Faíscas de idealização
Deixa-me tocar os cabelos, puxá-los quase tão fortes quanto esses teus altivos olhos me puxam; eu não sei se desmorono ou admiro teu sorriso quando ouço o tão invejável click que mais ouso apenas similar; jamais comparar. Deusa do meu interrompido colateralmente coração, faz dos meus cigarros os teus beijos, pois que minha boca já queimou as faíscas do ser e busca as salivas da sua. Molha-me como o reflexo dos seus retratos que só me deixo imaginar por vontade de tocá-los, tanto por desejo quanto por merecimento. Faz-te o que bem quiser e peço que não tome minhas palavras como ordens ou súplicas, porque meu respeito não te traria nada senão o que se há de mais mútuo num vínculo. Meus imperativos são pela minha liberdade no falar, tal como este falar reconhece as vontades de seus ouvidos, inefável fotógrafa.
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