não lembro de tudo, mas o final do sonho se deu num carnaval. algumas ruas estavam sendo apropriadas pela governo (pela realização de impostos para se manter nela, através de e um pedagio)
nessas, colidiram a polícia e o quadro de ocupação de imóveis oriundo da crise


antes disso, estou memorando, agora, a primeira parte do sonho.
foi na cantareira. não lembro com quem fui, mas fiz amizade com um camelô. ele, entre outros, vendiam vários produtos. mas, naquele dia, todos estavam vendendo uma fatia de bolo de chocolate de aniversário por dez reais. uma fatia gigante mesmo. bem punk. estive o tempo todo com uma faca na mão. eu, Nuno Medeiros mesmo. era uma analogia entre uma faca de cozinha meio churrasco (só que menor um pouco) e um canivete: meio que ela tinha a lâmina dobrável (e posicionavel. na primeira parte do sonho, pressenti uma luta. preparei a faca várias vezes como que em treino próprio para uma luta que se aoroximava)
terminei essa primeira parte ao consultar ao camelô:
" se ninguém comprar esse bolo, por quanto você me vende ele inteiro depois? "
" 5,50 "
" caô "
" sério po "
" tá aqui até aqui horas? "
" 19h de amanhã "
" amanhã chego aqui antes disso pra ver "
não sei se voltei ou não. acordei antes disso.


voltando para a segunda parte do sonho. estávamos em um cenário de ocupações. várias casas, dentro do terreno governamental, estavam ocupadas por pessoas que não tinham condição de viver em casas no estilo família tradicional brasileira. então elas se juntaram em pequenos clãs e invadiam imóveis inutilizados para viverem neles. pessoas, algumas, até bem vestidas mesmo. o que deu a entender que a crise tinha batido hardcore.
não era mais Nuno Medeiros nessa parte. não me lembro se era alguém de fato. mas a protagonista era uma garota loira de lábios não tão carnudos nem cerrados, usando uma boina. uma pessoa extremamente inteligente.

policiais estavam entrando nesses casarões para desarticular o movimento ocupacional em meio ao carnaval.
vale ressaltar que, as ruas que tinham os impostos eram, necessariamente, ruas movimentadas. no meu sonho não era nenhuma rua em especifico, mas é como se fosse a Nóbrega de niteroi ou a Voluntários em Botafogo. Acontece que, por serem ruas movimentadas, os policiais estavam sendo "cordiais" ao tentarem tirar os ocupantes das casas. eles não podiam sair quebrando o pau porque as pessoas que frequentavam os bares e as folias (não vi uma alma sequer fantasiada. apesar do carnaval, estavam todos nos bares como uma sexta feira qualquer. apenas senti que era carnaval mesmo), as pessoas fotografavam e filmavam o aproach dos cop nos casarões, tipo Black mirror mesmo. então meio que dificultava o esquema pra eles saírem batendo em geral.
Enfim, na cena que acordei, aconteceu o seguinte
a garota loira estava passando numa dessas ruas/vizinhanças com pedagio para ir a um bar. ela viu três casarões de ocupações. 2 já haviam sido tomados pela polícia. os moradores do terceiro sabiam disso.
a garota se aproximou bem na hora que a polícia tentava dominar o terceiro. o casarão era numa esquina e logo na outra tinha um bar.
o esquema dos policiais era o seguinte. alguns polícias batiam papo com os ocupantes pela porta, convencendo-os sair para a  varanda a fim de uma "contagem demográfica" (faziam todo o show mesmo, como de aquilo significasse baldes para o funcionamento da civilização) enquanto outros cop ficavam escondidinhos ao redor do jardim do casarão esperando os ocupantes darem mole.
os ocupantes não eram idiotas, eles acabariam cedendo porque uma das ocupantes estava sendo mantida em cativeiro (secreto e camuflado pela polícia) bem colado a um dos policiais.
a garota loira logo notou isso e entrou no meio da ação toda, interrompendo o momento que, inflexivelmente seria a invasão policial. ela montou A cena, deu um barraco planejado. deixou os policiais meio que. fez um barulhao mesmo.
aí as pessoas do bar da frente começaram a ouvir e vir mais pra perto assistir. algumas com celulares gravando. os policiais se sentiram obrigados a abortar o plano. enquanto eles saíram, a garota resolveu sentar para bater papo. o policial era negro (como que pardo. uma pele que parecia um homem branco de lábios cerrados e traços europeus, só que com raízes crespas e com pele tom de marrom claro) e usava óculos. um desses óculos sem contorno forte, com contorno só na parte de cima. bem snowboard loser. ele sentou-se com a loira, cheio de ódio por dentro. ela olhou para ele e disse
"sabe qual é a pior parte? você vai me odiar para sempre. vai pensar em mim antes de dormir com ódio e ao acordar também, todo suado, de seus pesadelos. mas te garanto uma coisa que vai te deixa puto: neste exato momento de agora, você tem um total de zero poder sobre mim. você simplesmente não vai conseguir me matar, por nada nesse mundo, neste exato momento. quem manda no agora sou eu"
e a garota saiu. mas ela sentiu que não tinha acabado ali. ao olhar para trás, viu o policial saindo do casarão cindo atrás dela, reluzente de raiva. carregava um objeto e vinha na direção da mulher. ela correu e eu acordei logo em seguida. o objeto era a faca de Nuno Medeiros.

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