Se acalma
Lê devagarinho. Só se estiver com nervosismo. Agora que leu isso, deve ter batido um nervosismo, então pode ler sim.
Tô pulando as linhas pra acabar com seu senso de pressa, com seu senso de querer pular pra parte boa, sem ter que pensar. Assim dá pra mostrar o quanto pensar é incrível pra mim. E você, devagar - devagar, suave, dança nas palavras, volta e lê desde o começo uma, duas vezes, faz isso no final de todo parágrafo, relaxa, devagar - vai chegando aonde eu te levo.
Sabe eu? Sabe, sabe sim. Olha pra mim de leve daí. Só fecha o olho e olha. Vai tá comigo na cabeça, bem sei. Tô sendo metido não, só bem sei; me pego pensando muito também. Mais do que você acha, até; juro!
Então... eu, né? Isso, eu, fica comigo na cabeça assim. Agora você vai pensar em uma categoria de percepção. Devagar, sempre devagar, se for acelerar, para de ler. Nem ligo pra barulho, pressa ou confusão, mas se perder o foco tudo vira inútil. Confusão tem que acontecer por excesso de propósito, não por falta. De novo: divisão de categorias de percepção, isso, isso.
Ó, tem um monte de categoria em cima de mim, sou complexo. Bem sabe disso já. Não precisou de uma semana comigo pra se dar conta de que não é fácil me ler. Bota um mês, um ano, dez anos, uma vida, aí fica maneiro, com certeza. Mas relaxa, eu também não consigo me ler, então a gente vai empurrando.
Vamos pegar as categorias que lembram músicas, sim? Você deve gostar de música, tem música de tudo, mas nem tudo tem música, então dá pra selecionar algo daí.
Já abre seu player, seja lá qual for, se prepara. Devagar, sempre devagar.
Requiem for a dream. Nas fobias, nos medos, nos silêncios no meio de brigas, nas brigas, nas porradas, nos sorrisos sangrentos e nas alegrias de vingança. Na sede de horror e nos demônios que se alimentam do meu mal. Liga essa música que você vai ouvir meu coração bater com o som de um violino ressoado por uma lâmina suja de escuro e sangue.
Liga Wondrous Place, do Tarzan. Sim. Sim. Devagar, para de estranhar. Essa aí é de paz. Não qualquer paz. Essa é de paz no domingo de manhã, quando acordo e estou sendo abraçado por duas mãozinhas e um pijama grande listradinho, vermelho e amarelo. Um pézinho branquinho no meio dos meus, todo assustado. Essa música toca na trajetória minha, do topo da cama, até o final dela, pra dar um leve e doce beijo naquele pézinho. E, ele retrai, e a música vai seguindo, num toque de manhã. Devagar, sempre devagar. Para aqui e ouve. Fecha os olhos de novo e ouve. A música bate forte, porque eu subo, o domingo clareia mais e é muito amor pra um domingo qualquer!
Eu tenho sido muito feliz, recentemente, então às vezes eu me forço a sentir um pouco de vazio. Acho bom porque me ajuda a lembrar do quão bom é ser feliz. Tipo quando eu ouço Vento no litoral, da Legião urbana. Não que eu tenha um amor que morreu ou algo assim. Mas acho que é bom a gente lembrar sempre que cada pedacinho de sorriso vale muito à pena. É gostoso saber que eu tenho pelo que sorrir. E, mesmo se eu, de repente, não mais tivesse, já faço questão de treinar sozinho pra me provar que eu não me arrependeria nem um pouco de ter cultivado aqueles sentimentos. Devagar
Agora vou pegar uma pesada. Eu nem fico triste ou algo assim com as que já vieram, por serem mais reflexivas, por se relacionarem mais com meu gosto por pensar. Mas, ouvindo White buffalo cantar House of Pain... Bom, eu fico triste. Bem muio bastante à beça triste. Não é por total correspondência à letra. Um pouco perto, talvez, nem tanto, mas me dói. É estranho. É reconfortante saber que aquelas lágrimas ainda estão lá. Talvez esse seja o meu medo de abandonar o passado, né? Devagar. Como se o meu passado fosse meu choro? Provavelmente. Me sinto feliz falando disso. Irônico. Uma família ausente, um olho seco, uma mão no teclado e um sorriso no rosto; esse sou eu agora. Acho que é, de certa forma, felicitante saber que até a tristeza tem um propósito. Já vê como eu gosto de pensar...
Sabe, apesar de eu pensar bastante, minha memória é bem ruim. Não ligo pro que achem disso. É engraçado, porque eu só tenho beijado uma boca há 7 meses mais ou menos; Já não sei mais a textura de outros lábios humanos senão o dessa lindeza. Nem cheiro ou até nível de umidade - eca -. Devagar, para de afobar, falo de beijo e já fica todo mundo animado. Então, meio que não há por que eu falar dos outros beijos: além de eu não lembrar deles em quase nada, eu lembro que não senti com eles nem 1/10000... do que eu sinto com o beijo que eu dei ontem à noite. Isso comparando todos os beijos da minha vida, anteriores aos 7 meses, só com um deles de agora. Imagina todos os de agora, ia ser destruidor. Papo dez. Mas, com relação à música. Sim, a música. Olha, a gente já beijou com umas playlists meio sensuais tocando. Deu um tesãozinho maneiro, mas não tinha a ver com o feeling, só com a cama mesmo. A música do beijo? Eu falo agora: Fecha os olhos, pensa em mim e...
