. We are free to do just as we like—we are infinitely lucky. Why make yourself miserable worrying about the future?” To this the Monkey King replied, “Yes, we don't have to submit to the laws and regulations of human kings, and we don't live in terror of the power of birds and beasts. But the time will come when we are old and weak, and the underworld is controlled by the King of Hell. When the time comes for us to die, we won't be able to go on living among the Blessed, and our lives will have been in vain.” All the monkeys covered their faces and wept as everyone of them thought about death.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 20 | Posição 289-294 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 01:52:51
“If Your Majesty is thinking so far ahead, this is the beginning of enlightenment. Now of the Five Creatures, there are only three that do not come under the jurisdiction of the King of Hell.” “Do you know which they are?” asked the Monkey King. “Yes,” the ape replied. “They are the Buddhas, the Immortals and the Sages. They are free from the Wheel of Reincarnation. They are not born and they do not die. They are as eternal as Heaven and Earth, as the mountains and the rivers.”
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 21 | Posição 321-321 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 02:28:13
gingko
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 22 | Posição 304-328 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 02:31:05
Golden pills and pearl pellets, Bursting red and plump yellow. The golden pills and pearl pellets were winter cherries, beautiful and sweet; The bursting red and plump yellow were ripe plums, tasty and sharp. Fresh, sweet-fleshed longans with thin skins. Fiery lichees with tiny stones in a red sack. Branch after branch of crab-apples, Yellow-skinned loquats with their leaves on. Rabbit-head pears and chicken-heart jujubes To quench your thirst, remove your cares, and sober you up. Fragrant peaches and tender apricots, As sweet and luscious as jade wine. Crisp plums and arbutus, As sharp as glistening yogurt. Ripe melons with red coats and black seeds, Big, four-sectioned persimmons with yellow skins. Bursting pomegranates: Cinnabar pips shining like fire-crystal pearls. Opened water-chestnuts With firm round flesh like golden agate. Walnuts and gingko fruits to eat with tea; Coconuts and grapes to make into wine. Dishes loaded with pine cones, yew-nuts, filberts, and crab-apples; Tangerines, sugar-cane and oranges covering the table. Hot roast yams, Tender boiled Solomon's-seal. Pounded china-root and Job's tears. Simmered in soup in a stone-pot. Although we humans have rare delicacies to eat, We are no happier than those monkeys in the mountains.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 23 | Posição 347-349 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 10:53:52
Whether he was eating his breakfast or going to bed at nigh he was always asking about Buddhas, Immortals and Sages, and seeking the secret of eternal youth. He observed that the people of the world were too concerned with fame and fortune to be interested in their fates.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Sua nota na página 24 | Posição 356 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:04:27
Osho, medo represso da morte
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 24 | Posição 350-356 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:04:27
When will the struggle for fame and fortune end? Toiling from morning till night, never pleasing yourself. Those who ride donkeys long for stallions, The Prime Minister always wants to be a prince. They only worry about having to stop work to eat or dress; They never fear that the King of Hell will come to get them. When trying to ensure their sons and grandsons inherit their wealth and power, They have no time to stop and think.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 24 | Posição 361-361 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:09:15
Cattle-gift.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 27342-27343 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:32:19
casquinar v. intr. 1. Rir com escárnio. 2. Soltar pequenas risadas sucessivas.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 27 | Posição 404-404 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:49:59
hempen
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 28 | Posição 419-420 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:58:05
“If you've got an Immortal for a neighbour, you ought to learn from him how to cultivate your conduct and get him to teach you a recipe for eternal youth.”
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 29 | Posição 445-445 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 12:19:19
Rocky crags jut, glossy with green moss;
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 24 | Posição 365-366 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 12:20:55
In the sunlight the mountain haze is lightly touched with blue; After the rain the black rocks look coldly green.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 1 | Posição 3-4 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 12:27:46
“Nothing in this world is difficult, but thinking makes it seem so. Where there is true will, there is always a way.”
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 83204-83207 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 16:37:11
roar [rɔː] ■ v.1 rugir; bramir2 vociferar; bramar ■ s.1 rugido; bramido2 estrondo3 barulheira ♦ to roar with laughter: dar uma gargalhada estrondosa
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 34 | Posição 512-514 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 16:52:30
I ought to give you a surname that fits your appearance and call you Hu ('Macaque'). The elements that make up the character Hu are 'animal,' 'old' and 'moon'. What is old is ancient, and the moon embodies the Negative principle, and what is ancient and Negative cannot be transformed.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 35 | Posição 514-526 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 17:29:30
But I think I would do much better to call you Sun ('Monkey'). Apart from the 'animal' element, the character Sun has one part implying male and one part suggesting a baby, which fits in with my basic theories about children. Your surname will be Sun.” When the Monkey King heard this he kowtowed with delight and said, “Great! Great! Now I have a surname. I am eternally grateful to you for your mercy and compassion, master. I beg you to give me a personal name to go with my new surname, then it will be much easier to address me.” “There are twelve words within my sect,” said the Patriarch, “which I give as names. You belong to the tenth generation of my disciples.” “What are these twelve words?” asked the Monkey King. “Broad, great, wisdom, intelligence, true, likeness, nature, sea, bright, awakened, complete and enlightenment. If we work out the generations of disciples, then you should have a name with Wu ('Awakened') in it. So we can give you the Dharma-name Sun Wukong, which means 'Monkey Awakened to Emptiness'. Will that do?” “Marvellous, marvellous,” said the smiling Monkey King. “From now on my name will be Sun Wukong.” Indeed: When the Great Vagueness was separated there were no surnames; To smash foolish emptiness he had to be awakened to emptiness.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 92060-92063 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 19:21:36
sprinkle [ˈsprɪŋkəl] ■ v.1 borrifar; salpicar2 polvilhar3 [EUA] chuviscar ■ s.1 borrifo; salpico; ♦ a sprinkle of: um pouco de2 [EUA] chuvisco
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 36 | Posição 540-548 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 19:33:53
Heavenly flowers fell in profusion, While golden lotuses burst forth from the earth. Brilliantly he expounded the doctrine of the Three Vehicles, Setting forth ten thousand Dharmas in all their details. As he slowly waved his whisk, jewels fell from his mouth, Echoing like thunder and shaking the Nine Heavens. Now preaching the Way, Now teaching meditation, He showed that the Three Beliefs are basically the same. In explaining a single word he brought one back to the truth, And taught the secrets of avoiding birth and understanding one's nature.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 37 | Posição 560-560 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 19:46:26
whiff
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 107011-107013 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 19:47:28
whiff [wɪf] s.1 lufada (of, de); ♦ a whiff of fresh air: uma lufada de ar fresco2 (mau cheiro) baforada (of, de)3 (escândalo) indícios (of, de); suspeita (of, de)
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 46016-46018 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 20:37:59
gasp [gαːsp, [EUA] gæsp] ■ v. arfar; ♦ to gasp for air: respirar a custo ■ s. respiração difícil
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 42 | Posição 634-638 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 21:14:47
“Master, you told me publicly in front of the altar yesterday that your disciple was to come in here through the back gate at the third watch as you were going to teach me the Way. That is why I made so bold as to come to pay my respects beside my master's bed.” The Patriarch was very pleased to hear this and said to himself, “This wretch was indeed born of Heaven and Earth. Otherwise he wouldn't have been able to understand my cryptic message.”
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 13 | Posição 187-187 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 23:10:38
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional. Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 20 | Posição 295-295 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 23:13:30
Sem a dor, ficara sem nada, perdida no seu próprio mundo e no alheio sem forma de contato.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 20 | Posição 302-306 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 23:20:42
– e esperando com paciência que ela estivesse pronta, enquanto ele próprio dizia de si mesmo que estava em plena aprendizagem, mas tão além dela que ela se transformava em ínfimo corpo vazio e doloroso, apenas isso. E ela ansiava por ele porque exatamente ele lhe parecia ser o limite entre o passado e o que viesse – o que viria? Nada, pensava em desespero. Esperava, já que não tinha a fazer senão dar aulas de manhã no curso primário ou então estar de férias como agora, ler um pouco, comer e dormir, e encontrar-se com Ulisses que pouco a transformava, ou se a transformava era pouco demais. E esperar.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 22 | Posição 334-337 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 08:23:47
O que também salvara Lóri é que sentia que se o seu mundo particular não fosse humano, também haveria lugar para ela, e com grande beleza: ela seria uma mancha difusa de instintos, doçuras e ferocidades, uma trêmula irradiação de paz e luta, como era humanamente, mas seria de forma permanente: porque se o seu mundo não fosse humano ela seria um bicho. Por um instante então desprezava o próprio humano e experimentava a silenciosa alma da vida animal.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 23 | Posição 337-338 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 08:24:24
“Não entender” era tão vasto que ultrapassava qualquer entender – entender era sempre limitado.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 48 | Posição 729-731 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 09:27:59
“It's true, brothers,” said Sun Wukong with a grin, “I can do them all. In the first place, it's because our master taught me; and in the second place, it's because I practiced them hard day and night.”
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 49 | Posição 746-747 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 10:41:38
If you are cultivating your conduct, the subtle vapours escape when you open your mouth, and when you wag your tongue, trouble starts.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu marcador de página na página 50 | Posição 756 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 10:44:04
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 57 | Posição 862-862 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 15:58:49
They went on until they had beaten him to a pulp.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu marcador de página na página 58 | Posição 879 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 18:42:42
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 19 | Posição 276-278 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 19:54:11
first, go in. Just a glimpse of your own immortality, and it is as if one has awakened from a nightmare. All the fear disappears, and instead of fear there is nothing but pure bliss, pure joy—just flowers showering with the fragrance of eternity.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 19 | Posição 279-280 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 19:57:31
time consciousness creates frustration,
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 19 | Posição 281-284 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 19:58:39
The fear of death is also fear of time because death stops all time. Nobody is afraid of death—how can you be afraid of something that you have not known? How can you be afraid of the absolutely unknown, unfamiliar, strange? Fear can only exist with something which is known. No, when you say, “I am afraid of death” you are not afraid of death—you don’t know! Who knows?—death may be better than life. The fear is not of death, the fear is of time.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 20 | Posição 298-299 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:05:23
Fear, anxiety, a time neurosis—it is becoming chronic, it is almost as if it has become second nature to the Western mind, continuously alert that time is slipping away, and afraid.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 20 | Posição 305-307 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:19:38
You are ready even if death comes today, you are ready. You have known life—in fact you will welcome death because now a new opportunity opens, a new door, a new mystery is revealed: I have lived life, now death is knocking at the door; I will jump to open the door—“Come in!” Because life I have known, I would like to know you also.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 21 | Posição 308-310 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:21:14
His disciples started crying and weeping—and it was natural. Socrates opened his eyes and said, “Stop! What are you doing? Why are you crying and weeping? I have lived my life, and I have lived it totally. Now death is coming and I’m enthusiastic about it! I am waiting with such great love and longing, with hope. A new door opens, life reveals a new mystery.”
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 21 | Posição 315-320 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:24:12
“Problems were there in life also—I solved them, so if I am there and there are problems I will solve them—and it is always a joy to solve a problem, it gives a challenge. You take the challenge and you move into it, and when you solve it a great release of happiness happens.” The fear of death is fear of time, and the fear of time is, deeply, the fear of unlived moments, an unlived life. So what to do? Live more, and live more intensely. Live dangerously! It is your life, don’t sacrifice it for any sort of foolishness that has been taught to you. It is your life, live it. Don’t sacrifice it for words, theories, countries, politics. Don’t sacrifice it for anybody.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 22 | Posição 327-329 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:27:54
Don’t sacrifice yourself. You are here for yourself, for nobody else. And then live. And live in total freedom so intensely that every moment is transformed into eternity. If you live a moment intensely it is transformed into eternity. If you live a moment intensely you move into the vertical, you drop out of the horizontal.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 22 | Posição 327-329 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:28:57
Don’t sacrifice yourself. You are here for yourself, for nobody else. And then live. And live in total freedom so intensely that every moment is transformed into eternity. If you live a moment intensely it is transformed into eternity.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Sua nota na página 22 | Posição 337 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:31:58
Mari <3
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 22 | Posição 330-337 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:31:58
There are two ways of being related with time: One is just to swim on the surface of the ocean, another is to dive deep, to go to the depths. If you are just swimming on the ocean of time you will be always afraid because the surface is not the reality. The surface is not really the ocean, it is just the boundary, it is just the periphery. Go to the depth, move toward the depth. When you live a moment deeply you are no more part of time. If you have been in love, and deeply in love, time disappears. When you are with your beloved or your lover or your friend suddenly there is no time. You are moving in depth. If you have loved music, if you have a musical heart, you know time stops. If you have the sense of beauty, aesthetic sensibility and sensitiveness—look at a rose and time disappears, look at the moon and where is time? The clock immediately stops. The hands go on moving but time stops. If you have loved anything deeply you know that you transcend time. The secret has been revealed to you many times. Life itself reveals it to you.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Sua nota na página 23 | Posição 341 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:34:54
buddha e maconha
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 23 | Posição 338-341 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:34:54
Life would like you to enjoy. Life would like you to celebrate. Life would like you to participate so deeply that there is no repentance for the past, that you don’t remember the past, because every moment you go more and more deep—every moment life becomes more and more beautiful, more orgasmic, a peak experience, and by and by, when you become attuned to the peak, that becomes your abode. That’s how an enlightened man lives, he lives totally and moment to moment.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 23 | Posição 346-346 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:37:42
One great Zen Master has said: When sitting sit, when walking walk, above all, don’t wobble.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 23 | Posição 343-345 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:37:49
But remember well, when a man who has come to a deep understanding of his own being cuts wood, he simply cuts wood. There is nobody else there. In fact the cutter is not there, only the cutting of the wood, the chopping.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 23 | Posição 343-345 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:38:26
But remember well, when a man who has come to a deep understanding of his own being cuts wood, he simply cuts wood. There is nobody else there. In fact the cutter is not there, only the cutting of the wood, the chopping. The chopper is not there because the chopper is the past. When he eats he simply eats.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Sua nota na página 24 | Posição 359 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:46:36
Gancho/treinamento com tchanga! Percepção apurada, evolução do saborear!
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 24 | Posição 357-359 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:46:38
You lived all small waves of eating, drinking, sleeping, walking, making love, small waves, great waves, you lived—then comes the greatest wave. You die! You have to live that too in its totality. And then one is ready to die. That very readiness is the death of death itself.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 24 | Posição 327-361 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:48:18
Don’t sacrifice yourself. You are here for yourself, for nobody else. And then live. And live in total freedom so intensely that every moment is transformed into eternity. If you live a moment intensely it is transformed into eternity. If you live a moment intensely you move into the vertical, you drop out of the horizontal. There are two ways of being related with time: One is just to swim on the surface of the ocean, another is to dive deep, to go to the depths. If you are just swimming on the ocean of time you will be always afraid because the surface is not the reality. The surface is not really the ocean, it is just the boundary, it is just the periphery. Go to the depth, move toward the depth. When you live a moment deeply you are no more part of time. If you have been in love, and deeply in love, time disappears. When you are with your beloved or your lover or your friend suddenly there is no time. You are moving in depth. If you have loved music, if you have a musical heart, you know time stops. If you have the sense of beauty, aesthetic sensibility and sensitiveness—look at a rose and time disappears, look at the moon and where is time? The clock immediately stops. The hands go on moving but time stops. If you have loved anything deeply you know that you transcend time. The secret has been revealed to you many times. Life itself reveals it to you. Life would like you to enjoy. Life would like you to celebrate. Life would like you to participate so deeply that there is no repentance for the past, that you don’t remember the past, because every moment you go more and more deep—every moment life becomes more and more beautiful, more orgasmic, a peak experience, and by and by, when you become attuned to the peak, that becomes your abode. That’s how an enlightened man lives, he lives totally and moment to moment. Somebody asked a Zen Master: Since enlightenment what have you been doing? He said: I carry water from the well, I cut wood in the forest, when I feel hungry I eat, and when I feel sleepy I sleep, that’s all. But remember well, when a man who has come to a deep understanding of his own being cuts wood, he simply cuts wood. There is nobody else there. In fact the cutter is not there, only the cutting of the wood, the chopping. The chopper is not there because the chopper is the past. When he eats he simply eats. One great Zen Master has said: When sitting sit, when walking walk, above all, don’t wobble. Time is a problem because you have not been living rightly—it is symbolic, it is symptomatic. If you live rightly the problem of time disappears, the fear of time disappears. So, what to do? Each moment, whatsoever you are doing, do it totally. Simple things—taking a bath; take it totally, forget the whole world; sitting, sit; walking, walk, above all don’t wobble; sit under the shower and let the whole existence fall on you. Be merged with those beautiful drops of water falling on you. Small things: cleaning the house, preparing food, washing clothes, going for a morning walk—do them totally, then there is no need for any meditation. Meditation is nothing but a way to learn how to do a thing totally—once you have learned, make your whole life a meditation; forget all about meditations, let the life be the only law, let the life be the only meditation. And then time disappears. And remember, when time disappears, death disappears. Then you are not afraid of death. In fact you wait. Just think of the phenomenon. When you wait for death how can death exist? This waiting is not suicidal. This waiting is not pathological. You lived your life. If you have lived your life, death becomes the very peak of it all. Death is the climax of life, the pinnacle, the crescendo. You lived all small waves of eating, drinking, sleeping, walking, making love, small waves, great waves, you lived—then comes the greatest wave. You die! You have to live that too in its totality. And then one is ready to die. That very readiness is the death of death itself. That’s how people have come to know that nothing dies. Death is impotent if you are ready to live it, death is very powerful if you are afraid. Unlived life gives power to death. A totally lived life takes all power from death. Death is not.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Sua nota na página 24 | Posição 361 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:49:10
bonito tambem
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 24 | Posição 363-364 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 00:43:50
Fear cannot be eliminated altogether, it cannot be mastered, it can only be understood. Understanding is the key word here. And only understanding brings mutation, nothing else. If you try to master your fear it will remain repressed,
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 25 | Posição 368-377 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 00:52:29
So fear has not to be mastered—it has not to be eliminated. It cannot be eliminated either, because fear contains a kind of energy and no energy can be destroyed. Have you seen that in fear you can have immense energy? Just as you can have in anger; they are both two aspects of the same energy phenomenon. Anger is aggressive and fear is nonaggressive. Fear is anger in a negative state; anger is fear in a positive state. When you are angry have you not watched how powerful you become, how great an energy you have? You can throw a big rock when you are angry; ordinarily you cannot even shake it. You become thrice, four times bigger when you are angry. You can do certain things you cannot do without anger. Or, in fear, you can run so fast that even an Olympic runner will feel jealous. Fear creates energy; fear is energy, and energy cannot be destroyed. Not a single iota of energy can be eliminated from existence. This has to be remembered constantly, otherwise you will do something wrong. You cannot destroy anything, you can only change its form. You cannot destroy a small pebble; a small grain of sand cannot be destroyed, it will only change its form. You cannot destroy a drop of water. You can turn it into ice, you can evaporate it, but it will remain. It will remain somewhere, it cannot go out of existence.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 26 | Posição 384-384 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 00:59:57
How can you look into the eyes of fear when you have already decided that it is your enemy?
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 26 | Posição 385-385 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:01:59
If you think it is something wrong, then you will try to bypass it, avoid it, neglect it.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 26 | Posição 388-389 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:03:00
There is no need to do anything else; understanding transforms it. What is fear? First, fear is always around some desire.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 26 | Posição 394-395 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:05:01
Fear is arising out of the desire to possess, it is a by-product; you want to possess, hence the fear. If you don’t want to possess, then there is no fear.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 27 | Posição 400-406 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:12:52
Only things can be possessed, not persons. A person is a freedom. A person is beautiful because of freedom. The bird is beautiful on the wing in the sky—you encage it and it is no longer the same bird, remember. It looks like it, but it is no longer the same bird. Where is the sky? Where is the sun, where are those winds, where are those clouds? Where is that freedom on the wing? All have disappeared. This is not the same bird. You love a woman because she is a freedom. Then you encage her: Then you go to the court and you get married, and you make a beautiful cage around her, maybe golden, studded with diamonds, but she is no longer the same woman. And now fear comes. You are afraid, afraid because the woman may not like this cage. She may hanker for freedom again. And freedom is an ultimate value, one cannot drop it.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 27 | Posição 408-410 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:15:04
Be nonpossessive, and then there is no fear. And when there is no fear, much of the energy that gets involved and caught up, locked up in fear, is available—and that energy can become your creativity. It can become a dance, a celebration.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 23 | Posição 340 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:28:58
"nao entendi" mari numa época de 201x
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 23 | Posição 334-340 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:28:58
O que também salvara Lóri é que sentia que se o seu mundo particular não fosse humano, também haveria lugar para ela, e com grande beleza: ela seria uma mancha difusa de instintos, doçuras e ferocidades, uma trêmula irradiação de paz e luta, como era humanamente, mas seria de forma permanente: porque se o seu mundo não fosse humano ela seria um bicho. Por um instante então desprezava o próprio humano e experimentava a silenciosa alma da vida animal. E era bom. “Não entender” era tão vasto que ultrapassava qualquer entender – entender era sempre limitado. Mas não entender não tinha fronteiras e levava ao infinito, ao Deus. Não era um não entender como um simples de espírito. O bom era ter uma inteligência e não entender. Era uma bênção estranha como a de ter loucura sem ser doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 23 | Posição 342-343 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:30:56
Sabia que aquilo era impossível e todas as vezes que pensara que se compreendera era por ter compreendido errado. Compreender era sempre um erro – preferia a largueza tão ampla e livre e sem erros que era não entender.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 23 | Posição 347-347 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:32:53
Ulisses, apesar de nunca ter viajado senão pelo Brasil, jamais lhe fizera perguntas turísticas.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 24 | Posição 352-353 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:42:58
– Nessa esquina, dissera ela a Ulisses com sua voz sempre mansa, eu me senti perdida, salva de algum naufrágio e jogada numa praia escura, fria, deserta.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 24 | Posição 354-355 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:44:20
Estar perdida não era a verdade corriqueira mas era a irrealidade que lhe vinha dar a noção de sua condição verdadeira.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 26 | Posição 394-398 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 02:05:58
e nunca lhe dissera que o “mal” muitas vezes voltava: o ar dentro dela tinha então cheiro de poeira molhada. Vai recomeçar, meu Deus? Perguntava-se então. E reunia toda a sua força para parar a dor. Que dor era? A de existir? A de pertencer a alguma coisa desconhecida? A de ter nascido? E depois, estancada a dor como se não tivesse sequer havido, exausta, após ter nadado quilômetros no universo vazio, ficara ofegante, jogava-se nas areias brilhantes de um planeta, imóvel, de bruços.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 61 | Posição 932-933 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 02:28:41
swords, pikes, sabres, halberds, battleaxes, bills, scimitars, maces, tridents, clubs, bows, crossbows, forks, and spears were all there.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 13 | Posição 199-200 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:30:36
O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito, Cheio de individualidade para quem repara…
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 13 | Posição 192-200 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:32:10
Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar, Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo. À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma, E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo. Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne, Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha, Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode acontecer de bom, São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada, Seja ela a leve senhora dos cumes dos montes, Seja ela a invasora lenta das ruas das cidades que vão leste-oeste, Seja A mulher que chora baixinho Entre o ruído da multidão em vivas… O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito, Cheio de individualidade para quem repara…
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 14 | Posição 202-204 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:32:56
Eu adoro todas as coisas E o meu coração é um albergue aberto toda a noite. Tenho pela vida um interesse ávido Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 14 | Posição 204 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:34:21
e emprestar à humanidade?
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 14 | Posição 204-204 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:34:22
empresto humanidade a tudo,
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 14 | Posição 206 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:35:08
Lafari
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 14 | Posição 205-206 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:35:08
Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 14 | Posição 208 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:38:25
osho - fear book
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 14 | Posição 206-208 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:38:25
E a minha ambição era trazer o universo ao colo Como uma criança a quem a ama beija. Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras, Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo Do que as que vi ou verei.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 14 | Posição 209 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:39:28
'rave'
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 14 | Posição 209-209 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:39:28
feira
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 15 | Posição 217-221 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:44:17
Minha dor é velha Como um frasco de essência cheio de pó. Minha dor é inútil Como uma gaiola numa terra onde não há aves, E minha dor é silenciosa e triste Como a parte da praia onde o mar não chega. Chego às janelas Dos palác ios arruinados E cismo de dentro para fora Para me consolar do presente.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 29 | Posição 441-442 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 09:33:35
É uma delicadeza de vida que inclusive exige a maior coragem para aceitá-la.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 48594-48598 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 14:39:00
elanguescer |ê| v. tr., intr. e pron. 1. Tornar(-se) lânguido. = ABATER 2. Viver em langor. 3. Fazer perder ou perder as forças. = DEBILITAR, DEFINHAR, ENFRAQUECER 4. [Figurado] Diminuir de zelo ou ardor. • Sinônimo geral: ENLANGUESCER, LANGUESCER, LANGUIR ‣ Etimologia: latim elanguesco, -ere, tornar fraco, afrouxar, relaxar
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 54 | Posição 825-826 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 14:53:04
Eu fiquei tão sugestionado que desde então me considerei sobrevivente de um desastre que nunca conheci.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 55 | Posição 827-831 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 14:56:25
Foi no dia em que Pablo Neruda pisou terra espanhola pela primeira vez desde a Guerra Civil, na escala de uma lenta viagem pelo mar até Valparaíso. Passou conosco uma manhã de caça nas livrarias de livros usados, e na Porter comprou um livro antigo, desencadernado e murcho, pelo qual pagou o que seria seu salário de dois meses no consulado de Rangum. Movia-se através das pessoas como um elefante inválido, com um interesse infantil pelo mecanismo interno de cada coisa, pois o mundo parecia, para ele, um imenso brinquedo de corda com o qual se inventava a vida.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 57 | Posição 861-863 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 15:09:00
Assim que subiu a bordo, às seis da tarde, Neruda despediu-se de nós, sentou-se em uma mesa afastada, e começou a escrever versos fluidos com a caneta de tinta verde com que desenhava flores e peixes e pássaros nas dedicatórias de seus livros.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 74 | Posição 1119-1121 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 03:59:31
To this the ten kings replied, “We are the King of Qinguang, the King of Chujiang, King Songdi, King Wuguan, King Yama, King Impartial, the King of Mount Tai, the Metropolitan King, the King of Biancheng, and the King of the Ever-turning Wheel.”
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La Peste (Albert Camus)
- Sua nota na página 4 | Posição 60 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 18:08:52
luiza
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 60-61 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 18:08:52
sans y prendre garde
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3269-3269 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 19:44:30
It fit her very nicely around the ass.
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3276-3276 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:19:18
I kissed her viciously, bending her backwards.
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3278-3278 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:29:56
I walked her backwards into the bedroom, pushed her on to the bed and mauled her.
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3279-3279 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:30:46
I let my imagination
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3279-3279 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:30:57
I let my imagination go.
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Women (Charles Bukowski)
- Sua nota na página 214 | Posição 3280 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:31:53
Cravada brutal
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3280-3280 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:31:53
I played around a little, using different speeds, then anger thrusts, thrusts of love, teasing thrusts, brutal thrusts.
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 215 | Posição 3286-3287 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:47:39
“You fuck,” Liza told me, “with the enthusiasm of a man who is fucking for the first time and yet you fuck with a lot of inventiveness.”
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 215 | Posição 3295-3297 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:52:57
We got ready for bed. We got into bed and I mounted her. Without foreplay it was much more difficult but I finally got it in. I began to work. I worked and I worked. It was another hot night. It was like a recurring bad dream.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 88394-88396 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 21:10:42
shudder [ˈ∫Λdə] ■ v.1 tremer; estremecer2 abanar; dar solavancos; ♦ to shudder to a halt: parar de repente ■ s.1 arrepio2 abanão; solavanco
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 98201-98209 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 21:12:43
thrust [θrΛst] ■ v. (pretérito, particípio passado thrust)1 empurrar; atirar2 enfiar3 cravar ■ s.1 empurrão2 ataque; golpe; estocada3 ponto fulcral; ideia central4 propulsão ♢ thrust aside v. pôr de parte; rejeitar ♢ thrust on/upon v. impor a; impingir a; empurrar para col. thruster [ˈθrΛstə] s.1 indivíduo que lança uma estocada2 pessoa que abre o seu caminho, empurrando3 caçador demasiado impetuoso4 pessoa que procura se impor thrusting [ˈθrΛstɪŋ] adj. ambicioso; sem escrúpulos
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 98209 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 21:13:11
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 98201-98209 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 21:13:11
thrust [θrΛst] ■ v. (pretérito, particípio passado thrust)1 empurrar; atirar2 enfiar3 cravar ■ s.1 empurrão2 ataque; golpe; estocada3 ponto fulcral; ideia central4 propulsão ♢ thrust aside v. pôr de parte; rejeitar ♢ thrust on/upon v. impor a; impingir a; empurrar para col. thruster [ˈθrΛstə] s.1 indivíduo que lança uma estocada2 pessoa que abre o seu caminho, empurrando3 caçador demasiado impetuoso4 pessoa que procura se impor thrusting [ˈθrΛstɪŋ] adj. ambicioso; sem escrúpulos
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 217 | Posição 3324-3327 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 21:14:14
Maybe I needed practice. I went into my savagery routine, grabbing her by the hair, thrusting as if it was a rape. She liked it, or seemed to, making little delightful sounds. I savaged her some more, then suddenly she appeared to climax, making all the right sounds. That excited me and I came just at the end of hers. We cleaned up and went back to the pillows and the wine. Liza fell asleep with her head in my lap.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 96677-96678 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 11:06:12
tawny [ˈtɔːnɪ] adj. (comparativo -ier, superlativo -iest)1 amarelo-acastanhado; moreno; dourado2 (vinho) aloirado
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 66581 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 17:43:10
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 66580-66581 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 17:43:12
neighing [ˈneɪɪŋ] ■ adj. que relincha ■ s. rincho; relincho
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 2 | Posição 23-23 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 18:34:28
tinha-se com o ilícito uma tolerante familiaridade.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 3 | Posição 37-38 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 18:43:50
a repressão funciona, decerto, como condenação ao desaparecimento, mas também como injunção ao silêncio, afirmação de inexistência e, consequentemente, constatação de que, em tudo isso, não há nada para dizer, nem para ver, nem para saber.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 4 | Posição 49-52 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 22:49:52
Explicam-nos que, se a repressão foi, desde a época clássica, o modo fundamental de ligação entre poder, saber e sexualidade, só se pode liberar a um preço considerável: seria necessário nada menos que uma transgressão das leis, uma suspensão das interdições, uma irrupção da palavra, uma restituição do prazer ao real, e toda uma nova economia dos mecanismos do poder; pois a menor eclosão de verdade é condicionada politicamente.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 28 | Posição 423-424 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:01:05
But that is the beauty of the rose flower, that’s why it is so beautiful—because it lives surrounded by death, it challenges death, it challenges the winds.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 29 | Posição 433-433 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:03:22
A single moment of deep love is eternity.
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The Book of Secrets: 112 Meditations to Discover the Mystery Within (Osho)
- Seu destaque na página 21 | Posição 317-320 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:13:51
So Dynamic Meditation is just to help them clean the place. And then they can use any method from the 112. It will not be difficult. If they, right now, directly try, they will fail. I have seen many people trying directly – reaching nowhere, because they are so full of garbage that first it has to be emptied out. Dynamic Meditation is of immense help.
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The Book of Secrets: 112 Meditations to Discover the Mystery Within (Osho)
- Seu destaque na página 22 | Posição 322-323 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:15:26
So first thing is something cathartic, which is absolutely necessary for the contemporary man. And then those silent methods can be used.
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Cien años de soledad (Edición ilustrada) (Gabriel García Márquez)
- Seu marcador de página na página 1 | Posição 15 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:19:31
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Cien años de soledad (Edición ilustrada) (Gabriel García Márquez)
- Seu marcador de página na página 1 | Posição 15 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:19:36
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 5 | Posição 71-73 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 10:02:50
Há dezenas de anos que nós só falamos de sexo fazendo pose: consciência de desafiar a ordem estabelecida, tom de voz que demonstra saber que se é subversivo, ardor em conjurar o presente e aclamar um futuro para cujo apressamento se pensa contribuir.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 6 | Posição 78-79 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 10:17:41
empregar um discurso onde confluem o ardor do saber, a vontade de mudar a lei e o esperado jardim das delícias — eis o que, sem dúvida, sustenta em nós a obstinação em falar do sexo em termos de repressão;
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 32 | Posição 484-486 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 12:12:29
Mas também sabia de uma coisa: quando estivesse mais pronta, passaria de si para os outros, o seu caminho era os outros. Quando pudesse sentir plenamente o outro estaria salva e pensaria: eis o meu porto de chegada. Mas antes precisava tocar em si própria, antes precisava tocar no mundo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 32 | Posição 488-489 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 12:13:11
Se saía desse ar longínquo era para olhá-la com um vago desejo que não parecia querer se tornar mais forte.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 33 | Posição 497-497 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 12:15:11
Você sente que há mais segurança na dor morna?
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 95732-95732 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 18:55:17
nebulosa |ó| s. f. Reflexo esbranquiçado de um numeroso agrupamento de estrelas distantes.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 57598-57599 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 18:57:30
estalactite |lâct| s. f. Concreção calcária suspensa da abóbada das grutas e produzida pela infiltração lenta das águas.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 7 | Posição 90-95 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 21:01:47
A afirmação de uma sexualidade que nunca fora dominada com tanto rigor como na época da hipócrita burguesia negocista e contabilizadora é acompanhada pela ênfase de um discurso destinado a dizer a verdade sobre o sexo, a modificar sua economia no real, a subverter a lei que o rege, a mudar seu futuro. O enunciado da opressão e a forma da pregação referem-se mutuamente; reforçam-se reciprocamente. Dizer que o sexo não é reprimido, ou melhor, dizer que entre o sexo e o poder a relação não é de repressão, corre o risco de ser apenas um paradoxo estéril. Não seria somente contrariar uma tese bem aceita. Seria ir de encontro a toda a economia, a todos os "interesses" discursivos que a sustentam.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 7 | Posição 97-99 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 21:06:06
Trata-se, em suma, de interrogar o caso de uma sociedade que desde há mais de um século se fustiga ruidosamente por sua hipocrisia, fala prolixamente de seu próprio silêncio, obstina-se em detalhar o que não diz, denuncia os poderes que exerce e promete liberar-se das leis que a fazem funcionar.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 7 | Posição 105-106 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 21:10:51
também, preciso perguntar por que hoje em dia nos culpamos tanto por ter outrora feito dele um pecado?
