Alguém me ensina a ser feliz.
Alguém me ensina a ser feliz
desde pequeno, todo verde, crescendo num mundo camuflado,
esfumaçado
no planeta cinza, mas ofuscado, omitir a dor do meu presente
no meu passado
esguiado e isolado
fraco pequeno e viado
forte de braço, piada
rápido de perna, que nada
sempre bate como quis
sempre foge por um triz
alguém me ensina a ser feliz
desesperança reina no meu cabelo que cai
desilusão fode com meu conceito de pai
meu sorriso de criança me grita não se vai
minha fé de menino dói, como dói, porra, ai
vem, desintegra o meu sorriso em um maço
o preço do cigarro é o conforto de um palhaço
trouxa sem mundo, triste como um puto
não se mata por preguiça, piru já virou linguiça
de tanta falta de tesão no mundo
falta de cor nesse paredão imundo
falta de verdade e de amor profundo
profundo?
profundo não existe
profundo foi a fé de que as coisas significavam dignificavam dignificafoda-se alguma coisa
moribundo promissor é minha profissão
negar regras de um planeta cinza tingido
suas tintas são falsas e eu vejo o perigo
seus contornos são ocos, já eu, preenchido
tento sempre me manter no verde
pra acordar tentando rir e sorrir
desde antes do verde ser o verde
quando era só verdinho verde verde
ele ainda era minha fonte de fé
agora to sujo fudido lascado mané
não consigo botar fé em levar nada nem ninguém à sério
meu compromisso ideológico sempre termina em adultério
porque eu continuo acordando continua pra mim um mistério
minha raiva para com o cinza virou, aqui dentro, um império
alguém me ensina a ser feliz
porque eu já não mais sei
alguém me ensina a ser feliz
porque tanto dói ser infeliz
no meio tempo eu não sorrio
mas eu também não desisto
troco minha tristeza por.. puto
fico puto!
e como fico!
e como choro!
e como imploro!
e sinto que só me ignoro!
porque de dentro eu sinto que desistir
vai descansar
mas preciso saber que valeu à pena sentir
e não me conformar
porque conformação é codinome pra cinza
porque não quero ser um velho ranzinza
ser aquilo que sempre quis
alguém me ensina
a ser feliz
desde pequeno, todo verde, crescendo num mundo camuflado,
esfumaçado
no planeta cinza, mas ofuscado, omitir a dor do meu presente
no meu passado
esguiado e isolado
fraco pequeno e viado
forte de braço, piada
rápido de perna, que nada
sempre bate como quis
sempre foge por um triz
alguém me ensina a ser feliz
desesperança reina no meu cabelo que cai
desilusão fode com meu conceito de pai
meu sorriso de criança me grita não se vai
minha fé de menino dói, como dói, porra, ai
vem, desintegra o meu sorriso em um maço
o preço do cigarro é o conforto de um palhaço
trouxa sem mundo, triste como um puto
não se mata por preguiça, piru já virou linguiça
de tanta falta de tesão no mundo
falta de cor nesse paredão imundo
falta de verdade e de amor profundo
profundo?
profundo não existe
profundo foi a fé de que as coisas significavam dignificavam dignificafoda-se alguma coisa
moribundo promissor é minha profissão
negar regras de um planeta cinza tingido
suas tintas são falsas e eu vejo o perigo
seus contornos são ocos, já eu, preenchido
tento sempre me manter no verde
pra acordar tentando rir e sorrir
desde antes do verde ser o verde
quando era só verdinho verde verde
ele ainda era minha fonte de fé
agora to sujo fudido lascado mané
não consigo botar fé em levar nada nem ninguém à sério
meu compromisso ideológico sempre termina em adultério
porque eu continuo acordando continua pra mim um mistério
minha raiva para com o cinza virou, aqui dentro, um império
alguém me ensina a ser feliz
porque eu já não mais sei
alguém me ensina a ser feliz
porque tanto dói ser infeliz
no meio tempo eu não sorrio
mas eu também não desisto
troco minha tristeza por.. puto
fico puto!
e como fico!
e como choro!
e como imploro!
e sinto que só me ignoro!
porque de dentro eu sinto que desistir
vai descansar
mas preciso saber que valeu à pena sentir
e não me conformar
porque conformação é codinome pra cinza
porque não quero ser um velho ranzinza
ser aquilo que sempre quis
alguém me ensina
a ser feliz
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