Quem sabe, Mari

Quem sabe ser o que quer ser
se conforta nos espinhos de um doce cacto
se deliciando dos verões e dos invernos da vida
tal qual dos verões e dos invernos dos campos
desfruto de teu suco e de tuas pontilhadas
molha-me, cutuca-me, ó árvore
aos tempos mais glaciais sobrevivi, dos mais quentes infernos só eu saí

sou sorriso e choro
sou o samba nos pés da lua
a tudo amo
e, a ti, quero amar também
deita comigo, cacto,
e sente em teus secos espinhos o meu molhado sangue que te quer escorrê-la o corpo
t o d o.

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