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 94 | Posição 1430-1431 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 21:38:08
Take a look at what's written on my standard.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 119689 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 22:27:56
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 119682-119689 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 22:27:56
renhidamente adv. De modo renhido. ‣ Etimologia: renhido + -mente renhido adj. 1. Porfiado; debatido; disputado. 2. [Figurado] Sangrento. renhimento s. m. 1. Ato ou efeito de renhir. 2. Porfia; briga. renhir v. tr. e intr. 1. Travar combate. = COMBATER, CONTENDER, DISPUTAR 2. Questionar numa discussão. = CONTENDER, DISCUTIR • v. pron. 3. Ficar mais intenso. = INTENSIFICAR-SE ‣ Etimologia: espanhol reñir, do latim ringor, ringi, arreganhar os dentes, assanhar-se renhões s. m. pl. [Portugal: Trás-os-Montes] Testículos.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 5502 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:13:26
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 5502-5502 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:13:26
álgido adj. 1. Muito frio. 2. Afecção caracterizada por sensação de frio.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 139604 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:16:14
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 139598-139604 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:16:14
uberdade s. f. 1. Qualidade do que é úbere. 2. Abundância ou fartura de frutos ou de novidades. 3. Fecundidade da terra. = FERTILIDADE ‣ Etimologia: latim ubertas, -atis úbere s. m. 1. Glândula mamária. = MAMA, MAMILO, TETA • adj. 2 g. 2. Que produz muito. = ABUNDANTE, FARTO, FECUNDO, FÉRTIL ‣ Etimologia: latim uber, -eris, peito, mama; fecundidade; fecundo, fértil ubérrimo adj. 1. Muito úbere. 2. Muito abundante. ‣ Etimologia: latim uberrimus, -a, -um ubertoso |ô| adj. [Linguagem poética] Úbere. • Plural: ubertosos |ó|.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 2854 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:20:10
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 2847-2854 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:20:10
adstrição s. f. 1. Ação (e resultado) de substância adstringente. 2. Contração (do estômago). adstringência s. f. Qualidade de adstringente. adstringente adj. 2 g. 1. Que serve para apertar os tecidos vivos. • s. m. 2. Substância adstringente. 3. sabor adstringente: o que causa na língua uma sensação de aperto. adstringir v. tr. 1. Causar adstringência em. 2. Apertar, cerrar. 3. [Figurado] Constranger, obrigar. adstritamente adv. De modo adstrito. ‣ Etimologia: adstrito + -mente adstritivo adj. Que adstringe. adstrito adj. 1. Apertado. 2. Dependente, ligado. 3. Sujeito. 4. Restrito.
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A uma mulher (Breve Companhia) (vinicius de moraes)
- Seu destaque na página 5 | Posição 66-66 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 03:04:32
A onda solitária é o berço do amor e há uma música eterna nas formas invisíveis
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A uma mulher (Breve Companhia) (vinicius de moraes)
- Seu destaque na página 5 | Posição 67-67 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 03:09:55
Passa o teu braço sobre o que foi o triste destroço de um outro mar bem mais revolto
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A uma mulher (Breve Companhia) (vinicius de moraes)
- Seu destaque na página 5 | Posição 73-75 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 03:11:45
Não sentes que é preciso que ela vá, vá dar morada às algas que lhe cobrirão amorosamente o corpo Para fugir de ti que o cobrias apenas com a ardência imutável do teu desejo? Oh, o amor que abre os braços à piedade!…
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Love is a Dog From Hell (Charles Bukowski)
- Seu marcador de página na página 25 | Posição 382 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 08:58:05
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 89953-89958 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 12:47:03
smear [smɪə] ■ v.1 besuntar2 engordurar3 borratar; manchar4 difamar; enlamear fig. ■ s.1 mancha; nódoa2 difamação; ♦ smear campaign: campanha de difamação3 MEDICINA esfregaço; ♦ cervical smear: esfregaço cervical ♦ [GRÃ-BRETANHA] smear (test): teste de Papanicolau
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 89960 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 12:47:33
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 89953-89960 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 12:47:33
smear [smɪə] ■ v.1 besuntar2 engordurar3 borratar; manchar4 difamar; enlamear fig. ■ s.1 mancha; nódoa2 difamação; ♦ smear campaign: campanha de difamação3 MEDICINA esfregaço; ♦ cervical smear: esfregaço cervical ♦ [GRÃ-BRETANHA] smear (test): teste de Papanicolau smearing [ˈsmɪərɪŋ] s. ato de enodoar ou lambuzar smeary [ˈsmɪərɪ] adj.1 lambuzado; gorduroso2 com manchas ou nódoas
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Love is a Dog From Hell (Charles Bukowski)
- Seu marcador de página na página 34 | Posição 521 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 20:32:24
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 5 | Posição 70-70 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 08:48:51
Ce sang rejeté le ramenait à sa préoccupation.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 29 | Posição 444-444 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 08:56:08
People who are full of fear cannot move beyond the known.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 107376 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:04:02
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 107375-107376 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:04:02
wiggling [ˈwɪglɪŋ] adj.1 sinuoso; com muitas curvas2 serpenteante; serpeante
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 229 | Posição 3510-3511 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:52:47
I don’t know why, but with each new woman it seemed like the first time, almost as if I had never been with a woman before.
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Women (Charles Bukowski)
- Sua nota na página 231 | Posição 3530 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:56:39
flerte
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 231 | Posição 3527-3530 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:56:40
She took a hit and then I kissed her. I pulled her head back by the hair. I forced her lips open. It was a long one. Then I let her go. “You like that, don’t you?” she asked. “To me it’s more personal and sexual than fucking.” “I think you’re right,” she said.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 66905 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:59:05
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 66902-66905 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:59:05
nibble [ˈnɪbəl] ■ s. mordidela; trinca ■ nibbles s.pl. coloquial aperitivos ■ v.1 depenicar (at, -); debicar (at, -)2 mordiscar
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Women (Charles Bukowski)
- Sua nota na página 236 | Posição 3608 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 21:50:32
atenta
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 236 | Posição 3607-3608 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 21:50:32
I was finally getting everything the boys in high school had gotten, the rich pretty well-dressed golden boys with their new automobiles, and me with my sloppy old clothes and broken down bicycle.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 43519 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:06:37
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 43516-43519 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:06:37
flick [flɪk] ■ s.1 pancada leve; movimento rápido2 (dedos) piparote3 [EUA] coloquial filme ■ v.1 mover(-se) rapidamente2 (pó, etc.) sacudir3 (chicote) zurzir4 (máquina) premir
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 92136 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:11:05
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 92133-92136 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:11:05
spurt [sp3ːt] ■ v.1 jorrar2 arrancar; correr ■ s.1 jorro; golfada2 acesso (of, de); ♦ a spurt of anger: um acesso de cólera
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 145980 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:13:05
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 145978-145980 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:13:05
zurzir v. tr. 1. Dar golpes ou desfechar pancadas em. = AÇOITAR, BATER, ESPANCAR, FUSTIGAR, MALTRATAR 2. Criticar severamente. 3. [Figurado] Afligir. 4. Magoar.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 111080 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:14:29
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 111077-111080 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:14:29
premer |ê| v. tr. 1. Carregar ou fazer pressão em. = APERTAR, COMPRIMIR, PREMIR 2. Apertar para forçar a saída de líquido. = ESPREMER 3. [Figurado] Causar opressão. = OPRIMIR ‣ Etimologia: latim premo, -ere, fazer pressão
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 242 | Posição 3708-3709 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 13:19:35
I rubbed a finger along her cunt. Soon it got wet and began to open. I sank my finger in.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 83031 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 13:21:46
flirt
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 83024-83031 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 13:21:47
rip [rɪp] ■ v. (pretérito, particípio passado -pp-)1 rasgar; romper2 arrancar ■ s. rasgão ♦ coloquial to let (it/her) rip: dar gás ♦ coloquial to let rip (at somebody): desatinar (com alguém) ♢ rip apart v. despedaçar ♢ rip off v.1 arrancar2 (objeto, clientes) roubar ♢ rip up v.1 rasgar em pedaços2 despedaçar
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 36 | Posição 546-546 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 19:53:45
clareira
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 37 | Posição 561-562 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:18:44
Seria talvez possível que a um certo ponto da vida o mundo se tornasse óbvio?
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 37 | Posição 566-567 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:26:17
Também não queria mais entrar numa igreja, nem que fosse apenas para respirar a penumbra fresca e recolhida.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 38 | Posição 570-571 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:37:11
Quem sofreria mais com isso era ela mesma, mas o principal é que com o seu sofrimento voluntário ofendia o Deus e então pouco lhe importava a dor.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 38 | Posição 576-577 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:38:51
Descobriu que até agora rezara para um eu-mesmo, só que poderoso, engrandecido e onipotente, chamando-o de o Deus e assim como uma criança via o pai como a figura de um rei.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 39 | Posição 582-583 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:41:45
Sabia que por enquanto doía muito e que depois ainda doeria mais pois sofreria a falta d’Aquele que, mesmo se não existisse, ela amava porque era uma célula dele.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 39 | Posição 582-586 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:43:23
Sabia que por enquanto doía muito e que depois ainda doeria mais pois sofreria a falta d’Aquele que, mesmo se não existisse, ela amava porque era uma célula dele. E talvez viesse a se salvar: porque a angústia era a incapacidade de enfim sentir a dor. Pensou: eu nunca tive a minha dor. Por falta de grandeza, sofrera suportavelmente tudo o que nela havia a sofrer. Mas agora sozinha, amando um Deus que não existia mais, talvez tocasse enfim na dor que era dela. Angústia também era o medo de sentir enfim a dor.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 40 | Posição 604-605 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:51:42
Como explicar que, do longe de onde de dentro de si ela vinha, já era uma vitória estar semivivendo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 43 | Posição 648-651 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 00:29:52
– Eu disse para você – Ulisses, estou sendo. Ele examinou-a e por um momento estranhou-a, aquele rosto familiar de mulher. Ele se estranhou, e entendeu Lóri: ele estava sendo. Ficaram calados como se os dois pela primeira vez se tivessem encontrado. Estavam sendo. – Eu também, disse baixo Ulisses. Ambos sabiam que esse era um grande passo dado na aprendizagem.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 44 | Posição 671-674 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 04:38:38
Que faço da felicidade? Que faço dessa paz estranha e aguda, que já está começando a me doer como uma angústia, como um grande silêncio de espaços? A quem dou minha felicidade, que já está começando a me rasgar um pouco e me assusta. Não, não quero ser feliz. Prefiro a mediocridade. Ah, milhares de pessoas não têm coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que é sentir-se feliz e preferem a mediocridade.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 45 | Posição 681-683 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 04:44:09
Já que não tinha sono, foi à cozinha esquentar o café. Pôs açúcar demais na xícara e o café ficou horrível. Isto levou-a a uma realidade mais cotidiana. Descansou um pouco de ser.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 48 | Posição 723-724 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 19:15:27
A coragem de Lóri é a de, não se conhecendo, no entanto prosseguir, e agir sem se conhecer exige coragem.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 50 | Posição 760-761 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 22:44:29
Na sua humildade esquecia que ela mesma era fonte de vida e de criação.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 53 | Posição 802-804 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 23:26:24
Inclusive os adolescentes, que eram de rosto puro, à medida que iam vivendo fabricavam a própria máscara. E com muita dor. Porque saber que de então em diante se vai passar a representar um papel que era de uma surpresa amedrontadora. Era a liberdade horrível de não ser. E a hora da escolha.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 53 | Posição 808-808 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 23:49:38
Escolher a própria máscara era o primeiro gesto voluntário humano. E solitário.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 57 | Posição 859-859 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 01:01:24
disse ela naquele diálogo incongruente em que pareciam se entender,
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 61 | Posição 916-921 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 06:23:18
– Não precisa responder, sorriu ele. Assim como o seu dom de atração age em mim... Você sabe, disse com simplicidade, que nós dois somos atraentes como homem e mulher. Lóri, já esquentada pelo uísque, sorriu a tanta franqueza. – Você sorriu! Você sabe o que lhe aconteceu? Você sorriu sem pudor! Ah, Lóri, quando você aprender vai ver o tempo que perdeu. A tragédia de viver existe sim e nós a sentimos. Mas isso não impede que tenhamos uma profunda aproximação da alegria com essa mesma vida. – Não posso! quase gritou Lóri, não posso, estou perdida. E se me aproximar do que você fala ficarei confusa para sempre.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 61 | Posição 926 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 06:25:57
flerte
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 61 | Posição 926-926 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 06:25:57
a testa se perlava de gotas de suor que terminavam escorrendo pelo rosto.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 64 | Posição 979-980 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 18:19:18
Só a própria pessoa podia exprimir a si própria o inexprimível cheiro do peixe cru – não em palavras: o único modo de exprimir era sentir de novo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 65 | Posição 996-997 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 19:12:44
o sabor de uma fruta está no contato da fruta com o paladar e não na fruta mesmo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 66 | Posição 1002-1010 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 19:43:52
Mas num sábado de manhã, enquanto ela estava na cama sem coragem de enfrentar a temperatura fora dos cobertores, tocou o telefone. Ela deu um salto para fora da cama, mas femininamente deixou como sempre o telefone tocar algumas vezes mais para não demonstrar sua avidez, caso fosse Ulisses. Era Ulisses e ele perguntava se ela não queria almoçar na Floresta da Tijuca. Ela se controlou para não gritar que sim. Disse disfarçando: – Hoje? – Passo de carro aí à uma hora da tarde. Ela nem precisava pensar no que ia vestir, tanto já sabia: iria com a saia xadrez de lã e o suéter vermelho que também para si comprara, quando comprara o das crianças. De seu próprio guarda-chuva vermelho não ia precisar, já que Ulisses a apanharia à porta de casa. O que era uma pena. O seu guarda-chuva vermelho quando aberto parecia um pássaro escarlate de asas transparentes abertas. Então resolveu que sairia de casa quinze minutos antes da uma, para esperá-lo de guarda-chuva vermelho aberto.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 69 | Posição 1049-1050 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:13:05
Ah, e dizer que isso ia acabar. Que por si mesmo não podia durar. Não, ela não se referia ao fogo, referia-se ao que sentia.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 50616-50619 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:22:35
encarneirado adj. 1. Diz-se do mar quando nele se elevam pequenas ondas brancas; e do céu, quando coberto de pequenas nuvens que parecem formar ondas. 2. Diz-se do céu quando nele se formam nuvens brancas arredondadas que se assemelham a montanhas cobertas de neve ou a algodão. ‣ Etimologia: particípio de encarneirar
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 50625 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:23:09
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 50621-50626 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:23:09
encarniçado adj. 1. Sedento de carniça. 2. Assanhado; furioso; cruel; feroz; sanguinário. encarniçamento s. m. 1. Ato de encarniçar-se (o animal na presa). 2. Aferro; fúria, pertinácia (em perseguir ou combater). 3. Paixão, obstinação pertinaz. encarniçar v. tr. 1. Deitar a carniça (aos cachorros). 2. Assanhar (os que brigam). 3. Incitar (os que se querem mal). • v. pron. 4. Perseguir com fúria e ódio; enfurecer-se.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 75752 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:52:38
FLERTE
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 75750-75752 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:52:38
impingir v. tr. 1. Dar com força. = PESPEGAR 2. Constranger a ouvir, a comprar ou a aceitar (coisa molesta). ‣ Etimologia: latim impingo, -ere, espetar, enterrar, plantar, pregar, lançar, atirar, impelir
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 106140 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:53:40
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 106139-106140 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:53:40
pespegar v. tr. 1. [Informal] Dar, aplicar, assentar com força. 2. Impingir. 3. Colocar, postar.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 70 | Posição 1065-1066 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:56:05
“Abandonar-me logo quando eu estava...”, não concluía o pensamento numa frase porque não sabia ao certo em que “já estava”.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 72 | Posição 1095-1099 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 21:16:06
Agora ia sem preguiça às cinco da manhã, quando o cheiro do mar ainda não usado a deixava tonta de alegria. Era a maresia, palavra feminina, mas para Lóri o cheiro maresia era masculino. Ia às cinco horas da manhã porque era a hora da grande solidão do mar. Às vezes passava pela calçada um homem passeando o seu cachorro, só isso. Como explicar que o mar era o seu berço materno mas que o cheiro era todo masculino? Talvez se tratasse da fusão perfeita. Além do que, de madrugada, as espumas pareciam mais brancas.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 73 | Posição 1106-1108 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 21:33:03
Milagres, não. Mas as coincidências. Vivia de coincidências, vivia de linhas que incidiam e se cruzavam e, no cruzamento, formavam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que era mais feito de segredo. Mal falasse das coincidências, e já estaria falando em nada.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 73 | Posição 1119 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 21:47:42
babacao mas bela frase
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 73 | Posição 1118-1119 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 21:47:43
É através da boca que você passará a comer o mundo, e então a escuridão de teus olhos não vai se aclarar mas vai iridescer.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 74 | Posição 1124-1125 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 22:08:11
O que era aquilo tão violento que a fazia pedir clemência a si mesma? Era a vontade de destruir, como se para destruir tivesse nascido.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 93754 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 22:35:38
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 93754-93754 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 22:35:38
mordaz adj. 2 g. 1. Que morde. 2. Mordente, corrosivo. 3. Satírico; maledicente.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 113833 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 00:39:26
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 113825-113833 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 00:39:26
pungência s. f. Qualidade do que é pungente. ‣ Etimologia: pungir + -ência pungente adj. 2 g. 1. Que punge. = PICANTE 2. [Figurado] Doloroso ou comovedor. ‣ Etimologia: latim pungens, -entis, particípio presente de pungo, -ere, picar, furar pungentemente adv. De modo pungente. ‣ Etimologia: pungente + -mente pungimento s. m. 1. Ato ou efeito de pungir. 2. Compunção; dor moral. pungir v. tr. 1. Picar. 2. [Figurado] Estimular; incitar. 3. Atormentar; afligir. 4. Magoar moralmente. 5. Sentir-se comovido por. • v. intr. 6. Sair com dor. 7. Começar a apontar ou a aparecer (a barba, a vegetação). ‣ Etimologia: latim pungo, -ere, picar, furar pungitivo adj. 1. Pungente. 2. Agudo; penetrante.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 58 | Posição 886-887 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:08:06
Contagiada por sua placidez, Maria enroscou-se no assento e abandonou-se ao rumor da chuva.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Sua nota na página 58 | Posição 887 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:09:07
…Carol... Mar
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 61 | Posição 922-923 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:30:36
Era a responsável pelos casos difíceis, e duas reclusas tinham morrido estranguladas com seu braço de urso-polar adestrado na arte de matar por descuido.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 61 | Posição 928-929 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:35:31
pois a encontraram sem sentidos num pântano de suas próprias misérias.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 73905 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:38:15
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 73904-73905 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:38:16
hirto adj. 1. Inteiriçado; ríspido. 2. Ereto. 3. Crespo; hirsuto. 4. Muito teso. 5. Imóvel.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 73905 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:39:46
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 73899-73905 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:39:46
hirsuto adj. 1. Que tem pelos longos e bastos. = CABELUDO, CERDOSO, VILOSO 2. Que não está composto ou cuidado (ex.: cabeleira hirsuta). = EMARANHADO, ENRIÇADO 3. [Figurado] Que não tem delicadeza ou cortesia. = GROSSEIRO, RÍSPIDO, RUDE ≠ DOCE, DELICADO, POLIDO ‣ Etimologia: latim hirsutus, -a, -um hirtamente adv. De modo hirto. ‣ Etimologia: hirto + -mente hirteza |ê| s. f. Qualidade do que é hirto. hirto adj. 1. Inteiriçado; ríspido. 2. Ereto. 3. Crespo; hirsuto. 4. Muito teso. 5. Imóvel.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 63 | Posição 952-953 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:55:11
De volta para casa na caminhonete adaptada para as funções públicas viu o esplendor da primavera nas palmeiras do Paseo de Gracia, e foi estremecido pelo pensamento funesto de como poderia ser a cidade sem Maria.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 122320 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:08:24
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 122318-122320 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:08:24
rogar v. tr. 1. Pedir por favor. 2. Pedir com instância, suplicar. • v. intr. 3. Fazer súplicas. 4. fazer-se rogar: gostar que lhe peçam com muito empenho; fazer-se rogado. 5. assalariar para trabalhos campesinos. • Confrontar: rojar.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu marcador de página na página 63 | Posição 964 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:08:52
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 66 | Posição 1000-1000 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:27:55
Mas conseguiu superar tudo até a noite em que Maria não voltou para casa.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 134555 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:56:10
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 134549-134555 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:56:11
teso |ê| adj. 1. Tenso, esticado. 2. Inteiriçado, imóvel. 3. Firme, rijo, forte. 4. Intrépido. 5. Impetuoso. 6. Decidido. 7. Enérgico. 8. Ríspido. 9. Renhido. 10. Íngreme. 11. [Gíria] Sem dinheiro. • s. m. 12. Monte ou cerro alcantilado ou íngreme. 13. Cimo do monte. 14. [Brasil] Parte elevada do terreno que, numa superfície inundada, fica acima do nível das águas (Amazônia). 15. Terreno mais alto que fica junto à barranca do rio (Rio Grande do Sul). 16. Morro quase a pique. 17. teso como um pau: arrogante, vaidoso e presumido.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 79 | Posição 1206 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:07:41
pesquisa
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 79 | Posição 1205-1206 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:07:41
A letra da música era de um nome que a encantava com sua estranheza e ela pediu a Ulisses que o pronunciasse o que ele fez com facilidade: Zdenek Rytir. E a música, que ela jamais viria a ouvir, era de Karel Svoboda.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 81 | Posição 1225-1229 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:36:03
Pelos minutos de alegria por que passara, Lóri soube que a pessoa devia deixar-se inundar pela alegria aos poucos – pois era vida nascendo. E quem não tivesse força de ter prazer, que antes cobrisse cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar o grande da vida. Essa película podia consistir em Lóri em qualquer ato formal, em qualquer tipo de silêncio, em aulas aos alunos ou em várias palavras sem sentido: era o que ela fazia. Pois o prazer não era de se brincar com ele. O prazer era nós.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 81 | Posição 1229-1230 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:37:48
E em Lóri o prazer, por falta de prática, estava no limiar da angústia.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 82 | Posição 1241-1243 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:43:12
De novo Ulisses a ajudara, sobretudo com o tom de sua voz que era muito rica em inflexões. E Lóri pensou que talvez essa fosse uma das experiências humanas e animais mais importantes: a de pedir mudamente socorro e mudamente este socorro ser dado.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 82 | Posição 1248-1249 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:46:26
Lóri nunca esqueceria a ajuda que recebera quando ela só conseguiria gaguejar de medo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 85 | Posição 1289 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 02:27:58
tsfn
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 85 | Posição 1287-1289 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 02:27:58
Mas também seria por vezes tomada de um êxtase de prazer puro e legítimo que ela mal podia adivinhar. Aliás já estava adivinhando porque se sentiu sorrindo e também sentiu uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 89 | Posição 1356 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 10:21:01
flerte
chuva preta ou cinza, auréola
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 89 | Posição 1356-1356 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 10:21:01
nimbo
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 93 | Posição 1425-1426 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 11:16:19
Algumas noites depois estava dormindo. E embora parecesse contradição, suavemente de repente o prazer de estar dormindo a acordara num macio sobressalto.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 94 | Posição 1436-1437 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 11:51:14
O que lhe veio foi a levemente assustadora certeza de que os nossos sentimentos e pensamentos são tão sobrenaturais como uma história passada depois da morte.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 95 | Posição 1455-1455 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 12:39:30
Ela não estava habituada a prescindir do consolo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 97 | Posição 1479-1480 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 12:54:43
E para Lóri era bom porque a cabeça do homem ficava perto dos joelhos e perto de suas mãos, no seu regaço que era a sua parte mais quente.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 97 | Posição 1486 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 12:56:44
flerte
espraiar
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 97 | Posição 1485-1486 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 12:56:44
percebeu que nesse seu espraiar-se é que estava o prazer ainda perigoso de ser.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 98 | Posição 1503 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 13:02:37
para mari
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 98 | Posição 1502-1503 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 13:02:37
Lóri estava perplexa ao notar que mesmo no amor tinha-se que ter bom senso e senso de medida.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 101 | Posição 1535-1536 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 21:04:33
Ela não queria nada senão aquilo mesmo que lhe acontecia: ser uma mulher no escuro ao lado de um homem que dormia.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 101 | Posição 1547-1548 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 21:23:41
A precariedade da verdadeira vida em si mesma desolava-a.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 102 | Posição 1564-1564 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 21:40:30
Lóri pôde enfim falar com ele de igual para igual.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 105 | Posição 1598-1599 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 21:55:10
Você acha que eu ofendo a minha estrutura social com a minha enorme liberdade? – Claro que sim, felizmente. Porque você acaba de sair da prisão como ser livre, e isso ninguém perdoa.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 143302 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 10:58:26
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 143301-143302 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 10:58:26
vincada s. f. Vinco; rego. vincar v. tr. Fazer vincos ou dobras em. = ENRUGAR
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 143311 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 10:59:43
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 143308-143312 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 10:59:43
vinco s. m. 1. Marca deixada por uma dobra. 2. Sulco ou vestígio deixado por uma pancada, pela passagem de uma roda, por um cordão, que se apertou em volta de um corpo, por uma unhada, etc. 3. Vergão; arganel. 4. Primeira camada, imediata à côdea inferior da broa, quando esta sai do forno mal cozida. 5. [Portugal: Estremadura] Quantidade de azeitona que a moenda leva de cada vez.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 9 | Posição 134-135 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 18:36:50
Em suma, trata-se de determinar, em seu funcionamento e em suas razões de ser, o regime de poder—saber—prazer que sustenta, entre nós, o discurso sobre a sexualidade humana.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 10 | Posição 142 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 18:39:13
jung, mixed feelings
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 10 | Posição 140-142 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 18:39:13
Que caminhos lhe permitem atingir as formas raras ou quase imperceptíveis do desejo, de que maneira o poder penetra e controla o prazer cotidiano — tudo isso com efeitos que podem ser de recusa, bloqueio, desqualificação mas, também, de incitação, de intensificação, em suma, as "técnicas polimorfas do poder".
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 12 | Posição 181-183 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 20:38:38
Mas o essencial é a multiplicação dos discursos sobre o sexo no próprio campo do exercício do poder: incitação institucional a falar do sexo e a falar dele cada vez mais; obstinação das instâncias do poder a ouvir falar e a fazê-lo falar ele próprio sob a forma da articulação explícita e do detalhe infinitamente acumulado.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 14 | Posição 199-200 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 21:13:47
Uma dupla evolução tende a fazer, da carne, a origem de todos os pecados e a deslocar o momento mais importante do ato em si para a inquietação do desejo,
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 15 | Posição 215-216 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 21:20:32
Coloca-se um imperativo: não somente confessar os atos contrários à lei, mas procurar fazer de seu desejo, de todo o seu desejo, um discurso.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 15 | Posição 217-218 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 21:26:20
A pastoral cristã inscreveu, como dever fundamental, a tarefa de fazer passar tudo o que se relaciona com o sexo pelo crivo interminável da palavra.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 18 | Posição 270-271 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:05:55
cumpre falar do sexo como de uma coisa que não se deve simplesmente condenar ou tolerar mas gerir, inserir em sistemas de utilidade, regular para o bem de todos, fazer funcionar segundo um padrão ótimo.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 18 | Posição 268-271 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:06:18
Deve-se falar do sexo, e falar publicamente, de uma maneira que não seja ordenada em função da demarcação entre o lícito e o ilícito, mesmo se o locutor preservar para si a distinção (é para mostrá-lo que servem essas declarações solenes e liminares); cumpre falar do sexo como de uma coisa que não se deve simplesmente condenar ou tolerar mas gerir, inserir em sistemas de utilidade, regular para o bem de todos, fazer funcionar segundo um padrão ótimo. O sexo não se julga apenas, administra-se.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 132 | Posição 2011-2012 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:28:32
{11} C.-J. Herbert, Essai sur la police générale des grains (1753), pp. 320-321.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 19 | Posição 281-286 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:29:06
Os governos percebem que não têm que lidar simplesmente com sujeitos, nem mesmo com um "povo", porém com uma "população", com seus fenômenos específicos e suas variáveis próprias: natalidade, morbidade, esperança de vida, fecundidade, estado de saúde, incidência das doenças, forma de alimentação e de habitat. Todas essas variáveis situam-se no ponto de intersecção entre os movimentos próprios à vida e os efeitos particulares das instituições: "Os Estados não se povoam conforme a progressão natural da propagação, mas em razão de sua indústria, de suas produções e das diferentes instituições... Os homens se multiplicam como as produções do solo e na medida das vantagens e dos recursos que encontram nos seus trabalhos". {11}
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 20 | Posição 290-292 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:35:25
É verdade que já há muito tempo se afirmava que um país devia ser povoado se quisesse ser rico e poderoso. Mas é a primeira vez em que, pelo menos de maneira constante, uma sociedade afirma que seu futuro e sua fortuna estão ligados não somente ao número e à virtude dos cidadãos, não apenas às regras de casamentos e à organização familiar, mas à maneira como cada qual usa seu sexo.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 20 | Posição 295 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:41:04
1984 - quando os departamentos mudavam coisas nos fatos jornalisticos - gancho
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 20 | Posição 294-296 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:41:04
passa-se das teses maciçamente populacionistas da época mercantilista, às tentativas de regulação mais finas e bem calculadas, que oscilarão, segundo os objetivos e as urgências, em direção natalista ou antinatalista.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 20 | Posição 296-297 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:43:48
Surge a análise das condutas sexuais, de suas determinações e efeitos, nos limites entre o biológico e o econômico.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 20 | Posição 299 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:50:23
"Deliberada"
Antes estava no campo do ser
Agora, no do escolher
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 20 | Posição 297-299 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:50:24
Aparecem também as campanhas sistemáticas que, à margem dos meios tradicionais — exortações morais e religiosas, medidas fiscais — tentam fazer do comportamento sexual dos casais uma conduta econômica e política deliberada.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 21 | Posição 310-313 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 20:33:48
Não se deve fazer divisão binária entre o que se diz e o que não se diz; é preciso tentar determinar as diferentes maneiras de não dizer, como são distribuídos os que podem e os que não podem falar, que tipo de discurso é autorizado ou que forma de discrição é exigida a uns e outros. Não existe um só, mas muitos silêncios e são parte integrante das estratégias que apóiam e atravessam os discursos.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 21 | Posição 316-317 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 00:09:11
Todos os detentores de uma parcela de autoridade se colocam num estado de alerta perpétuo: reafirmado sem trégua pelas disposições, pelas precauções tomadas, e pelo jogo das punições e responsabilidades.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 54593 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:03:42
flerte
'escamoteou-me o membro'
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 54591-54593 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:03:44
escamotear v. tr. 1. Empalmar. 2. Fazer desaparecer de modo que não se perceba. 3. [Figurado] Roubar com sutileza. • v. intr. 4. Fazer sorte de escamoteação. 5. Empalmar.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 96571 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:04:41
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 96570-96571 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:04:41
nímio adj. Que existe em demasia. = DEMASIADO, DESMEDIDO, EXCESSIVO, SOBEJO ‣ Etimologia: latim nimius, -a, -um
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 96589-96591 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:06:49
ninfolepsia s. f. Misantropia que leva a procurar a solidão dos bosques. ‣ Etimologia: grego númphê, -ês, esposa, ninfa, larva de abelha + grego lépsis, -eos, ação de agarrar, ação de receber + -ia
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 38024 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:14:01
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 38022-38024 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:14:01
crápula s. f. 1. Devassidão grosseira. 2. Desregramento habitual e abjeto. 3. Libertinagem. • s. m. 4. Indivíduo crapuloso. crapuloso |ô| adj. Libertino; devasso; em que há crápula. • Plural: crapulosos |ó|.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 26 | Posição 384-386 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:28:23
Do singular imperativo, que impõe a cada um fazer de sua sexualidade um discurso permanente, aos múltiplos mecanismos que, na ordem da economia, da pedagogia, da medicina e da justiça incitam, extraem, organizam e institucionalizam o discurso do sexo, foi imensa a prolixidade que nossa civilização exigiu e organizou.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 26 | Posição 388-389 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:29:14
convencemo-nos por um estranho escrúpulo de que dele não falamos nunca o suficiente,
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 34203 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:36:54
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 34189-34203 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:36:55
concubinar v. pron. 1. Amancebar-se. 2. [Figurado] Conluiar-se. 3. Conchavar-se. • Nota: usa-se apenas como verbo pronominal. concubinário adj. s. m. Que ou aquele que tem concubina. concubinato s. m. 1. Estado do homem e da mulher que vivem como casados. 2. Mancebia. ‣ Etimologia: latim concubinatus, -us concúbito s. m. 1. União carnal. = COITO, CÓPULA, COPULAÇÃO 2. Coabitação. ‣ Etimologia: latim concubitus, -us conculcador |ô| adj. s. m. 1. Que ou aquele que conculca. 2. Desprezador. conculcar v. tr. 1. Pisar aos pés. 2. [Figurado] Desprezar. 3. Menosprezar. 4. Aviltar. concunhado s. m. Cunhado de um dos cônjuges (em relação ao outro). ‣ Etimologia: con- + cunhado concupiscência s. f. 1. Desejo imoderado de satisfazer a sensualidade. 2. Apetite sensual. ‣ Etimologia: latim concupiscentia, -ae concupiscente adj. 2 g. Que tem concupiscência. ‣ Etimologia: latim concupiscens, -entis, particípio presente de concupisco, -ere, cobiçar, desejar ardentemente concupiscentemente adv. De modo concupiscente. ‣ Etimologia: concupiscente + -mente concupiscível adj. 2 g. Que desperta a concupiscência. ‣ Etimologia: latim concupiscibilis, -e, que pode ser cobiçado
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 34043 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:41:13
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 34041-34043 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:41:13
conchavar v. tr. 1. Ligar. 2. Encaixar. 3. Combinar, ajustar, conluiar. • v. pron. 4. [Brasil] Entrar para o serviço de alguém ou de uma casa. ‣ Etimologia: latim conclavo, -are, pregar juntamente, não deixar sair
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 87301 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:43:19
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 87296-87301 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:43:20
mancebia s. f. 1. Estado de quem vive amancebado. 2. Vida dissoluta. 3. [Antigo] Lupanar; alcoice. 4. [Pouco usado] Juventude. mancebil adj. 2 g. Relativo a mancebo. mancebo |ê| s. m. 1. Homem muito moço; rapaz. 2. Fasquia para amparar tábuas de forro; velador. • adj. 3. Juvenil, moço. 4. [Portugal: Regionalismo] Pedaço de pau onde se pendura a candeia. 5. [Brasil] Cabide de braços.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 6637 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:46:16
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 6632-6637 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:46:16
amancebado adj. 1. Que vive em mancebia, que se amancebou. • s. m. 2. Amásio. amancebar v. pron. 1. [Depreciativo] Ligar-se maritalmente a alguém, sem laços de casamento; tomar concubina, amante. = AMANTIZAR-SE, AMASIAR-SE, AMIGAR-SE, JUNTAR-SE 2. [Pouco usado] Ligar-se a algo que pode ser prejudicial. 3. [Pejorativo] Estabelecer relação com. = ALIAR-SE, ASSOCIAR-SE ‣ Etimologia: a- + mancebo + -ar • Nota: usa-se apenas como verbo pronominal.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 26 | Posição 396-398 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:48:58
entre a objetivação do sexo nos discursos racionais e o movimento pelo qual cada um é colocado na situação de contar seu próprio sexo produziu-se, a partir do século XVIII, toda uma série de tensões, conflitos, esforços de ajustamento, e tentativas de retranscrição.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 28 | Posição 417-418 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 12:12:29
fábula indispensável à economia infinitamente proliferante do discurso sobre o sexo.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 28 | Posição 418-419 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 12:13:02
O que é próprio das sociedades modernas não é o terem condenado o sexo a permanecer na obscuridade, mas sim o terem-se devotado a falar dele sempre, valorizando-o como o segredo.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 100571-100582 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 16:44:34
pachocho |ô| s. m. 1. [Plebeísmo] Vulva. 2. [Portugal: Regionalismo] Indivíduo apalermado. • Plural: pachochos |ô|. pachola |ó| s. 2 g. 1. Pessoa boa, simples, ingênua, para quem tudo está bem. 2. Pessoa preguiçosa, vadia. 3. Pessoa chalaceadora, gracejadora, brincalhona. • adj. 2 g. 4. Bom; bonito; embelezado. pacholamente adv. De modo pachola. ‣ Etimologia: pachola + -mente pacholice s. f. 1. Dito ou ato de pachola. 2. Ingenuidade, simplicidade. 3. Preguiça, vadiagem. 4. Brincadeira, gracejo. 5. Asneira, besteira. 6. Obscenidade, comportamento ou expressão pesada, grosseira. pachorra |ô| s. f. 1. Vagar; lentidão. 2. Paciência. 3. Lerdice. pachorrentamente adv. De modo pachorrento. ‣ Etimologia: pachorrento + -mente pachorrento adj. 1. Que tem ou revela pachorra. = PACIENTE 2. Que é feito com pachorra. = PACIENTE 3. Que se mexe ou age com lentidão. = INDOLENTE, LENTO, VAGAROSO ‣ Etimologia: pachorra + -ento pachouchada s. f. 1. Dito asnático ou obsceno. 2. Tolice, disparate.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 4 | Posição 59-61 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 19:08:55
Eu medito sem palavras e sobre o nada. O que me atrapalha a vida é escrever. E – e não esquecer que a estrutura do átomo não é vista mas sabe-se dela.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 5 | Posição 70-70 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 19:16:29
A verdade é sempre um contato interior e inexplicável.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 5 | Posição 70-71 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 19:17:07
A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 5 | Posição 76-77 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 19:23:31
Só não inicio pelo fim que justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida – porque preciso registrar os fatos antecedentes.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 16060-16061 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 06:55:34
azo s. m. 1. Ocasião. 2. Motivo, causa. 3. Pretexto. 4. Jeito, facilidade.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 106597-106598 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 07:52:29
pícaro adj. 1. Falto de honra e de vergonha. 2. Patife, velhaco. 3. Malicioso, astuto. 4. Que com arte e dissimulação logra o que deseja. 5. Ridículo.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 106598 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 07:52:49
Visão
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 6 | Posição 90-91 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 07:55:48
No sé si ustedes lo han visto alguna vez. Yo sólo lo vi en aquella ocasión. Era un relámpago vestido de arco iris.
