Pai
Quando eu era criança, talvez com 4 ou 5 anos, e eu ficava triste, meu pai vinha com o violão dele. Ele abria o sorriso dele, parecia maior que o violão nas minhas concepções. Ele sentava na altura da minha cintura na cama, enquanto eu ficava deitado. Não falava nada. Preparava seus dedos e cantava Romaria.
Sou caipira, Pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
Hoje eu, quando fico triste, deito na cama. Aí olho para meus lados. Não tem violão. Meu pai está longe, feliz com um filho triste.
Um filho que precisa de Romaria.
Sou caipira, Pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
Hoje eu, quando fico triste, deito na cama. Aí olho para meus lados. Não tem violão. Meu pai está longe, feliz com um filho triste.
Um filho que precisa de Romaria.
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