Homem sou

Meus traços enrijeceram, a exaustão enfim parte. A beleza dos contornos da minha barba me tornam a encantar. Sorrisos me dão nas ruas,
Pequenos meninos, aspirantes
Grandes mulheres que se querem frágeis e recusam secretamente suas forças
Me gratifico e me delicio na sensação de possui-los todos.
Usar fantasias como drogas, remediá-las sem perder o limite da sanidade; manter meu grosso tronco em riste, úmido só pelo vapor do querer, da luxúria, das que o rodeiam.
Não o entrego a ninguém de cara: o implorar, o reclamar me traz júbilo. Avante com seus medos, sou o medo de todos, que te importa entender, mas apenas querer. Demasiadamente me querer, como infinitos olhares voluptuosos na areia preta.
Entrelacem as fantasias, se vos convier.
Autosuficiente sou, bastam-me as minhas.
Condescendente sou, persiste e me tens um pouco. 
Bem sei: Homem sou, e faço-vos tremer como quando o espelho me contrasta o olhar.

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