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La Peste (Albert Camus)
- Sua nota na página 7 | Posição 100 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 15:04:42
pronúncia
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 7 | Posição 99-100 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 15:04:42
– Qu’est-ce que c’est que cette histoire de rats ?
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 127316 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 15:33:37
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 127310-127316 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 15:33:39
sibila s. f. 1. Mulher a quem os antigos atribuíam o dom da profecia e o conhecimento do futuro. 2. [Popular] Bruxa. sibilação s. f. 1. Ato ou efeito de sibilar. 2. Silvo, assobio. 3. [Patologia] Ruído especial análogo a um silvo pouco intenso que se percebe em certas doenças dos órgãos respiratórios. sibilante adj. 2 g. Que sibila. sibilar v. intr. 1. Assoprar produzindo um silvo agudo e prolongado. 2. Silvar, assobiar. sibilinamente adv. De modo sibilino. ‣ Etimologia: sibilino + -mente
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 8 | Posição 117-117 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 17:38:10
allá.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 8 | Posição 114-117 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 17:38:24
Mi padre se había casado en segundas nupcias con doña Trinidad Canda Marverde, mi madrastra. Me parece increíble tener que dar este nombre al ángel tutelar de mi infancia. Era diligente y dulce, tenía sentido de humor campesino, una bondad activa e infatigable. Apenas llegaba mi padre, ella se transformaba sólo en una sombra suave como todas las mujeres de entonces y de allá.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 10 | Posição 147 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 19:33:41
infância
paloma
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 10 | Posição 146-147 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 19:33:41
Combatíamos, a veces, en el gran galpón cerrado, con bellotas de encina.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 10 | Posição 149-149 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:14:44
torpemente
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 11 | Posição 154 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:23:17
flerte
loba Carol
aullido en mis orejas
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 11 | Posição 154-154 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:23:17
Yo lo perseguía y cuando lo iba a cazar volaba de nuevo entre los aullidos más ensordecedores que escuché jamás.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 57544 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:46:43
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 57539-57545 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:46:43
estafa s. f. 1. Cansaço extremo. = FADIGA 2. Jornada comprida e fatigante. 3. Situação ou tarefa enfadonha. = MAÇADA 4. Corrida. 5. Sova. 6. Burla, fraude. • Sinônimo geral: ESTAFADEIRA ‣ Etimologia: italiano staffa, estribo estafadeira s. f. O mesmo que estafa. ‣ Etimologia: estafar + -deira estafadela |é| s. f. Grande estafa. ‣ Etimologia: estafar + -dela estafado adj. 1. Cansado; cediço, velho, muito visto; que já não presta. 2. Derreado, desancado. ‣ Etimologia: particípio de estafar
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 85875 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:48:50
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 85872-85875 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:48:52
maçada s. f. 1. Golpe de maça ou clava. 2. Pancada com maço. 3. Sova. 4. Armação de pescar lampreias. 5. [Figurado] Estopada, importunação. 6. Aborrecimento, chatice. 7. Conluio. 8. Trabalho ou ocupação desagradável. 9. Alicantina. ‣ Etimologia: maça + -ada • Confrontar: massa.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 130015 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:50:09
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 130013-130015 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:50:10
sova |ó| s. f. 1. Ato ou efeito de sovar. 2. Conjunto de pancadas dadas a alguém como castigo ou maus-tratos. = TAREIA, TUNDA ‣ Etimologia: derivado regressivo de sovar
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 132944 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:50:49
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 132942-132944 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:50:49
tareia s. f. 1. Conjunto de pancadas dadas a alguém como castigo ou maus-tratos. = SOVA, PANCADARIA, TUNDA 2. [Portugal: Mondim] Tarefa.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 139260 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:51:24
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 139258-139260 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:51:25
tunda s. f. 1. Conjunto de pancadas dadas a alguém como castigo ou maus-tratos. = SOVA, PANCADARIA, TAREIA 2. [Figurado] Crítica severa.
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La Peste (Albert Camus)
- Sua nota na página 8 | Posição 112 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 21:57:42
pronúncia
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 8 | Posição 112-112 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 21:57:43
monde,
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 8 | Posição 121-122 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:31:00
e ao escrever me surpreendo um pouco pois descobri que tenho um destino. Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 9 | Posição 124 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:33:05
Sartre, quem se indaga, nega
interrogação e negação
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 9 | Posição 124-124 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:33:05
Quem se indaga é incompleto.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 103700 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:40:46
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 103699-103700 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:40:46
paulatinamente adv. A pouco e pouco, lentamente, devagar. paulatino adj. Que é feito devagar, lentamente, aos poucos.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 9 | Posição 138-138 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:44:20
O fato é um ato?
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 13 | Posição 186-186 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 18:02:03
Las estaciones quedaban aisladas en medio del campo, entre aromos y manzanos floridos.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 14 | Posição 206 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 19:03:32
Guarapari
El oeale
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 14 | Posição 204-206 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 19:03:32
Desde la casa que nos esperaba y, aún antes, desde los muelles desvencijados donde atracó el vaporcito, escuché a la distancia el trueno marino, una conmoción lejana. El oleaje entraba en mi existencia.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 29 | Posição 425-431 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 19:43:58
Através de tais discursos multiplicaram-se as condenações judiciárias das perversões menores, anexou-se a irregularidade sexual à doença mental; da infância à velhice foi definida uma norma do desenvolvimento sexual e cuidadosamente caracterizados todos os desvios possíveis; organizaram-se controles pedagógicos e tratamentos médicos; em torno das mínimas fantasias, os moralistas e, também e sobretudo, os médicos, trouxeram à baila todo o vocabulário enfático da abominação: isso não equivaleria a buscar meios de reabsorver em proveito de uma sexualidade centrada na genitalidade tantos prazeres sem fruto? Toda esta atenção loquaz com que nos alvoroçamos em torno da sexualidade, há dois ou três séculos, não estaria ordenada em função de uma preocupação elementar: assegurar o povoamento, reproduzir a força de trabalho, reproduzir a forma das relações sociais; em suma, proporcionar uma sexualidade economicamente útil e politicamente conservadora?
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 33 | Posição 491 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:01:51
Freud
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 33 | Posição 491-491 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:01:53
inventou toda uma patologia orgânica, funcional ou mental, originada nas práticas sexuais "incompletas";
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 33 | Posição 491 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:02:36
Freud?
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 33 | Posição 496-502 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:38:31
Consideremos as velhas proibições de alianças consanguíneas (por mais complexas e numerosas que fossem) e a condenação do adultério com sua inevitável frequência; e, por outro lado, os recentes controles através dos quais, desde o século XIX, foi atacada a sexualidade das crianças e foram perseguidos seus "hábitos solitários". É evidente que não se trata do mesmo mecanismo de poder, não somente porque aqui comparece a medicina e lá a lei; aqui há adestramento, lá penalidade; e, também, porque a tática instaurada não é a mesma. Aparentemente, trata-se nos dois casos de uma tarefa de eliminação, sempre fadada ao fracasso e sempre obrigada a recomeçar. Mas, a interdição dos "incestos" visa seu objetivo através de uma diminuição assintótica daquilo que condena; o controle da sexualidade infantil tenta-o através de uma difusão simultânea do próprio poder e do objeto sobre o qual o exerce. Procede em função de um duplo aumento prolongado ao infinito.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 34 | Posição 510-514 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:44:49
O "vício" da criança não é tanto um inimigo, mas um suporte; pode-se muito bem designá-lo como o mal a ser suprimido. O necessário fracasso, a extrema obstinação numa tarefa tão inútil leva a pensar que se deseja que ele persista e prolifere até os limites do visível e do invisível, ao invés de desaparecer para sempre. Graças a esse apoio o poder avança, multiplica suas articulações e seus efeitos, enquanto o seu alvo se amplia, subdivide e ramifica, penetrando no real ao mesmo ritmo que ele. Tratasse, aparentemente, de um dispositivo de barragem; de fato, organizaram-se, em torno da criança, linhas de penetração infinitas.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 34 | Posição 515-515 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:57:03
Esta nova caça às sexualidades periféricas provoca a incorporação das perversões e nova especificação dos indivíduos.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 34 | Posição 516-520 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:57:26
O homossexual do século XIX torna-se uma personagem: um passado, uma história, uma infância, um caráter, uma forma de vida; também é morfologia, com uma anatomia indiscreta e, talvez, uma fisiologia misteriosa. Nada daquilo que ele é, no fim das contas, escapa à sua sexualidade. Ela está presente nele todo: subjacente a todas as suas condutas, já que ela é o princípio insidioso e infinitamente ativo das mesmas; inscrita sem pudor na sua face e no seu corpo já que é um segredo que se trai sempre. É-lhe consubstancial, não tanto como pecado habitual porém como natureza singular.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 35 | Posição 515-526 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 22:09:53
Esta nova caça às sexualidades periféricas provoca a incorporação das perversões e nova especificação dos indivíduos. A sodomia — a dos antigos direitos civil ou canônico — era um tipo de ato interdito e o autor não passava de seu sujeito jurídico. O homossexual do século XIX torna-se uma personagem: um passado, uma história, uma infância, um caráter, uma forma de vida; também é morfologia, com uma anatomia indiscreta e, talvez, uma fisiologia misteriosa. Nada daquilo que ele é, no fim das contas, escapa à sua sexualidade. Ela está presente nele todo: subjacente a todas as suas condutas, já que ela é o princípio insidioso e infinitamente ativo das mesmas; inscrita sem pudor na sua face e no seu corpo já que é um segredo que se trai sempre. É-lhe consubstancial, não tanto como pecado habitual porém como natureza singular. £ necessário não esquecer que a categoria psicológica, psiquiátrica e médica da homossexualidade constituiu-se no dia em que foi caracterizada — o famoso artigo de Westphal em 1870, sobre as "sensações sexuais contrárias" pode servir de data natalícia{15} — menos como um tipo de relações sexuais do que como uma certa qualidade da sensibilidade sexual, uma certa maneira de interverter, em si mesmo, o masculino e o feminino. A homossexualidade apareceu como uma das figuras da sexualidade quando foi transferida, da prática da sodomia, para uma espécie de androgenia interior, um hermafroditismo da alma. O sodomita era um reincidente, agora o homossexual é uma espécie.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 35 | Posição 526-534 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 22:39:26
Como são espécies todos esses pequenos perversos que os psiquiatras do século XIX entomologizam atribuindo-lhes estranhos nomes de batismo: há os exibicionistas de Lasègue, os fetichistas de Binet, os zoófilos e zooerastas de Krafft-Ebing, os automonossexualistas de Rohleder; haverá os mixoscopófilos, os ginecomastos, os presbiófilos, os invertidos sexoestéticos e as mulheres disparêunicas. Esses belos nomes de heresias fazem pensar em uma natureza o suficiente relapsa para escapar à lei, mas autoconsciente o bastante para ainda continuar a produzir espécies, mesmo lá onde não existe mais ordem. A mecânica do poder que ardorosamente persegue todo esse despropósito só pretende suprimi-lo atribuindo-lhe uma realidade analítica, visível e permanente: encrava-o nos corpos, introdu-lo nas condutas, torna-o princípio de classificação e de inteligibilidade e o constitui em razão de ser e ordem, natural da desordem. Exclusão dessas milhares de sexualidades aberrantes? Não, especificação, distribuição regional de cada uma delas. Trata-se, através de sua disseminação, de semeá-las no real e de incorporá-las ao indivíduo.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 35 | Posição 532 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 22:39:55
brabo
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 30 | Posição 447-448 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 23:38:39
I am trying to recreate the author's original intentions, reading in the linear format the ideas as they were intended to be read.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 11 | Posição 153-157 | Adicionado na data terça-feira, 6 de agosto de 2019, 23:32:56
Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. Embora não aguente bem ouvir um assovio no escuro, e passos. Escuridão? lembro-me de uma namorada: era moça-mulher e que escuridão dentro de seu corpo. Nunca a esqueci: jamais se esquece a pessoa com quem se dormiu. O acontecimento fica tatuado em marca de fogo na carne viva e todos os que percebem o estigma fogem com horror.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 11 | Posição 160-160 | Adicionado na data terça-feira, 6 de agosto de 2019, 23:35:04
a eternidade é o estado das coisas neste momento.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 99313 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 00:19:31
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 99308-99313 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 00:19:34
opulência s. f. 1. Abundância de riqueza; magnificência. 2. Fausto. 3. Classe dos opulentos. 4. [Por extensão] Diz-se das produções muito abundantes. opulentamente adv. De modo opulento. ‣ Etimologia: opulento + -mente opulentar v. tr. 1. Tornar opulento; enriquecer; engrandecer. • v. pron. 2. Tornar-se opulento. opulento adj. 1. Magnífico; rico. 2. Copioso; abundante. 3. Pomposo. 4. Muito desenvolvido.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 41700 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 08:23:22
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 41699-41700 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 08:23:23
desafogo |ô| s. m. 1. Alívio. 2. Pequena vingança; desabafo. 3. Desembaraço, resolução. 4. Recreio, distração; folga. • Plural: desafogos |ô|. ‣ Etimologia: derivaçao regressiva de desafogar
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 18 | Posição 269-271 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 11:08:35
Se estuvo muy quieto y lo tomé de nuevo en brazos para llevármelo a casa. Entonces, cuando lo tenía a la altura de mi pecho, sentí que se desenrollaba una cinta, algo como un brazo negro me rozaba la cara. Era su largo y ondulante cuello que caía. Así aprendí que los cisnes no cantan cuando mueren.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 17 | Posição 247-248 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 12:05:50
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 18 | Posição 266-266 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 12:15:55
estival,
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 19 | Posição 288-288 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 12:22:57
vertiginosamente
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 20 | Posição 291-292 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 22:58:20
Las puse en limpio en un papel, preso de una ansiedad profunda, de un sentimiento hasta entonces desconocido, especie de angustia y de tristeza.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 20 | Posição 302 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 23:05:52
referência
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 20 | Posição 300-302 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 23:05:52
lectura no descansaba de día ni de noche. En la costa, en el pequeño Puerto Saavedra, encontré una biblioteca municipal y un viejo poeta, don Augusto Winter, que se admiraba de mi voracidad literaria. «¿Ya los leyó?», me decía, pasándome un nuevo Vargas Vila, un Ibsen, un Rocambole. Como un avestruz, yo tragaba sin discriminar.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 21 | Posição 310 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 23:15:45
referência
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 21 | Posição 308-310 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 23:15:45
La vi muy pocas veces. Lo bastante para que cada vez saliera con algunos libros que me regalaba. Eran siempre novelas rusas que ella consideraba como lo más extraordinario de la literatura mundial. Puedo decir que Gabriela me embarcó en esa seria y terrible visión de los novelistas rusos y que Tolstoi, Destines, Chejov, entraron en mi más profunda predilección. Siguen acompañándome.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 22 | Posição 334 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 10:32:26
carol
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 22 | Posição 334-334 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 10:32:26
Aullaban
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 24 | Posição 364 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:00:53
pronúncia
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 24 | Posição 363-364 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:00:53
Nombré inesperadamente a Baudelaire, diciéndoles que yo había empezado a traducir sus versos.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 24 | Posição 367 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:02:59
Referência
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 24 | Posição 366-367 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:02:59
—¡Baudelaire! —exclamaron—. Es quizá la primera vez, desde que el mundo existe, que se pronuncia ese nombre en estas soledades. Aquí tenemos sus Fleurs du mal.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 26 | Posição 396 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:59:43
a
brabo
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 26 | Posição 388-396 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:59:43
Hace ya cuarenta y cinco años de este suceso, acontecido en el comienzo de mi adolescencia. ¿Qué habrá pasado con aquellas tres señoras desterradas con sus Fleurs du mal en medio de la selva virgen? ¿Qué habrá sido de sus viejas botellas de vino, de su mesa resplandeciente iluminada por 20 bujías? ¿Cuál habrá sido el destino de los aserraderos y de la casa blanca perdida entre los árboles? Habrá sobrevenido lo más sencillo de todo: la muerte y el olvido. Quizá la selva devoró aquellas vidas y aquellos salones que me acogieron en una noche inolvidable. Pero en mi recuerdo siguen viviendo como en el fondo transparente del lago de los sueños. Honor a esas tres mujeres melancólicas que en su salvaje soledad lucharon sin utilidad ninguna para mantener un antiguo decoro. Defendían lo que supieron hacer las manos de sus antepasados, es decir, las últimas gotas de una cultura deliciosa, allá lejos, en el último límite de las montañas más impenetrables y más solitarias del mundo.
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La Peste (Albert Camus)
- Seu marcador de página na página 9 | Posição 123 | Adicionado na data sexta-feira, 9 de agosto de 2019, 00:27:35
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- Seu destaque na página 15 | Posição 217-217 | Adicionado na data quarta-feira, 3 de julho de 2019, 20:51:03
one cannot say what story or idea will trigger the deep psychological processes associated with slow reading.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 16 | Posição 239-240 | Adicionado na data quarta-feira, 3 de julho de 2019, 21:30:15
While digital technology lends itself to discovering and remixing ideas in novel ways, slow reading of books is still essential for nurturing literacy and the capacity for extended linear thought.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 17 | Posição 256-260 | Adicionado na data quarta-feira, 3 de julho de 2019, 22:37:29
For a while, programming displaced my previous entertainment of reading. I had been a regular reader of many kinds of books, including those for the other geek staple, the role-playing game called Dungeons and Dragons. The game involves rolling multi-sided dice to resolve probabilities and the consultation of statistical tables. It was not long till we realized the potential of programming to facilitate the games. We programmed more. We gamed more. The more involved we became, the more books we read too. Writing programs encouraged some of us to try our hand at writing stories. It was a wild and wonderful mix of digital and print technologies.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 174 | Posição 2660-2660 | Adicionado na data quarta-feira, 3 de julho de 2019, 23:02:55
cabrocha.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 178 | Posição 2720-2727 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 07:03:18
Ela amparou a cabeça do irmão. Ele estava cansado e impaciente. Guma não chegava. Ela agora temia pelo irmão e pelo marido. Rodolfo viera por um motivo que ela não conhecia e ele não quisera contar. Viera sem dúvida pedir dinheiro, havia de estar a nenhum, recém-saído da cadeia. Ele se estendeu na esteira no chão. 0 cabelo bem penteado, alisado a brilhantina barata. Descansou no colo de Lívia. Ela passou a mão na sua cabeça, cabeça cansada de aventuras, de roubos arriscados, e cantou uma cantiga de ninar. Assim como ninaria seu filho, ninava agora seu irmão. Era um ladrão. Passava contos do vigário, vendia terras que não existiam, era sócio de casas vagabundas de jogo, andava nos piores lugares, encostava mesmo o punhal nos peitos dos homens para tomar as carteiras. Andara pelas prisões, tinha um talho em baixo do lábio, a mão cortada da navalha. Mas agora dormia como uma criança, era sem culpas como o filho que Lívia trazia no ventre. Era uma criança que ela ninava, um recém-nascido que dormia.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 180 | Posição 2745-2749 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 11:28:04
Desceu novamente a rua. Ia assoviando, mas nem pensava na música. Pensava que viera ali propor a Guma um dos seus negócios. Uma coisa que podia dar dinheiro fácil para os dois. Podia dar cadeia também. Mordeu o bigode bem aparado, assoviou mais forte. Lívia era igual a uma santa. Com ele, Rodolfo ia ter um sobrinho. Sorriu imaginando a cara da criança como seria, chorando na hora de nascer. Chutou uma pedra no caminho, perdera um bom negócio. Mas esqueceu logo aquilo, esqueceu mesmo que deixara de fazer um bom negócio só para não meter Guma numa empresa arriscada, por causa de sua irmã e de seu sobrinho. Agora seguia as águas de uma cabrocha que descia a rua também.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 180 | Posição 2750-2751 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 11:32:01
Quando eles entravam, o velho Francisco saía, não gostava dos olhos com que eles espiavam a pobreza da casa.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 181 | Posição 2766-2766 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 11:40:08
a cor cinza do céu não ficou azul com a chegada da noite.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 181 | Posição 2775-2775 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 14:11:49
0 vento apaga tudo, tudo destrói: as lanternas, as canções.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 92 | Posição 1407-1411 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 20:23:55
If you change the focus, the emphasis—if from self the focus goes to consciousness, now you are not worried whether people reject you or accept you. What their opinion is, that doesn’t matter. Now you want to be aware in every situation. Whether they reject or they accept, whether they love or hate, whether they call you a saint or a sinner, that doesn’t matter. What they say, what their opinion is—that is their business and their problem to decide for themselves. You are simply trying to be aware in every situation.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Sua nota na página 93 | Posição 1415 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 20:30:54
Gancho com Tolle Lege, o ultimo pargrafo
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 93 | Posição 1404-1415 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 20:30:54
Self-consciousness is disease because you are continuously conscious of the self—“How are people feeling about me? How are they judging me? What is their opinion: Whether they like me or not, they accept me or reject me, they love me or not.” Always the “me,” the “I,” the ego remains the center. This is a disease. Ego is the greatest disease there is. If you change the focus, the emphasis—if from self the focus goes to consciousness, now you are not worried whether people reject you or accept you. What their opinion is, that doesn’t matter. Now you want to be aware in every situation. Whether they reject or they accept, whether they love or hate, whether they call you a saint or a sinner, that doesn’t matter. What they say, what their opinion is—that is their business and their problem to decide for themselves. You are simply trying to be aware in every situation. Somebody comes, bows down to you, he believes you are a saint: You don’t bother about what he says, what he believes. You simply remain alert, you remain aware so that he cannot drag you into unawareness, that’s all. Somebody comes and insults you and throws an old shoe at you: You don’t bother about what he is doing. You simply try to be alert, so that you remain untouched—he cannot drag you anywhere. In appreciation or condemnation, in failure or success, you remain the same. Through your awareness you attain to a tranquility, which cannot be disturbed in either way. You become free of people’s opinions.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 93 | Posição 1419-1424 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 20:54:49
Now, I would like to say a very paradoxical thing to you—it appears paradoxical, and is a simple truth: People who are self-conscious—emphasis on the self—have no self. That’s why they are so self-conscious, afraid—anybody can take their self away. They don’t have their self. They are not masters. Their self is borrowed, borrowed from you. Somebody smiles, their self is given support. Somebody insults, a prop has been taken away; their structure shakes. Somebody is angry, they are afraid. If everybody gets angry, where will they be, who will they be? Their identity is broken. If everybody smiles and says, “You are great,” they are great.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 95 | Posição 1443-1444 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 21:19:32
People who are inferior always try to prove their superiority by their possessions.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 96 | Posição 1463-1464 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 21:29:33
people who don’t have their selfs go on supporting other selfs, because that is the only way they can get others’ support for their own selfs.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Sua nota na página 96 | Posição 1464 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 21:30:28
camila sol - codependência
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 96 | Posição 1463-1464 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 21:30:28
people who don’t have their selfs go on supporting other selfs, because that is the only way they can get others’ support for their own selfs.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 98 | Posição 1495-1499 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 22:07:44
Second thing: I have always been insisting on celebration as part of your meditations. In this world of consciousness, nothing is so helpful as celebration. Celebration is like watering a plant. Worry is just the opposite of celebration; it is just like cutting the roots. Feel happy! Dance with your silence. This moment it is there—enough. Why ask for more? Tomorrow will take care of itself. This moment is too much; why not live it, celebrate it, share it, enjoy it? Let it become a song, a dance, a poetry; let it be creative. Let your silence be creative; do something with it.
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 99 | Posição 1499-1506 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 22:08:49
Millions of things are possible because nothing is more creative than silence. No need to become a very great painter, world famous, a Picasso. No need to become a Henry Moore. No need to become a great poet. Those ambitions of being great are of the mind, not of the silence. In your own way, howsoever small, paint. In your own way, howsoever small, make a haiku. In your own way, howsoever small, sing a song, dance a little, celebrate, and you will find the next moment brings more silence. Once you know that the more you celebrate, the more is given to you, the more you share—the more you become capable of receiving it. Each moment it goes on growing, growing. And the next moment is always born out of this moment, so why worry about it? If this moment is silent, how can the next moment be chaos? From where will it come? It is going to be born out of this moment. If I am happy this moment, how in the next moment can I be unhappy?
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Learning to Silence the Mind: Wellness Through Meditation (Osho)
- Seu destaque na página 99 | Posição 1509-1513 | Adicionado na data quinta-feira, 4 de julho de 2019, 22:12:37
Remember this, and this is really something strange: When you are sad you never think that it may be imaginary. Never have I come across a man who is sad and who says to me that maybe it is just imaginary. Sadness is perfectly real. But happiness?—immediately something goes wrong and you start thinking, “Maybe it is imaginary.” Whenever you are tense, you never think it is imaginary. If you can think that your tension and anguish is imaginary, it will disappear. And if you think your silence and happiness is imaginary, it will disappear.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Sua nota na página 45 | Posição 688 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:22:46
erico
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 45 | Posição 687-688 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:22:46
Estava vestida com um gosto sutil: jaqueta de lince, blusa de seda natural com flores muito tênues, calças de linho cru, e uns sapatos rasos da cor das buganvílias.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 48 | Posição 722-724 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:33:42
Perdi a respiração. Na poltrona vizinha, junto da janela, a bela estava tomando posse de seu espaço com o domínio dos viajantes experientes. "Se alguma vez eu escrever isto, ninguém vai acreditar", pensei. E tentei de leve em minha meia língua um cumprimento indeciso que ela não percebeu.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 49 | Posição 738-739 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:42:12
Fiz um jantar solitário, dizendo-me em silêncio tudo que teria dito a ela, se estivesse acordada.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 49 | Posição 743-744 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:44:03
Então contemplei-a palmo a palmo durante várias horas, e o único sinal de vida que pude perceber foram as sombras dos sonhos que passavam por sua fronte como as nuvens na água.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 49 | Posição 748-749 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:47:30
O clima de sua respiração era o mesmo da voz, e sua pele exalava um hálito tênue que só podia ser o próprio cheiro de sua beleza.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Sua nota na página 49 | Posição 750 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:52:11
pesquisa
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 49 | Posição 749-750 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 13:52:11
Eu achava incrível: na primavera anterior havia lido um bonito romance de Yasumari Kawabata
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 188 | Posição 2869-2874 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 17:27:30
E de tanto fazer aqueles roteiros desconhecidos e perigosos, Toufick, o árabe, já era quase um verdadeiro mestre de saveiro. Pelo menos já ouvia embevecido as canções, que pela noite adentro, o soldado Jeremias cantava no forte velho. E numa noite de cerração cantou na sua língua uma canção do mar que ouvira de patrícios seus, marinheiros, no porto em que embarcara. Era uma melodia estranha na cerração da noite. Mas as canções de marítimos, por mais diversas que sejam a sua língua e a sua música, falam sempre em amor e em morte no mar. Por isso todos os marítimos as compreendem, mesmo quando são cantadas por um árabe das montanhas que as ouviu num porto sujo da Ásia.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 189 | Posição 2875-2887 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 18:45:41
Agora o filho começava a andar, brincava com barcos que o velho Francisco fazia. Abandonados num canto, sem um olhar do garoto sequer, um trem de ferro que Rodolfo trouxera, o ursinho barato que Lívia comprara, o palhaço que era presente dos tios de Lívia. 0 barco feito de um pedaço de mastro que o velho dera, valia por tudo. Na bacia onde Lívia lavava roupa ele navegava sob os olhares encantados do garoto e do ancião. Ia sem leme, ia sem guia, por isso nunca alcançava um porto, ou ficava parado no meio da água, ou andava sem destino. 0 menino falava na sua língua que lembrava a de Toufick, o árabe: — Vovó, fá petá. O velho Francisco sabia que ele queria que a tempestade desencadeasse sobre a bacia. Como Iemanjá, que fazia o vento cair sobre o mar, o velho Francisco inchava as bochechas e desencadeava o nordeste sobre a bacia. 0 pobre barco rodava sobre si mesmo, andava ao léu do vento rapidamente, o garoto batia palmas com as mãozinhas sujas. 0 velho Francisco inchava mais as bochechas, fazia o vento mais forte. Assoviava imitando aquela canção de morte do nordeste. As águas da bacia, calmas como as de um lago, se agitavam, ondas varriam o barca, que terminava por se encher de água e afundar lentamente. O garoto batia palmas, o velho Francisco via sempre com tristeza o barco ir ao fundo. Apesar de ser uma miniatura, feita pelas suas próprias mãos, era de qualquer maneira um saveiro que afundava. As ondas da bacia serenavam. Ficava tudo como se fosse um lago. 0 saveiro no fundo virado de um lado. 0 garoto metia a mão na bacia e trazia o barco. 0 brinquedo recomeçava e assim criança e velho passavam a tarde, debruçados sobre uma miniatura do mar, sobre um saveiro em miniatura, sobre o verdadeiro
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 189 | Posição 2875-2887 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 18:45:54
Agora o filho começava a andar, brincava com barcos que o velho Francisco fazia. Abandonados num canto, sem um olhar do garoto sequer, um trem de ferro que Rodolfo trouxera, o ursinho barato que Lívia comprara, o palhaço que era presente dos tios de Lívia. 0 barco feito de um pedaço de mastro que o velho dera, valia por tudo. Na bacia onde Lívia lavava roupa ele navegava sob os olhares encantados do garoto e do ancião. Ia sem leme, ia sem guia, por isso nunca alcançava um porto, ou ficava parado no meio da água, ou andava sem destino. 0 menino falava na sua língua que lembrava a de Toufick, o árabe: — Vovó, fá petá. O velho Francisco sabia que ele queria que a tempestade desencadeasse sobre a bacia. Como Iemanjá, que fazia o vento cair sobre o mar, o velho Francisco inchava as bochechas e desencadeava o nordeste sobre a bacia. 0 pobre barco rodava sobre si mesmo, andava ao léu do vento rapidamente, o garoto batia palmas com as mãozinhas sujas. 0 velho Francisco inchava mais as bochechas, fazia o vento mais forte. Assoviava imitando aquela canção de morte do nordeste. As águas da bacia, calmas como as de um lago, se agitavam, ondas varriam o barca, que terminava por se encher de água e afundar lentamente. O garoto batia palmas, o velho Francisco via sempre com tristeza o barco ir ao fundo. Apesar de ser uma miniatura, feita pelas suas próprias mãos, era de qualquer maneira um saveiro que afundava. As ondas da bacia serenavam. Ficava tudo como se fosse um lago. 0 saveiro no fundo virado de um lado. 0 garoto metia a mão na bacia e trazia o barco. 0 brinquedo recomeçava e assim criança e velho passavam a tarde, debruçados sobre uma miniatura do mar, sobre um saveiro em miniatura, sobre o verdadeiro destino dos homens do mar e dos barcos.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 195 | Posição 2983-2985 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 20:16:46
— Vender o Paquete? A modinha do cego dominava inteiramente o samba. Esse era mais alto, mais forte, porém eles só ouviam o que o cego cantava: Tenha dó de quem perdeu a luz dos olhos.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 202 | Posição 3083-3084 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 20:36:58
Não gaste sua finura comigo, seu Toufick. Todo mundo no cais 'tá farto de saber. E agora o senhor quer fazer negócio comigo ?
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 204 | Posição 3118-3120 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 20:42:11
Venderá mesmo o Paquete Voador? Depois de tantos sacrifícios para adquirí-lo, é uma pena vendê-lo para ser sócio de um pequeno armazém. Deixar o mar, os saveiros, o seu porto. Isso é coisa que dói a um marinheiro principalmente quando a noite está assim bonita, cheia de estrelas e com uma lua tão bela.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 216 | Posição 3301-3304 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 21:44:23
Mas assim mesmo teriam saudades, teriam imensas saudades, como se têm saudades de um ente amado. Porque ninguém pode nascer ou morar no mar sem o amar como amante ou amigo. Pode-se amar o oceano com amargura. Pode esse amor ser medo ou ódio. Mas é um amor que não se pode trair, que nunca se abandona. Porque o mar é amigo, é doce amigo. E talvez seja o próprio mar a terra de Aiocá, que é a pátria dos marítimos.
