Consciência e tese

"Toda consciência, mostrou Husserl, é consciência de alguma coisa. Significa que não há consciência que não seja posicionamento* de um objeto transcendente..."
"É preciso renunciar a esses "dados" neutros que, conforme o sistema de referências escolhido, poderiam constituir-se em "mundo" ou em "psíquico". Uma mesa não está na consciência, sequer a título de representação. Uma mesa está no espaço, junto à janela, etc. A existência da mesa de fato, é um centro de opacidade para a consciência; seria necessário um processo infinito para inventariar o conteúdo total de uma coisa. Introduzir essa opacidade na consciência seria levar ao infinito o inventário que a consciência pode fazer de si, convertê-la em coisa e recusar o cogito**.

O ser e o nada.

* Em fenomenologia, sinônimo de "tese" (do grego thésis): ato de colocar algo como existente no mundo.

** Cogito, de Descartes: Penso, logo existo (Penso, portanto sou).

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