Carolina, Parabéns
Pensei em te escrever um poema, ou vários, mas senti que eu teria de pensar mais do que me seria de fato agradável para te enviar um parabéns. Em vez disso resolvi juntar várias linhas e besuntá-las com uma nuvem de poética. Sabe, são tempos que passam rápido, ou ainda só passam sem passar de fato, nossa noção de tempo, antes, depois, agora, organização espacial, não sei dizer, me parece que de nada vale quando olhamos para o que está na nossa frente de fato. Como se o agora prendesse, sente? Escrevo como que para te mergulhar no carnaval sem som de minha mente que tanto te estima ou de meu coração que tanto te ama e sei que escrevo não por ênfase nas mensagens ou palavras mas por ser para você,
Carolina.
Feliz aniversário, querida, e sente isso que eu te digo, sente mesmo. Sente como quem sabe do que eu estou falando, sem o desconfiar que nos é tão incrustado. Sente como quem deixa, porque você está mais que de parabéns, sente porque é meu e eu te dou isso que sinto como quem tem infinito para dar e te gosta feliz. Do meu apreço por o que é você, das coisas que sei e das coisas que não sei, já te cantei melodias do imo peito, e nada mais no agora me falta cantar sobre os galhos da árvore que fizeste crescer em mim, tão linda e tão eu. Obrigado, Carolina, eterna gratidão a ti pela beleza dum brio semelhante apenas ao dos deuses eternos. Eterna gratidão àquilo que cria o mundo, pela condescendente coincidência de nossas concomitâncias no agora. Uma zelosa honra. Se te dou um presente, não são as palavras, como disse, mas o momento que agora te resguardo, e que enquanto escrevo em minha frente não há computador e em minha volta não há um quarto, senão uma imersão submersa onde não há necessidade de respirar pois que de ti me encho os pulmões e que desfecho não me preocupa ser buscado onde a noção de tudo que agora me é, é você, Carolina. Desligo-me do agora, no agora, para deixar de estar e ser aqui, e ser e estar contigo, em ti, no teu mais fundo teu, donde com amor fico aquentado a te lembrar, se me permite, da importância e do valor e do impacto glorioso que os teus fortes pés e os teus fulgentes olhares fazem no mundo. Você é divina, Carolina, e nas suas bruxarias transluz natureza. Evoco os cânticos e odes e epopeias do submundo, abraço a morte que me um dia há de visitar, e percebo que na última luz dos meus olhos vejo um brilho que, disforme, aprendi a ver te olhando.
Parabéns, Carolina, por ser quem és, e não te tomes por algo que não és, pois que no meu viver aprendi a ver dizeres que a boca não diz, e em ti leio consciência, e sei que nas suas ondas pensas tu em formas de pensar que a humanidade não entenderia uma fração de mol, enquanto que para ti é apenas doce pensar, doce sentir, combustível infinito de suas artes.
E acredito, mesmo, que tua luz é forte, e que tens aí dentro um sol uma estrela uma galáxia uma coisa grande que não se vê. Sei, mesmo, porque vi lâmpadas e lamparinas e fósforos e isqueiros e fogo fátuo em cada esquina e em cada olho, e não brinco quanto às tuas qualidades de eterna, porque, ouve o que digo, parabéns Carolina, você merece cada parabéns que os estalidos das ruas e os pássaros podem te dar, quanto mais dos que te rodeiam.
Cobre o amor que te é para ser dado pois que tu amas de torneira aberta e até nas tuas travas vejo o amor que quer sair e, sinceramente, pouco me importam as travas, que seu amor é infinito e infinito -1 ainda é infinito então literalmente não importa. Cobre porque merece e cobre também porque é seu, o amor é seu porque nós, se não nascemos para amar, não nascemos para nada, porque a vida passa rápida quando não se ama.
Eu te amo, Carolina.
Feliz aniversário.
Evita esse tabaco, garota. Uma diminuída no ritmo cai bem e faz toda diferença na rotina e na alma.
Sempre, sempre mesmo, beba água. Dos amores da sua vida, esse é o único que não vai te decepcionar nunca. Agradeça com veemência.
É nós. Agradeço pelo seu tempo e curte muito a sua data!!
Um doce beijo,
Nuno Torres Medeiros
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