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 3 | Posição 41-41 | Adicionado na data sexta-feira, 5 de julho de 2019, 23:21:46
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 222 | Posição 3392-3399 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 12:25:38
Lívia olha as águas. Tem os olhos secos de lágrimas. Chorou muito na primeira hora, logo que soube. Mas as suas lágrimas secaram, ela não pensa em nada, não vê nada, nada ouve. É como se estivessem falando muito longe dela, num assunto de muito pouco interesse. Olha a vela que passeia entre as ondas. Está como tonta, mal recorda o que aconteceu. Quer é ver Guma pela última vez, ver o seu corpo, olhar para os seus olhos, beijar os seus lábios. Não importa que a estas horas ele já esteja inchado, já esteja desconforme, os siris dentro do corpo comendo a sua carne. Não importa: é seu marido, é seu homem. E, de súbito, lhe volta a consciência de tudo o que aconteceu. Nunca mais amarão no madeirame do Paquete Voador. Não o verá mais pitando o cachimbo, conversando com sua voz pausada. Apenas ficará a sua história entre as muitas que o velho Francisco sabe. Nada restará dele. Nem seu filho, porque este irá para outro destino, subirá para a cidade alta, esquecerá o cais, os saveiros, o mar oceano que o pai tanto amou. Nada restará de Guma. Somente uma história que o velho Francisco legará aos homens do cais quando for com Janaína.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 226 | Posição 3442-3453 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 12:42:10
Pela quarta vez Toufick, o árabe, passa pela casa de Lívia. Rosa Palmeirão atende: — Ela já chegou, seu Toufick. O árabe entra para a sala. Ali convidara Guma para o negócio de contrabando. Ali o convidara para a morte. Lívia aparece. Toufick se levanta, não sabe o que diz. Ela fica esperando. — Era um homem direito. Fica calado. Ela tem os olhos perdidos, parece não ver nada, não ouvir nada. Ele continua: — Me salvou a vida, salvou a de Antônio também. Nem sei... Sente que ainda é mais difícil porque aquela não é a sua língua. — A senhora precisa de alguma coisa? — De nada. — Está aqui que seu Murad mandou. Diz que em qualquer tempo que a senhora precise dele tem um amigo às ordens. Bota o dinheiro em cima da mesa. Segura o chapéu com as mãos, não tem coragem de recomendar que ela não conte nada a ninguém sobre o negócio de contrabando. Vai recuando aos poucos para a porta. — Boa noite. Sai correndo para a rua, tropeça num homem que vem, tem um nó na garganta, uma vontade doida de chorar.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 226 | Posição 3462-3464 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 12:46:32
Quantas noites iguais a estas ela — Lívia tem a cabeça baixa e se recorda — não passou ao lado de Guma, a cabeca dele descansando no seu colo, a luz do cachimbo que ele pitava se confundindo com as luzes das mil estrelas?
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 227 | Posição 3467-3468 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 12:47:43
Noites de tempestade, noites feitas para a morte, para eles eram noites de amor. Noites em que os gemidos atravessavam o mar oceano, eram gritos de desafio.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 228 | Posição 3485-3490 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 12:56:18
— Como vai ser agora, Lívia? Ela o fita sem entender. Ela não se convenceu totalmente de que tudo mudou. — Você vai ficar com seus tios, não é? Olhe aqui, mestre Manuel e Maneca 'tão dispostos a arrendar seu saveiro, a comprar mesmo, se você vender a prazo. É o melhor que você faz. Ela vira a cabeça, olha o Paquete Voador. Um dos melhores e mais velozes saveiros do cais. Poucos como ele. Com que orgulho Guma dizia isso! Ele amava seu saveiro, ele o comprara para o filho, morrera para poder conservá-lo. Agora ela ia vendê-lo, ia dar a outro homem tudo que restava de Guma no mar. Era como se entregasse seu corpo, como se se deixasse possuir por outro.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 231 | Posição 3536-3538 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 13:11:46
Na água plúmbea e pesada do mar morto de óleo corre como uma assombração a luz de uma vela à procura de um afogado. E o mar que morreu, é o mar que está morto, que virou óleo, ficou parado, sem uma onda. Mar morto que não reflete as estrelas nas suas águas pesadas.
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Mar Morto (Jorge Amado)
- Seu destaque na página 233 | Posição 3544-3558 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 13:20:23
Estrela D. Dulce olha da escola. A noite ainda luta com a madrugada. Os saveiros saem. 0 filho de Lívia está em casa com os tios. Rosa Palmeirão botou a navalha na saia, o punhal no peito novamente. Parece um homem em cima do Paquete Voador. Mas Lívia é bem mulher, frágil mulher. O Viajante sem Porto rompe as águas primeiro. Maria Clara canta uma canção do cais. Fala em amor e saudade. Mestre Manuel vai abrindo a caminho, olha para trás para ver como Lívia se arranja. Rosa Palmeirão vai no leme. Lívia suspendeu as velas com as suas mãos de mulher. Seus cabelos voam, ela vai de pé. Alcança o Viajante sem Porto, mestre Manuel deixa que ela passe na frente, ele irá comboiando o Paquete Voador. Aves marinhas volteiam em torno do saveiro, passam perto da cabeça de Lívia. Ela vai ereta e pensa que na outra viagem trará seu filho, o destino dele é o mar. A voz de Maria Clara fica suspensa de súbito. Porque, na madrugada que rompe, um preto canta dominando o mar misterioso: Salve, estrela matutina. Estrela matutina. No cais o velho Francisco balança a cabeça. Uma vez, quando fez o que nenhum mestre de saveiro faria, ele viu Iemanjá, a dona do mar. E não é ela quem vai agora de pé no Paquete Voador? Não é ela? Ela é, sim. É Iemanjá quem vai ali. E o velho Francisco grita para os outros no cais: — Vejam! Vejam! É Janaína. Olharam e viram. D. Dulce olhou também da janela da escola. Viu uma mulher forte que lutava. A luta era seu milagre. Começava a se realizar. No cais os marítimos viam Iemanjá, a dos cinco nomes. 0 velho Francisco gritava, era a segunda vez que ele a via. Assim contam na beira do cais. Rio de Janeiro, junho de 1936. FIM
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 3 | Posição 44-44 | Adicionado na data sábado, 6 de julho de 2019, 23:16:10
s’y
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu marcador de página na página 18 | Posição 272 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 08:07:52
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 19 | Posição 281-281 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 08:15:02
People do not want digital books instead of print books; they want them both.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 17 | Posição 257-259 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:10:10
Even animals have more self-control than men. It is only the so-called man who has degraded himself much by indulgence. At the heat of sexual excitement, he repeats the same ignoble act again and again. He has not a bit of self-control. He is an absolute slave to passion. He is a puppet in the hands of passion.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 18 | Posição 263-265 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:17:04
As a king is no king without a treasury, subjects and an army, as a flower is no flower without fragrance, as a river is no river without water, so also, a man is no man without Brahmacharya.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Sua nota na página 18 | Posição 267 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:21:42
traduzir
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 18 | Posição 265-267 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:21:42
Ahara, Nidra, Bhaya and Maithuna—food, sleep, fear and copulation—are common to both animals and men. That which differentiates a man from an animal is Dharma, Viveka and Vichara Sakti. Jnana and Vichara can be secured only by the preservation of Veerya. If a man has not got these qualifications, he should really be reckoned as a veritable animal only.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 18 | Posição 267-270 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:27:02
If lust, which is the source of all enjoyments in this world, ceases, then all worldly bondage, which has its substratum in the mind, will cease. Even the most virulent poison is no poison when compared to lust. The former defiles one body only, whereas the latter adulterates many bodies in successive births. You are a slave of passions and desires, emotions and attractions.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 19 | Posição 283-284 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:37:47
Sensuality is inconsistent with wisdom and holiness.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 19 | Posição 284-284 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:38:31
The great business of life is to avoid impurity.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu marcador de página na página 20 | Posição 299 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:52:22
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 21 | Posição 306-308 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 11:55:41
Leniency to internal lower tendencies will land you in the region of suffering. Excuse will be of no use in this respect. You must be sincere in your quest for the sublime life of spirituality. Half-heartedness will leave you in your old state of misery.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 21 | Posição 321-321 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 12:05:06
Example is better than precept.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu marcador de página na página 21 | Posição 314 | Adicionado na data domingo, 7 de julho de 2019, 13:41:42
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 23 | Posição 344-350 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 12:35:38
Just as petrol or steam moves the engine, the instincts and impulses move this body. The instincts are the prime movers of all human activities. They give a push to the body and move the Indriyas to action. The instincts create habits. The instinctive impulses supply the driving power by which all mental activities are kept up. These impulses are mental forces. They operate through the mind and the intellect. They mould the life of a man. The mystery of life lies in them. The attraction towards women in men is born of Rajas. That unknown attraction and happiness in their company is the seed of the sex impulse. This attraction, which is like a bubble in the beginning, later on assumes the form of a formidable, uncontrollable wave of strong passion or sexual appetite. Beware. Generate the spiritual wave of devotion through Japa, Satsanga, meditation and Vichara and kill this attraction in the bud.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 23 | Posição 344-353 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 12:36:41
Just as petrol or steam moves the engine, the instincts and impulses move this body. The instincts are the prime movers of all human activities. They give a push to the body and move the Indriyas to action. The instincts create habits. The instinctive impulses supply the driving power by which all mental activities are kept up. These impulses are mental forces. They operate through the mind and the intellect. They mould the life of a man. The mystery of life lies in them. The attraction towards women in men is born of Rajas. That unknown attraction and happiness in their company is the seed of the sex impulse. This attraction, which is like a bubble in the beginning, later on assumes the form of a formidable, uncontrollable wave of strong passion or sexual appetite. Beware. Generate the spiritual wave of devotion through Japa, Satsanga, meditation and Vichara and kill this attraction in the bud. You must understand the psychological working of the sex impulse. When there are itches on the body, mere scratching of them is a pleasure. The sex impulse is only a nervous itching. The satisfaction of this impulse begets a delusive pleasure, but it has a disastrous effect on the spiritual well-being of the person.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 24 | Posição 364-366 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 12:57:23
Cupid reigns supreme everywhere. He penetrates the hearts of all. He knows how to tickle their nerves. Within the twinkling of an eye he destroys reason, discrimination and understanding by simply inflaming the passion of young men.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 25 | Posição 373-376 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 16:54:26
the Vritti again causes a Samskara. Enjoyment thickens the Vasanas. Through memory and imagination, a revival of the sexual desire comes in. Remembrance of the image of a woman unsettles the mind. When a tiger has once tasted human blood, it always runs to kill human beings. It becomes a man-eater. Even so, when the mind has once tasted sexual pleasures, it always runs after women.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 25 | Posição 379-380 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 17:01:21
you are very vigilant, you can drive off the bad imagination in the very beginning itself and avert the impending danger.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 25 | Posição 380-381 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 17:01:51
Even if you allow the thief imagination to enter the first gate, keep a careful watch at the second gate when the sexual irritation manifests.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 26 | Posição 382-384 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 17:02:51
Divert the mind. Chant ‘Om’ or any other Mantra with concentration. Pray, meditate. If you still find it difficult to control the mind, immediately seek Satsanga and do not remain alone. When the strong impulse manifests suddenly and is transmitted to the organ, you forget everything and become blind. You become a prey to lust.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 26 | Posição 376-385 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 17:03:04
From the bed of Samskaras and Vasanas in the mind emanates Kalpana or imagination through Smriti or memory. Then comes attachment. Along with imagination, emotion and impulse manifest. Emotion and impulse exist side by side. Then comes sexual irritation—craving and burning in the mind and throughout the body. The irritation and burning in the mind percolate into the physical body, just as the water inside a pot percolates into the surface of the pot. If you are very vigilant, you can drive off the bad imagination in the very beginning itself and avert the impending danger. Even if you allow the thief imagination to enter the first gate, keep a careful watch at the second gate when the sexual irritation manifests. You can stop the burning now. You can stop also, easily, the strong sexual impulse from being transmitted to the Indriya itself. Draw the sex energy up towards the brain through Uddiyana and Kumbhaka. Divert the mind. Chant ‘Om’ or any other Mantra with concentration. Pray, meditate. If you still find it difficult to control the mind, immediately seek Satsanga and do not remain alone. When the strong impulse manifests suddenly and is transmitted to the organ, you forget everything and become blind. You become a prey to lust. Later on you repent.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 27 | Posição 395-406 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 20:45:09
An aspirant complains: "As I continue meditation, layer after layer of impurities keep rising from the subconscious mind. Sometimes they are so strong and formidable that I am bewildered as to how to check them. I am not perfectly established in truth and in Brahmacharya. The old habits of lust and of speaking lies are still lurking in me. Lust is troubling me vigorously. The very idea of women agitates my mind. My mind is so sensitive that I am not able to hear or think of them. As soon as the thought comes in the mind, my Sadhana gets disturbed, and also, the peace of the whole day is spoiled. I advise my mind, coax it, frighten it, but it is of no avail. My mind revolts. I do not know how to control this passion. Irritability, egoism, anger, greed, hatred and attachment are still lurking in me. Lust is my chief enemy and it is a very strong one too. I request you to be kind enough to advise me as to how to destroy it". When the impurities emerge from the subconscious mind and come to the surface of the conscious mind with formidable force, do not try to resist them. Repeat your Ishta Mantra. Do not think of your defects or evil qualities much. It is enough if you introspect and find out your defects. Do not try to attack the evil qualities. Then they will show their long faces. Develop positive virtues. Do not worry yourself often: "I have got so many defects and weaknesses". Cultivate Sattvic virtues. Through meditation, and by the development of positive qualities, through the Pratipaksha Bhavana method, all the negative qualities will die by themselves. This is the right method.
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Practice of Brahmacharya (Sri Swami Sivananda)
- Seu destaque na página 30 | Posição 447-455 | Adicionado na data segunda-feira, 8 de julho de 2019, 21:25:34
Safeguard yourself against the error of foolishly imagining that you have succeeded in getting rid of lust by the mere fact of having lived a single life for a number of years or experiencing a little feeling of serenity or purity. You must not labour under the delusion that you have eradicated lust completely by adjusting the diet a bit, by practising Pranayama and by doing a little Japa, and that you have nothing more to do. Temptation or Mara may overcome you at any moment. Eternal vigilance and rigorous Sadhana are very essential. You cannot attain perfect Brahmacharya by limited effort. Just as a machine-gun is necessary to kill a powerful enemy, so also, constant, vigorous, powerful Sadhana is necessary to annihilate this powerful enemy, lust. You must not be puffed up with pride for your little achievement in celibacy. If you are put to test, you will hopelessly fail. You must be ever conscious of your shortcomings and you must constantly strive to get rid of them. The highest effort is necessary. Then only you will have sanguine success in this direction.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 9 | Posição 124 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 12:56:53
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 9 | Posição 133-136 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 13:02:05
Uma feia nódoa violácea e escura, grande como uma mão aberta, que lhe cobria o seio esquerdo em cima e embaixo, com tufos de pêlos. — Oh! o senhor está com o seu filho! — exclamara, surpreendida, buscando pôr no lugar a gola do quimono com um gesto vacilante. Sentia-se mais confusa ainda, parecia, por aparentar que escondia o peito com precipitação.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 11 | Posição 167-167 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 13:15:02
Eu me pergunto mesmo se esse defeito não iria ao ponto de valorizar suas outras qualidades, como um estrado sob uma mesa.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 14 | Posição 200-204 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 13:29:57
"Deve ter uma pele doce e fina a jovem que Chikako quer que eu conheça" — cismava vagamente, por contraste. Seu pensamento depois voltava ao pai e se indagava se não teria às vezes acariciado com os dedos as manchas, divertindo-se em mordiscá-las talvez. . . Tais eram as quimeras que afagava seguindo o passeio sob a cobertura das árvores perto do templo, sempre escutando o canto dos pássaros.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 18 | Posição 266-269 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 17:11:24
Teria sido demasiado cômico que a mãe de Kikuji, na época, se moesse de ciúme por uma pessoa tão pouco feminina. No entanto é certo que terminara por descobrir que seu marido conhecia muito bem — e já se vê por que — as manchas que Chikako tinha no peito; aí, porém, tudo já estava terminado há muito, e Chikako, com o ar de indiferença daquelas que tudo esqueceram, se mantinha sem qualquer emoção ao lado da esposa que podia ter sido sua rival.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 19 | Posição 281-281 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 17:15:24
Era de crer-se que seu ciúme, enterrado há anos e anos, súbito refloria na ocasião.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 19 | Posição 286 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 19:57:50
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 21 | Posição 318-319 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 20:24:10
Com um gesto leve, puxou discretamente a manga da filha sentada ao seu lado, como para convidá-la a saudar por sua vez o jovem. A moça, confusa e enrubescida, inclinou-se diante dele.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 23 | Posição 348-350 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 20:57:33
Mas em matéria de sensibilidade e delicadeza, não havia motivos para crer que a Sra. Ota fosse bem desprovida? O passado dessas mulheres de idade madura lhe surgia como um nó de víboras, enquanto a jovem para ele preparava, pura e clara, o chá. Kikuji saboreou ainda mais intensamente sua beleza.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 24 | Posição 358-364 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 21:01:27
— Ante esse suave renovo de feto, a gente tem mesmo o sentimento de estar nos montes — explicou Chikako. — É uma taça que combina à perfeição com os primeiros dias da primavera, e sei que seu pai a usava com freqüência. A estação já vai um pouco adiantada agora, mas não há de ser menos agradável ao Sr. Mitani servir-se dessa taça em recordação. — Oh! tratando-se de objeto tão precioso — replicou, — não é tão importante que meu pai o tenha tido em mãos. Se se pensa que esta taça data da época Momoyama, quando o grande Rikyu ainda vivia, e que tem passado de geração em geração, há perto de quatro séculos, pelas mãos sábias de tantos mestres de chá, o lugar ocupado por meu pai nessa filiação se torna pouco significativo. Kikuji teria querido com essas palavras apartar de si o recente sentido da taça, mas contra a vontade recaiu nele.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 24 | Posição 367-368 | Adicionado na data terça-feira, 9 de julho de 2019, 21:28:31
Ainda mais que todas ou quase todas as pessoas presentes, a Sra. Ota e a filha, Chikako, a Srta. Inamura, outras moças ainda, teriam levado a velha taça aos lábios, tocando-a com as mãos, afagando sua delicada matéria.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 27 | Posição 399-402 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:39:03
— Cuidado com ela. Não se deixe levar pelas atitudes doces e os ares de inocência dessa mulher. Tem sempre esse aspecto de quem leva tudo com o coração, mas no fundo nunca se sabe o que está pensando. É uma criatura estranha! — Nem por isso ela deixa de vir regularmente às suas reuniões, não é verdade? — retorquiu Kikuji com uma ponta de ironia.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 27 | Posição 410-411 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:40:56
Quando se viu só, diante das azaléias em botão que atapetavam o pé do outeiro, respirou fundo.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 27 | Posição 407 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:42:03
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 28 | Posição 415-415 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:49:01
A folhagem nova fremia com a brisa refrescante da noite;
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 28 | Posição 426-427 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:53:07
Meu pai há de ter sido sem dúvida para ela motivo de muitas penas — disse, subentendendo: como você, para o menino que eu fui.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 29 | Posição 437-439 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 07:58:56
O trágico duma guerra que chegava ao catastrófico fim bem que poderia, com efeito, nela apagar mais ou menos a lembrança do pai que perdera, para se prender mais que nunca à presença viva da mãe, seu único bem, e compreender até que ponto o amor do pai de Kikuji constituía para a mãe o único recurso.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 30 | Posição 441-447 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:01:03
— Pois bem, foi um presente do seu pai. Não ignora que ele se acostumara a voltar para casa ao primeiro sinal de alarme, mesmo quando se achava conosco. Fumiko fazia então questão absoluta de acompanhá-lo, dizendo que não se podia saber que perigos ele teria de enfrentar no caminho. E uma vez que foi embora assim, não voltou. "Pelo menos que tenha podido chegar até a casa dele, eu me dizia; lá encontrará abrigo!" Mas me perguntava se não tinham os dois morrido no caminho. No outro dia, pela manhã, ela voltou. Contou-me que acompanhara seu pai até a porta de casa, tinham podido chegar até lá. Mas, na volta, teve de recorrer a um abrigo de emergência, já não sei mais de que espécie, e aí passar a noite. Foi depois desse incidente que seu pai, quando chegou em nossa casa, lhe deu o anel. "Agradecendo por ontem de noite, Fumi-chan!" — lhe disse. Que se sentisse envergonhada diante de você com esse anel, creio poder entender.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 30 | Posição 447-448 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:01:25
Ao ouvi-la, Kikuji experimentava dissabor.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 30 | Posição 451-453 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:06:47
Sim, foi esse amor o que ela viera confessar. Mas a quem? A quem se abria assim em confidencia? Kikuji se deu conta de que ela não fazia aparentemente diferença entre o filho e o pai. A ternura que por ele tão naturalmente extravasava correspondia para ela a abrir o coração diante do pai.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 30 | Posição 455-456 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:08:48
se não tomasse cuidado, chegaria, a despeito de si mesmo, a ouvir com os sentimentos do pai a essa mulher que tanto o amara. Não se encaminhava já na quimera duma longa intimidade com ela?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 30 | Posição 458-458 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:10:29
Ainda há instantes, não se sentira ele mesmo tentado a fazer sofrer essa presa fácil, torturando-a como quisesse?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 31 | Posição 471-472 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:18:03
Tinha a impressão de saber pela primeira vez o que era uma mulher, desde então conhecendo o que era ser um homem. Kikuji se surpreendia com essa revelação e com o despertar completo da sua virilidade.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 31 | Posição 472-474 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:19:00
Nunca antes suspeitara que existisse, nas mulheres, uma receptividade tão flexível e tão profunda, capaz de orientá-lo, seguindo-o. Esta passividade voluptuosamente ativa e cálida que o mergulha num mar de perfumes.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 31 | Posição 475-476 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:19:42
a essa altura se espantava de se ver, ao contrário, imerso nas delícias duma languidez gostosa e apaziguadora.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 32 | Posição 469-480 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 08:22:34
A volúpia que acabava de provar era a de um prazer que só a experiência de sua parceira seria capaz de lhe dar; e no entanto o rapaz, em nenhum momento, se sentira coibido pela timidez de sua inexperiência. Tinha a impressão de saber pela primeira vez o que era uma mulher, desde então conhecendo o que era ser um homem. Kikuji se surpreendia com essa revelação e com o despertar completo da sua virilidade. Nunca antes suspeitara que existisse, nas mulheres, uma receptividade tão flexível e tão profunda, capaz de orientá-lo, seguindo-o. Esta passividade voluptuosamente ativa e cálida que o mergulha num mar de perfumes. Ele, que apenas experimentava um pouco de dissabor, satisfeito o desejo, cada vez que aproveitara as liberdades que sua vida de solteiro oferecia, a essa altura se espantava de se ver, ao contrário, imerso nas delícias duma languidez gostosa e apaziguadora. Sabia que, de qualquer outra parceira, se teria friamente afastado e a enxotado, enquanto aqui, pela primeira vez, seu corpo adorava sentir o calor doce do outro corpo apertado contra si, prolongando o amplexo indefinidamente. Não, nunca conhecera numa mulher estas ondas acariciantes dum sentimento sem fim. Seus sentidos, ébrios, aí descansavam com delícia, enquanto interiormente saboreava o triunfo do conquistador, do triunfador que se faz lavar os pés por seus escravos. Mas, ao mesmo tempo, se sentia também como uma criança que cisma e se refugia no quente dos braços de sua mãe.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 32 | Posição 484-486 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 10:58:12
Obedecia a um impulso estranho e turvo, não sabendo bem de onde lhe vinha esse inesperado desejo, essa impaciência ávida de trair a si mesmo e ferir a outrem. Ou quem sabe era apenas um modo de disfarçar, por pudor juvenil, a curiosidade que tinha daquele corpo feminino?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 34 | Posição 518-519 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 11:06:36
Ele não entedia bem por quê.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 35 | Posição 526-526 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 11:09:04
Kikuji admitiria de bom grado que devesse se escandalizar daquela aventura, se pudesse por ela sentir o mínimo remorso.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 35 | Posição 529-534 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 11:52:59
Sequer se lembrava muito bem como haviam chegado a tal ponto, aquela mulher e ele. O mais naturalmente possível, sem dúvida, pela simples força das coisas. . . Mas se tivesse de crer no que ela dizia agora, ela se arrependia amargamente de o ter seduzido. Seria certo? De modo algum. Kikuji não tinha dúvidas: não só ela não tivera a intenção como, em nenhum momento, tivera a consciência de o estar fazendo. Quanto a ele, sabia bem não ter tido nem o sentimento e nem mesmo a suspeita de ter-se deixado arrastar. Haviam simplesmente seguido suas inclinações,, um e outro, sem encarar o aspecto moral da questão, sem pensar nisso. Nem um dos dois vira no caso qualquer obstáculo e ambos não resistiram. A moral, em suma, não tinha nada a ver com o assunto.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 36 | Posição 537-538 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 11:54:38
falava sem fim, sem que pudesse aflorá-la a menor apreensão quanto ao interesse que naquilo tudo pudesse ter o seu interlocutor.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 36 | Posição 540-541 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:18:34
Ao ponto inclusive de chegar a pensar na felicidade que seu pai deveria ter conhecido.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 36 | Posição 539-540 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:29:04
mas foi-se deixando ganhar pouco a pouco pelo calor e a doçura daquela natureza afetuosa e terna, pela deliciosa intimidade que ela criava entre os dois.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 36 | Posição 542-543 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:29:56
Mas do momento em que tinha deixado escapar assim a ocasião que se ofereceu de repeli-la e afastar-se dela, que lhe restava além de se deixar levar, cada vez mais, pelos preciosos enternecimentos do seu coração?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 37 | Posição 553-554 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:32:03
Mas mergulhando seu olhar naqueles olhos tão abertos, Kikuji pôde ler ainda neles a deliciosa languidez da mulher.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 37 | Posição 557-557 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:33:36
Surpreendia-se a si mesmo com o que estava dizendo.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 37 | Posição 558-560 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:35:20
Com os lábios arregaçados, escarnecendo, Kikuji se acercou ainda mais. E se agarrou nela, subitamente pacificado por sua doce languidez, embalado por suaves ondulações voluptuosas e como ainda tépidas do que sucedera há pouco.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 40 | Posição 598-599 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:47:20
Não é um perdão, mas a homenagem do meu reconhecimento e profundo respeito o que devo à sua mãe — precisou Kikuji com firmeza.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 40 | Posição 607-607 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 12:49:08
e Kikuji viu-se esbrasear até sua nuca longa e branca.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 43 | Posição 653 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 14:48:42
?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 43 | Posição 653-653 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 14:48:42
Às vezes ficava tempos, mas sem nunca acender o fogo;
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 45 | Posição 686-688 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 15:08:45
Achara no tom de Chikako, no seu modo de cinicamente utilizá-lo, de provocar com consciência o seu riso amargo, de passar adiante de qualquer reação sua, uma espécie de ameaça. Mas tudo isso não se apoiava, olhando a fundo, sobre suas próprias fraquezas?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 46 | Posição 698 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 15:14:36
mari desenhar
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 46 | Posição 697-698 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 15:14:36
Pela janela do vagão repleto, entre Yurakucho e a estação central de Tóquio, uma avenida margina-da por grandes árvores atraiu seu olhar.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 46 | Posição 702-706 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 15:20:41
Estranhamente, em todo o comprimento, a avenida que se oferecia ao olhar estava deserta na hora, riscando como um traço de silêncio e imobilidade, um traço nu de luz até as valas do palácio imperial, ao fundo, onde ia terminar. Que contraste entre a corrida do trem repleto e a paz soberana desta vasta aléia, perpendicular à ferrovia, que semelhava ir afundar sozinha no silêncio maravilhoso, àquela hora singularmente vasta do crepúsculo, para ir dar, como num conto, na própria paisagem do poente!
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 47 | Posição 716-716 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 15:26:00
Kikuji se interrogou se seu hálito o traía ou se se notava no quente de sua face que havia bebido.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 51 | Posição 775 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 17:40:28
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 42 | Posição 643 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 18:10:55
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 54 | Posição 815-819 | Adicionado na data quarta-feira, 10 de julho de 2019, 22:15:06
A moça o olhou, perplexa: — Mas por quê? Se a Srta. Kurimoto não estivesse aí, ninguém nos teria apresentado um ao outro. Era tão simples quanto real. Sem Kurimoto não teriam nunca se encontrado. E foi para Kikuji como uma chicotada deslumbrante. Não acabava ela implicitamente de revelar que o projeto de matrimônio tinha o seu consentimento? Era a sua convicção. O ar perplexo e o olhar interrogativo da moça se esclareceram para ele.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 55 | Posição 841-842 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:36:35
A moça nem se preocupava com o fato de Chikako ser a origem do encontro de ambos; mas ele não podia suportar que ela tivesse representado a alcoviteira entre os dois.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 56 | Posição 846 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:44:07
estrategia da guerra de babado
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 56 | Posição 844-846 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:44:07
Se tinha horror de Chikako, sabia quão pouco sincero era ao atiçar seu ódio com o pretexto de ser ela que lhe impunha o casamento com a Srta. Inamura. Nesse papel, em suma, ela se achava muito bem no seu lugar e favorecia uma comodidade indiscutível.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 56 | Posição 847-848 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:45:44
e ficou aterrado ao medir de repente a amplidão da sua covardia, de que não tivera consciência até o momento.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 56 | Posição 850-851 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:48:43
— creio então que temos, eu e você, concepções bem diferentes do destino. Eis tudo o que soubera dizer e se dava perfeitamente conta de que isso ecoava como uma má desculpa, uma desastrada e vã justificação.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 56 | Posição 854-855 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 08:57:40
Fora, a chuva caía pesada sobre as folhagens vergadas das árvores. E eis que naquele atrito contínuo, distinguiu o barulho de gotas tamborilando num guarda-chuva que se aproximava.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 57 | Posição 866-867 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:05:15
Com os olhos nos de Kikuji, apoiando nele com força o olhar, era como se apenas isso a retivesse de desfalecer.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 57 | Posição 870-871 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:07:22
Sem o extraordinário e terno calor que dela emanava, Kikuji nunca teria suportado a vista daquele rosto emaciado.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 57 | Posição 871-872 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:07:40
atroz
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 57 | Posição 871-872 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:08:59
Sentia o coração partido pelo atroz sofrimento cujo espetáculo ela lhe ofertava.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 57 | Posição 870-873 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:09:28
Sua voz, todo o seu ser não eram senão amor. Sem o extraordinário e terno calor que dela emanava, Kikuji nunca teria suportado a vista daquele rosto emaciado. Sentia o coração partido pelo atroz sofrimento cujo espetáculo ela lhe ofertava. Mas ainda que soubesse que sua causa era ele próprio, extraía uma espécie de consolo no banho de ternura infinita que ela lhe dava.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 58 | Posição 881-885 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:12:02
Sofre tanto por minha causa que chego a desconhecê-la. Diz-me coisas terríveis. "Por que sou filha única? Por que não tiveste outros filhos? Com o Sr. Mitani tu podias ter tido, não?..." Coisas assim! A Sra. Ota, ao falar, se recompunha um pouco. Kikuji adivinhava, através de suas palavras, que insuportável mágoa sua filha sentira ao ver a mãe sofrer por causa dele. Teve uma pontada no coração ao saber que a moça chegara ao extremo de desejar que a mãe tivesse tido um filho do pai dele.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 59 | Posição 893 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:15:19
Mandado
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 59 | Posição 891-893 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:15:19
— Ah, eu entendo o que ela sente; e no entanto eis-me de novo aqui, apesar de tudo! Por que faço isso?.. . É horrível. Horrível. — Mas que coisa. A não ser gratidão, que outro sentimento posso ter por você?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 59 | Posição 905 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:21:00
atenta, mandado
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 59 | Posição 904-905 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:21:00
Fui tão sem jeito, ai!, sou tão incapaz.. . Tive uma espécie de síncope e acho que dei um grito.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 127854-127859 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:22:18
síncope s. f. 1. [Medicina] Suspensão súbita e momentânea da ação do coração ou interrupção da respiração, das sensações e dos movimentos voluntários. 2. [Por extensão] Desmaio, desvanecimento, fanico. 3. [Gramática] Supressão de letra ou letras no meio de uma palavra. 4. [Música] Ligação da última nota de um compasso com a primeira do seguinte para fazer das duas como uma só nota. • Sinônimo geral: SÍNCOPA ‣ Etimologia: grego súgkopê, -ês, fragmentação em pequenas partes
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 61 | Posição 922-922 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:28:17
Ao erguer-se, vacilou um pouco mas se aprumou, dominando-se.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 10853-10856 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:28:55
aprumar v. tr. 1. Pôr a prumo, endireitar. 2. [Figurado] Tornar senhor de si. • v. pron. 3. Endireitar-se, empertigar-se. 4. Vestir-se com aprumo. aprumo s. m. 1. Ato de aprumar. 2. Posição vertical. 3. [Figurado] Correção, altivez.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 61 | Posição 925-926 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:30:10
Ante o fogo, querendo tirar a tampa da chaleira, a Sra. Ota não pôde impedir a mão de tremer e houve um leve estalido do ferro atritado. Ao se inclinar para a frente, com o bule d'água na mão, suas lágrimas caíram com pequeno ruído no exterior do caldeirão.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 61 | Posição 929 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:31:20
interessante
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 61 | Posição 927-929 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:31:20
— Também isso foi o seu pai que comprou de mim — disse. — Sim? Não sabia. Não sentira qualquer embaraço ouvindo dizer que o objeto vinha das coleções de seu marido, tal a forma natural e simples com que ela o informara.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 61 | Posição 933 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:33:41
Lindo; Mandado
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 61 | Posição 930-933 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 09:33:41
Ele se colocou ao lado do caldeirão para tomar o chá. Num acesso de fraqueza, ela caiu sobre seus joelhos. Kikuji lhe passou o braço nos ombros e sentiu sua respiração se precipitar. E foi como uma criança que agarrasse nos braços, tão leve, tão abandonada.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 62 | Posição 938-939 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 13:30:23
A voz dum outro mundo, como se encontrasse dificuldade em voltar a este.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 62 | Posição 940-942 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 13:31:55
Sem resistência, docilmente, se tinha deixado levar, também ele, para aquele outro mundo. Não encontrava expressão melhor que essa para o universo singular que anulava toda a distinção entre seu pai e ele. Um mundo, outro, de que precisava primeiro retirar-se para vir a sofrer a tortura de sua angústia.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 62 | Posição 946 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 13:33:41
doideraaa
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 62 | Posição 942-946 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 13:33:42
Inquiria-se ainda se era a primeira ou a última do mundo, esta mulher que lhe parecia não ser uma pessoa real, este ser em que se apagara o indivíduo atual para deixá-lo apenas em presença da mulher. Era ela em si mesma o feminino original, ou sua última encarnação na terra? Pois em seu universo, no mundo extratemporal em que se refugiava, era evidente que não fazia nenhuma diferença entre seu falecido marido, seu pai e ele mesmo.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 65 | Posição 987-987 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 13:48:16
rútilo.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 67 | Posição 1017 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 17:44:04
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 68 | Posição 1028-1028 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 17:48:10
Kikuji se prosternou e ofereceu incenso ante o altar da morta.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 68 | Posição 1033-1036 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 17:55:45
nada achava de surpreendente em se sentir, como se sentia, deliciosamente envolvido por seu doce e perfumado calor, que no entanto nele não evocava nenhuma imagem de seu corpo. Essa presença, ao mesmo tempo sensível e imaterial, mais musical que plástica, acolhia-o com naturalidade e a considerava perfeitamente de acordo com a natureza da mulher que ela fora.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 68 | Posição 1038-1039 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 17:59:43
Interrogava-se, maravilhado, como uma morta podia assim perpetuar pelo sonho a embriagante calidez de seus abraços.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 68 | Posição 1041-1042 | Adicionado na data quinta-feira, 11 de julho de 2019, 18:01:33
quando ela veio encontrá-lo no pavilhão de chá, ela bradara. "Oh, como sou culpada!" Mas ao dizer isso, fremia mais ao apelo ou à lembrança dos prazeres carnais que de receio ou desespero.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 72 | Posição 1102-1104 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 03:34:35
Mas não conseguimos senão murchar e enodoar sua morte, buscando responsabilizar e censurar a nós mesmos. Acredito que quando os vivos alimentam sentimentos dessa natureza só acrescem o fardo dos mortos.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 73 | Posição 1108-1110 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 03:35:25
Aliviar o fardo dos mortos. . . sim, entendia isso. Torturar-se em nome deles era como insultá-los, um agravo que a gente lhes faz sem pensar. Os mortos não pregam moral aos vivos; apenas desses exigem que apliquem as categorias morais que foram suas.