Bom...
Se acalma.
Tô pulando as linhas pra acabar com seu senso de pressa, com seu senso de querer pular pra parte boa, sem ter que pensar. Assim dá pra mostrar o quanto pensar é incrível pra mim. E você, devagar - devagar, suave, dança nas palavras, volta e lê desde o começo uma, duas vezes, faz isso no final de todo parágrafo, relaxa, devagar - vai chegando aonde eu te levo.
Sabe eu? Sabe, sabe sim. Olha pra mim de leve daí. Só fecha o olho e olha. Vai tá comigo na cabeça, bem sei. Tô sendo metido não, só bem sei; me pego pensando muito também. Mais do que você acha, até; juro!
Então... eu, né? Isso, eu, fica comigo na cabeça assim. Agora você vai pensar em uma categoria de percepção. Devagar, sempre devagar, se for acelerar, para de ler. Nem ligo pra barulho, pressa ou confusão, mas se perder o foco tudo vira inútil. Confusão tem que acontecer por excesso de propósito, não por falta. De novo: divisão de categorias de percepção, isso, isso.
Ó, tem um monte de categoria em cima de mim, sou complexo. Bem sabe disso já. Não precisou de uma semana comigo pra se dar conta de que não é fácil me ler. Bota um mês, um ano, dez anos, uma vida, aí fica maneiro, com certeza. Mas relaxa, eu também não consigo me ler, então a gente vai empurrando.
Vamos pegar as categorias que lembram músicas, sim? Você deve gostar de música, tem música de tudo, mas nem tudo tem música, então dá pra selecionar algo daí.
Já abre seu player, seja lá qual for, se prepara. Devagar, sempre devagar.
Requiem for a dream. Nas fobias, nos medos, nos silêncios no meio de brigas, nas brigas, nas porradas, nos sorrisos sangrentos e nas alegrias de vingança. Na sede de horror e nos demônios que se alimentam do meu mal. Liga essa música que você vai ouvir meu coração bater com o som de um violino ressoado por uma lâmina suja de escuro e sangue.
Liga Wondrous Place, do Tarzan. Sim. Sim. Devagar, para de estranhar. Essa aí é de paz. Não qualquer paz. Essa é de paz no domingo de manhã, quando acordo e estou sendo abraçado por duas mãozinhas e um pijama grande listradinho, vermelho e amarelo. Um pézinho branquinho no meio dos meus, todo assustado. Essa música toca na trajetória minha, do topo da cama, até o final dela, pra dar um leve e doce beijo naquele pézinho. E, ele retrai, e a música vai seguindo, num toque de manhã. Devagar, sempre devagar. Para aqui e ouve. Fecha os olhos de novo e ouve. A música bate forte, porque eu subo, o domingo clareia mais e é muito amor pra um domingo qualquer!
Eu tenho sido muito feliz, recentemente, então às vezes eu me forço a sentir um pouco de vazio. Acho bom porque me ajuda a lembrar do quão bom é ser feliz. Tipo quando eu ouço Vento no litoral, da Legião urbana. Não que eu tenha um amor que morreu ou algo assim. Mas acho que é bom a gente lembrar sempre que cada pedacinho de sorriso vale muito à pena. É gostoso saber que eu tenho pelo que sorrir. E, mesmo se eu, de repente, não mais tivesse, já faço questão de treinar sozinho pra me provar que eu não me arrependeria nem um pouco de ter cultivado aqueles sentimentos. Devagar
Agora vou pegar uma pesada. Eu nem fico triste ou algo assim com as que já vieram, por serem mais reflexivas, por se relacionarem mais com meu gosto por pensar. Mas, ouvindo White buffalo cantar House of Pain... Bom, eu fico triste. Bem muio bastante à beça triste. Não é por total correspondência à letra. Um pouco perto, talvez, nem tanto, mas me dói. É estranho. É reconfortante saber que aquelas lágrimas ainda estão lá. Talvez esse seja o meu medo de abandonar o passado, né? Devagar. Como se o meu passado fosse meu choro? Provavelmente. Me sinto feliz falando disso. Irônico. Uma família ausente, um olho seco, uma mão no teclado e um sorriso no rosto; esse sou eu agora. Acho que é, de certa forma, felicitante saber que até a tristeza tem um propósito. Já vê como eu gosto de pensar...
Sabe, apesar de eu pensar bastante, minha memória é bem ruim. Não ligo pro que achem disso. É engraçado, porque eu só tenho beijado uma boca há 7 meses mais ou menos; Já não sei mais a textura de outros lábios humanos senão o dessa lindeza. Nem cheiro ou até nível de umidade - eca -. Devagar, para de afobar, falo de beijo e já fica todo mundo animado. Então, meio que não há por que eu falar dos outros beijos: além de eu não lembrar deles em quase nada, eu lembro que não senti com eles nem 1/10000... do que eu sinto com o beijo que eu dei ontem à noite. Isso comparando todos os beijos da minha vida, anteriores aos 7 meses, só com um deles de agora. Imagina todos os de agora, ia ser destruidor. Papo dez. Mas, com relação à música. Sim, a música. Olha, a gente já beijou com umas playlists meio sensuais tocando. Deu um tesãozinho maneiro, mas não tinha a ver com o feeling, só com a cama mesmo. A música do beijo? Eu falo agora: Fecha os olhos, pensa em mim e...
Bom...
Se acalma.
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