Eu tava lendo Osho esses dias...

e ele falou de quando nós éramos, todos, bem pequenos. Falou de como nos enroscávamos nas barrigas de nossas mães. Ele fala que a nossa conexão com a nossa mãe é inevitável. Formamos nosso ritmo e nossa vida dentro delas, e temos por isso um laço intrínseco, verdadeiro, silencioso e único, cada filho com sua mãe.

Isso foi algo que eu li há algumas três semanas, e de lá pra cá muita coisa tem ocorrido na minha relação com minha mãe. No meio de tantos solavancos, a informação estava na minha mente, mas a ficha só me veio cair agora. Eu estou acostumado a brigar com minha mãe há muito tempo. Eu olho os olhos dela e sinto essa vontade real e forte de me defender para algo negativo que virá. E dói muito porque eu sei que virá, e sempre vem. Até hoje nunca errei, e isso dói um pouco. E essa certeza é algo muito frustrante, porque enquanto humano eu criei bases na minha conjuntura, bases intransponíveis, bases dentre as quais uma delas seria a certeza da negatividade que minha mãe lançaria em mim por conta de situações variadas, inúmeras...

Eu não lembro desse carinho que o Osho fala. Desse calor, dessa harmonia, desse elo. Eu sinto algo quando nossos olhares se cruzam, mas é algo que está corrupto pelas barreiras que criei com ela. Mesmo que eu veja o azul do seu mar, as minhas noções que criei de minha mãe na infância - durante minha criação, e na minha vida até hoje - deixam suas águas turvas.

A praia de meu amor por minha mãe, hoje é um aterro de desgosto, e por mais que eu estivesse cavando-o com uma pequena pá há um tempo - Jah abençoe meus amigos! Jah abençoe Maria Helena Junqueira! Jah abençoe amor! - só hoje que fui notar que estava cavando um monte de terra que fui eu que coloquei lá, por muitos anos!!!!!!!!

Eu não olho pra minha mãe nos olhos com carinho há muito tempo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu gostaria de trabalhar nisso (NO MEU TEMPO) , mesmo que ela não colabore, porque se a gente morrer e eu não tiver feito isso nem uma vez vai ser muito ruim, vou ficar triste comigo!!!!!!

(Ela certamente não vai colaborar, mas é isso, vida segue. Quero amar minha mãe também, assim como sei amar os pássaros, as árvores e o mar.)*

Gratidão!!






Esse verde é a recaída, é a barreira se reerguendo. Preciso me atentar. "Você assumir isso da sua mãe é você subindo a barreira"
Nice!! Prestar atenção e focar no sublinhado.

Valeu Mari

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