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 47-47 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:36:53
pouvait faire
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 47-48 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:39:20
produisirent
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 48-48 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:41:33
furent,
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 48-48 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:41:47
comprîmes
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La Peste (Albert Camus)
- Sua nota na página 4 | Posição 47 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:59:29
fonetica
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 47-47 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 07:59:29
sans peine
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 74 | Posição 1123-1124 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:39:59
Difícil, porém, pensar que pusesse nisso astúcia ou ironia. Devia antes atribuí-lo ao seu cândido sentimentalismo de mocinha. Ele mesmo, em verdade, não era insensível a essa emoção.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 75 | Posição 1135-1138 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:48:11
Condena em minha mãe sua morte? Eu também, quando morreu, em meu desespero fui tomada de cólera, pensando de saída que a morte nada consertava. Tudo o que ela fez não se entende e só se pode interpretar mal, e a morte de algum modo veio selar essa incompreensão, fixando-a para sempre. Morrer é recusar definitivamente toda a compreensão por parte dos outros. Ninguém pode mais entender os atos dum morto; ninguém nunca mais pode se pôr em posição de desculpá-los.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 75 | Posição 1140-1142 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:52:17
No momento, inclusive, se dizia haver uma grande diferença entre a mulher que ele sabia ser a mãe de Fumiko e a que essa se esforçava por compreender. Nunca, tinha a convicção, nunca Fumiko poderia captar o lado essencialmente feminino de sua mãe.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 75 | Posição 1145 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:54:55
cego
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 75 | Posição 1142-1145 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:54:56
Para ele, dar ou receber o perdão eram o mesmo em seu sonho, nos sonhos amorosos em que reencontrava a presença calorosa desse corpo de mulher e não cessava de vibrar com as ondas voluptuosas e ternas de que era o dispensador. Uma embriaguez de carinho de que usufruía o encanto até na harmonia composta pelo par das taças de chá, a preta e a vermelha.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 76 | Posição 1146-1152 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 08:58:34
Mas como era estranho que a carne nascida daquela carne lhe permanecesse tão diversa e ignorante, ainda mais por ter sido transmitida à filha, sutil e delicadamente, a própria forma do corpo materno! Ainda à porta, na entrada, não tinha sido conquistado pela sensação apaziguante, doce e terna, que lhe vinha da moça? E intuiu que essa emoção era devida antes de tudo à semelhança dos dois rostos, à expressão que reconhecera no rosto redondo de Fumiko e que lhe lembrou instantaneamente os traços da mãe. A Sra. Ota pecara ao reencontrar em Kikuji a imagem do pai dele. Mas que agora encontrasse na filha a imagem dela!... Em que círculo infernal se achariam encerrados? De que maldição eram todos vítimas? No entanto Kikuji se sentia atraído com naturalidade pela moça e nada nele surgia como óbice a essa atração.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 76 | Posição 1154-1154 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:04:23
Que faria para colocá-la em defesa contra ele?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 77 | Posição 1178-1178 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:20:30
aluírem
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 77 | Posição 1178-1178 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:20:36
Kikuji viu seus ombros aluírem no instante em que as lágrimas lhe vieram aos olhos.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 82 | Posição 1251-1251 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:39:26
uma doçura viscosa. .
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 82 | Posição 1251-1256 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:42:03
uma doçura viscosa. . . — Pare, por favor! É odioso escutar maledicências sobre os mortos! — Sem dúvida, o que não impede que essa morta tenha se atravessado nos seus planos de casamento. Essa mulher já tinha dado bastante preocupação ao seu pai. A preocupação fora antes Chikako que a causara! — pensou no íntimo. Como a aventura dela com o seu pai não foi mais que uma brincadeira efêmera, a Sra. Ota em realidade não lhe tinha tirado nada. Chikako não tinha de fato nenhuma razão válida para detestá-la. Mas que ciúme feroz não devia ter tido da mulher que soube reter seu pai até ele morrer!
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 83 | Posição 1260-1261 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 09:43:50
Tal como era, devia estar persuadida de que ia poder encontrar seu pai num outro mundo, tenho certeza. .
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 83 | Posição 1267-1272 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 18:35:44
KIKUJI ESTAVA de cama há alguns dias; mas, voltando do banheiro, esta manhã, ao ver sua velha empregada dispor um delicado volúvel matinal¹ num vasinho de parede, lhe anunciou que pretendia se levantar naquele dia. 1 Uma flor que se abre ao surgir do sol e se fecha em uma hora. Símbolo de beleza e de efêmero.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 85 | Posição 1294-1296 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 18:43:56
Mas aquela frágil planta selvagem, quase delicada demais para servir a um arranjo, quanto tempo ia durar? No fundo o inquietava essa extrema fragilidade na graça do desabrochar.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 86 | Posição 1307-1312 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 18:50:18
Logo depois, quando ele voltou ao quarto, a parasita tinha sido tirada do tokonoma, junto com o vaso de laça vermelha. Seria para lhe evitar a vista duma flor moribunda que a doméstica tomara essa precaução? Kikuji, a quem tinha divertido a idéia dela das gavinhas, teve agora de reconhecer que sua fidelidade não perdera o diapasão das maneiras refinadas com. que seu pai marcara a vida doméstica. Assim, vazio, bem no meio do tokonoma, o mizusachi de chino tinha um ar abandonado.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 87 | Posição 1318-1322 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 18:56:49
Na rua, por exemplo, seu olhar era atraído, contra a vontade, pelo vulto de mulheres vistas de costas e que poderiam ter a idade da Sra. Ota. Ao se aperceber, censurava-se violentamente como de uma falta. E olhando mais de perto, verificava sempre que a semelhança desses vultos com o da Sra. Ota inexistia, fora talvez certo volume de ancas. E de novo um frêmito de desejo se apossava dele e o arrastava, fizesse o que fizesse, a uma embriaguez voluptuosa, que em seguida o precipitava, como por um brusco despertar, no pânico da falta cometida ou do crime que tinha a impressão de estar à beira de cometer.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 87 | Posição 1318-1327 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 18:59:18
Na rua, por exemplo, seu olhar era atraído, contra a vontade, pelo vulto de mulheres vistas de costas e que poderiam ter a idade da Sra. Ota. Ao se aperceber, censurava-se violentamente como de uma falta. E olhando mais de perto, verificava sempre que a semelhança desses vultos com o da Sra. Ota inexistia, fora talvez certo volume de ancas. E de novo um frêmito de desejo se apossava dele e o arrastava, fizesse o que fizesse, a uma embriaguez voluptuosa, que em seguida o precipitava, como por um brusco despertar, no pânico da falta cometida ou do crime que tinha a impressão de estar à beira de cometer. Quem anda fazendo esse terrível jogo comigo? — se dizia. Que monstro me torna assim culpado? Sacudia-se desse modo, mas em vão procurava exorcizar o demônio ou expulsar as imagens que lhe habitavam o espírito. Às suas perguntas, às suas exclamações, nada ecoava, a não ser a nostalgia da amada e seu desejo de rever a amante morta. E essas imagens se tornavam cada vez mais vividas e opressoras, fazendo-o temer pela própria saúde, se não conseguisse escapar dessas visões que lhe faziam tão sensível e inquietante a presença, no entanto irreal, do corpo feminino desaparecido. Seria o arrependimento que nele provocava e reavivava essas sensualidades mórbidas?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 90 | Posição 1365-1367 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:22:44
O telefonema, que terminara com a promessa de um encontro com a moça, o deixou admirado. Mas o que o admirava ainda mais era o efeito enigmático que nele produzira, como se ouvir a voz da filha tivesse o poder de anular-lhe no íntimo o gosto amargo do pecado que o ligava à mãe, apartando as idéias de pavor que tinha de sua morte.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 91 | Posição 1391-1391 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:28:36
— Você me atemoriza — Kikuji fez ironia.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 111455-111456 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:32:23
prestidigitador |ô| s. m. Escamoteador cujas habilidades consistem principalmente na rapidez dos movimentos dos dedos.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 92 | Posição 1402-1406 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:34:27
Quanto a mim, com o seu pai, pude desenvolver minha inteligência e adquirir um certo conhecimento da vida, um modo justo de ver as coisas. — Tem certeza? — Você não saberia proceder melhor que aceitando os conselhos da experiência e da minha justa noção das coisas. Esse modo de ver é sadio. Impressionado pelo tom de cordialidade objetiva, Kikuji não estava longe de crer que havia algo de certo no que ela dizia.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 94 | Posição 1428-1429 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:42:00
Sem chegar a dizer que ainda busco a sua estima, não vim menos aqui, hoje, para endossar essa responsabilidade.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 94 | Posição 1438-1439 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:55:33
A menos que seja um sonhador impenitente!
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 95 | Posição 1437-1443 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 20:56:24
— Mas foi bem assim, abra os olhos! Apesar de tudo, não vai pretender que a Sra. Ota nunca afagou a idéia de dá-lo à sua filha. A menos que seja um sonhador impenitente! Mesmo supondo que ela não o tenha querido conscientemente, era no entanto o desejo maior que acalentava. Quanto a ela, nunca, nem um só instante, deixou de pensar no seu pai, de dia ou de noite, dormindo ou em vigília. Uma possessa, uma louca, mas cândida e gentil, se faz questão. E forçosamente a sua filha entrava nesse sonho, nesse delírio, tanto que chegou no fim ao sacrifício da vida. Quando se vêem as coisas objetivamente, de fora, ela surge como um ser amaldiçoado, uma mulher marcada por uma temível fatalidade. Um brinquedo, um instrumento do diabo que estendeu sua rede, inclusive, sob os pés de você.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 95 | Posição 1446-1449 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:00:10
Jamais lhe viera ao espírito que a Sra. Ota teria almejado uni-lo à filha, e mesmo agora não acreditava. Mero veneno que o ciúme fazia Chikako despejar, era isso, nada mais: invenções mal-intencionadas, elucubrações malévolas, tão repulsivas quanto as nódoas que lhe cobriam o peito! Contudo, aquelas frases insanas caíram como um raio dentro dele e o susto o conquistou.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 85471-85477 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:01:11
lucubração s. f. 1. Trabalho intelectual (em horas que, após um trabalho manual, se deviam dedicar ao repouso). 2. [Por extensão] Estudo aturado. 3. Meditação. • Sinônimo geral: ELUCUBRAÇÃO ‣ Etimologia: latim lucubratio, -onis, vigília lucubrar v. intr. 1. Trabalhar à luz, de noite. • v. tr. e intr. 2. Passar as noites estudando. 3. [Por extensão] Dedicar-se a longos trabalhos intelectuais. = MATURAR, MEDITAR, PENSAR, PONDERAR 4. Fazer conjeturas ou especulações sobre algo. = CONJECTURAR, ESPECULAR • Sinônimo geral: ELUCUBRAR ‣ Etimologia: latim lucubro, -are, trabalhar à noite
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 98 | Posição 1501-1502 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:18:44
Ouviu-se ainda, vinda do jardim, sua voz: — Tome cuidado, hem! Aqui na sombra, as folhas das árvores ainda estão todas molhadas.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 100 | Posição 1528-1528 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:28:13
— Numa taça preta, com efeito, não se gozam as nuanças douradas do chá — aprovou Kikuji.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 101 | Posição 1537-1541 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:33:54
Essa fugidia e sutil mistura de tons marrons e vermelhos, existia até na fina rede de quebrinhas que o tempo fizera na pintura, por pouco que se atentasse. Cor fanada do batom como uma pétala murcha de rosa, luzindo como o sangue ressecado — dizia-se Kikuji numa emoção estranha que lhe fazia bater o coração. Ao mesmo tempo que uma espécie de repugnância malsã, que ia até a náusea, dele se apoderava, era atraído irresistivelmente como por uma tentação. Sentiu a cabeça vazia, perto da vertigem.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 102 | Posição 1548-1550 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:37:29
Como Fumiko teve a idéia de vir mostrar, a ele, esse chino que o batom de sua mãe marcara? Por ingenuidade? Por falta de tato? Não chegava a saber. Mas não podia defender-se da dócil flexibilidade que percebia nela, algo de profundamente aceitante que o embebia no íntimo.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 103 | Posição 1577-1578 | Adicionado na data sexta-feira, 12 de julho de 2019, 21:41:44
Minha primeira intenção era não vir vê-lo senão depois de ter conseguido uma situação. Acho um pouco aflitivo nos re-vermos quando estou ainda nesse abandono, sem trabalho, sem casa. . .
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 104 | Posição 1594-1594 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 02:55:20
adstritas
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 104 | Posição 1593-1594 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 02:55:27
Mas, considerando bem, não era sempre rara a sorte de todas as peças adstritas à arte do chá?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 104 | Posição 1593-1594 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 02:55:41
Raro destino o desse objeto! Mas, considerando bem, não era sempre rara a sorte de todas as peças adstritas à arte do chá?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 105 | Posição 1607-1608 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 09:29:41
Ela era de corpo fino e desenvolvido, mas os braços e os ombros nem por isso deixavam de possuir uma comovente doçura na curva cheia de suas linhas.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 108 | Posição 1641-1642 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 09:42:18
Fumiko não mostrara reação, tinha o ar um pouco ausente. Seria por não contrariar a professora que a instruía na arte do chá, ou procurava deliberadamente não ouvir?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 108 | Posição 1643-1645 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 09:42:59
O ódio de Chikako pela Sra. Ota, o desprezo que ostentava em relação à filha, aquela provocação ofensiva mal dissimulada em cada palavra sua, nada conseguia turbar a serena indiferença de Fumiko.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 108 | Posição 1645-1647 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 09:44:36
O luto a teria imergido num tal abismo de tristeza, que nada podia mais atingi-la? Achava-se envolta em sua dor, ao ponto de que todos os sopros perniciosos não fossem para ela mais que brisas inocentes agitando só a superfície, em vão?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 110 | Posição 1672-1678 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 09:50:36
Fumiko sacudiu ainda negativamente a cabeça e se ergueu, com um gesto de ambas as mãos para ajeitar as pregas do vestido. Julgando que ela ia tropeçar, Kikuji estendeu os braços para auxiliá-la. Um rubor súbito tomou as faces da moça. Seu pudor, já ferido quando Chikako falou sobre o relógio, lhe desenhara como que um botão de rosa vermelha sob os olhos; agora, era uma flor desabrochada. Levando com cautela a bilha de chino nos braços, Fumiko passou para o mizuya, de onde se escutou coaxar a voz de Chikako: — Bah, você está sempre acompanhada pela memória de sua mãe!
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 113 | Posição 1717-1718 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 19:55:39
O escuro da galeria permitiu a Kikuji deixar que o rosto exprimisse sua surpresa e desventura, pois Chikako não o notaria.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 113 | Posição 1727-1729 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:08:06
— Mas não vejo a relação. Pode-se achar uma moça encantadora sem, por isso, querer casar com ela. Assim falava e no entanto tivera uma pontada no coração ao saber do enlace da Srta. Inamura, aquela gentil Yukiko de que buscava agora evocar a imagem com uma avidez semelhante a uma sede intensa.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 113 | Posição 1731-1732 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:23:07
E reencontrava agora toda a primeira emoção ao lembrar a linha do seu quimono de amplas mangas, com aquela cabeleira sob a luz da janela, suavizada pela sombra das árvores próximas.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 153 | Posição 2342-2343 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:34:19
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 154 | Posição 2354-2356 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:45:42
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas - Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -, E quem sabe se realizáveis, Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 155 | Posição 2364 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:52:56
o teu sol, a tua chuva, o teu vento Carol
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 155 | Posição 2363-2364 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 20:52:56
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo, E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 4161-4162 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 21:03:07
quando as janelas deitam sobre o telhado. = ÁGUA-FURTADA, MANSARDA, DESVÃO, SOBRECÂMARA, SÓTÃO
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 156 | Posição 2383-2385 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 21:19:06
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira, E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso); Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 156 | Posição 2388-2391 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 21:21:42
Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido. Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado. Deitei fora a máscara e dormi no vestiário Como um cão tolerado pela gerência Por ser inofensivo E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 157 | Posição 2399-2403 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 21:39:46
qualquer coisa como gente Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas, Sempre uma coisa defronte da outra, Sempre uma coisa tão inútil como a outra, Sempre o impossível tão estúpido como o real, Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície, Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra. Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 115 | Posição 1750-1750 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:22:42
Mas o escuro condicionava a clareza de sua imagem das manchas que o horrorizavam.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 116 | Posição 1767 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:29:32
mandado o texto. mas bonitas as palavras
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 116 | Posição 1766-1767 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:29:32
a sua mulher trataria de o poupar destes prosaísmos sinistros. Não deixaria suspensos ante seus olhos coisas tão melancolicamente atrasadas.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 117 | Posição 1784-1791 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:42:42
— Mete-se em coisas que não lhe concernem — declarou ele. Mas podia fazer cara feia a cada nova observação de Chikako, não se deixava menos conquistar por sua tagarelice. Toda vez que a encontrava, era a mesma coisa. Ela se fazia acerba e picante, mas era para captar sua atenção e melhor poder adivinhá-lo e sondar seus sentimentos secretos. Kikuji não o ignorava e, se fingia entrar no jogo dela, cuidava de manter as suas defesas. Mas Chikako era incurável: tomava a atitude de não se aperceber de nada, ao passo que via sempre tudo e sabia perfeitamente do que se tratava. Nunca deixava, aliás, ainda que de passagem, de mostrar isso bem claro. Ela possuía, ademais, um viés de caráter tão constantemente irônico, que nunca o surpreendia inteiramente o que ela pudesse dizer. Já mais ou menos o esperava, tanto mais que ela fuxicava sempre entre as coisas que o podiam mais perturbar e repugnar.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 117 | Posição 1790 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:47:48
intenso parentesis com A Convidada , a elizabeth, quando se vê amarrada nas teias de sua personagem
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 117 | Posição 1794-1794 | Adicionado na data sábado, 13 de julho de 2019, 22:49:18
No entanto estava ali, ávida por espionar as dobras mais sombrias do seu coração.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 120 | Posição 1839-1840 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:14:16
. . Da última vez que falamos no telefone, eu escutava o ruído da chuva pelo fio.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 122 | Posição 1856 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:23:30
mesma ta concordando com o que?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 122 | Posição 1856-1856 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:23:30
Pronunciou as últimas palavras como se fizesse a pergunta a si mesma.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 122 | Posição 1865-1866 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:24:56
Na plataforma da estação, procurou-a com os olhos entre a massa. Em vão.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 124 | Posição 1888 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:45:30
e se n tivesse hifen
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 124 | Posição 1888-1888 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:45:30
Fumiko, também, parecia ter-se arrumado.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu marcador de página na página 124 | Posição 1888 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 09:45:53
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 127 | Posição 1938-1946 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 10:13:08
Ia abrir o envelope, mas Fumiko interveio: — Não, não! Por favor, não a leia! — Por quê? — Não quero! Me devolva... Ao dizer isso, sem se levantar, se inclinou para ele para pegar a carta. — Devolva-a, suplico-lhe! Num gesto ágil, Kikuji escondeu a carta nas costas. Ela se curvou mais, buscando pegá-la com a mão direita, apoiando involuntariamente a esquerda no joelho de Kikuji. Esse lhe tirou a carta do alcance e a moça, com a mão estendida, quase caiu sobre ele, perdendo o equilíbrio ao se lançar para a direita. Seu rosto raspou o busto de Kikuji, tanto se inclinara. E teria inteiramente caído sobre ele sem o apoio da mão esquerda no joelho dele, que lhe permitiu, num ágil movimento, se jogar para trás. E no entanto Kikuji mal sentira aquela mão, sem mais peso que uma carícia. Como podia ter-se reerguido assim, apenas o aflorando, quando todo o peso de seu corpo vacilava?
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 128 | Posição 1957-1958 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 10:57:59
em seguida a que conseguiu se pôr direita. Sem dúvida, era a violência dessas emoções, naquele calor, que tinha criado essas súbitas pérolas de transpiração no corpo da moça.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 128 | Posição 1938-1958 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 10:58:18
Ia abrir o envelope, mas Fumiko interveio: — Não, não! Por favor, não a leia! — Por quê? — Não quero! Me devolva... Ao dizer isso, sem se levantar, se inclinou para ele para pegar a carta. — Devolva-a, suplico-lhe! Num gesto ágil, Kikuji escondeu a carta nas costas. Ela se curvou mais, buscando pegá-la com a mão direita, apoiando involuntariamente a esquerda no joelho de Kikuji. Esse lhe tirou a carta do alcance e a moça, com a mão estendida, quase caiu sobre ele, perdendo o equilíbrio ao se lançar para a direita. Seu rosto raspou o busto de Kikuji, tanto se inclinara. E teria inteiramente caído sobre ele sem o apoio da mão esquerda no joelho dele, que lhe permitiu, num ágil movimento, se jogar para trás. E no entanto Kikuji mal sentira aquela mão, sem mais peso que uma carícia. Como podia ter-se reerguido assim, apenas o aflorando, quando todo o peso de seu corpo vacilava? Ele, que esperava receber em si todo esse peso, ficou assombrado com tanta leveza e por pouco não deu um grito. Bruscamente, sentiu-se invadido pelo perturbador sentimento da feminilidade, pela emoção daquela presença de mulher em que reencontrava, a despeito de si mesmo, a personalidade e todos os encantos da Sra. Ota. Fumiko se erguera no momento em que a esperava nos braços. Como pôde fazer? De onde tirara a força para evitar a queda quando já ia caindo? Por que movimento de incrível agilidade tinha conseguido lhe escapar? Havia aí algo de magia, um dom de feitiço cuja origem devia se prender ao mais secreto do instinto feminino. Porque a jovem parecia ter-se evaporado, na hora mesma em que julgava ir tê-la nos braços, e dela só recebera um sopro, aquele eflúvio cálido retido apenas pela respiração dele. Mas o transtornara a emanação que se exalou do corpo da moça. Ela trabalhara ao longo de todo aquele dia de verão. E respirando-a, como o fizera, Kikuji se sentiu de repente mergulhado no perfume inebriante da Sra. Ota. Reviveu o seu abraço. — A carta, eu lhe peço, me devolva! — insistiu Fumiko. Kikuji cedeu. Ela pegou a carta e se virou um pouco para rasgá-la em pedacinhos. O olhar de Kikuji surpreendeu, em sua nuca e nos braços, finas gotas de suor. Quando ela quase caiu sobre ele, seu rosto tinha empalidecido bruscamente para se avermelhar em seguida a que conseguiu se pôr direita. Sem dúvida, era a violência dessas emoções, naquele calor, que tinha criado essas súbitas pérolas de transpiração no corpo da moça.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 129 | Posição 1964-1965 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:04:25
— Estou envergonhada — disse, com certo embaraço, sem perceber que ele estava talvez ainda mais confuso que ela.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 131 | Posição 1998-2000 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:19:48
E nesse universo que ele mesmo compusera, transposto para a graça e para o encanto da amante, nessa sutil mudança de atmosfera de que só ele tinha a chave, sim, foi nesse clima secretamente harmonioso que mergulhou na contemplação deliciosa da beleza da bem-amada, da beleza da Sra. Ota...
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 132 | Posição 2010-2016 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:27:13
Podia compreender o sentimento da filha, desejando não ligar à memória da mãe mais do que altas e puras perfeições artísticas. A esse íntimo desejo de sua alma obedecera, de modo espontâneo, quando o presenteara com o mizusachi de chino; aquela obra-prima, cuja matéria misteriosamente febril irradiava um calor vivo a despeito da frieza do objeto, fazia aliás mais do que recordar nele a Sra. Ota: evocava-a em seu coração com uma eficácia soberana. E oferecia ao seu olhar, graças à própria insuperável perfeição, o efeito todo-poderoso duma autoridade magistral que o transportava a um mundo de alta pureza estética, onde não havia lugar para nada sombrio, nada das angústias obstinadas do pecado.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 3325-3326 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:43:40
afilar v. tr. 1. Adelgaçar, tornar afiado. 2. Açular, instigar (um cachorro) para que file. 3. O mesmo que aferir.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 2438-2440 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:44:14
adelgaçar v. tr. 1. Tornar menos grosso. 2. Tornar fino. 3. Apertar. • v. intr. 4. Tornar-se delgado, diminuir de espessura; emagrecer.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 2245-2246 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:44:47
açular v. tr. 1. Incitar (o cachorro) a morder. 2. [Figurado] Excitar. • Confrontar: assolar.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 136 | Posição 2058-2071 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 11:58:55
Puseram as duas taças lado a lado e seus olhares se cruzaram, mutuamente se penetrando, mas logo se desviaram para as peças. Agitado e um pouco tímido, Kikuji tratou de dizer: — Vendo uma junto da outra, não resta dúvida de aqui termos uma taça masculina e uma feminina. Fumiko, ainda incapaz de articular uma frase, contentou-se em aprovar com a cabeça. Kikuji se sentiu estranhamente perturbado pela súbita ressonância que suas próprias palavras tiveram nele. A taça de karatsu, sem o mínimo desenho ornamental, era dum azul esverdeado firme, pelo qual corria esparsamente o calor dum vermelho forte, quase indistinto e no entanto dominante. A base, ligeiramente alargada, dava-lhe um aspecto de perfeito equilíbrio e de força. — Seu pai devia ter predileção por esta taça, já que a levava até nas viagens. Acho que combinava perfeitamente com ele. Havia risco em se exprimir assim, mas ela não parecia se dar conta. Kikuji, ao contrário, não ousou ir ao ponto de afirmar, por analogia, que a taça de chino combinava pelo menos tão bem com a mãe de Fumiko. E no entanto as duas taças, lado a lado, pareciam ser as almas do pai dele e da mãe dela. Existentes há três ou quatro séculos, as peças apartavam o espírito de toda idéia mórbida e desviavam o coração de qualquer imaginação menos pura. A poderosa vitalidade que exprimiam produzia um efeito direto, sensível, que despertava mesmo uma certa emoção sensual.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 136 | Posição 2058-2078 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:08:45
Puseram as duas taças lado a lado e seus olhares se cruzaram, mutuamente se penetrando, mas logo se desviaram para as peças. Agitado e um pouco tímido, Kikuji tratou de dizer: — Vendo uma junto da outra, não resta dúvida de aqui termos uma taça masculina e uma feminina. Fumiko, ainda incapaz de articular uma frase, contentou-se em aprovar com a cabeça. Kikuji se sentiu estranhamente perturbado pela súbita ressonância que suas próprias palavras tiveram nele. A taça de karatsu, sem o mínimo desenho ornamental, era dum azul esverdeado firme, pelo qual corria esparsamente o calor dum vermelho forte, quase indistinto e no entanto dominante. A base, ligeiramente alargada, dava-lhe um aspecto de perfeito equilíbrio e de força. — Seu pai devia ter predileção por esta taça, já que a levava até nas viagens. Acho que combinava perfeitamente com ele. Havia risco em se exprimir assim, mas ela não parecia se dar conta. Kikuji, ao contrário, não ousou ir ao ponto de afirmar, por analogia, que a taça de chino combinava pelo menos tão bem com a mãe de Fumiko. E no entanto as duas taças, lado a lado, pareciam ser as almas do pai dele e da mãe dela. Existentes há três ou quatro séculos, as peças apartavam o espírito de toda idéia mórbida e desviavam o coração de qualquer imaginação menos pura. A poderosa vitalidade que exprimiam produzia um efeito direto, sensível, que despertava mesmo uma certa emoção sensual. Kikuji, não apenas tinha a sensação de ter diante de si a alma de seu pai e a da Sra. Ota, parecia-lhe que ambas tinham revestido a figura mais perfeita que se poderia sonhar para elas. A presença tangível dos dois objetos se impunha a ele com tal autoridade que a presença de Fumiko, a defrontá-lo atrás das duas taças, se justificava como a coisa mais natural e menos culpada do mundo. Outrora, na primeira comemoração fúnebre depois da morte da Sra. Ota, tinha dito à moça que o fato de se encontrarem era talvez mais que repreensível. Mas a sensação de culpa, o receio ou terror de seu pecado se tinham completamente evolado, decerto pelo exorcismo do barro sutil e da superfície pura das taças de karatsu e de chino. — Admirável! —
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 136 | Posição 2058-2080 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:08:59
Puseram as duas taças lado a lado e seus olhares se cruzaram, mutuamente se penetrando, mas logo se desviaram para as peças. Agitado e um pouco tímido, Kikuji tratou de dizer: — Vendo uma junto da outra, não resta dúvida de aqui termos uma taça masculina e uma feminina. Fumiko, ainda incapaz de articular uma frase, contentou-se em aprovar com a cabeça. Kikuji se sentiu estranhamente perturbado pela súbita ressonância que suas próprias palavras tiveram nele. A taça de karatsu, sem o mínimo desenho ornamental, era dum azul esverdeado firme, pelo qual corria esparsamente o calor dum vermelho forte, quase indistinto e no entanto dominante. A base, ligeiramente alargada, dava-lhe um aspecto de perfeito equilíbrio e de força. — Seu pai devia ter predileção por esta taça, já que a levava até nas viagens. Acho que combinava perfeitamente com ele. Havia risco em se exprimir assim, mas ela não parecia se dar conta. Kikuji, ao contrário, não ousou ir ao ponto de afirmar, por analogia, que a taça de chino combinava pelo menos tão bem com a mãe de Fumiko. E no entanto as duas taças, lado a lado, pareciam ser as almas do pai dele e da mãe dela. Existentes há três ou quatro séculos, as peças apartavam o espírito de toda idéia mórbida e desviavam o coração de qualquer imaginação menos pura. A poderosa vitalidade que exprimiam produzia um efeito direto, sensível, que despertava mesmo uma certa emoção sensual. Kikuji, não apenas tinha a sensação de ter diante de si a alma de seu pai e a da Sra. Ota, parecia-lhe que ambas tinham revestido a figura mais perfeita que se poderia sonhar para elas. A presença tangível dos dois objetos se impunha a ele com tal autoridade que a presença de Fumiko, a defrontá-lo atrás das duas taças, se justificava como a coisa mais natural e menos culpada do mundo. Outrora, na primeira comemoração fúnebre depois da morte da Sra. Ota, tinha dito à moça que o fato de se encontrarem era talvez mais que repreensível. Mas a sensação de culpa, o receio ou terror de seu pecado se tinham completamente evolado, decerto pelo exorcismo do barro sutil e da superfície pura das taças de karatsu e de chino. — Admirável! — murmurou, como se falasse apenas por si mesmo. — No fundo, meu pai não era homem que se apaixonasse pela arte de modo desinteressado, seguindo apenas a direção de seus gostos estéticos; e eu me pergunto se não buscava reconforto e abrigo contra o pecado e a tortura do remorso ao se rodear de peças deste gênero, mágicas de perfeição e de pureza.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 136 | Posição 2082-2083 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:12:21
O período vivido por meu pai não passa de um mínimo e desimportante incidente na longa e impressionante existência dessas obras. . .
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 137 | Posição 2086-2087 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:13:06
— Fez bem. Quando a gente se apega demais aos mortos, se expõe a terminar acreditando que a gente mesmo não existe mais.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 139 | Posição 2126-2126 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:50:25
Ficou longamente a contemplar, de pé, a estrela da manhã, cismando como alguém que deixou passar anos sem revê-la.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 140 | Posição 2136-2137 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:52:48
Repetia-os sem parar e o eco deles repercutia em seu coração, repleto de tristeza e acabrurihante como a queixa inconsolável do pudor ferido.
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Seu destaque na página 140 | Posição 2146-2147 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:56:02
Deixá-los assim no jardim o confrangia, e havia ainda um risco que não queria correr:
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Nuvens de Pássaros Brancos (Yasunari Kawabata)
- Sua nota na página 140 | Posição 2146 | Adicionado na data domingo, 14 de julho de 2019, 12:56:22
nice
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A peste (Albert Camus)
- Sua nota na página 4 | Posição 52 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 10:17:13
mis a même
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A peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 52-52 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 10:17:13
posto em condições
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 5 | Posição 53-70 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 12:59:18
Fear is as nonsubstantial as your shadow, but it is. The shadow also exists—nonsubstantial, negative, but not nonexistential—and sometimes the shadow can have a great impact on you. In a jungle when the night is approaching you can be frightened of your own shadow. In a lonely place, on a lonely path, you can start running because of your own shadow. Your running will be real, your escaping will be real, but the cause will be nonsubstantial. You can run away from a rope thinking that it is a snake; if you come back and you look closely and you observe, you will laugh at the whole stupidity of it. But people are afraid to come to places where fear exists. People are more afraid of fear than of anything else, because the very existence of fear shakes your foundations. The shaking of the foundations is very real, remember. The fear is like a dream, a nightmare, but after a nightmare when you are awake the aftereffects still persist, the hangover persists. Your breathing has changed, you are perspiring, your body is still trembling, you are hot. Now you know that it was just a nightmare, a dream, nonsubstantial, but even this knowing will take time to penetrate to the very core of your being. Meanwhile the effect of the nonsubstantial dream will continue. Fear is a nightmare. What is fear made of? Fear is made of ignorance of one’s own self. There is only one fear; it manifests in many ways, a thousand and one can be the manifestations, but basically fear is one, and that is that “Deep inside, I may not be.” And in a way it is true that you are not. Godliness is, you are not. The host is not, the guest is. And because you are suspicious—and your suspicion is valid—you don’t look in. You go on pretending that you are; you know that if you look in, you are not! This is a deep, tacit understanding. It is not intellectual, it is existential; it is in your very guts, the feeling that “I may not be. It is better not to look in. Go on looking out.” At least it keeps you fooled, it keeps the illusion intact that “I am.” But because this feeling of “I amness” is false, it creates fear. You know that anything can destroy it, any deep encounter can shatter it. It can be shattered by love, it can be shattered by a serious disease, it can be shattered by seeing someone die. It can be shattered in many ways, it is very fragile. You are managing it somehow by not looking in.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Sua nota na página 7 | Posição 95 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 13:08:12
brabo a ideia
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 7 | Posição 94-95 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 13:08:12
In that isness, the ego disappears, and with the ego the shadow of the ego disappears. That shadow is fear.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 8 | Posição 107-110 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 13:14:05
Fear is the shadow of “I.” And because the “I” is always alert somewhere deep down it will have to disappear in death.… The basic fear is of death; all other fears only reflect the basic one. And the beauty is that death is as nonexistential as ego. So between these two nonexistentials, the ego and death, the bridge is fear.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 8 | Posição 116-121 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 13:18:27
Go in, look in … and if it is empty, so what? Then that’s our nature, then that’s what we are. Why should one be worried about emptiness? Emptiness is as beautiful as the sky. Your inner being is nothing but the inner sky. The sky is empty, but it is the empty sky that holds all, the whole existence, the sun, the moon, the stars, the earth, the planets. It is the empty sky that gives space to all that is. It is the empty sky that is the background of all that exists. Things come and go and the sky remains the same. In exactly the same way, you have an inner sky; it is also empty. Clouds come and go, planets are born and disappear, stars arise and die, and the inner sky remains the same, untouched, untarnished, unscarred. We call that inner sky the witness, the watcher—and that is the whole goal of meditation.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 9 | Posição 122-126 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 13:20:01
Go in, enjoy the inner sky. Remember, whatsoever you can see, you are not it. You can see thoughts, then you are not thoughts; you can see your feelings, then you are not your feelings; you can see your dreams, desires, memories, imaginations, projections, then you are not those things. Go on eliminating all that you can see. Then one day the tremendous moment arrives, the most significant moment of one’s life, when there is nothing left to be rejected. All the seen has disappeared and only the seer is there. That seer is the empty sky. To know it is to be fearless, and to know it is to be full of love. To know it is to be god, is to be immortal.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 11 | Posição 151-155 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 15:57:08
To us, those are nine months, but to the child it is eternity. He knows nothing of the calendar, he knows nothing of minutes, hours, days, months. He has lived an eternity in absolute safety and security, without any responsibility, and then suddenly he is thrown into a world unknown, where he is dependent for everything on others. It is natural that he will feel afraid. Everybody is bigger and more powerful, and he cannot live without the help of others. He knows he is dependent; he has lost his independence, his freedom.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 11 | Posição 155-159 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 15:58:07
A child is weak, vulnerable, insecure. Automatically he starts creating an armor, a protection for himself in different ways. For example, he has to sleep alone. It is dark and he is afraid, but he has his teddy bear and he convinces himself that he is not alone—his friend is with him. You will see children dragging their teddy bears at airports, at railway stations. Do you think it is just a toy? To you it is, but to the child it is a friend—and a friend when nobody else is there to help him—in the darkness of the night, alone in the bed, still the teddy bear is with him.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 18 | Posição 264-267 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 19:30:35
The only way the fear can be dropped is, rather than putting your energy into being special, put your whole energy into being yourself. Just find yourself, because in trying to be special you are running further and further away from yourself. That you are clearly aware of it is good: the further away you go from yourself, the further away you are from knowing the truth that you are an immortal, that there is no death.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 9 | Posição 133-133 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 21:22:44
Não poder eu coexistir para o lado de lá com estar-vos vendo do lado de cá.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 9 | Posição 138 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 21:25:09
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 9 | Posição 138-138 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 21:25:09
Quem deu frondoso a arvoredos, e me deixou por verdecer?
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 11 | Posição 163-163 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 21:33:21
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 11 | Posição 168-168 | Adicionado na data segunda-feira, 15 de julho de 2019, 21:35:07
O que é que os taipais do mundo escondem nas montras de Deus?
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 3 | Posição 36-36 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 09:42:51
com a dificuldade de um petróleo rasgando a terra
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 4 | Posição 51-59 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:07:59
Lembrou-se de escrever a Ulisses contando o que se passara, mas nada se passara dizível em palavras escritas ou faladas, era bom aquele sistema que Ulisses inventara: o que não soubesse ou não pudesse dizer, escreveria e lhe daria o papel mudamente – mas dessa vez não havia sequer o que contar. Agora lúcida e calma, Lóri lembrou-se de que lera que os movimentos histéricos de um animal preso tinham como intenção libertar, por meio de um desses movimentos, a coisa ignorada que o estava prendendo – a ignorância do movimento único, exato e libertador era o que tornava um animal histérico: ele apelava para o descontrole – durante o sábio descontrole de Lóri ela tivera para si mesma agora as vantagens libertadoras vindas de sua vida mais primitiva e animal: apelara histericamente para tantos sentimentos contraditórios e violentos que o sentimento libertador terminara desprendendo-a da rede, na sua ignorância animal ela não sabia sequer como, estava cansada do esforço de animal libertado.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 6 | Posição 85-86 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:19:28
com Ulisses ela se comportava como uma virgem que não era mais, embora tivesse certeza de que também isso ele adivinhava, aquele sábio estranho que no entanto
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 6 | Posição 85-86 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:19:46
com Ulisses ela se comportava como uma virgem que não era mais, embora tivesse certeza de que também isso ele adivinhava, aquele sábio estranho que no entanto não parecia adivinhar que ela queria amor.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 7 | Posição 94 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:31:09
gatilho do mandado.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 7 | Posição 93-94 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:31:09
– mais uma vez o lembrete agiu nela e com seus olhos ainda escuros agora pelo pensamento perturbado, decidiu que veria Ulisses pelo menos mais esta vez.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 7 | Posição 97-99 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:32:32
Era como se Ulisses tivesse uma resposta para tudo isso e resolvesse não dá-la – e agora a angústia vinha porque de novo descobria que precisava de Ulisses, o que a desesperava – queria poder continuar a vê-lo, mas sem precisar tão violentamente dele.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 8 | Posição 118-121 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 10:47:21
Pareceu-lhe que Ulisses, se ela tivesse coragem de contar-lhe o que sentia, e jamais o faria, se lhe contasse ele responderia mais ou menos assim e bem calmo: a condição não se cura mas o medo da condição é curável. Ele diria isso ou qualquer outra coisa – irritou-a porque cada vez que lhe ocorria um pensamento mais agudo ou mais sensato como este, ela supusesse que Ulisses era quem o teria,
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 9 | Posição 134-137 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 11:20:12
Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 10 | Posição 141-141 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 11:24:05
A humanidade lhe era como morte eterna que no entanto não tivesse o alívio de enfim morrer.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 10 | Posição 151-153 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 11:33:00
Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a Eternidade de trilhões de anos das estrelas e da Terra, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 11 | Posição 165 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 11:39:49
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 11 | Posição 163-165 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 11:39:49
Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 11 | Posição 168-169 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:22:55
Lóri, disse Ulisses, e de repente pareceu grave embora falasse tranquilo,
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 13 | Posição 185-185 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:30:43
que um dia ela talvez pudesse mencionar sem se vangloriar
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 13 | Posição 190-190 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:33:16
Tu, ó Deus, que eu amo como quem cai no nada.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 14 | Posição 202 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:36:31
O Mandado
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 14 | Posição 194-202 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:36:31
Só que ela não queria ir de mãos vazias. E assim como se lhe levasse uma flor, ela escreveu num papel algumas palavras que lhe dessem prazer: “Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustroso que apesar de inteiramente selvagem – pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela – apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. Seu focinho é úmido e fresco. Eu beijo o seu focinho. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo selvagem e suave. Aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome. Ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai. Se ele fareja e sente que um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e vai. Aviso também que não se deve temer o seu relinchar: a gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera, a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez.”
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 14 | Posição 209 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:42:28
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 14 | Posição 208-209 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 15:42:28
No dia seguinte tentou pacientemente de novo o crepúsculo. Estava à espera. Com os sentidos aguçados pelo mundo que a cercava como se entrasse nas terras desconhecidas de Vênus. Nada aconteceu.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 16 | Posição 241-244 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 16:30:10
Então o que chamava de morte a atraía tanto que só poderia chamar de valoroso o modo como, por solidariedade e pena dos outros, ainda estava presa ao que chamava de vida. Seria profundamente amoral não esperar pela morte como os outros todos esperam por esta hora final. Teria sido esperteza dela avançar no tempo, e imperdoável ser mais sabida que os outros. Por isso, apesar da curiosidade intensa que tinha pela morte, Lóri esperava.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 18 | Posição 260-262 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 16:37:32
E não se pode falar do silêncio como se fala da neve: sentiu o silêncio dessas noites? Quem ouviu não diz. Há uma maçonaria do silêncio que consiste em não falar dele e de adorá-lo sem palavras.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 18 | Posição 272-273 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 17:06:30
Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 18 | Posição 265-268 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:32:01
Mas este primeiro silêncio, Ulisses, ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas. Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da Terra e da Lua. Então ele, o silêncio, aparece. E o coração bate ao reconhecê-lo: pois ele é o de dentro da gente.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 19 | Posição 287-290 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:39:15
Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo – de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia – ei-lo. E dessa vez ele é fantasma.”
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 19 | Posição 287-289 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:39:42
Depois nunca mais se esquece, Ulisses. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo – de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Os ouvidos se
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 19 | Posição 287-289 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:39:51
Depois nunca mais se esquece, Ulisses. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo – de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia – ei-lo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 19 | Posição 289 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:40:37
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 19 | Posição 289-290 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 19:40:37
E dessa vez ele é fantasma.”
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 20 | Posição 304-304 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 20:48:05
In his recent book, Print is Dead, Gomez (2008)
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 22 | Posição 326-326 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:00:27
Sometimes we must slow down and read at a reflective pace and print facilitates that.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 22 | Posição 326-329 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:01:08
Sometimes we must slow down and read at a reflective pace and print facilitates that. Print and slowness have a close relationship. Print is fixed; the ideas will not change during a reading. A book is linear and long, encouraging the reader to recreate the author's original sequence of thought. Print persists because it is a superior technology for integrating information of any length, complexity or richness; it is better suited to slow reading.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 23 | Posição 337-339 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:04:38
A similar pattern of declining literary reading is described in The Nation’s Report Card 2003 (Donahue, Daane & Jin, 2005). In this case, literary reading is defined as that which “involves the reader in exploring themes, events, characters, settings, plots, actions, and the language of literary works”
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 23 | Posição 352-352 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:10:24
There
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 24 | Posição 359-359 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:37:26
zenith
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Sua nota na página 24 | Posição 366 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:41:41
leitores sustentam
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 24 | Posição 364-366 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:41:41
As Postman warns, reading books is important for developing rational thinking, character of mind and political astute-ness. From this view, what is good in modern politics is sustained by the citizenry with the patience for serious reading.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 25 | Posição 371-371 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:43:49
(191). Birkerts recommends “deep reading: the slow and meditative possession of a book” (146).
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 26 | Posição 384-385 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:51:59
Digital technology is typically used to make life more efficient, but to some extent reading will be at odds with efficiency.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 26 | Posição 390-392 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:55:31
Like cooking a good meal or nurturing a relationship, and unlike fast food or too much television, reading is one of those cardinal pleasures that require effort upfront but leaves the reader feeling more energized afterward.
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 26 | Posição 397-397 | Adicionado na data terça-feira, 16 de julho de 2019, 21:56:36
Slow reading represents bal-ance.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 18 | Posição 263-269 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 01:10:52
All things are born from the Three positives; The magic stone was quick with the essence of sun and moon. An egg was turned into a monkey to complete the Great Way; He was lent a name so that the elixir would be complete. Looking inside he perceives nothing because it has no form, Outside he uses his intelligence to create visible things. Men have always been like this: Those who are called kings and sages do just as they wish.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 19 | Posição 281-288 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 01:42:41
“Although I'm happy now,” the Monkey King replied, “I'm worried about the future. That's what's getting me down.” The other monkeys laughed and said, “Your Majesty is being greedy. We have parties every day; we live in a mountain paradise, in an ancient cave in a divine continent. We are spared the rule of unicorns, the domination of phoenixes, and the restraints of human kings. We are free to do just as we like—we are infinitely lucky. Why make yourself miserable worrying about the future?” To this the Monkey King replied, “Yes, we don't have to submit to the laws and regulations of human kings, and we don't live in terror of the power of birds and beasts. But the time will come when we are old and weak, and the underworld is controlled by the King of Hell. When the time comes for us to die, we won't be able to go on living among the Blessed, and our lives will have been in vain.” All the monkeys covered their faces and wept as everyone of them thought about death.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 20 | Posição 289-294 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 01:52:51
“If Your Majesty is thinking so far ahead, this is the beginning of enlightenment. Now of the Five Creatures, there are only three that do not come under the jurisdiction of the King of Hell.” “Do you know which they are?” asked the Monkey King. “Yes,” the ape replied. “They are the Buddhas, the Immortals and the Sages. They are free from the Wheel of Reincarnation. They are not born and they do not die. They are as eternal as Heaven and Earth, as the mountains and the rivers.”
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 21 | Posição 321-321 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 02:28:13
gingko
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 22 | Posição 304-328 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 02:31:05
Golden pills and pearl pellets, Bursting red and plump yellow. The golden pills and pearl pellets were winter cherries, beautiful and sweet; The bursting red and plump yellow were ripe plums, tasty and sharp. Fresh, sweet-fleshed longans with thin skins. Fiery lichees with tiny stones in a red sack. Branch after branch of crab-apples, Yellow-skinned loquats with their leaves on. Rabbit-head pears and chicken-heart jujubes To quench your thirst, remove your cares, and sober you up. Fragrant peaches and tender apricots, As sweet and luscious as jade wine. Crisp plums and arbutus, As sharp as glistening yogurt. Ripe melons with red coats and black seeds, Big, four-sectioned persimmons with yellow skins. Bursting pomegranates: Cinnabar pips shining like fire-crystal pearls. Opened water-chestnuts With firm round flesh like golden agate. Walnuts and gingko fruits to eat with tea; Coconuts and grapes to make into wine. Dishes loaded with pine cones, yew-nuts, filberts, and crab-apples; Tangerines, sugar-cane and oranges covering the table. Hot roast yams, Tender boiled Solomon's-seal. Pounded china-root and Job's tears. Simmered in soup in a stone-pot. Although we humans have rare delicacies to eat, We are no happier than those monkeys in the mountains.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 23 | Posição 347-349 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 10:53:52
Whether he was eating his breakfast or going to bed at nigh he was always asking about Buddhas, Immortals and Sages, and seeking the secret of eternal youth. He observed that the people of the world were too concerned with fame and fortune to be interested in their fates.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Sua nota na página 24 | Posição 356 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:04:27
Osho, medo represso da morte
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 24 | Posição 350-356 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:04:27
When will the struggle for fame and fortune end? Toiling from morning till night, never pleasing yourself. Those who ride donkeys long for stallions, The Prime Minister always wants to be a prince. They only worry about having to stop work to eat or dress; They never fear that the King of Hell will come to get them. When trying to ensure their sons and grandsons inherit their wealth and power, They have no time to stop and think.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 24 | Posição 361-361 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:09:15
Cattle-gift.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 27342-27343 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:32:19
casquinar v. intr. 1. Rir com escárnio. 2. Soltar pequenas risadas sucessivas.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 27 | Posição 404-404 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:49:59
hempen
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 28 | Posição 419-420 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 11:58:05
“If you've got an Immortal for a neighbour, you ought to learn from him how to cultivate your conduct and get him to teach you a recipe for eternal youth.”
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 29 | Posição 445-445 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 12:19:19
Rocky crags jut, glossy with green moss;
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 24 | Posição 365-366 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 12:20:55
In the sunlight the mountain haze is lightly touched with blue; After the rain the black rocks look coldly green.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 1 | Posição 3-4 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 12:27:46
“Nothing in this world is difficult, but thinking makes it seem so. Where there is true will, there is always a way.”
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 83204-83207 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 16:37:11
roar [rɔː] ■ v.1 rugir; bramir2 vociferar; bramar ■ s.1 rugido; bramido2 estrondo3 barulheira ♦ to roar with laughter: dar uma gargalhada estrondosa
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 34 | Posição 512-514 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 16:52:30
I ought to give you a surname that fits your appearance and call you Hu ('Macaque'). The elements that make up the character Hu are 'animal,' 'old' and 'moon'. What is old is ancient, and the moon embodies the Negative principle, and what is ancient and Negative cannot be transformed.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 35 | Posição 514-526 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 17:29:30
But I think I would do much better to call you Sun ('Monkey'). Apart from the 'animal' element, the character Sun has one part implying male and one part suggesting a baby, which fits in with my basic theories about children. Your surname will be Sun.” When the Monkey King heard this he kowtowed with delight and said, “Great! Great! Now I have a surname. I am eternally grateful to you for your mercy and compassion, master. I beg you to give me a personal name to go with my new surname, then it will be much easier to address me.” “There are twelve words within my sect,” said the Patriarch, “which I give as names. You belong to the tenth generation of my disciples.” “What are these twelve words?” asked the Monkey King. “Broad, great, wisdom, intelligence, true, likeness, nature, sea, bright, awakened, complete and enlightenment. If we work out the generations of disciples, then you should have a name with Wu ('Awakened') in it. So we can give you the Dharma-name Sun Wukong, which means 'Monkey Awakened to Emptiness'. Will that do?” “Marvellous, marvellous,” said the smiling Monkey King. “From now on my name will be Sun Wukong.” Indeed: When the Great Vagueness was separated there were no surnames; To smash foolish emptiness he had to be awakened to emptiness.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 92060-92063 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 19:21:36
sprinkle [ˈsprɪŋkəl] ■ v.1 borrifar; salpicar2 polvilhar3 [EUA] chuviscar ■ s.1 borrifo; salpico; ♦ a sprinkle of: um pouco de2 [EUA] chuvisco
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 36 | Posição 540-548 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 19:33:53
Heavenly flowers fell in profusion, While golden lotuses burst forth from the earth. Brilliantly he expounded the doctrine of the Three Vehicles, Setting forth ten thousand Dharmas in all their details. As he slowly waved his whisk, jewels fell from his mouth, Echoing like thunder and shaking the Nine Heavens. Now preaching the Way, Now teaching meditation, He showed that the Three Beliefs are basically the same. In explaining a single word he brought one back to the truth, And taught the secrets of avoiding birth and understanding one's nature.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 37 | Posição 560-560 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 19:46:26
whiff
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 107011-107013 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 19:47:28
whiff [wɪf] s.1 lufada (of, de); ♦ a whiff of fresh air: uma lufada de ar fresco2 (mau cheiro) baforada (of, de)3 (escândalo) indícios (of, de); suspeita (of, de)
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 46016-46018 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 20:37:59
gasp [gαːsp, [EUA] gæsp] ■ v. arfar; ♦ to gasp for air: respirar a custo ■ s. respiração difícil
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 42 | Posição 634-638 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 21:14:47
“Master, you told me publicly in front of the altar yesterday that your disciple was to come in here through the back gate at the third watch as you were going to teach me the Way. That is why I made so bold as to come to pay my respects beside my master's bed.” The Patriarch was very pleased to hear this and said to himself, “This wretch was indeed born of Heaven and Earth. Otherwise he wouldn't have been able to understand my cryptic message.”
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 13 | Posição 187-187 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 23:10:38
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional. Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 20 | Posição 295-295 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 23:13:30
Sem a dor, ficara sem nada, perdida no seu próprio mundo e no alheio sem forma de contato.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 20 | Posição 302-306 | Adicionado na data quinta-feira, 18 de julho de 2019, 23:20:42
– e esperando com paciência que ela estivesse pronta, enquanto ele próprio dizia de si mesmo que estava em plena aprendizagem, mas tão além dela que ela se transformava em ínfimo corpo vazio e doloroso, apenas isso. E ela ansiava por ele porque exatamente ele lhe parecia ser o limite entre o passado e o que viesse – o que viria? Nada, pensava em desespero. Esperava, já que não tinha a fazer senão dar aulas de manhã no curso primário ou então estar de férias como agora, ler um pouco, comer e dormir, e encontrar-se com Ulisses que pouco a transformava, ou se a transformava era pouco demais. E esperar.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 22 | Posição 334-337 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 08:23:47
O que também salvara Lóri é que sentia que se o seu mundo particular não fosse humano, também haveria lugar para ela, e com grande beleza: ela seria uma mancha difusa de instintos, doçuras e ferocidades, uma trêmula irradiação de paz e luta, como era humanamente, mas seria de forma permanente: porque se o seu mundo não fosse humano ela seria um bicho. Por um instante então desprezava o próprio humano e experimentava a silenciosa alma da vida animal.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 23 | Posição 337-338 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 08:24:24
“Não entender” era tão vasto que ultrapassava qualquer entender – entender era sempre limitado.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 48 | Posição 729-731 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 09:27:59
“It's true, brothers,” said Sun Wukong with a grin, “I can do them all. In the first place, it's because our master taught me; and in the second place, it's because I practiced them hard day and night.”
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 49 | Posição 746-747 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 10:41:38
If you are cultivating your conduct, the subtle vapours escape when you open your mouth, and when you wag your tongue, trouble starts.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu marcador de página na página 50 | Posição 756 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 10:44:04
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 57 | Posição 862-862 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 15:58:49
They went on until they had beaten him to a pulp.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu marcador de página na página 58 | Posição 879 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 18:42:42
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 19 | Posição 276-278 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 19:54:11
first, go in. Just a glimpse of your own immortality, and it is as if one has awakened from a nightmare. All the fear disappears, and instead of fear there is nothing but pure bliss, pure joy—just flowers showering with the fragrance of eternity.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 19 | Posição 279-280 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 19:57:31
time consciousness creates frustration,
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 19 | Posição 281-284 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 19:58:39
The fear of death is also fear of time because death stops all time. Nobody is afraid of death—how can you be afraid of something that you have not known? How can you be afraid of the absolutely unknown, unfamiliar, strange? Fear can only exist with something which is known. No, when you say, “I am afraid of death” you are not afraid of death—you don’t know! Who knows?—death may be better than life. The fear is not of death, the fear is of time.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 20 | Posição 298-299 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:05:23
Fear, anxiety, a time neurosis—it is becoming chronic, it is almost as if it has become second nature to the Western mind, continuously alert that time is slipping away, and afraid.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 20 | Posição 305-307 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:19:38
You are ready even if death comes today, you are ready. You have known life—in fact you will welcome death because now a new opportunity opens, a new door, a new mystery is revealed: I have lived life, now death is knocking at the door; I will jump to open the door—“Come in!” Because life I have known, I would like to know you also.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 21 | Posição 308-310 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:21:14
His disciples started crying and weeping—and it was natural. Socrates opened his eyes and said, “Stop! What are you doing? Why are you crying and weeping? I have lived my life, and I have lived it totally. Now death is coming and I’m enthusiastic about it! I am waiting with such great love and longing, with hope. A new door opens, life reveals a new mystery.”
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 21 | Posição 315-320 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:24:12
“Problems were there in life also—I solved them, so if I am there and there are problems I will solve them—and it is always a joy to solve a problem, it gives a challenge. You take the challenge and you move into it, and when you solve it a great release of happiness happens.” The fear of death is fear of time, and the fear of time is, deeply, the fear of unlived moments, an unlived life. So what to do? Live more, and live more intensely. Live dangerously! It is your life, don’t sacrifice it for any sort of foolishness that has been taught to you. It is your life, live it. Don’t sacrifice it for words, theories, countries, politics. Don’t sacrifice it for anybody.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 22 | Posição 327-329 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:27:54
Don’t sacrifice yourself. You are here for yourself, for nobody else. And then live. And live in total freedom so intensely that every moment is transformed into eternity. If you live a moment intensely it is transformed into eternity. If you live a moment intensely you move into the vertical, you drop out of the horizontal.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 22 | Posição 327-329 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:28:57
Don’t sacrifice yourself. You are here for yourself, for nobody else. And then live. And live in total freedom so intensely that every moment is transformed into eternity. If you live a moment intensely it is transformed into eternity.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Sua nota na página 22 | Posição 337 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:31:58
Mari <3
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 22 | Posição 330-337 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:31:58
There are two ways of being related with time: One is just to swim on the surface of the ocean, another is to dive deep, to go to the depths. If you are just swimming on the ocean of time you will be always afraid because the surface is not the reality. The surface is not really the ocean, it is just the boundary, it is just the periphery. Go to the depth, move toward the depth. When you live a moment deeply you are no more part of time. If you have been in love, and deeply in love, time disappears. When you are with your beloved or your lover or your friend suddenly there is no time. You are moving in depth. If you have loved music, if you have a musical heart, you know time stops. If you have the sense of beauty, aesthetic sensibility and sensitiveness—look at a rose and time disappears, look at the moon and where is time? The clock immediately stops. The hands go on moving but time stops. If you have loved anything deeply you know that you transcend time. The secret has been revealed to you many times. Life itself reveals it to you.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Sua nota na página 23 | Posição 341 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:34:54
buddha e maconha
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 23 | Posição 338-341 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:34:54
Life would like you to enjoy. Life would like you to celebrate. Life would like you to participate so deeply that there is no repentance for the past, that you don’t remember the past, because every moment you go more and more deep—every moment life becomes more and more beautiful, more orgasmic, a peak experience, and by and by, when you become attuned to the peak, that becomes your abode. That’s how an enlightened man lives, he lives totally and moment to moment.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 23 | Posição 346-346 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:37:42
One great Zen Master has said: When sitting sit, when walking walk, above all, don’t wobble.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 23 | Posição 343-345 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:37:49
But remember well, when a man who has come to a deep understanding of his own being cuts wood, he simply cuts wood. There is nobody else there. In fact the cutter is not there, only the cutting of the wood, the chopping.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 23 | Posição 343-345 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:38:26
But remember well, when a man who has come to a deep understanding of his own being cuts wood, he simply cuts wood. There is nobody else there. In fact the cutter is not there, only the cutting of the wood, the chopping. The chopper is not there because the chopper is the past. When he eats he simply eats.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Sua nota na página 24 | Posição 359 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:46:36
Gancho/treinamento com tchanga! Percepção apurada, evolução do saborear!
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 24 | Posição 357-359 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:46:38
You lived all small waves of eating, drinking, sleeping, walking, making love, small waves, great waves, you lived—then comes the greatest wave. You die! You have to live that too in its totality. And then one is ready to die. That very readiness is the death of death itself.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 24 | Posição 327-361 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:48:18
Don’t sacrifice yourself. You are here for yourself, for nobody else. And then live. And live in total freedom so intensely that every moment is transformed into eternity. If you live a moment intensely it is transformed into eternity. If you live a moment intensely you move into the vertical, you drop out of the horizontal. There are two ways of being related with time: One is just to swim on the surface of the ocean, another is to dive deep, to go to the depths. If you are just swimming on the ocean of time you will be always afraid because the surface is not the reality. The surface is not really the ocean, it is just the boundary, it is just the periphery. Go to the depth, move toward the depth. When you live a moment deeply you are no more part of time. If you have been in love, and deeply in love, time disappears. When you are with your beloved or your lover or your friend suddenly there is no time. You are moving in depth. If you have loved music, if you have a musical heart, you know time stops. If you have the sense of beauty, aesthetic sensibility and sensitiveness—look at a rose and time disappears, look at the moon and where is time? The clock immediately stops. The hands go on moving but time stops. If you have loved anything deeply you know that you transcend time. The secret has been revealed to you many times. Life itself reveals it to you. Life would like you to enjoy. Life would like you to celebrate. Life would like you to participate so deeply that there is no repentance for the past, that you don’t remember the past, because every moment you go more and more deep—every moment life becomes more and more beautiful, more orgasmic, a peak experience, and by and by, when you become attuned to the peak, that becomes your abode. That’s how an enlightened man lives, he lives totally and moment to moment. Somebody asked a Zen Master: Since enlightenment what have you been doing? He said: I carry water from the well, I cut wood in the forest, when I feel hungry I eat, and when I feel sleepy I sleep, that’s all. But remember well, when a man who has come to a deep understanding of his own being cuts wood, he simply cuts wood. There is nobody else there. In fact the cutter is not there, only the cutting of the wood, the chopping. The chopper is not there because the chopper is the past. When he eats he simply eats. One great Zen Master has said: When sitting sit, when walking walk, above all, don’t wobble. Time is a problem because you have not been living rightly—it is symbolic, it is symptomatic. If you live rightly the problem of time disappears, the fear of time disappears. So, what to do? Each moment, whatsoever you are doing, do it totally. Simple things—taking a bath; take it totally, forget the whole world; sitting, sit; walking, walk, above all don’t wobble; sit under the shower and let the whole existence fall on you. Be merged with those beautiful drops of water falling on you. Small things: cleaning the house, preparing food, washing clothes, going for a morning walk—do them totally, then there is no need for any meditation. Meditation is nothing but a way to learn how to do a thing totally—once you have learned, make your whole life a meditation; forget all about meditations, let the life be the only law, let the life be the only meditation. And then time disappears. And remember, when time disappears, death disappears. Then you are not afraid of death. In fact you wait. Just think of the phenomenon. When you wait for death how can death exist? This waiting is not suicidal. This waiting is not pathological. You lived your life. If you have lived your life, death becomes the very peak of it all. Death is the climax of life, the pinnacle, the crescendo. You lived all small waves of eating, drinking, sleeping, walking, making love, small waves, great waves, you lived—then comes the greatest wave. You die! You have to live that too in its totality. And then one is ready to die. That very readiness is the death of death itself. That’s how people have come to know that nothing dies. Death is impotent if you are ready to live it, death is very powerful if you are afraid. Unlived life gives power to death. A totally lived life takes all power from death. Death is not.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Sua nota na página 24 | Posição 361 | Adicionado na data sexta-feira, 19 de julho de 2019, 20:49:10
bonito tambem
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 24 | Posição 363-364 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 00:43:50
Fear cannot be eliminated altogether, it cannot be mastered, it can only be understood. Understanding is the key word here. And only understanding brings mutation, nothing else. If you try to master your fear it will remain repressed,
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 25 | Posição 368-377 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 00:52:29
So fear has not to be mastered—it has not to be eliminated. It cannot be eliminated either, because fear contains a kind of energy and no energy can be destroyed. Have you seen that in fear you can have immense energy? Just as you can have in anger; they are both two aspects of the same energy phenomenon. Anger is aggressive and fear is nonaggressive. Fear is anger in a negative state; anger is fear in a positive state. When you are angry have you not watched how powerful you become, how great an energy you have? You can throw a big rock when you are angry; ordinarily you cannot even shake it. You become thrice, four times bigger when you are angry. You can do certain things you cannot do without anger. Or, in fear, you can run so fast that even an Olympic runner will feel jealous. Fear creates energy; fear is energy, and energy cannot be destroyed. Not a single iota of energy can be eliminated from existence. This has to be remembered constantly, otherwise you will do something wrong. You cannot destroy anything, you can only change its form. You cannot destroy a small pebble; a small grain of sand cannot be destroyed, it will only change its form. You cannot destroy a drop of water. You can turn it into ice, you can evaporate it, but it will remain. It will remain somewhere, it cannot go out of existence.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 26 | Posição 384-384 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 00:59:57
How can you look into the eyes of fear when you have already decided that it is your enemy?
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 26 | Posição 385-385 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:01:59
If you think it is something wrong, then you will try to bypass it, avoid it, neglect it.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 26 | Posição 388-389 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:03:00
There is no need to do anything else; understanding transforms it. What is fear? First, fear is always around some desire.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 26 | Posição 394-395 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:05:01
Fear is arising out of the desire to possess, it is a by-product; you want to possess, hence the fear. If you don’t want to possess, then there is no fear.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 27 | Posição 400-406 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:12:52
Only things can be possessed, not persons. A person is a freedom. A person is beautiful because of freedom. The bird is beautiful on the wing in the sky—you encage it and it is no longer the same bird, remember. It looks like it, but it is no longer the same bird. Where is the sky? Where is the sun, where are those winds, where are those clouds? Where is that freedom on the wing? All have disappeared. This is not the same bird. You love a woman because she is a freedom. Then you encage her: Then you go to the court and you get married, and you make a beautiful cage around her, maybe golden, studded with diamonds, but she is no longer the same woman. And now fear comes. You are afraid, afraid because the woman may not like this cage. She may hanker for freedom again. And freedom is an ultimate value, one cannot drop it.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 27 | Posição 408-410 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:15:04
Be nonpossessive, and then there is no fear. And when there is no fear, much of the energy that gets involved and caught up, locked up in fear, is available—and that energy can become your creativity. It can become a dance, a celebration.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 23 | Posição 340 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:28:58
"nao entendi" mari numa época de 201x
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 23 | Posição 334-340 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:28:58
O que também salvara Lóri é que sentia que se o seu mundo particular não fosse humano, também haveria lugar para ela, e com grande beleza: ela seria uma mancha difusa de instintos, doçuras e ferocidades, uma trêmula irradiação de paz e luta, como era humanamente, mas seria de forma permanente: porque se o seu mundo não fosse humano ela seria um bicho. Por um instante então desprezava o próprio humano e experimentava a silenciosa alma da vida animal. E era bom. “Não entender” era tão vasto que ultrapassava qualquer entender – entender era sempre limitado. Mas não entender não tinha fronteiras e levava ao infinito, ao Deus. Não era um não entender como um simples de espírito. O bom era ter uma inteligência e não entender. Era uma bênção estranha como a de ter loucura sem ser doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 23 | Posição 342-343 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:30:56
Sabia que aquilo era impossível e todas as vezes que pensara que se compreendera era por ter compreendido errado. Compreender era sempre um erro – preferia a largueza tão ampla e livre e sem erros que era não entender.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 23 | Posição 347-347 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:32:53
Ulisses, apesar de nunca ter viajado senão pelo Brasil, jamais lhe fizera perguntas turísticas.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 24 | Posição 352-353 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:42:58
– Nessa esquina, dissera ela a Ulisses com sua voz sempre mansa, eu me senti perdida, salva de algum naufrágio e jogada numa praia escura, fria, deserta.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 24 | Posição 354-355 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 01:44:20
Estar perdida não era a verdade corriqueira mas era a irrealidade que lhe vinha dar a noção de sua condição verdadeira.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 26 | Posição 394-398 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 02:05:58
e nunca lhe dissera que o “mal” muitas vezes voltava: o ar dentro dela tinha então cheiro de poeira molhada. Vai recomeçar, meu Deus? Perguntava-se então. E reunia toda a sua força para parar a dor. Que dor era? A de existir? A de pertencer a alguma coisa desconhecida? A de ter nascido? E depois, estancada a dor como se não tivesse sequer havido, exausta, após ter nadado quilômetros no universo vazio, ficara ofegante, jogava-se nas areias brilhantes de um planeta, imóvel, de bruços.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 61 | Posição 932-933 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 02:28:41
swords, pikes, sabres, halberds, battleaxes, bills, scimitars, maces, tridents, clubs, bows, crossbows, forks, and spears were all there.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 13 | Posição 199-200 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:30:36
O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito, Cheio de individualidade para quem repara…
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 13 | Posição 192-200 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:32:10
Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar, Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo. À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma, E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo. Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne, Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha, Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode acontecer de bom, São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada, Seja ela a leve senhora dos cumes dos montes, Seja ela a invasora lenta das ruas das cidades que vão leste-oeste, Seja A mulher que chora baixinho Entre o ruído da multidão em vivas… O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito, Cheio de individualidade para quem repara…
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 14 | Posição 202-204 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:32:56
Eu adoro todas as coisas E o meu coração é um albergue aberto toda a noite. Tenho pela vida um interesse ávido Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 14 | Posição 204 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:34:21
e emprestar à humanidade?
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 14 | Posição 204-204 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:34:22
empresto humanidade a tudo,
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 14 | Posição 206 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:35:08
Lafari
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 14 | Posição 205-206 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:35:08
Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 14 | Posição 208 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:38:25
osho - fear book
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 14 | Posição 206-208 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:38:25
E a minha ambição era trazer o universo ao colo Como uma criança a quem a ama beija. Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras, Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo Do que as que vi ou verei.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Sua nota na página 14 | Posição 209 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:39:28
'rave'
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 14 | Posição 209-209 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:39:28
feira
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 15 | Posição 217-221 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 04:44:17
Minha dor é velha Como um frasco de essência cheio de pó. Minha dor é inútil Como uma gaiola numa terra onde não há aves, E minha dor é silenciosa e triste Como a parte da praia onde o mar não chega. Chego às janelas Dos palác ios arruinados E cismo de dentro para fora Para me consolar do presente.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 29 | Posição 441-442 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 09:33:35
É uma delicadeza de vida que inclusive exige a maior coragem para aceitá-la.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 48594-48598 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 14:39:00
elanguescer |ê| v. tr., intr. e pron. 1. Tornar(-se) lânguido. = ABATER 2. Viver em langor. 3. Fazer perder ou perder as forças. = DEBILITAR, DEFINHAR, ENFRAQUECER 4. [Figurado] Diminuir de zelo ou ardor. • Sinônimo geral: ENLANGUESCER, LANGUESCER, LANGUIR ‣ Etimologia: latim elanguesco, -ere, tornar fraco, afrouxar, relaxar
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 54 | Posição 825-826 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 14:53:04
Eu fiquei tão sugestionado que desde então me considerei sobrevivente de um desastre que nunca conheci.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 55 | Posição 827-831 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 14:56:25
Foi no dia em que Pablo Neruda pisou terra espanhola pela primeira vez desde a Guerra Civil, na escala de uma lenta viagem pelo mar até Valparaíso. Passou conosco uma manhã de caça nas livrarias de livros usados, e na Porter comprou um livro antigo, desencadernado e murcho, pelo qual pagou o que seria seu salário de dois meses no consulado de Rangum. Movia-se através das pessoas como um elefante inválido, com um interesse infantil pelo mecanismo interno de cada coisa, pois o mundo parecia, para ele, um imenso brinquedo de corda com o qual se inventava a vida.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 57 | Posição 861-863 | Adicionado na data sábado, 20 de julho de 2019, 15:09:00
Assim que subiu a bordo, às seis da tarde, Neruda despediu-se de nós, sentou-se em uma mesa afastada, e começou a escrever versos fluidos com a caneta de tinta verde com que desenhava flores e peixes e pássaros nas dedicatórias de seus livros.
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 74 | Posição 1119-1121 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 03:59:31
To this the ten kings replied, “We are the King of Qinguang, the King of Chujiang, King Songdi, King Wuguan, King Yama, King Impartial, the King of Mount Tai, the Metropolitan King, the King of Biancheng, and the King of the Ever-turning Wheel.”
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La Peste (Albert Camus)
- Sua nota na página 4 | Posição 60 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 18:08:52
luiza
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 4 | Posição 60-61 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 18:08:52
sans y prendre garde
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3269-3269 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 19:44:30
It fit her very nicely around the ass.
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3276-3276 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:19:18
I kissed her viciously, bending her backwards.
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3278-3278 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:29:56
I walked her backwards into the bedroom, pushed her on to the bed and mauled her.
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3279-3279 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:30:46
I let my imagination
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3279-3279 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:30:57
I let my imagination go.
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Women (Charles Bukowski)
- Sua nota na página 214 | Posição 3280 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:31:53
Cravada brutal
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 214 | Posição 3280-3280 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:31:53
I played around a little, using different speeds, then anger thrusts, thrusts of love, teasing thrusts, brutal thrusts.
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 215 | Posição 3286-3287 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:47:39
“You fuck,” Liza told me, “with the enthusiasm of a man who is fucking for the first time and yet you fuck with a lot of inventiveness.”
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 215 | Posição 3295-3297 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 20:52:57
We got ready for bed. We got into bed and I mounted her. Without foreplay it was much more difficult but I finally got it in. I began to work. I worked and I worked. It was another hot night. It was like a recurring bad dream.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 88394-88396 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 21:10:42
shudder [ˈ∫Λdə] ■ v.1 tremer; estremecer2 abanar; dar solavancos; ♦ to shudder to a halt: parar de repente ■ s.1 arrepio2 abanão; solavanco
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 98201-98209 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 21:12:43
thrust [θrΛst] ■ v. (pretérito, particípio passado thrust)1 empurrar; atirar2 enfiar3 cravar ■ s.1 empurrão2 ataque; golpe; estocada3 ponto fulcral; ideia central4 propulsão ♢ thrust aside v. pôr de parte; rejeitar ♢ thrust on/upon v. impor a; impingir a; empurrar para col. thruster [ˈθrΛstə] s.1 indivíduo que lança uma estocada2 pessoa que abre o seu caminho, empurrando3 caçador demasiado impetuoso4 pessoa que procura se impor thrusting [ˈθrΛstɪŋ] adj. ambicioso; sem escrúpulos
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 98209 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 21:13:11
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 98201-98209 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 21:13:11
thrust [θrΛst] ■ v. (pretérito, particípio passado thrust)1 empurrar; atirar2 enfiar3 cravar ■ s.1 empurrão2 ataque; golpe; estocada3 ponto fulcral; ideia central4 propulsão ♢ thrust aside v. pôr de parte; rejeitar ♢ thrust on/upon v. impor a; impingir a; empurrar para col. thruster [ˈθrΛstə] s.1 indivíduo que lança uma estocada2 pessoa que abre o seu caminho, empurrando3 caçador demasiado impetuoso4 pessoa que procura se impor thrusting [ˈθrΛstɪŋ] adj. ambicioso; sem escrúpulos
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 217 | Posição 3324-3327 | Adicionado na data domingo, 21 de julho de 2019, 21:14:14
Maybe I needed practice. I went into my savagery routine, grabbing her by the hair, thrusting as if it was a rape. She liked it, or seemed to, making little delightful sounds. I savaged her some more, then suddenly she appeared to climax, making all the right sounds. That excited me and I came just at the end of hers. We cleaned up and went back to the pillows and the wine. Liza fell asleep with her head in my lap.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 96677-96678 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 11:06:12
tawny [ˈtɔːnɪ] adj. (comparativo -ier, superlativo -iest)1 amarelo-acastanhado; moreno; dourado2 (vinho) aloirado
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 66581 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 17:43:10
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 66580-66581 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 17:43:12
neighing [ˈneɪɪŋ] ■ adj. que relincha ■ s. rincho; relincho
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 2 | Posição 23-23 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 18:34:28
tinha-se com o ilícito uma tolerante familiaridade.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 3 | Posição 37-38 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 18:43:50
a repressão funciona, decerto, como condenação ao desaparecimento, mas também como injunção ao silêncio, afirmação de inexistência e, consequentemente, constatação de que, em tudo isso, não há nada para dizer, nem para ver, nem para saber.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 4 | Posição 49-52 | Adicionado na data segunda-feira, 22 de julho de 2019, 22:49:52
Explicam-nos que, se a repressão foi, desde a época clássica, o modo fundamental de ligação entre poder, saber e sexualidade, só se pode liberar a um preço considerável: seria necessário nada menos que uma transgressão das leis, uma suspensão das interdições, uma irrupção da palavra, uma restituição do prazer ao real, e toda uma nova economia dos mecanismos do poder; pois a menor eclosão de verdade é condicionada politicamente.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 28 | Posição 423-424 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:01:05
But that is the beauty of the rose flower, that’s why it is so beautiful—because it lives surrounded by death, it challenges death, it challenges the winds.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 29 | Posição 433-433 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:03:22
A single moment of deep love is eternity.
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The Book of Secrets: 112 Meditations to Discover the Mystery Within (Osho)
- Seu destaque na página 21 | Posição 317-320 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:13:51
So Dynamic Meditation is just to help them clean the place. And then they can use any method from the 112. It will not be difficult. If they, right now, directly try, they will fail. I have seen many people trying directly – reaching nowhere, because they are so full of garbage that first it has to be emptied out. Dynamic Meditation is of immense help.
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The Book of Secrets: 112 Meditations to Discover the Mystery Within (Osho)
- Seu destaque na página 22 | Posição 322-323 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:15:26
So first thing is something cathartic, which is absolutely necessary for the contemporary man. And then those silent methods can be used.
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Cien años de soledad (Edición ilustrada) (Gabriel García Márquez)
- Seu marcador de página na página 1 | Posição 15 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:19:31
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Cien años de soledad (Edición ilustrada) (Gabriel García Márquez)
- Seu marcador de página na página 1 | Posição 15 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 06:19:36
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 5 | Posição 71-73 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 10:02:50
Há dezenas de anos que nós só falamos de sexo fazendo pose: consciência de desafiar a ordem estabelecida, tom de voz que demonstra saber que se é subversivo, ardor em conjurar o presente e aclamar um futuro para cujo apressamento se pensa contribuir.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 6 | Posição 78-79 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 10:17:41
empregar um discurso onde confluem o ardor do saber, a vontade de mudar a lei e o esperado jardim das delícias — eis o que, sem dúvida, sustenta em nós a obstinação em falar do sexo em termos de repressão;
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 32 | Posição 484-486 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 12:12:29
Mas também sabia de uma coisa: quando estivesse mais pronta, passaria de si para os outros, o seu caminho era os outros. Quando pudesse sentir plenamente o outro estaria salva e pensaria: eis o meu porto de chegada. Mas antes precisava tocar em si própria, antes precisava tocar no mundo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 32 | Posição 488-489 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 12:13:11
Se saía desse ar longínquo era para olhá-la com um vago desejo que não parecia querer se tornar mais forte.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 33 | Posição 497-497 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 12:15:11
Você sente que há mais segurança na dor morna?
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 95732-95732 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 18:55:17
nebulosa |ó| s. f. Reflexo esbranquiçado de um numeroso agrupamento de estrelas distantes.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 57598-57599 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 18:57:30
estalactite |lâct| s. f. Concreção calcária suspensa da abóbada das grutas e produzida pela infiltração lenta das águas.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 7 | Posição 90-95 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 21:01:47
A afirmação de uma sexualidade que nunca fora dominada com tanto rigor como na época da hipócrita burguesia negocista e contabilizadora é acompanhada pela ênfase de um discurso destinado a dizer a verdade sobre o sexo, a modificar sua economia no real, a subverter a lei que o rege, a mudar seu futuro. O enunciado da opressão e a forma da pregação referem-se mutuamente; reforçam-se reciprocamente. Dizer que o sexo não é reprimido, ou melhor, dizer que entre o sexo e o poder a relação não é de repressão, corre o risco de ser apenas um paradoxo estéril. Não seria somente contrariar uma tese bem aceita. Seria ir de encontro a toda a economia, a todos os "interesses" discursivos que a sustentam.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 7 | Posição 97-99 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 21:06:06
Trata-se, em suma, de interrogar o caso de uma sociedade que desde há mais de um século se fustiga ruidosamente por sua hipocrisia, fala prolixamente de seu próprio silêncio, obstina-se em detalhar o que não diz, denuncia os poderes que exerce e promete liberar-se das leis que a fazem funcionar.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 7 | Posição 105-106 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 21:10:51
também, preciso perguntar por que hoje em dia nos culpamos tanto por ter outrora feito dele um pecado?
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Journey to the West (Wu Cheng-en)
- Seu destaque na página 94 | Posição 1430-1431 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 21:38:08
Take a look at what's written on my standard.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 119689 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 22:27:56
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 119682-119689 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 22:27:56
renhidamente adv. De modo renhido. ‣ Etimologia: renhido + -mente renhido adj. 1. Porfiado; debatido; disputado. 2. [Figurado] Sangrento. renhimento s. m. 1. Ato ou efeito de renhir. 2. Porfia; briga. renhir v. tr. e intr. 1. Travar combate. = COMBATER, CONTENDER, DISPUTAR 2. Questionar numa discussão. = CONTENDER, DISCUTIR • v. pron. 3. Ficar mais intenso. = INTENSIFICAR-SE ‣ Etimologia: espanhol reñir, do latim ringor, ringi, arreganhar os dentes, assanhar-se renhões s. m. pl. [Portugal: Trás-os-Montes] Testículos.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 5502 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:13:26
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 5502-5502 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:13:26
álgido adj. 1. Muito frio. 2. Afecção caracterizada por sensação de frio.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 139604 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:16:14
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 139598-139604 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:16:14
uberdade s. f. 1. Qualidade do que é úbere. 2. Abundância ou fartura de frutos ou de novidades. 3. Fecundidade da terra. = FERTILIDADE ‣ Etimologia: latim ubertas, -atis úbere s. m. 1. Glândula mamária. = MAMA, MAMILO, TETA • adj. 2 g. 2. Que produz muito. = ABUNDANTE, FARTO, FECUNDO, FÉRTIL ‣ Etimologia: latim uber, -eris, peito, mama; fecundidade; fecundo, fértil ubérrimo adj. 1. Muito úbere. 2. Muito abundante. ‣ Etimologia: latim uberrimus, -a, -um ubertoso |ô| adj. [Linguagem poética] Úbere. • Plural: ubertosos |ó|.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 2854 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:20:10
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 2847-2854 | Adicionado na data terça-feira, 23 de julho de 2019, 23:20:10
adstrição s. f. 1. Ação (e resultado) de substância adstringente. 2. Contração (do estômago). adstringência s. f. Qualidade de adstringente. adstringente adj. 2 g. 1. Que serve para apertar os tecidos vivos. • s. m. 2. Substância adstringente. 3. sabor adstringente: o que causa na língua uma sensação de aperto. adstringir v. tr. 1. Causar adstringência em. 2. Apertar, cerrar. 3. [Figurado] Constranger, obrigar. adstritamente adv. De modo adstrito. ‣ Etimologia: adstrito + -mente adstritivo adj. Que adstringe. adstrito adj. 1. Apertado. 2. Dependente, ligado. 3. Sujeito. 4. Restrito.
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A uma mulher (Breve Companhia) (vinicius de moraes)
- Seu destaque na página 5 | Posição 66-66 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 03:04:32
A onda solitária é o berço do amor e há uma música eterna nas formas invisíveis
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A uma mulher (Breve Companhia) (vinicius de moraes)
- Seu destaque na página 5 | Posição 67-67 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 03:09:55
Passa o teu braço sobre o que foi o triste destroço de um outro mar bem mais revolto
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A uma mulher (Breve Companhia) (vinicius de moraes)
- Seu destaque na página 5 | Posição 73-75 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 03:11:45
Não sentes que é preciso que ela vá, vá dar morada às algas que lhe cobrirão amorosamente o corpo Para fugir de ti que o cobrias apenas com a ardência imutável do teu desejo? Oh, o amor que abre os braços à piedade!…
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Love is a Dog From Hell (Charles Bukowski)
- Seu marcador de página na página 25 | Posição 382 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 08:58:05
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 89953-89958 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 12:47:03
smear [smɪə] ■ v.1 besuntar2 engordurar3 borratar; manchar4 difamar; enlamear fig. ■ s.1 mancha; nódoa2 difamação; ♦ smear campaign: campanha de difamação3 MEDICINA esfregaço; ♦ cervical smear: esfregaço cervical ♦ [GRÃ-BRETANHA] smear (test): teste de Papanicolau
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 89960 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 12:47:33
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 89953-89960 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 12:47:33
smear [smɪə] ■ v.1 besuntar2 engordurar3 borratar; manchar4 difamar; enlamear fig. ■ s.1 mancha; nódoa2 difamação; ♦ smear campaign: campanha de difamação3 MEDICINA esfregaço; ♦ cervical smear: esfregaço cervical ♦ [GRÃ-BRETANHA] smear (test): teste de Papanicolau smearing [ˈsmɪərɪŋ] s. ato de enodoar ou lambuzar smeary [ˈsmɪərɪ] adj.1 lambuzado; gorduroso2 com manchas ou nódoas
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Love is a Dog From Hell (Charles Bukowski)
- Seu marcador de página na página 34 | Posição 521 | Adicionado na data quarta-feira, 24 de julho de 2019, 20:32:24
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 5 | Posição 70-70 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 08:48:51
Ce sang rejeté le ramenait à sa préoccupation.
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Fear: Understanding and Accepting the Insecurities of Life (Osho)
- Seu destaque na página 29 | Posição 444-444 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 08:56:08
People who are full of fear cannot move beyond the known.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 107376 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:04:02
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 107375-107376 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:04:02
wiggling [ˈwɪglɪŋ] adj.1 sinuoso; com muitas curvas2 serpenteante; serpeante
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 229 | Posição 3510-3511 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:52:47
I don’t know why, but with each new woman it seemed like the first time, almost as if I had never been with a woman before.
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Women (Charles Bukowski)
- Sua nota na página 231 | Posição 3530 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:56:39
flerte
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 231 | Posição 3527-3530 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:56:40
She took a hit and then I kissed her. I pulled her head back by the hair. I forced her lips open. It was a long one. Then I let her go. “You like that, don’t you?” she asked. “To me it’s more personal and sexual than fucking.” “I think you’re right,” she said.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 66905 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:59:05
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 66902-66905 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 20:59:05
nibble [ˈnɪbəl] ■ s. mordidela; trinca ■ nibbles s.pl. coloquial aperitivos ■ v.1 depenicar (at, -); debicar (at, -)2 mordiscar
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Women (Charles Bukowski)
- Sua nota na página 236 | Posição 3608 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 21:50:32
atenta
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 236 | Posição 3607-3608 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 21:50:32
I was finally getting everything the boys in high school had gotten, the rich pretty well-dressed golden boys with their new automobiles, and me with my sloppy old clothes and broken down bicycle.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 43519 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:06:37
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 43516-43519 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:06:37
flick [flɪk] ■ s.1 pancada leve; movimento rápido2 (dedos) piparote3 [EUA] coloquial filme ■ v.1 mover(-se) rapidamente2 (pó, etc.) sacudir3 (chicote) zurzir4 (máquina) premir
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 92136 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:11:05
flerte
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 92133-92136 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:11:05
spurt [sp3ːt] ■ v.1 jorrar2 arrancar; correr ■ s.1 jorro; golfada2 acesso (of, de); ♦ a spurt of anger: um acesso de cólera
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 145980 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:13:05
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 145978-145980 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:13:05
zurzir v. tr. 1. Dar golpes ou desfechar pancadas em. = AÇOITAR, BATER, ESPANCAR, FUSTIGAR, MALTRATAR 2. Criticar severamente. 3. [Figurado] Afligir. 4. Magoar.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 111080 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:14:29
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 111077-111080 | Adicionado na data quinta-feira, 25 de julho de 2019, 22:14:29
premer |ê| v. tr. 1. Carregar ou fazer pressão em. = APERTAR, COMPRIMIR, PREMIR 2. Apertar para forçar a saída de líquido. = ESPREMER 3. [Figurado] Causar opressão. = OPRIMIR ‣ Etimologia: latim premo, -ere, fazer pressão
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Women (Charles Bukowski)
- Seu destaque na página 242 | Posição 3708-3709 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 13:19:35
I rubbed a finger along her cunt. Soon it got wet and began to open. I sank my finger in.
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Sua nota Posição 83031 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 13:21:46
flirt
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Dicionário Porto Editora de Inglês-Português para o Brasil / Porto Editora English-Brazilian Portuguese Dictionary (Porto Editora)
- Seu destaque Posição 83024-83031 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 13:21:47
rip [rɪp] ■ v. (pretérito, particípio passado -pp-)1 rasgar; romper2 arrancar ■ s. rasgão ♦ coloquial to let (it/her) rip: dar gás ♦ coloquial to let rip (at somebody): desatinar (com alguém) ♢ rip apart v. despedaçar ♢ rip off v.1 arrancar2 (objeto, clientes) roubar ♢ rip up v.1 rasgar em pedaços2 despedaçar
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 36 | Posição 546-546 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 19:53:45
clareira
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 37 | Posição 561-562 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:18:44
Seria talvez possível que a um certo ponto da vida o mundo se tornasse óbvio?
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 37 | Posição 566-567 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:26:17
Também não queria mais entrar numa igreja, nem que fosse apenas para respirar a penumbra fresca e recolhida.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 38 | Posição 570-571 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:37:11
Quem sofreria mais com isso era ela mesma, mas o principal é que com o seu sofrimento voluntário ofendia o Deus e então pouco lhe importava a dor.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 38 | Posição 576-577 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:38:51
Descobriu que até agora rezara para um eu-mesmo, só que poderoso, engrandecido e onipotente, chamando-o de o Deus e assim como uma criança via o pai como a figura de um rei.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 39 | Posição 582-583 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:41:45
Sabia que por enquanto doía muito e que depois ainda doeria mais pois sofreria a falta d’Aquele que, mesmo se não existisse, ela amava porque era uma célula dele.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 39 | Posição 582-586 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:43:23
Sabia que por enquanto doía muito e que depois ainda doeria mais pois sofreria a falta d’Aquele que, mesmo se não existisse, ela amava porque era uma célula dele. E talvez viesse a se salvar: porque a angústia era a incapacidade de enfim sentir a dor. Pensou: eu nunca tive a minha dor. Por falta de grandeza, sofrera suportavelmente tudo o que nela havia a sofrer. Mas agora sozinha, amando um Deus que não existia mais, talvez tocasse enfim na dor que era dela. Angústia também era o medo de sentir enfim a dor.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 40 | Posição 604-605 | Adicionado na data sexta-feira, 26 de julho de 2019, 20:51:42
Como explicar que, do longe de onde de dentro de si ela vinha, já era uma vitória estar semivivendo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 43 | Posição 648-651 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 00:29:52
– Eu disse para você – Ulisses, estou sendo. Ele examinou-a e por um momento estranhou-a, aquele rosto familiar de mulher. Ele se estranhou, e entendeu Lóri: ele estava sendo. Ficaram calados como se os dois pela primeira vez se tivessem encontrado. Estavam sendo. – Eu também, disse baixo Ulisses. Ambos sabiam que esse era um grande passo dado na aprendizagem.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 44 | Posição 671-674 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 04:38:38
Que faço da felicidade? Que faço dessa paz estranha e aguda, que já está começando a me doer como uma angústia, como um grande silêncio de espaços? A quem dou minha felicidade, que já está começando a me rasgar um pouco e me assusta. Não, não quero ser feliz. Prefiro a mediocridade. Ah, milhares de pessoas não têm coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que é sentir-se feliz e preferem a mediocridade.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 45 | Posição 681-683 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 04:44:09
Já que não tinha sono, foi à cozinha esquentar o café. Pôs açúcar demais na xícara e o café ficou horrível. Isto levou-a a uma realidade mais cotidiana. Descansou um pouco de ser.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 48 | Posição 723-724 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 19:15:27
A coragem de Lóri é a de, não se conhecendo, no entanto prosseguir, e agir sem se conhecer exige coragem.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 50 | Posição 760-761 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 22:44:29
Na sua humildade esquecia que ela mesma era fonte de vida e de criação.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 53 | Posição 802-804 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 23:26:24
Inclusive os adolescentes, que eram de rosto puro, à medida que iam vivendo fabricavam a própria máscara. E com muita dor. Porque saber que de então em diante se vai passar a representar um papel que era de uma surpresa amedrontadora. Era a liberdade horrível de não ser. E a hora da escolha.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 53 | Posição 808-808 | Adicionado na data sábado, 27 de julho de 2019, 23:49:38
Escolher a própria máscara era o primeiro gesto voluntário humano. E solitário.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 57 | Posição 859-859 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 01:01:24
disse ela naquele diálogo incongruente em que pareciam se entender,
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 61 | Posição 916-921 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 06:23:18
– Não precisa responder, sorriu ele. Assim como o seu dom de atração age em mim... Você sabe, disse com simplicidade, que nós dois somos atraentes como homem e mulher. Lóri, já esquentada pelo uísque, sorriu a tanta franqueza. – Você sorriu! Você sabe o que lhe aconteceu? Você sorriu sem pudor! Ah, Lóri, quando você aprender vai ver o tempo que perdeu. A tragédia de viver existe sim e nós a sentimos. Mas isso não impede que tenhamos uma profunda aproximação da alegria com essa mesma vida. – Não posso! quase gritou Lóri, não posso, estou perdida. E se me aproximar do que você fala ficarei confusa para sempre.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 61 | Posição 926 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 06:25:57
flerte
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 61 | Posição 926-926 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 06:25:57
a testa se perlava de gotas de suor que terminavam escorrendo pelo rosto.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 64 | Posição 979-980 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 18:19:18
Só a própria pessoa podia exprimir a si própria o inexprimível cheiro do peixe cru – não em palavras: o único modo de exprimir era sentir de novo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 65 | Posição 996-997 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 19:12:44
o sabor de uma fruta está no contato da fruta com o paladar e não na fruta mesmo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 66 | Posição 1002-1010 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 19:43:52
Mas num sábado de manhã, enquanto ela estava na cama sem coragem de enfrentar a temperatura fora dos cobertores, tocou o telefone. Ela deu um salto para fora da cama, mas femininamente deixou como sempre o telefone tocar algumas vezes mais para não demonstrar sua avidez, caso fosse Ulisses. Era Ulisses e ele perguntava se ela não queria almoçar na Floresta da Tijuca. Ela se controlou para não gritar que sim. Disse disfarçando: – Hoje? – Passo de carro aí à uma hora da tarde. Ela nem precisava pensar no que ia vestir, tanto já sabia: iria com a saia xadrez de lã e o suéter vermelho que também para si comprara, quando comprara o das crianças. De seu próprio guarda-chuva vermelho não ia precisar, já que Ulisses a apanharia à porta de casa. O que era uma pena. O seu guarda-chuva vermelho quando aberto parecia um pássaro escarlate de asas transparentes abertas. Então resolveu que sairia de casa quinze minutos antes da uma, para esperá-lo de guarda-chuva vermelho aberto.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 69 | Posição 1049-1050 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:13:05
Ah, e dizer que isso ia acabar. Que por si mesmo não podia durar. Não, ela não se referia ao fogo, referia-se ao que sentia.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 50616-50619 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:22:35
encarneirado adj. 1. Diz-se do mar quando nele se elevam pequenas ondas brancas; e do céu, quando coberto de pequenas nuvens que parecem formar ondas. 2. Diz-se do céu quando nele se formam nuvens brancas arredondadas que se assemelham a montanhas cobertas de neve ou a algodão. ‣ Etimologia: particípio de encarneirar
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 50625 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:23:09
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 50621-50626 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:23:09
encarniçado adj. 1. Sedento de carniça. 2. Assanhado; furioso; cruel; feroz; sanguinário. encarniçamento s. m. 1. Ato de encarniçar-se (o animal na presa). 2. Aferro; fúria, pertinácia (em perseguir ou combater). 3. Paixão, obstinação pertinaz. encarniçar v. tr. 1. Deitar a carniça (aos cachorros). 2. Assanhar (os que brigam). 3. Incitar (os que se querem mal). • v. pron. 4. Perseguir com fúria e ódio; enfurecer-se.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 75752 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:52:38
FLERTE
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 75750-75752 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:52:38
impingir v. tr. 1. Dar com força. = PESPEGAR 2. Constranger a ouvir, a comprar ou a aceitar (coisa molesta). ‣ Etimologia: latim impingo, -ere, espetar, enterrar, plantar, pregar, lançar, atirar, impelir
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 106140 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:53:40
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 106139-106140 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:53:40
pespegar v. tr. 1. [Informal] Dar, aplicar, assentar com força. 2. Impingir. 3. Colocar, postar.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 70 | Posição 1065-1066 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 20:56:05
“Abandonar-me logo quando eu estava...”, não concluía o pensamento numa frase porque não sabia ao certo em que “já estava”.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 72 | Posição 1095-1099 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 21:16:06
Agora ia sem preguiça às cinco da manhã, quando o cheiro do mar ainda não usado a deixava tonta de alegria. Era a maresia, palavra feminina, mas para Lóri o cheiro maresia era masculino. Ia às cinco horas da manhã porque era a hora da grande solidão do mar. Às vezes passava pela calçada um homem passeando o seu cachorro, só isso. Como explicar que o mar era o seu berço materno mas que o cheiro era todo masculino? Talvez se tratasse da fusão perfeita. Além do que, de madrugada, as espumas pareciam mais brancas.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 73 | Posição 1106-1108 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 21:33:03
Milagres, não. Mas as coincidências. Vivia de coincidências, vivia de linhas que incidiam e se cruzavam e, no cruzamento, formavam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que era mais feito de segredo. Mal falasse das coincidências, e já estaria falando em nada.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 73 | Posição 1119 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 21:47:42
babacao mas bela frase
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 73 | Posição 1118-1119 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 21:47:43
É através da boca que você passará a comer o mundo, e então a escuridão de teus olhos não vai se aclarar mas vai iridescer.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 74 | Posição 1124-1125 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 22:08:11
O que era aquilo tão violento que a fazia pedir clemência a si mesma? Era a vontade de destruir, como se para destruir tivesse nascido.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 93754 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 22:35:38
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 93754-93754 | Adicionado na data segunda-feira, 29 de julho de 2019, 22:35:38
mordaz adj. 2 g. 1. Que morde. 2. Mordente, corrosivo. 3. Satírico; maledicente.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 113833 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 00:39:26
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 113825-113833 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 00:39:26
pungência s. f. Qualidade do que é pungente. ‣ Etimologia: pungir + -ência pungente adj. 2 g. 1. Que punge. = PICANTE 2. [Figurado] Doloroso ou comovedor. ‣ Etimologia: latim pungens, -entis, particípio presente de pungo, -ere, picar, furar pungentemente adv. De modo pungente. ‣ Etimologia: pungente + -mente pungimento s. m. 1. Ato ou efeito de pungir. 2. Compunção; dor moral. pungir v. tr. 1. Picar. 2. [Figurado] Estimular; incitar. 3. Atormentar; afligir. 4. Magoar moralmente. 5. Sentir-se comovido por. • v. intr. 6. Sair com dor. 7. Começar a apontar ou a aparecer (a barba, a vegetação). ‣ Etimologia: latim pungo, -ere, picar, furar pungitivo adj. 1. Pungente. 2. Agudo; penetrante.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 58 | Posição 886-887 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:08:06
Contagiada por sua placidez, Maria enroscou-se no assento e abandonou-se ao rumor da chuva.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Sua nota na página 58 | Posição 887 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:09:07
…Carol... Mar
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 61 | Posição 922-923 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:30:36
Era a responsável pelos casos difíceis, e duas reclusas tinham morrido estranguladas com seu braço de urso-polar adestrado na arte de matar por descuido.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 61 | Posição 928-929 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:35:31
pois a encontraram sem sentidos num pântano de suas próprias misérias.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 73905 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:38:15
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 73904-73905 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:38:16
hirto adj. 1. Inteiriçado; ríspido. 2. Ereto. 3. Crespo; hirsuto. 4. Muito teso. 5. Imóvel.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 73905 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:39:46
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 73899-73905 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:39:46
hirsuto adj. 1. Que tem pelos longos e bastos. = CABELUDO, CERDOSO, VILOSO 2. Que não está composto ou cuidado (ex.: cabeleira hirsuta). = EMARANHADO, ENRIÇADO 3. [Figurado] Que não tem delicadeza ou cortesia. = GROSSEIRO, RÍSPIDO, RUDE ≠ DOCE, DELICADO, POLIDO ‣ Etimologia: latim hirsutus, -a, -um hirtamente adv. De modo hirto. ‣ Etimologia: hirto + -mente hirteza |ê| s. f. Qualidade do que é hirto. hirto adj. 1. Inteiriçado; ríspido. 2. Ereto. 3. Crespo; hirsuto. 4. Muito teso. 5. Imóvel.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 63 | Posição 952-953 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 09:55:11
De volta para casa na caminhonete adaptada para as funções públicas viu o esplendor da primavera nas palmeiras do Paseo de Gracia, e foi estremecido pelo pensamento funesto de como poderia ser a cidade sem Maria.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 122320 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:08:24
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 122318-122320 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:08:24
rogar v. tr. 1. Pedir por favor. 2. Pedir com instância, suplicar. • v. intr. 3. Fazer súplicas. 4. fazer-se rogar: gostar que lhe peçam com muito empenho; fazer-se rogado. 5. assalariar para trabalhos campesinos. • Confrontar: rojar.
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu marcador de página na página 63 | Posição 964 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:08:52
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Doze Contos Peregrinos (Gabriel Garcia Márquez)
- Seu destaque na página 66 | Posição 1000-1000 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:27:55
Mas conseguiu superar tudo até a noite em que Maria não voltou para casa.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 134555 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:56:10
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 134549-134555 | Adicionado na data terça-feira, 30 de julho de 2019, 10:56:11
teso |ê| adj. 1. Tenso, esticado. 2. Inteiriçado, imóvel. 3. Firme, rijo, forte. 4. Intrépido. 5. Impetuoso. 6. Decidido. 7. Enérgico. 8. Ríspido. 9. Renhido. 10. Íngreme. 11. [Gíria] Sem dinheiro. • s. m. 12. Monte ou cerro alcantilado ou íngreme. 13. Cimo do monte. 14. [Brasil] Parte elevada do terreno que, numa superfície inundada, fica acima do nível das águas (Amazônia). 15. Terreno mais alto que fica junto à barranca do rio (Rio Grande do Sul). 16. Morro quase a pique. 17. teso como um pau: arrogante, vaidoso e presumido.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 79 | Posição 1206 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:07:41
pesquisa
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 79 | Posição 1205-1206 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:07:41
A letra da música era de um nome que a encantava com sua estranheza e ela pediu a Ulisses que o pronunciasse o que ele fez com facilidade: Zdenek Rytir. E a música, que ela jamais viria a ouvir, era de Karel Svoboda.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 81 | Posição 1225-1229 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:36:03
Pelos minutos de alegria por que passara, Lóri soube que a pessoa devia deixar-se inundar pela alegria aos poucos – pois era vida nascendo. E quem não tivesse força de ter prazer, que antes cobrisse cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar o grande da vida. Essa película podia consistir em Lóri em qualquer ato formal, em qualquer tipo de silêncio, em aulas aos alunos ou em várias palavras sem sentido: era o que ela fazia. Pois o prazer não era de se brincar com ele. O prazer era nós.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 81 | Posição 1229-1230 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:37:48
E em Lóri o prazer, por falta de prática, estava no limiar da angústia.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 82 | Posição 1241-1243 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:43:12
De novo Ulisses a ajudara, sobretudo com o tom de sua voz que era muito rica em inflexões. E Lóri pensou que talvez essa fosse uma das experiências humanas e animais mais importantes: a de pedir mudamente socorro e mudamente este socorro ser dado.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 82 | Posição 1248-1249 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 01:46:26
Lóri nunca esqueceria a ajuda que recebera quando ela só conseguiria gaguejar de medo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 85 | Posição 1289 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 02:27:58
tsfn
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 85 | Posição 1287-1289 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 02:27:58
Mas também seria por vezes tomada de um êxtase de prazer puro e legítimo que ela mal podia adivinhar. Aliás já estava adivinhando porque se sentiu sorrindo e também sentiu uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 89 | Posição 1356 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 10:21:01
flerte
chuva preta ou cinza, auréola
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 89 | Posição 1356-1356 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 10:21:01
nimbo
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 93 | Posição 1425-1426 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 11:16:19
Algumas noites depois estava dormindo. E embora parecesse contradição, suavemente de repente o prazer de estar dormindo a acordara num macio sobressalto.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 94 | Posição 1436-1437 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 11:51:14
O que lhe veio foi a levemente assustadora certeza de que os nossos sentimentos e pensamentos são tão sobrenaturais como uma história passada depois da morte.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 95 | Posição 1455-1455 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 12:39:30
Ela não estava habituada a prescindir do consolo.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 97 | Posição 1479-1480 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 12:54:43
E para Lóri era bom porque a cabeça do homem ficava perto dos joelhos e perto de suas mãos, no seu regaço que era a sua parte mais quente.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 97 | Posição 1486 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 12:56:44
flerte
espraiar
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 97 | Posição 1485-1486 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 12:56:44
percebeu que nesse seu espraiar-se é que estava o prazer ainda perigoso de ser.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 98 | Posição 1503 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 13:02:37
para mari
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 98 | Posição 1502-1503 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 13:02:37
Lóri estava perplexa ao notar que mesmo no amor tinha-se que ter bom senso e senso de medida.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 101 | Posição 1535-1536 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 21:04:33
Ela não queria nada senão aquilo mesmo que lhe acontecia: ser uma mulher no escuro ao lado de um homem que dormia.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 101 | Posição 1547-1548 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 21:23:41
A precariedade da verdadeira vida em si mesma desolava-a.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 102 | Posição 1564-1564 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 21:40:30
Lóri pôde enfim falar com ele de igual para igual.
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Uma aprendizagem: ou O Livro dos prazeres (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 105 | Posição 1598-1599 | Adicionado na data quarta-feira, 31 de julho de 2019, 21:55:10
Você acha que eu ofendo a minha estrutura social com a minha enorme liberdade? – Claro que sim, felizmente. Porque você acaba de sair da prisão como ser livre, e isso ninguém perdoa.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 143302 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 10:58:26
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 143301-143302 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 10:58:26
vincada s. f. Vinco; rego. vincar v. tr. Fazer vincos ou dobras em. = ENRUGAR
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 143311 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 10:59:43
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 143308-143312 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 10:59:43
vinco s. m. 1. Marca deixada por uma dobra. 2. Sulco ou vestígio deixado por uma pancada, pela passagem de uma roda, por um cordão, que se apertou em volta de um corpo, por uma unhada, etc. 3. Vergão; arganel. 4. Primeira camada, imediata à côdea inferior da broa, quando esta sai do forno mal cozida. 5. [Portugal: Estremadura] Quantidade de azeitona que a moenda leva de cada vez.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 9 | Posição 134-135 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 18:36:50
Em suma, trata-se de determinar, em seu funcionamento e em suas razões de ser, o regime de poder—saber—prazer que sustenta, entre nós, o discurso sobre a sexualidade humana.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 10 | Posição 142 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 18:39:13
jung, mixed feelings
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 10 | Posição 140-142 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 18:39:13
Que caminhos lhe permitem atingir as formas raras ou quase imperceptíveis do desejo, de que maneira o poder penetra e controla o prazer cotidiano — tudo isso com efeitos que podem ser de recusa, bloqueio, desqualificação mas, também, de incitação, de intensificação, em suma, as "técnicas polimorfas do poder".
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 12 | Posição 181-183 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 20:38:38
Mas o essencial é a multiplicação dos discursos sobre o sexo no próprio campo do exercício do poder: incitação institucional a falar do sexo e a falar dele cada vez mais; obstinação das instâncias do poder a ouvir falar e a fazê-lo falar ele próprio sob a forma da articulação explícita e do detalhe infinitamente acumulado.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 14 | Posição 199-200 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 21:13:47
Uma dupla evolução tende a fazer, da carne, a origem de todos os pecados e a deslocar o momento mais importante do ato em si para a inquietação do desejo,
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 15 | Posição 215-216 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 21:20:32
Coloca-se um imperativo: não somente confessar os atos contrários à lei, mas procurar fazer de seu desejo, de todo o seu desejo, um discurso.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 15 | Posição 217-218 | Adicionado na data quinta-feira, 1 de agosto de 2019, 21:26:20
A pastoral cristã inscreveu, como dever fundamental, a tarefa de fazer passar tudo o que se relaciona com o sexo pelo crivo interminável da palavra.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 18 | Posição 270-271 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:05:55
cumpre falar do sexo como de uma coisa que não se deve simplesmente condenar ou tolerar mas gerir, inserir em sistemas de utilidade, regular para o bem de todos, fazer funcionar segundo um padrão ótimo.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 18 | Posição 268-271 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:06:18
Deve-se falar do sexo, e falar publicamente, de uma maneira que não seja ordenada em função da demarcação entre o lícito e o ilícito, mesmo se o locutor preservar para si a distinção (é para mostrá-lo que servem essas declarações solenes e liminares); cumpre falar do sexo como de uma coisa que não se deve simplesmente condenar ou tolerar mas gerir, inserir em sistemas de utilidade, regular para o bem de todos, fazer funcionar segundo um padrão ótimo. O sexo não se julga apenas, administra-se.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 132 | Posição 2011-2012 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:28:32
{11} C.-J. Herbert, Essai sur la police générale des grains (1753), pp. 320-321.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 19 | Posição 281-286 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:29:06
Os governos percebem que não têm que lidar simplesmente com sujeitos, nem mesmo com um "povo", porém com uma "população", com seus fenômenos específicos e suas variáveis próprias: natalidade, morbidade, esperança de vida, fecundidade, estado de saúde, incidência das doenças, forma de alimentação e de habitat. Todas essas variáveis situam-se no ponto de intersecção entre os movimentos próprios à vida e os efeitos particulares das instituições: "Os Estados não se povoam conforme a progressão natural da propagação, mas em razão de sua indústria, de suas produções e das diferentes instituições... Os homens se multiplicam como as produções do solo e na medida das vantagens e dos recursos que encontram nos seus trabalhos". {11}
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 20 | Posição 290-292 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:35:25
É verdade que já há muito tempo se afirmava que um país devia ser povoado se quisesse ser rico e poderoso. Mas é a primeira vez em que, pelo menos de maneira constante, uma sociedade afirma que seu futuro e sua fortuna estão ligados não somente ao número e à virtude dos cidadãos, não apenas às regras de casamentos e à organização familiar, mas à maneira como cada qual usa seu sexo.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 20 | Posição 295 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:41:04
1984 - quando os departamentos mudavam coisas nos fatos jornalisticos - gancho
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 20 | Posição 294-296 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:41:04
passa-se das teses maciçamente populacionistas da época mercantilista, às tentativas de regulação mais finas e bem calculadas, que oscilarão, segundo os objetivos e as urgências, em direção natalista ou antinatalista.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 20 | Posição 296-297 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:43:48
Surge a análise das condutas sexuais, de suas determinações e efeitos, nos limites entre o biológico e o econômico.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 20 | Posição 299 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:50:23
"Deliberada"
Antes estava no campo do ser
Agora, no do escolher
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 20 | Posição 297-299 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 16:50:24
Aparecem também as campanhas sistemáticas que, à margem dos meios tradicionais — exortações morais e religiosas, medidas fiscais — tentam fazer do comportamento sexual dos casais uma conduta econômica e política deliberada.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 21 | Posição 310-313 | Adicionado na data sexta-feira, 2 de agosto de 2019, 20:33:48
Não se deve fazer divisão binária entre o que se diz e o que não se diz; é preciso tentar determinar as diferentes maneiras de não dizer, como são distribuídos os que podem e os que não podem falar, que tipo de discurso é autorizado ou que forma de discrição é exigida a uns e outros. Não existe um só, mas muitos silêncios e são parte integrante das estratégias que apóiam e atravessam os discursos.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 21 | Posição 316-317 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 00:09:11
Todos os detentores de uma parcela de autoridade se colocam num estado de alerta perpétuo: reafirmado sem trégua pelas disposições, pelas precauções tomadas, e pelo jogo das punições e responsabilidades.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 54593 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:03:42
flerte
'escamoteou-me o membro'
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 54591-54593 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:03:44
escamotear v. tr. 1. Empalmar. 2. Fazer desaparecer de modo que não se perceba. 3. [Figurado] Roubar com sutileza. • v. intr. 4. Fazer sorte de escamoteação. 5. Empalmar.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 96571 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:04:41
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 96570-96571 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:04:41
nímio adj. Que existe em demasia. = DEMASIADO, DESMEDIDO, EXCESSIVO, SOBEJO ‣ Etimologia: latim nimius, -a, -um
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 96589-96591 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:06:49
ninfolepsia s. f. Misantropia que leva a procurar a solidão dos bosques. ‣ Etimologia: grego númphê, -ês, esposa, ninfa, larva de abelha + grego lépsis, -eos, ação de agarrar, ação de receber + -ia
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 38024 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:14:01
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 38022-38024 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 10:14:01
crápula s. f. 1. Devassidão grosseira. 2. Desregramento habitual e abjeto. 3. Libertinagem. • s. m. 4. Indivíduo crapuloso. crapuloso |ô| adj. Libertino; devasso; em que há crápula. • Plural: crapulosos |ó|.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 26 | Posição 384-386 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:28:23
Do singular imperativo, que impõe a cada um fazer de sua sexualidade um discurso permanente, aos múltiplos mecanismos que, na ordem da economia, da pedagogia, da medicina e da justiça incitam, extraem, organizam e institucionalizam o discurso do sexo, foi imensa a prolixidade que nossa civilização exigiu e organizou.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 26 | Posição 388-389 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:29:14
convencemo-nos por um estranho escrúpulo de que dele não falamos nunca o suficiente,
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 34203 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:36:54
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 34189-34203 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:36:55
concubinar v. pron. 1. Amancebar-se. 2. [Figurado] Conluiar-se. 3. Conchavar-se. • Nota: usa-se apenas como verbo pronominal. concubinário adj. s. m. Que ou aquele que tem concubina. concubinato s. m. 1. Estado do homem e da mulher que vivem como casados. 2. Mancebia. ‣ Etimologia: latim concubinatus, -us concúbito s. m. 1. União carnal. = COITO, CÓPULA, COPULAÇÃO 2. Coabitação. ‣ Etimologia: latim concubitus, -us conculcador |ô| adj. s. m. 1. Que ou aquele que conculca. 2. Desprezador. conculcar v. tr. 1. Pisar aos pés. 2. [Figurado] Desprezar. 3. Menosprezar. 4. Aviltar. concunhado s. m. Cunhado de um dos cônjuges (em relação ao outro). ‣ Etimologia: con- + cunhado concupiscência s. f. 1. Desejo imoderado de satisfazer a sensualidade. 2. Apetite sensual. ‣ Etimologia: latim concupiscentia, -ae concupiscente adj. 2 g. Que tem concupiscência. ‣ Etimologia: latim concupiscens, -entis, particípio presente de concupisco, -ere, cobiçar, desejar ardentemente concupiscentemente adv. De modo concupiscente. ‣ Etimologia: concupiscente + -mente concupiscível adj. 2 g. Que desperta a concupiscência. ‣ Etimologia: latim concupiscibilis, -e, que pode ser cobiçado
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 34043 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:41:13
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 34041-34043 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:41:13
conchavar v. tr. 1. Ligar. 2. Encaixar. 3. Combinar, ajustar, conluiar. • v. pron. 4. [Brasil] Entrar para o serviço de alguém ou de uma casa. ‣ Etimologia: latim conclavo, -are, pregar juntamente, não deixar sair
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 87301 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:43:19
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 87296-87301 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:43:20
mancebia s. f. 1. Estado de quem vive amancebado. 2. Vida dissoluta. 3. [Antigo] Lupanar; alcoice. 4. [Pouco usado] Juventude. mancebil adj. 2 g. Relativo a mancebo. mancebo |ê| s. m. 1. Homem muito moço; rapaz. 2. Fasquia para amparar tábuas de forro; velador. • adj. 3. Juvenil, moço. 4. [Portugal: Regionalismo] Pedaço de pau onde se pendura a candeia. 5. [Brasil] Cabide de braços.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 6637 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:46:16
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 6632-6637 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:46:16
amancebado adj. 1. Que vive em mancebia, que se amancebou. • s. m. 2. Amásio. amancebar v. pron. 1. [Depreciativo] Ligar-se maritalmente a alguém, sem laços de casamento; tomar concubina, amante. = AMANTIZAR-SE, AMASIAR-SE, AMIGAR-SE, JUNTAR-SE 2. [Pouco usado] Ligar-se a algo que pode ser prejudicial. 3. [Pejorativo] Estabelecer relação com. = ALIAR-SE, ASSOCIAR-SE ‣ Etimologia: a- + mancebo + -ar • Nota: usa-se apenas como verbo pronominal.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 26 | Posição 396-398 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 11:48:58
entre a objetivação do sexo nos discursos racionais e o movimento pelo qual cada um é colocado na situação de contar seu próprio sexo produziu-se, a partir do século XVIII, toda uma série de tensões, conflitos, esforços de ajustamento, e tentativas de retranscrição.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 28 | Posição 417-418 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 12:12:29
fábula indispensável à economia infinitamente proliferante do discurso sobre o sexo.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 28 | Posição 418-419 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 12:13:02
O que é próprio das sociedades modernas não é o terem condenado o sexo a permanecer na obscuridade, mas sim o terem-se devotado a falar dele sempre, valorizando-o como o segredo.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 100571-100582 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 16:44:34
pachocho |ô| s. m. 1. [Plebeísmo] Vulva. 2. [Portugal: Regionalismo] Indivíduo apalermado. • Plural: pachochos |ô|. pachola |ó| s. 2 g. 1. Pessoa boa, simples, ingênua, para quem tudo está bem. 2. Pessoa preguiçosa, vadia. 3. Pessoa chalaceadora, gracejadora, brincalhona. • adj. 2 g. 4. Bom; bonito; embelezado. pacholamente adv. De modo pachola. ‣ Etimologia: pachola + -mente pacholice s. f. 1. Dito ou ato de pachola. 2. Ingenuidade, simplicidade. 3. Preguiça, vadiagem. 4. Brincadeira, gracejo. 5. Asneira, besteira. 6. Obscenidade, comportamento ou expressão pesada, grosseira. pachorra |ô| s. f. 1. Vagar; lentidão. 2. Paciência. 3. Lerdice. pachorrentamente adv. De modo pachorrento. ‣ Etimologia: pachorrento + -mente pachorrento adj. 1. Que tem ou revela pachorra. = PACIENTE 2. Que é feito com pachorra. = PACIENTE 3. Que se mexe ou age com lentidão. = INDOLENTE, LENTO, VAGAROSO ‣ Etimologia: pachorra + -ento pachouchada s. f. 1. Dito asnático ou obsceno. 2. Tolice, disparate.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 4 | Posição 59-61 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 19:08:55
Eu medito sem palavras e sobre o nada. O que me atrapalha a vida é escrever. E – e não esquecer que a estrutura do átomo não é vista mas sabe-se dela.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 5 | Posição 70-70 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 19:16:29
A verdade é sempre um contato interior e inexplicável.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 5 | Posição 70-71 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 19:17:07
A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 5 | Posição 76-77 | Adicionado na data sábado, 3 de agosto de 2019, 19:23:31
Só não inicio pelo fim que justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida – porque preciso registrar os fatos antecedentes.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 16060-16061 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 06:55:34
azo s. m. 1. Ocasião. 2. Motivo, causa. 3. Pretexto. 4. Jeito, facilidade.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 106597-106598 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 07:52:29
pícaro adj. 1. Falto de honra e de vergonha. 2. Patife, velhaco. 3. Malicioso, astuto. 4. Que com arte e dissimulação logra o que deseja. 5. Ridículo.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 106598 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 07:52:49
Visão
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 6 | Posição 90-91 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 07:55:48
No sé si ustedes lo han visto alguna vez. Yo sólo lo vi en aquella ocasión. Era un relámpago vestido de arco iris.
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La Peste (Albert Camus)
- Sua nota na página 7 | Posição 100 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 15:04:42
pronúncia
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 7 | Posição 99-100 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 15:04:42
– Qu’est-ce que c’est que cette histoire de rats ?
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 127316 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 15:33:37
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 127310-127316 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 15:33:39
sibila s. f. 1. Mulher a quem os antigos atribuíam o dom da profecia e o conhecimento do futuro. 2. [Popular] Bruxa. sibilação s. f. 1. Ato ou efeito de sibilar. 2. Silvo, assobio. 3. [Patologia] Ruído especial análogo a um silvo pouco intenso que se percebe em certas doenças dos órgãos respiratórios. sibilante adj. 2 g. Que sibila. sibilar v. intr. 1. Assoprar produzindo um silvo agudo e prolongado. 2. Silvar, assobiar. sibilinamente adv. De modo sibilino. ‣ Etimologia: sibilino + -mente
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 8 | Posição 117-117 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 17:38:10
allá.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 8 | Posição 114-117 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 17:38:24
Mi padre se había casado en segundas nupcias con doña Trinidad Canda Marverde, mi madrastra. Me parece increíble tener que dar este nombre al ángel tutelar de mi infancia. Era diligente y dulce, tenía sentido de humor campesino, una bondad activa e infatigable. Apenas llegaba mi padre, ella se transformaba sólo en una sombra suave como todas las mujeres de entonces y de allá.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 10 | Posição 147 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 19:33:41
infância
paloma
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 10 | Posição 146-147 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 19:33:41
Combatíamos, a veces, en el gran galpón cerrado, con bellotas de encina.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 10 | Posição 149-149 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:14:44
torpemente
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 11 | Posição 154 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:23:17
flerte
loba Carol
aullido en mis orejas
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 11 | Posição 154-154 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:23:17
Yo lo perseguía y cuando lo iba a cazar volaba de nuevo entre los aullidos más ensordecedores que escuché jamás.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 57544 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:46:43
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 57539-57545 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:46:43
estafa s. f. 1. Cansaço extremo. = FADIGA 2. Jornada comprida e fatigante. 3. Situação ou tarefa enfadonha. = MAÇADA 4. Corrida. 5. Sova. 6. Burla, fraude. • Sinônimo geral: ESTAFADEIRA ‣ Etimologia: italiano staffa, estribo estafadeira s. f. O mesmo que estafa. ‣ Etimologia: estafar + -deira estafadela |é| s. f. Grande estafa. ‣ Etimologia: estafar + -dela estafado adj. 1. Cansado; cediço, velho, muito visto; que já não presta. 2. Derreado, desancado. ‣ Etimologia: particípio de estafar
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 85875 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:48:50
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 85872-85875 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:48:52
maçada s. f. 1. Golpe de maça ou clava. 2. Pancada com maço. 3. Sova. 4. Armação de pescar lampreias. 5. [Figurado] Estopada, importunação. 6. Aborrecimento, chatice. 7. Conluio. 8. Trabalho ou ocupação desagradável. 9. Alicantina. ‣ Etimologia: maça + -ada • Confrontar: massa.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 130015 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:50:09
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 130013-130015 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:50:10
sova |ó| s. f. 1. Ato ou efeito de sovar. 2. Conjunto de pancadas dadas a alguém como castigo ou maus-tratos. = TAREIA, TUNDA ‣ Etimologia: derivado regressivo de sovar
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 132944 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:50:49
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 132942-132944 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:50:49
tareia s. f. 1. Conjunto de pancadas dadas a alguém como castigo ou maus-tratos. = SOVA, PANCADARIA, TUNDA 2. [Portugal: Mondim] Tarefa.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 139260 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:51:24
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 139258-139260 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 20:51:25
tunda s. f. 1. Conjunto de pancadas dadas a alguém como castigo ou maus-tratos. = SOVA, PANCADARIA, TAREIA 2. [Figurado] Crítica severa.
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La Peste (Albert Camus)
- Sua nota na página 8 | Posição 112 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 21:57:42
pronúncia
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La Peste (Albert Camus)
- Seu destaque na página 8 | Posição 112-112 | Adicionado na data domingo, 4 de agosto de 2019, 21:57:43
monde,
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 8 | Posição 121-122 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:31:00
e ao escrever me surpreendo um pouco pois descobri que tenho um destino. Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Sua nota na página 9 | Posição 124 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:33:05
Sartre, quem se indaga, nega
interrogação e negação
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 9 | Posição 124-124 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:33:05
Quem se indaga é incompleto.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 103700 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:40:46
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 103699-103700 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:40:46
paulatinamente adv. A pouco e pouco, lentamente, devagar. paulatino adj. Que é feito devagar, lentamente, aos poucos.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 9 | Posição 138-138 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 09:44:20
O fato é um ato?
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 13 | Posição 186-186 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 18:02:03
Las estaciones quedaban aisladas en medio del campo, entre aromos y manzanos floridos.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 14 | Posição 206 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 19:03:32
Guarapari
El oeale
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 14 | Posição 204-206 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 19:03:32
Desde la casa que nos esperaba y, aún antes, desde los muelles desvencijados donde atracó el vaporcito, escuché a la distancia el trueno marino, una conmoción lejana. El oleaje entraba en mi existencia.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 29 | Posição 425-431 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 19:43:58
Através de tais discursos multiplicaram-se as condenações judiciárias das perversões menores, anexou-se a irregularidade sexual à doença mental; da infância à velhice foi definida uma norma do desenvolvimento sexual e cuidadosamente caracterizados todos os desvios possíveis; organizaram-se controles pedagógicos e tratamentos médicos; em torno das mínimas fantasias, os moralistas e, também e sobretudo, os médicos, trouxeram à baila todo o vocabulário enfático da abominação: isso não equivaleria a buscar meios de reabsorver em proveito de uma sexualidade centrada na genitalidade tantos prazeres sem fruto? Toda esta atenção loquaz com que nos alvoroçamos em torno da sexualidade, há dois ou três séculos, não estaria ordenada em função de uma preocupação elementar: assegurar o povoamento, reproduzir a força de trabalho, reproduzir a forma das relações sociais; em suma, proporcionar uma sexualidade economicamente útil e politicamente conservadora?
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 33 | Posição 491 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:01:51
Freud
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 33 | Posição 491-491 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:01:53
inventou toda uma patologia orgânica, funcional ou mental, originada nas práticas sexuais "incompletas";
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 33 | Posição 491 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:02:36
Freud?
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 33 | Posição 496-502 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:38:31
Consideremos as velhas proibições de alianças consanguíneas (por mais complexas e numerosas que fossem) e a condenação do adultério com sua inevitável frequência; e, por outro lado, os recentes controles através dos quais, desde o século XIX, foi atacada a sexualidade das crianças e foram perseguidos seus "hábitos solitários". É evidente que não se trata do mesmo mecanismo de poder, não somente porque aqui comparece a medicina e lá a lei; aqui há adestramento, lá penalidade; e, também, porque a tática instaurada não é a mesma. Aparentemente, trata-se nos dois casos de uma tarefa de eliminação, sempre fadada ao fracasso e sempre obrigada a recomeçar. Mas, a interdição dos "incestos" visa seu objetivo através de uma diminuição assintótica daquilo que condena; o controle da sexualidade infantil tenta-o através de uma difusão simultânea do próprio poder e do objeto sobre o qual o exerce. Procede em função de um duplo aumento prolongado ao infinito.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 34 | Posição 510-514 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:44:49
O "vício" da criança não é tanto um inimigo, mas um suporte; pode-se muito bem designá-lo como o mal a ser suprimido. O necessário fracasso, a extrema obstinação numa tarefa tão inútil leva a pensar que se deseja que ele persista e prolifere até os limites do visível e do invisível, ao invés de desaparecer para sempre. Graças a esse apoio o poder avança, multiplica suas articulações e seus efeitos, enquanto o seu alvo se amplia, subdivide e ramifica, penetrando no real ao mesmo ritmo que ele. Tratasse, aparentemente, de um dispositivo de barragem; de fato, organizaram-se, em torno da criança, linhas de penetração infinitas.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 34 | Posição 515-515 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:57:03
Esta nova caça às sexualidades periféricas provoca a incorporação das perversões e nova especificação dos indivíduos.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 34 | Posição 516-520 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 21:57:26
O homossexual do século XIX torna-se uma personagem: um passado, uma história, uma infância, um caráter, uma forma de vida; também é morfologia, com uma anatomia indiscreta e, talvez, uma fisiologia misteriosa. Nada daquilo que ele é, no fim das contas, escapa à sua sexualidade. Ela está presente nele todo: subjacente a todas as suas condutas, já que ela é o princípio insidioso e infinitamente ativo das mesmas; inscrita sem pudor na sua face e no seu corpo já que é um segredo que se trai sempre. É-lhe consubstancial, não tanto como pecado habitual porém como natureza singular.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 35 | Posição 515-526 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 22:09:53
Esta nova caça às sexualidades periféricas provoca a incorporação das perversões e nova especificação dos indivíduos. A sodomia — a dos antigos direitos civil ou canônico — era um tipo de ato interdito e o autor não passava de seu sujeito jurídico. O homossexual do século XIX torna-se uma personagem: um passado, uma história, uma infância, um caráter, uma forma de vida; também é morfologia, com uma anatomia indiscreta e, talvez, uma fisiologia misteriosa. Nada daquilo que ele é, no fim das contas, escapa à sua sexualidade. Ela está presente nele todo: subjacente a todas as suas condutas, já que ela é o princípio insidioso e infinitamente ativo das mesmas; inscrita sem pudor na sua face e no seu corpo já que é um segredo que se trai sempre. É-lhe consubstancial, não tanto como pecado habitual porém como natureza singular. £ necessário não esquecer que a categoria psicológica, psiquiátrica e médica da homossexualidade constituiu-se no dia em que foi caracterizada — o famoso artigo de Westphal em 1870, sobre as "sensações sexuais contrárias" pode servir de data natalícia{15} — menos como um tipo de relações sexuais do que como uma certa qualidade da sensibilidade sexual, uma certa maneira de interverter, em si mesmo, o masculino e o feminino. A homossexualidade apareceu como uma das figuras da sexualidade quando foi transferida, da prática da sodomia, para uma espécie de androgenia interior, um hermafroditismo da alma. O sodomita era um reincidente, agora o homossexual é uma espécie.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Seu destaque na página 35 | Posição 526-534 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 22:39:26
Como são espécies todos esses pequenos perversos que os psiquiatras do século XIX entomologizam atribuindo-lhes estranhos nomes de batismo: há os exibicionistas de Lasègue, os fetichistas de Binet, os zoófilos e zooerastas de Krafft-Ebing, os automonossexualistas de Rohleder; haverá os mixoscopófilos, os ginecomastos, os presbiófilos, os invertidos sexoestéticos e as mulheres disparêunicas. Esses belos nomes de heresias fazem pensar em uma natureza o suficiente relapsa para escapar à lei, mas autoconsciente o bastante para ainda continuar a produzir espécies, mesmo lá onde não existe mais ordem. A mecânica do poder que ardorosamente persegue todo esse despropósito só pretende suprimi-lo atribuindo-lhe uma realidade analítica, visível e permanente: encrava-o nos corpos, introdu-lo nas condutas, torna-o princípio de classificação e de inteligibilidade e o constitui em razão de ser e ordem, natural da desordem. Exclusão dessas milhares de sexualidades aberrantes? Não, especificação, distribuição regional de cada uma delas. Trata-se, através de sua disseminação, de semeá-las no real e de incorporá-las ao indivíduo.
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História da sexualidade 1: a vontade de saber (Michel Foucault)
- Sua nota na página 35 | Posição 532 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 22:39:55
brabo
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Slow Reading (Miedema, John(Author))
- Seu destaque na página 30 | Posição 447-448 | Adicionado na data segunda-feira, 5 de agosto de 2019, 23:38:39
I am trying to recreate the author's original intentions, reading in the linear format the ideas as they were intended to be read.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 11 | Posição 153-157 | Adicionado na data terça-feira, 6 de agosto de 2019, 23:32:56
Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. Embora não aguente bem ouvir um assovio no escuro, e passos. Escuridão? lembro-me de uma namorada: era moça-mulher e que escuridão dentro de seu corpo. Nunca a esqueci: jamais se esquece a pessoa com quem se dormiu. O acontecimento fica tatuado em marca de fogo na carne viva e todos os que percebem o estigma fogem com horror.
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A hora da estrela (Clarice Lispector)
- Seu destaque na página 11 | Posição 160-160 | Adicionado na data terça-feira, 6 de agosto de 2019, 23:35:04
a eternidade é o estado das coisas neste momento.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 99313 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 00:19:31
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 99308-99313 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 00:19:34
opulência s. f. 1. Abundância de riqueza; magnificência. 2. Fausto. 3. Classe dos opulentos. 4. [Por extensão] Diz-se das produções muito abundantes. opulentamente adv. De modo opulento. ‣ Etimologia: opulento + -mente opulentar v. tr. 1. Tornar opulento; enriquecer; engrandecer. • v. pron. 2. Tornar-se opulento. opulento adj. 1. Magnífico; rico. 2. Copioso; abundante. 3. Pomposo. 4. Muito desenvolvido.
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Sua nota Posição 41700 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 08:23:22
flerte
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (Priberam)
- Seu destaque Posição 41699-41700 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 08:23:23
desafogo |ô| s. m. 1. Alívio. 2. Pequena vingança; desabafo. 3. Desembaraço, resolução. 4. Recreio, distração; folga. • Plural: desafogos |ô|. ‣ Etimologia: derivaçao regressiva de desafogar
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 18 | Posição 269-271 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 11:08:35
Se estuvo muy quieto y lo tomé de nuevo en brazos para llevármelo a casa. Entonces, cuando lo tenía a la altura de mi pecho, sentí que se desenrollaba una cinta, algo como un brazo negro me rozaba la cara. Era su largo y ondulante cuello que caía. Así aprendí que los cisnes no cantan cuando mueren.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 17 | Posição 247-248 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 12:05:50
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 18 | Posição 266-266 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 12:15:55
estival,
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Poemas de Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
- Seu destaque na página 19 | Posição 288-288 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 12:22:57
vertiginosamente
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 20 | Posição 291-292 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 22:58:20
Las puse en limpio en un papel, preso de una ansiedad profunda, de un sentimiento hasta entonces desconocido, especie de angustia y de tristeza.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 20 | Posição 302 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 23:05:52
referência
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 20 | Posição 300-302 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 23:05:52
lectura no descansaba de día ni de noche. En la costa, en el pequeño Puerto Saavedra, encontré una biblioteca municipal y un viejo poeta, don Augusto Winter, que se admiraba de mi voracidad literaria. «¿Ya los leyó?», me decía, pasándome un nuevo Vargas Vila, un Ibsen, un Rocambole. Como un avestruz, yo tragaba sin discriminar.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 21 | Posição 310 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 23:15:45
referência
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 21 | Posição 308-310 | Adicionado na data quarta-feira, 7 de agosto de 2019, 23:15:45
La vi muy pocas veces. Lo bastante para que cada vez saliera con algunos libros que me regalaba. Eran siempre novelas rusas que ella consideraba como lo más extraordinario de la literatura mundial. Puedo decir que Gabriela me embarcó en esa seria y terrible visión de los novelistas rusos y que Tolstoi, Destines, Chejov, entraron en mi más profunda predilección. Siguen acompañándome.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 22 | Posição 334 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 10:32:26
carol
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 22 | Posição 334-334 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 10:32:26
Aullaban
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 24 | Posição 364 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:00:53
pronúncia
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 24 | Posição 363-364 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:00:53
Nombré inesperadamente a Baudelaire, diciéndoles que yo había empezado a traducir sus versos.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 24 | Posição 367 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:02:59
Referência
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 24 | Posição 366-367 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:02:59
—¡Baudelaire! —exclamaron—. Es quizá la primera vez, desde que el mundo existe, que se pronuncia ese nombre en estas soledades. Aquí tenemos sus Fleurs du mal.
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Sua nota na página 26 | Posição 396 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:59:43
a
brabo
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Confieso que he vivido (Pablo Neruda)
- Seu destaque na página 26 | Posição 388-396 | Adicionado na data quinta-feira, 8 de agosto de 2019, 23:59:43
Hace ya cuarenta y cinco años de este suceso, acontecido en el comienzo de mi adolescencia. ¿Qué habrá pasado con aquellas tres señoras desterradas con sus Fleurs du mal en medio de la selva virgen? ¿Qué habrá sido de sus viejas botellas de vino, de su mesa resplandeciente iluminada por 20 bujías? ¿Cuál habrá sido el destino de los aserraderos y de la casa blanca perdida entre los árboles? Habrá sobrevenido lo más sencillo de todo: la muerte y el olvido. Quizá la selva devoró aquellas vidas y aquellos salones que me acogieron en una noche inolvidable. Pero en mi recuerdo siguen viviendo como en el fondo transparente del lago de los sueños. Honor a esas tres mujeres melancólicas que en su salvaje soledad lucharon sin utilidad ninguna para mantener un antiguo decoro. Defendían lo que supieron hacer las manos de sus antepasados, es decir, las últimas gotas de una cultura deliciosa, allá lejos, en el último límite de las montañas más impenetrables y más solitarias del mundo.
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La Peste (Albert Camus)
- Seu marcador de página na página 9 | Posição 123 | Adicionado na data sexta-feira, 9 de agosto de 2019, 00:27:35
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